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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

CríticaMorte: Bird Box

Assisti esse filme pela Netflix e tenho algumas considerações a fazer.


Alerta: 

Esse artigo é pura opinião minha, e eu não sou nenhum crítico qualificado.

Tem spoiler, boa leitura.

Se você já teve o prazer de assistir a obra prima do mestre Shyamalan, "The Happening", ou como conhecemos em terras tupiniquins "Fim dos Tempos, o filme do vento assassino", provavelmente nem ficará surpreso com este estrelado por Sandra Bullock.

Alias, se você também já viu "Um Lugar Silencioso", também não ficará nada surpreso e passará a notar um climão de plágio em torno de Bird Box, que alias, pouco ou nada tem haver com o que o nome sugere.

O filme fala de uma mãe, que não quer ser mãe, sendo mãe, de todas as formas possíveis (adotiva, consideração, biológica, substituta, etc) e no fim, se lascando para uma anomalia sobrenatural que faz as pessoas que a olham cometerem suicídio, ou apenas sucumbirem a sua "beleza".


Pois é, um filme onde para sobreviver, você precisa se privar de um dos seus sentidos, no caso, a visão. 


É basicamente uma imitação tosca da temática de Um Lugar Silencioso, onde era preciso se privar da capacidade de fala (para não causar barulho). 


Além disso, é um filme onde o inimigo não pode ser visto, e não apenas pelos personagens não poderem olhar pra ele, mas pelo fato de aparentemente ele ser invisível mesmo. Alias, ele é invisível, só que afeta a mente das pessoas, desligando o sentido de auto-preservação delas e as forçando a se matar, sem qualquer noção racional. 


É exatamente a mesma premissa de Fim dos Tempos, só que ao invés de creditarem tudo às plantas, dessa vez simplesmente não deram uma explicação.


Fica subentendido que é o apocalipse, considerando a opinião do gordinho escritor do supermercado, que alias, que grande herói hein! (uma verdadeira anta, ele se joga num cara que tenta invadir o supermercado e se tranca do lado de fora, sendo morto no processo, pra salvar os outros, quando podia simplesmente usar algo pra atordoar o cara, ou ajudar a empurrar a porta). 


E sim, como se não bastasse o misterioso e invisível inimigo, há também as pessoas que sobrevivem a ele, as quais passam a simplesmente adora-lo e venera-lo, buscando levar os outros com elas por esse caminho de vislumbramento. E qual a desculpa pra algumas pessoas conseguirem se manter vivas após enxerga-lo, não buscando pelo suicídio instantâneo, e outras não? Simples: Sanidade.


Pessoas com a mente comprometida, que tem algum distúrbio psicológico, acabam tendo outra resposta ao enxergar a entidade. Elas passam a desejar que todos os outros se juntem a elas, e forçam as demais pessoas a olharem diretamente pra entidade. 

Então, temos um filme onde as pessoas se isolam em casa, pois a entidade que não pode ser vista, não pode entrar em casas, e... ah ta essa parte, preciso falar disso...

Então, qual o grande vexame de Fim dos Tempos? Eu respondo: O fato do vento e o ar ser o inimigo, e não afetar a todos igualmente pois, não vai pra todo canto da mesma forma. O ar ta em toda parte, mas no filme isso é meio que ignorado... 


E ai qual o vexame de Bird Box? O fato do inimigo invisível não conseguir entrar em casas. Ele deve ser algo gigantesco só pode, pra não conseguir atravessar portas e precisar que seus servos leais hipnotizados tragam suas vítimas pra ele.


Achei isso bem estúpido, mas nem é a única coisa.

Lembra que mencionei que Bird Box não faz jus ao título? Então...


Em uma parte do filme, a protagonista acha pássaros engaiolados e decide adota-los (como eu disse, todo tipo de mãe possível). Ela então descobre que eles ficam agitados na presença da entidade invisível, e passa a usar isso para... nada. 


Ela chega a colocar os pássaros em uma caixa com buraquinhos pra eles respirarem, mas não enxergarem (não fica nada claro se isso afeta todas as criaturas vivas ou apenas humanos) e ai, ela usa eles como um tipo de alarme para indicar quando a entidade ta próxima, entretanto, ela sempre, SEMPRE, mantém a si e aos seus filhos vendados, pois a entidade pode ta em qualquer lugar. Logo, qual a lógica de ter um sinalizador de proximidade se você vai se precaver e privar sua visão de qualquer forma?


