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quinta-feira, 5 de abril de 2018

AnáliseMorte: Chrono Trigger - Uma jornada através do Tempo.

Depois de anos tentando, finalmente consegui terminar Chrono Trigger, e finalmente posso eternizar minha experiência aqui.



Alias... a capa ta errada... o elemento natural da princesa é água, não fogo... mas okay... 

Espero que goste da leitura... e vai ter spoiler.



Chrono Trigger é um jogo de RPG da Square Enix, da época em que ela se chamava SquareSoft, tem como trama principal a viagem no tempo e suas influências, além de ter uma mecânica pra la de inovadora, gráficos lindos pra época, música marcante e um enredo envolvente e emocionante. O jogo não é nada longo (eu fiquei perplexo ao ver que na verdade, eu demorei 17 anos pra zerar um jogo que num demoraria nem 8 horas direito se eu soubesse jogar) e sua história, apesar de complexa, não é difícil de acompanhar... só de conquistar...

Este é um dos melhores jogos da história, e há quem diga que quem não zerou, não pode se considerar gamer. Eu, nunca tinha zerado, apesar de ter tentado, 3 vezes ao longo do meu crescimento, e ainda assim, eu me considerava gamer... mas agora, sou oficialmente um! Enfim, este é um jogo tão épico, tão top, tão venerado, que após lançado originalmente pra Super Nintendo (onde o conheci), foi relançado no PlayStation 1, da Sony, com direito a adição de Cutscenes em Animação (isso era modinha pra plataforma sonysta mas, foi uma senhora adição viu, seria perfeito se não viessem com Loadings...), e depois pra DS, da Nintendo, com as cutscenes também (só que sem loadings), e com mais conteúdos extras como mais um final, de 12 que já tinham... e sim, tem 12 finais essa bagaça (mas falo depois também, calma).


Depois saiu uma versão pra PSP e PS3 (pela psn), da Sony de novo, seguindo a mesma versão do PS1, sem os extras do DS, e ainda mantendo os loadings chatos das cutscenes, só que menores. Então surgiu uma versão pra Celulares com IOS e Android, toda adaptada e trazendo os conteúdos do DS, com touch e menu original, e por fim, saiu uma versão pra Windows pela STEAM, que é um port bem tosco da versão de celulares... por 49 reais (numa época que existem emuladores de Snes, ps1, ds, PSP e Smastphones, todos perfeitos no Windows, e de graça!).



Apesar de ser um jogo tão aclamado e idolatrado, nunca houve um remake total dele, e teve uma continuação intitulada Chono Cross, só que vagamente conectada, pois sua premissa é bem diferente, mas um dia eu falo dele...

Agora, houve uma época em que fans tentaram refazer Chrono Trigger em 3D (Ressurrection), e o trabalho estava ficando uma maravilha. Eu acompanhei o desenvolvimento pelo site dos caras e torci pra que desse certo, em tempos bem antes da febre dos jogos indies, em meados de 2004...




Só que, o jogo foi impedido pela square, forçado ao cancelamento e descontinuamento. Supôs-se que a ação seria para proteger o direitos da empresa sobre o jogo, sob provável lançamento de um futuro remake, mas até hoje, isso nunca ocorreu.

O que é uma pena, mas quem sabe, um dia, ao invés de fazer portes mal feitos, a Square Enix faça o tão aguardado remake em 3d de CT... tipo o que tão fazendo com Final Fantasy VII...

Enfim, continuando...

Essa análise é sobre a versão de Snes. Eu falei de todas essas versões acima, pois apesar da história ser a mesma em todas elas, os extras que elas receberam são complementares e de certa forma essenciais. As animações pelo menos, são importantes pra caramba, pelo menos as de encerramento, mas eu não pude assistir nenhuma... afinal na versão de Snes não tinha. O legal é que no snes o trabalho ficava mais pra imaginação do jogador então, considerando que eu tenho esse talento de teorizar, acho que é o ideal pra mim... mas não se preocupe, manterei meus pés no chão, afinal meu propósito é apenas registrar e explicar.

Alias, se tiver afim (e tiver em um computador) dê play no vídeo abaixo e deixe a trilha sonora magnífica de CT rolar enquanto aproveita a leitura, só pra entrar no clima.