O título do filme faz questão de mostrar exatamente o quão contraditório e sem lógica ele é, focando em algo que não o descreve. E nem adianta pensar que há uma grande mensagem ou metáfora pois não é. O filme não fala de liberdade. E olha que no fim eles libertam os pássaros que "tanto lhes ajudaram" pra que vivam em liberdade sendo que não é essa a mensagem.

E alias, falando de mensagem... o final... o que foi aquilo? Qual o sentido naquilo?

Não, não foi nada mirabolante nem espantoso, a protagonista leva suas duas crianças numa jangada por um rio para um local seguro, supostamente seguro, às cegas. Chegando la, seguindo os sons dos pássaros, e enfrentando diretamente a Criatura Invisível, que tenta convencer ela, e suas crianças a tirarem as vendas (mas a criatura não pode nem toca-las!), ela chega numa instituição para pessoas cegas, e pronto, é esse o final!


Ela se abriga em um local com um monte de pessoas cegas (e outros sobreviventes) e ai, liberta os passarinhos e fim. Qual a mensagem disso? 

Eu te juro que fiquei até meio ofendido por ver uma referência assim nesse filme, onde colocaram vários deficientes visuais como uma última frente de sobreviventes, pois estes estariam acostumados a viver cegamente, e serviriam de exemplo pra humanidade. Eu vi nisso uma insinuação de que os deficientes visuais são diferentes, sofrem preconceito, e agora justamente eles seriam a salvação da humanidade e cara, que nada ver! 

O filme perdeu a chance de quebrar o esteriótipo que ele mesmo alavancou, de que pessoas com deficiência mental são uma ameaça para os demais, e passar a mensagem de que cada pessoa é de um jeito, mas não... nesse filme, quem tem demência é vilão, quem tem cegueira é herói, e a polêmica foi estabelecida.


Imagina, se quando a mãe do ano chegasse no abrigo e descobrisse que la é uma instituição para pessoas com problemas psicológicos, porém todas em tratamento e evitando a entidade. Seria ai sim um grande tapa na cara da sociedade julgadora... 

Antes de encerrar, gostaria de citar uma parte do filme que pra mim, é a coisa mais idiota que já vi:

Temos um grupo preso numa casa, sem suprimentos, então eles decidem que precisam sair pra procurar suprimentos. Porém, não podem procurar vendados, decidindo então arriscar e usar Câmeras de Segurança da casa pra ajudar. Então, um deles se sacrifica pra testar as câmeras e comprovar se é seguro olhar através delas.


Onde que isso não faz sentido? Primeiro: As câmeras mostram os arredores da casa apenas, eles precisariam ir pra bem mais longe pra poder achar qualquer coisa. Olhar por elas não ajudaria em porr4 nenhuma, sem contar que nessa parte do filme eles não sabiam que existiam pessoas violentas por ai.


Segundo: Durante o teste, TODOS do grupo saem da sala e deixam o cara la sozinho, amarrado numa cadeira. Qual a lógica disso? Eles queriam mantê-lo seguro apesar de qualquer resultado, e pra isso abandonaram ele na sala? Nenhum deles sai da casa pra seguir orientações via rádio ou coisa do tipo, eles apenas deixam ele la estudando as câmeras e nem o monitoram. Nem da pra dizer que é o medo da entidade se personificar das câmeras pra ele, e dele pras pessoas, pois cara... eles já tinham notado que a entidade não passa de pessoa pra pessoa.


Só pra constar, não funciona e ele se mata ta.

Bem, esse não é um filme bom, eu não gostei dele nenhum pouco. Achei mais do mesmo, e considerando as outras obras que citei, ele foi uma perda de tempo total.

Quer ver um filme que fale sobre deficiência visual, ou melhor, de deficiências e privações de sentidos que faça sentido??? 

Assista "Hush - A Morte Ouve"


Conta a história de uma moça surda que vive isolada de geral, sendo vítima de um stalker/psicopata e tendo de se virar pra sobreviver a ele, sendo que ele pode escuta-la, mas ela não.