Jogabilidade


Apesar de ser um RPG, CT é bem diferente dos demais, principalmente tratando-se de um dos jogos da Square, famosa por franquias como Final Fantasy (alias, em breve terá análise de Final Fantasy XV viu). Ele é um RPG ao estilo Turno, porém em tempo real, em espaço real, o que da uma sensação de ser um Action RPG, sem ser.



Explicando: O jogo te faz esperar pela sua vez de atacar, com uma barrinha de ataque sendo conjurada. Seus inimigos podem atacar nesse processo, mas eles também tem suas próprias barrinhas de ataque pra conjurar então, quem conjura primeiro, ataca e assim vai.



Mas, a luta não passa por transição de cenário pra acontecer. Tudo ocorre no mesmo local onde o encontro com as criaturas rivais aconteceu, e a batalha é em tempo real.



Além disso, os inimigos se movimentam pelo cenário e interagem uns com os outros, jogando, batendo, as vezes apenas se juntando, e o jogador precisa administrar seus ataques para acerta-los, visto que alguns movimentos especiais atingem áreas específicas, e podem acertar apenas alguns dos monstros, dependendo de onde eles se encontram no mapa.



Na luta em si, tudo o que o jogador precisa fazer é escolher o ataque no menu, quando sua barra de ataque encher completamente, e atacar, ou usar magia, ou especial, ou itens. Após fazer sua ação, é preciso esperar a barra encher novamente e repetir o processo.



Podem haver até 3 personagens no grupo para se controlar ao mesmo tempo, então se torna algo bem dinâmico de se fazer, essa administração de movimentos, enquanto se estuda e avalia os inimigos e suas posições no mapa. Mesmo com os personagens ali, paradões (eles se movem pra atacar mas voltam pra suas posições originais depois), é divertido pois é algo rápido e variado, sem contar que da pros personagens formarem duplas e até trios nos ataques...



Alguns especiais juntam os ataques dos personagens em um grande ataque em alvo único ou em área, exigindo que a barra de ação dos envolvidos no especial esteja carregada pra isso. Além disso, é usado MP, de todos os envolvidos, mas normalmente o ataque é tão forte que compensa.



MP também é usado pra Magias e Especiais comuns. A diferença entre magias e especiais (ou Técnicas, como são chamados) é que as Magias são golpes elementais, de essência mágica, que ignoram a defesa física. Certos inimigos só levam dano desse tipo de ataque. No caso dos Especiais, eles são golpes físicos próprios de cada personagem, que podem ser elementais ou não, mas não tem essência mágica, ou seja, criaturas que levam dano mágico apenas não sofrem com essas técnicas.



Além disso, existem habilidades de cura e suporte, todas elas na categoria Técnica, logo, as Magias são basicamente golpes elementais de dano.



A experiência adquirida é distribuída automaticamente pro grupo todo, mas apenas quem tiver no grupo recebe os pontos de Habilidade, que são pontinhos exigidos para que habilidades específicas de cada personagens sejam liberadas. Logo, é preciso jogar com eles em grupo pra liberar seus poderes, caso contrário eles ficam sem movimentos...

Alias, movimentos de duplas e trios surgem na sorte, na base da tentativa e erro, montando essas duplas e trios e upando em conjunto. Conforme os pontos de habilidades são conquistados, as habilidades podem surgir no menu, mas diferente das magias e técnicas comuns (que da pra ver no menu quantos pontos faltam pra liberar)...

As habilidades de trio e dupla apenas surgem, ao acaso, conforme se joga. Isso sem contar que tem algumas que só são habilitadas quando se equipa acessórios em personagens específicos... alias... tem isso também...

O jogo só conta com 4 tipos de equipamentos: Arma, Capa, Vestimenta e Acessório.



Mas, cada personagem tem sua arma específica, e alguns tem capas e vestimentas próprias (alguns compartilham, mas não são todos) e os acessórios, apesar de grande parte ser pra todos os personagens, alguns são exclusivos.

As armas dão poder de ataque, as vestimentas e capas dão defesa física e mágica, além de poderem dar resistência a certos atributos, e até absorção de elementos, e os acessórios aumentam atributos como força, precisão, agilidade (são atributos que aumentam automaticamente conforme os personagens upam, ou com uso de Pontos de Atributo, itens especiais achados ao acaso ao longo do jogo). Agilidade por exemplo aumenta a velocidade que a barra de conjuração de ataque carrega, Força amenta o ataque base dos personagens, ou seja, é aquela informação padrão de RPG.



Saindo do modo Batalha, resta o gameplay padrão, onde o jogador contra um personagem fixo sem poder altera-lo (até certa parte do jogo), e tem como opção 2 parceiros, que vão surgindo ao longo da trama. Chega uma parte que é preciso escolher entre 6 outros personagens para formar os trios com o principal, e ai, dos 6 personagens extras, 4 sempre ficam fora do grupo.



Algo que me deixou injuriado é que, o jogo te ensina que pra mudar os personagens do grupo você precisa ir até o "Fim do Tempo" que é uma fase chata pra se chegar até a segunda metade do jogo, com pouquíssimas entradas escondidas pelos mapas. Logo, da-se a entender que se você escolher um trio, terá que ficar com ele até o fim da missão, até passar pelo objetivo, enfrentar um chefe e voltar pro "Fim do Tempo". Mas, fuçando no menu, descobri que da pra trocar de membros da equipe a qualquer momento, apenas apertando um botão!



Chato que como o jogo te mostra uma história que vai se construindo com base na interação dos personagens que te acompanham, as falas vão mudando dependendo de quem você escolhe pra te seguir, e eu queria tanto ver todas as falas que fazia questão de ir até o "Fim do Tempo" o tempo todo, passando por cavernas inteiras pra chegar em portais, mudar os membros do grupo, atravessar as cavernas tudo de novo, ver as interações, depois resetar o save e refazer tudo... isso tomou um tempo enorme, que seria bem menor se eu soubesse, desde o inicio, que dava pra trocar de membros em qualquer lugar só apertando um botão mesmo no menu (botão B no Snes).

O jogador só precisa então mover o personagem e falar com npcs e objetos pelos cenários, prestando atenção a cada milímetro de tudo o que aparece, pois tudo, TUDO, é importante.



Eu me perdi 6 vezes e quase desisti de jogar, isso na 4º vez em que tentei (que foi a atual). Eu não usei guias, mas foi por pouco, pois passei raiva de mais tentando entender o que acontecia...



O protagonista anda por mapas com personagens pra se conversar, mapas com monstros andando, onde as lutas podem ocorrer, e mapas de campo aberto, onde graças a deus não ocorrem lutas.



Digo isso pois, é padrão dos Final Fantasy haverem inimigos invisíveis em Mapas Abertos, onde o personagem fica pequeno e transita de uma casinha pra outra...

Mas, em Chrono Trigger isso não existe, os mapas de Campo são completamente livres de criaturas, e só há inimigos em calabouços ou mapas de luta mesmo, com eles aparecendo (salvo as vezes que eles se escondem como parte da história, como armadilhas). Isso foi uma decisão sábia no desenvolvimento afinal, como o jogo exige uma atenção minuciosa, interrupções bruscas no meio das passagens entre um mapa e outro só fariam o jogador se perder mais facilmente, e prejudicariam ainda mais a jogabilidade.



Observação: Algo que por exemplo, Loadings contribuiriam também. Se tem algo que distrai e tira o foco, são telas longas de loading, e no PS1, isso foi implementado junto com as animações. Por um lado, ter as animações foi incrível, mas por outro, imagina como é ruim você ter de esperar vários segundos pra continuar a andar e buscar por algo que nem você mesmo sabe exatamente o que é, quando ou onde procurar... é fácil de mais se perder em Chrono Trigger, muito mais no PS1.

Eu lembro que, o que me impediu de zerar CT por 17 anos (na verdade foram uns 17 anos, ou mais) foi a bendita "Sala do Relógio".

É como eu chamo uma sala no "Fim do Tempo", pra onde o protagonista e seus amigos vão quando excedem o limite de pessoas em viagens do tempo (motivo pra ter só 3 pessoas no grupo por vez). Nessa parte, você só pode sair depois de se encontrar com uma criatura que te ensina Magias, em troca de um favor: Dar 3 voltas em sentido horário na sala dele.



Quando eu era mais jovem, eu usava dicionários pra traduzir os textos dos jogos de Snes, e eu fiz isso pra entender o que a bendita criatura da sala do relógio (como batizei) me pedia... mas mesmo assim, eu não consegui fazer o favor pra ela. As voltas, eu não conseguia dar as voltas! Era preciso ir encostadinho na parede, da porta de baixo e ir encostado... mas por alguma razão não funcionava pra mim.