Assista "O Homem nas Trevas"


Um filme sobre um deficiente visual com segredos bem pesados, sendo vítima de um grupo de jovens que tentam se aproveitar de sua debilidade para rouba-lo, e acabam se convertendo em suas vítimas.

Assista "O Livro de Eli"


Este fala sobre um homem que carrega o último livro mais importante do mundo, e segue sua fé, cegamente. 

Assista "Um Lugar Silencioso"


O filme que conta sobre uma mocinha surda e muda, que sobrevive junto a sua família em um mundo com criaturas sensíveis ao som, e por essa razão, precisa redobrar seus cuidados para não provocar mais problemas.

São obras bem melhores que Bird Box... porém, vale ressaltar que essa é apenas a minha opinião. O filme é aberto a interpretações.


See yah!

12 comentários:

  1. Eu nao entendi nada do final, qual o significado? Eles vao viver la no lugar dos cegos? Pra sempre? Sem poder enxergar?

    E hey... vc me fez lembrar de o Livro de Eli, exelente filme que faz tempo que não assisto, merece uma analise rs

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    1. Sim, na cabeça de quem inventou esse filme, isso é uma resolução digna. Fico imaginando quando chegar um novo bando de malucos e bandidos e simplesmente invadir aquilo la... nada ver.

      Livro de Eli, que filme daora viu... eu fiquei perplexo quando entendi que Eli era cego... mano... achei ele um grande ninja.

      Enfim, merece sim... irei assistir novamente e publicar. See yah!

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    2. Só agora fui saber que ele era cego... mas realmente até que faz sentindo!

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    3. Quando eu percebi, foi o maior plot twist que já recebi.

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  2. obrigado pelo post man.... mas para meu azar, já assisti essa bosta rs. quero dead space!!!!!!

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    1. Desculpe, demorei muito pra postar sr Ivan. Bem, prometo que ano que vem posto algo sobre Dead Space!

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  3. Hello, hello!

    Bem, meu caro, desta vez eu serei de uma opinião totalmente contrária a sua. Antes de mais nada, acredito que a proposta do filme é justamente ser auto-interpretativo. Ou seja, cada um tira suas próprias conclusões. É o tipo de filme que não te dá tudo mastigado, e o terror psicológico está justamente nas entrelinhas.

    Esse longa me lembrou muito Ensaio Sobre a Cegueira (aquele em que a população ficou com uma cegueira branca repentinamente). O filme não nos explica o que causa a cegueira ou se é contagiosa. Simplesmente joga lá. E assim, vemos um grupo de pessoas temporariamente cegas tentando viver em comunidade. Achei uma baita crítica social. Afinal, como é se sentir na pele de um deficiente visual? Como isso se aplica em nossa sociedade? Como é possível viver sem enxergar?

    Depois cheguei comparar Bird Box com Um Lugar Silencioso. Neste último há pistas mais concretas e, além do mais, o filme mostra os seres (o que fez eu perder o clímax, confesso).

    Também me lembrei de mais um: Mãe! O enredo não tem nada a ver com Bird Box, mas o filme é totalmente livre para que possamos interpretar como quisermos.

    Bom... achei uma boa inteligente, sensível e pesada. Posso afirmar aqui que houve 3 momentos em que chorei (real, oficial). E olhe que sou duro na queda! Tipo... É complexo de explicar o que eu pude perceber, mas pra mim, o filme é uma metáfora sobre a nossa sociedade atual, onde vivemos uma mentira. Mentira essa do tipo ostentar pra todo mundo, sendo que na verdade é um pobre lascado; é fingir algo que é; é agradar o próximo sem agradar a si mesmo. A personagem da Sandra Bullock dá indícios logo no começo quando ela pinta um quadro mostrando um grupo de pessoas reunidas (numa pose bem de A Última Ceia). A irmã interpreta dizendo que todos na pintura estão tristes, mas Sandra diz que na realidade são pessoas que estão fisicamente presentes mas que NÃO SE CONECTAM. Além disso, ela mesma tem uma aversão social. Quer ter filhos (e os tem) mas não sabe ou não consegue criar um laço afetivo e social. É bem complexo, Sr.