Eu desisti na época, alguns anos depois tentei outra vez, e nada... anos mais tarde outra vez, sem sucesso... e só fui conseguir agora, este ano. E olha que quase fracassei novamente... Me lembrou o mesmo problema que tive com a porta de Mario RPG e o Bowser na Igreja, um jogo também da Square alias, onde era preciso correr junto com o Bowser pra abrir a porta.

Eu nunca me dei bem com esses momentos de precisão técnica nos jogos, mas que é algo lindo de se ver, e fazer, isso é. Imagina como foi doido programar isso "Então, faz assim o jogador só avança se der 3 voltas na sala, encostando na parede. Programe!"



Tem bastante disso em CT alias, botões secretos, falas específicas, códigos... ah meu deus os códigos... sabe quando você digita algo? Você escreve, certo!? em CT você aperta os botões do controle. A senha é "BIXA" pois é, você vai ter de apertar B + Y (que equivale a "I") + X + A e pronto, escreveu a senha. Acredite, entender isso é tenso, só pelo fato de ser incomum.



Mas no fim das contas, o jogo termina como todo jogo... ou quase né... afinal tem 12 finais, 13 se considerar o final ruim, 14 se considerar o final extra do DS...

Só que não é algo como em Nier Automata e seus 27 finais alternativos, é algo mais como um jogo com 3 finais alternativos, um final ruim de game-over, 9 finais especiais de easter egg e 1 final complementar pra continuação (Chrono Cross) adicionado posteriormente.



E os 3 finais alternativos são mais pra, um final incompleto, um final errado e um final completo. No caso, o jogo te da a opção de escolher como encerrar. Perto do fim, alias, no fim, você tem uma porrada de formas de enfrentar o chefe final, e você escolhe qual delas usará. Tem muitos meios de se chegar nele, e basicamente nada muda, mas, existe uma torre que dificulta o acesso nele e, como a bíblia ensina, o caminho mais difícil é o correto, sempre... mas não só isso...

Antes de ir lutar contra o chefe final, o guia do jogo, um tiozinho no "Fim do Tempo" te fala de pessoas que precisam de ajuda ao longo do tempo e que você pode ajudar se quiser, as quais provavelmente proverão poder para a luta final. Mas é algo aparentemente opcional, então, fica a critério do jogador buscar por essas pessoas ou não.



A questão é que, essas missões não são "Missões Secundárias", são mais pra "Missões Misteriosas" que nem sequer tem o título na campanha (a cada fase avançada, ao se salvar, o jogo marca o título da fase em que o jogador está, mas no final, o título fixa em "A Hora Esperada", sendo que tem essas missões pra fazer).

Cada uma delas revela algo importante sobre a história de um dos personagens do grupo, e é algo que aprofunda ainda mais na história do jogo.

Isso por que, ainda tem o "final errado" em que o jogador nem chega no salvamento "A Hora Esperada", indo pro final ainda no capítulo anterior, ignorando uma das missões ainda mais importantes: Ressuscitar o protagonista.



Yep, o personagem principal morre perto do final do jogo e o jogador pode encerrar o jogo sem ele, se preferir, mas obviamente isso gera um final alternativo errado e bem incompleto (eu ignorei totalmente, mas depois falo dele).

Alias, antes que eu me esqueça, o jogo te permite salvar apenas em checkpoints em locais específicos com luzes, mas, em Campo Aberto, se abrir o menu da pra salvar normalmente, e também recuperar HP e MP usando um item chamado Abrigo (é tipo montar acampamento).



Continuando, uma vez que se completa todas as missões do jogo e enfrenta o caminho difícil pro último chefe, que também é uma das missões secretas, libera-se um novo título pro salvamento, e ai, o final correto é habilitado.


Eu consegui isso! E aqui vai minha experiência...

Personagens


Apesar de terem muitos personagens diferentes, todos eles são vinculados e relacionados com os personagens principais, logo, a melhor forma de descrevê-los, é através dos principais mesmo. Os 7 personagens que podemos controlar, incluindo o vilão, e o verdadeiro vilão do jogo, são o foco de tudo, e tudo o que preciso explicar pra que tudo fique claro. Então, nessa parte, já resumirei a história...

Chrono




Chrono é um jovem de cabelo espetado, ruivo, que acorda em uma fatídica manhã para participar de um festival em sua cidade. Sua mãe, acompanhada de seu gatinho, fazem questão de acorda-lo para que não perca o festival, no qual seu destino seria traçado.