    A entidade seria o quê? O reflexo daquilo que buscamos em essência (aceitação) ou reflexo de nosso próprio ego (egoísmo).

    Pra mim, o nome do filme faz jus ao final, onde aquele lugar para deficientes visuais é uma "caixa de pássaros" (o jardim é amplo e coberto, cheio de pássaros E AGORA COM PESSOAS).

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    1. Adendo: as pessoas com distúrbios psicológicos se encantavam com a entidade porque viviam num mundo próprio, numa bolha separada do ego das pessoas ditas "normais".

      Os cegos? Bem... os cegos são tidos como invisíveis na sociedade. Em nada mais sensato que eles sejam "imunes" a entidade, e por isso que os outros precisam da venda.

      Espero que consiga olhar sob essa outra perspectiva xD

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    2. Brilhante.

      Minha sensibilidade para filmes assim talvez esteja um pouco prejudicada... mas sua perspectiva me fez enxergar um novo ângulo...

      Considerando um âmbito puramente metafórico, da pra tirar muita coisa boa da obra, e isso o sr fez com bastante precisão, com destaque pra caixa de pássaros... faz sentido... o local seguro, onde pode-se ouvir pássaros, onde todos se mantem dentro, junto a eles, mas ainda é meramente uma grande caixa... Ainda assim não consigo ver razão suficiente pra esse momento em específico servir de título.

      Eu notei as patadas sociais, e fiquei bem atento à personagem da Bullock, principalmente pro desdém dela com a natureza materna, por exemplo, o esquema de nem dar nome aos filhos, isso foi algo bem triste. Porém não engoli algumas coisas do roteiro, por mais que tenha absorvido seu conteúdo... eu até notei que a Entidade seria na verdade um reflexo de um sentimento em massa, mas... tiveram tantas coisas que me deixaram descontente que acabei por ignorar o lado metafórico e filosófico. Repito, eu realmente acredito que meu senso crítico pra trabalhos assim esteja meio deturpado... talvez sejam as muitas influências que venho tendo no meio cinematográfico...

      Se bem que, passei por algo muito parecido com o filme "A Bruxa". Muitos disseram que era incrível, as críticas foram em sumo muito positivas, porém eu simplesmente ri do filme. Achei ele tão ruim, que mal me controlei pra critica-lo (o sr notou que quando critico algo que não curto, sou meio que um idiota kkkk). As vezes não vejo o que os outros veem, isso é bom, e ruim... depende do contexto.

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    3. Mas em algo podemos concordar... o filme tem uma premissa interpretável. Considero sua opinião muito relevante e sinceramente, pretendo assistir o filme novamente, com sua visão a frente da minha. Não que eu discorde, mas sim porque quero tentar perceber isso por conta... e quem sabe até me emocionar junto... alias... quais os momentos que te fizeram suar pelos olhos sr?

      Alias, eu entendo que pessoas com deficiência tem suas dificuldades perante a sociedade, mas não entendo isso ao mesmo tempo. Preconceito é algo que simplesmente não consigo compreender, apesar de saber que existe, e já ter vivenciado muito isso... quando algo apela pra moralidade, eu não sei como interpretar.

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  4. A sensibilidade e o senso moral é algo totalmente pessoal e até estranho. Quando vejo um filme de serial killers, por exemplo, não sinto empatia nenhuma no momento da morte de alguém. Então entendo seu lado em relação a Bird Box.

    Acredito que o título do filme seja só mesmo por conta do final. A busca de uma mulher e seus filhos por um local seguro, que no fim é uma caixa de pássaros. Não é algo óbvio, mas é o que interprei.

    E meu caro... suei bonito pelos olhos quando a Olympia morreu... hahaha. Antes disso eu já tava com o coração na mão com a Bullock desprezando a moça, sendo que ela era tão doce e solitária. Já queria chorar quando a Sandra deu de presente aquele chaveirinho, só que fiquei de boa. Mas quando aquele infeliz a forçou a ver a entidade (logo após parir) eu fiquei devastado... rs

    Outro momento foi no barco quando a Bullock ia decidir quem iria tirar as vendas, e a garota, notando o desprezo da mãe, se ofereceu, com aquela carinha toda triste. Meu deus eu queria morrer na hora huahuahuahu

    E chorei de novo no final, quando a Bullock soltou os passarinhos e o filme acaba. Olha... fui tocado. De fato achei um ótimo filme.

    Obs.: gostei que não mostraram o monstro. Mas o louco tinha uns desenhos à mão de como seria a entidade. Fiquei me perguntando se era somente aos olhos deles ou se todos o viam daquela forma, mas que o ataque era psíquico. Só sei que senti uma referência ao HP Lovecraft.

    E por que eles não entravam nas casas? Bem... não encontrei uma explicação para isso ainda.

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    1. Fico feliz por compreender e ser tão flexível a opinião, isso é bem maduro sr João.

      Sabe, eu acredito que o título do filme é a parte que deve abranger ao menos o tema principal. Precisa ser algo que resuma, em uma simples palavra ou frase curta, a essência do filme. É a primeira mensagem dada ao espectador, e eu me sinto traído, quando justamente o título original, menospreza algo tão profundo quanto a mensagem da obra, e foca em algo que não tem o menor destaque. Creio que o que mais me desanimou foi isso sr... senti que o filme não conseguiu me passar a mensagem, justamente por me fazer focar em coisas distantes dela. Você teve um bom olhar pra conseguir juntar os fragmentos, mas sinceramente, eu não consegui. O filme em seu contexto geral acabou me desagradando e, em alguns momentos eu quase fui fisgado, mas rapidamente ele me afastou.

      Referente aos momentos tocantes... certo... a segunda mãe ela, era bem carente e de fato, a morte dela foi desnecessária, mas me sinto até insensível em dizer que, estava anestesiado pelo contexto da cena. Achei tudo muito forçado, as duas mães tendo os bebes exatamente ao mesmo tempo, todos correndo pra ajudar (inclusive a Bullock, ajudando a si mesmo, sentindo dores, um exemplo de força) e ninguém nem notou que o cara que acabaram de acolher tava praticamente rindo deles. Achei tão bobos os métodos do cara, e tão brusco, que simplesmente não consegui me envolver com as perdas. Eu imaginei como tudo terminaria ali mesmo, principalmente por causa do estilo "flashback" e "flashfoward" que o filme adotou... já era tudo bem previsível... e a morte dela era esperada por mim...

      A cena do presente, achei fofa... por parte da bruta Bullock e a carente segunda mãe, o ato do presente. Mas aquele momento dela implorando pra personagem da Bullock cuidar da filha dela, novamente, estava anestesiada pelo fato de eu já ter percebido o futuro da obra, pelo flashfoward. 2 crianças, 2 bebês, Bullock sozinha... bingo. Quando isso acontece eu simplesmente não consigo ser pego mais.

      Agora, a parte do barco... a menininha... ela me surpreendeu quando assumiu o fardo que ela já tinha previsto que seria dela pelos diálogos que ouviu antes. Nesse momento eu também senti um pouco de pena, não cheguei a suar, porém fiquei mal, e imaginei a dor na consciência da personagem da Bullock. Só que a conclusão da cena, novamente, me anestesiou. Não é que eu seja trágico... apesar de eu ser... mas eu imaginei que ela se sacrificaria pelos filhos, ao invés de arriscar tudo na sorte. Nesse ponto foi um deus ex machina absurdo que acabou com qualquer clima. Eu teria chorado com certeza se ela tirasse as próprias vendas...

      Você realmente gostou do filme, e percebo o quanto se envolveu com ele. Eu queria que ele tivesse me tocado assim... mas meu olhar focou muito mais no lado técnico do que no lado histórico... é uma droga quando isso ocorre...

      Alias, sim sr, aqueles desenhos do cara parece mostrar como a criatura é aos olhos dele, e mesmo nos desenhos, percebe-se que a criatura muda de formas drasticamente.

      Creio eu que ela seja gigantesca, de fato, como um kraken da terra, repleto de tentáculos, que não é capaz de entrar em casas, justamente por seu tamanho. É algo bem lovecraftiano.

      See yah sr João e obrigado pela partilha.

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