Ele é o primeiro protagonista, quem controlamos desde o inicio, e o título do jogo faz alusão ao seu nome, além de todo o resto é claro ("Chrono" vem de "tempo"). Apesar de que, todos os nomes, de todos os personagens, é o jogador quem define.



O jogo traz um nome padrão, mas podemos mudar se for nosso desejo, e personalizar. A questão é que, dos 7 personagens, 4 deles usam nomes falsos em sua apresentação, então indiferente do que escolhamos, os nomes de verdade são outros. Ainda assim, por padrão, os nomes que o jogo escolhe são os definitivos.



Mas continuando, Chrono é mudo, mas naquele sentido de personagem que não fala pra que o jogador imprima sua personalidade nele. Isso entretanto em CT é uma droga pois como boa parte do jogo é com Chrono liderando o grupo de forma fixa, isso prejudica vários diálogos afinal, ele não fala! Quem sempre fala são seus aliados e, tecnicamente, seria muito mais útil levar 3 pessoas falantes do que 2. 



Ele usa uma espada pra lutar, e é um guerreiro nato, além de ser um cavaleiro em tanto. Logo de inicio, no festival, ele conhece uma garota com quem se envolve e acompanha, até que por causa dela, ele se mete numa confusão além-temporal. 



A mina acaba caindo num buraco do tempo, e ele vai atras dela, e quase, por pouco, não arruína com o tecido da realidade. Pra piorar, depois de heroicamente resgatar a donzela, ele retorna pro seu tempo, mas é taxado de sequestrador pelo reino, pois a donzela, era na verdade uma princesa, que ele aparentemente havia raptado.



Depois disso, o garoto mudo é julgado em um tribunal, e condenado por suas ações, não por palavras. É legal que tudo que o jogador fez durante todo o encontro que teve com a mocinha é reproduzido por testemunhos e tipo, sua índole é avaliada conforme o que o jogador fez. Se o jogador por exemplo foi direto pra um pingente que a mocinha derrubou ao invés de falar com ela, as testemunhas afirmam que ele tentou rouba-la. 



No final, independente da decisão do juri, Chrono é sentenciado à morte.




Na verdade, no meu jogo eu consegui de primeira que ele fosse inocentado, mas por frescura o promotor, que também era o Chanceler do Reino, implica com Chrono e decide mante-lo em cárcere preventivo. Mas, ele mexe com a papelada e consegue transformar a prisão preventiva em mortal, e leva o garoto pra morte, que é salvo por uma outra amiga na última hora.



Na fuga, ele, a princesa e a amiga, viajam no tempo outra vez, pra outra época, e ai, a merd4 vai pro ventilador de verdade.



Chrono descobre, num futuro arruinado, que o mundo foi destruído por uma estranha criatura que surgiu das profundezas da terra e trouxe o apocalipse. Essa criatura acabou com tudo, e por causa disso, o mundo tava um caos. Além disso, ele descobre que os estranhos portais que vinham surgindo, tinham algo haver com essa criatura, e na verdade toda a instabilidade temporal era uma consequência da sua existência.



A sua missão e de seus amigos então, é descobrir uma forma de impedir o surgimento dessa criatura, viajando através do tempo e investigando sua existência a fundo, até o dia de seu enfrentamento.



Mas, no processo, Chrono morre, desintegrado, em uma batalha cara a cara com essa criatura.



Seus amigos então, desolados pela perda (principalmente a princesa, que tinha se apaixonado por ele) decidem dar um jeito de trazê-lo de volta.



Então, eles pegam o Chrono Trigger, um ovo com essência de Chrono, e levam ele para uma árvore sagrada acima de uma montanha isolada, tida como "A Montanha da Morte", na qual eles oferecem ,junto a um boneco em tamanho real de Chrono, tudo depois de um enorme processo para adquirir o conhecimento e requisitos pra acessar a montanha e pegar o boneco (que é um clone irracional).



E com isso, eles acionam um portal, que leva pro exato momento em que Chrono foi desintegrado, na batalha contra o monstrão bizarro, mas com tudo parado. 



Eles então substituem o corpo de Chrono pelo do boneco, e voltam pra sua era. Logo, Chrono volta a vida, pois tecnicamente ele teria sido puxado pra outro tempo no exato momento em que foi atingido pelo raio, e pra que não houvesse conflitos paradoxais, o boneco foi desintegrado em seu lugar.



Com Chrono de volta ao grupo, porém fora de liderança (da pra tirar ele da liderança partindo desse momento) o grupo completa suas tarefas e rumam a batalha final.



O elemento natural de Chrono é a Eletricidade/Luz, e ele invoca raios e trovões. Apesar disso, os melhores ataques dele são os das Técnicas, e os ataques normais físicos que não consomem MP pra serem realizados. Ele também é o único que libera uma habilidade de Ressurreição pros amigos, o que justifica ele como líder (na falta de Penas de Fênix pra ressuscitar a galera no meio da luta) e por fim, ele tem uma Explosão de Luz que pega o mapa todo que só não é implacável, pois é elemental, e tem inimigos que absorvem a energia da luz, caso contrário, seria mortal sempre.



No fim de tudo, o mal é derrotado, mas a mãe de Chrono acaba caindo no último portal do tempo, indo atrás do gatinho, e ai, Chrono, a princesa e sua amiga voltam a se aventurar, em busca da mãe dele, através do tempo, com a Nave do Tempo, algo que eles obtiveram ao longo da jornada. Mas, a história termina aqui... no DS, Chrono e a princesa se casam! Mas falo disso depois...

Lucca




Essa uma cientista, melhor amiga de Chrono, responsável pelos aparatos tecnológicos mais bolados do festival. Alias, o festival comemora os séculos de paz que o reino tem desde a derrota de um antigo grande mago que trouxe problemas no passado distante. Lucca anda sempre equipada e preparada, com seu capacete e óculo, e suas ferramentas.



Ela é o alvo de Chrono na visita ao festival, mas no caminho ele acaba se chocando com a princesa e leva ela junto pra visita a amiga. Sem qualquer ciúmes, Lucca recebe ambos de braços abertos e ainda os chama pra participar de um de seus experimentos, que ela desenvolveu ao lado de seu pai, que também é um grande cientista. Ela tinha criado uma máquina de Teletransporte, e como ninguém se voluntaria pra testar, Chrono por ser amigão, vai de livre e espontânea pressão. 



A máquina funciona com ele, e bem, e ai a princesa decide testar também, mas com ela, as coisas saem errado. Ela carregava um pingente estranho, o mesmo que Chrono ajudou a recolher quando ela derrubou ao se encontrarem, e esse pingente ao ressoar com a energia da máquina, gera um portal, e esse portal suga a princesa pra outra época.



Chrono pega o pingente e vai atrás, e descobre que a princesa tinha ido parar no passado, e tinha sido confundida com uma ancestral dela. Da mó confusão, mas no fim, Lucca surge, após criar uma Máquina do Tempo portátil que abre os pequenos portais que surgiram pelo reino, e ajuda seu amigo a salvar sua nova amiga, a qual ela também revela ser a princesa (é Lucca quem descobre o nome real dela).



Depois, de volta ao presente, Chrono é preso e condenado, e quase decapitado pelo sequestro, mas Lucca surge e o resgata, com sua arma de fogo e intolerância zero. Então, numa fuga acompanhada de Chrono, e da princesa que se rebela, os 3 viajam no tempo outra vez, mas pro futuro... onde descobrem o trágico futuro que aguardava seu mundo.



Lucca encontra, nesse mesmo futuro, uma máquina que ela ajuda a reparar, e essa máquina se converte em um dos aliados do grupo, e também em um de seus melhores amigos, e no final, graças a todo seu suporte tecnológico, ela é uma peça chave pra resolução do problema temporal. 




Ela ajuda seus amigos, todos eles, mas ela tinha um passado triste...



Alias, o elemento mágico de Lucca é o Fogo, e ela usa Armas de Fogo e Laser como armamento, não que isso supere a boa e velha espada. Ela consegue usar também técnicas explosivas, que acabam por utilizar o elemento fogo, mas sem magia, e causam dano em área. O Ataque que eu achei mais útil dela pra up foi justamente uma bomba que causa um dano em uma área, pequena, mas alto o suficiente pra valer a pena.



Quando criança, sua mãe perdeu as duas pernas num acidente ao limpar uma esteira, na sala de máquinas do marido cientista. Lucca não sabia a senha pra desligar a máquina então, a máquina acabou com as pernas de sua mãe, o que gerou uma vida difícil pra ela. Lucca se converteu em uma cientista, como o pai, apesar de não gostar da coisa quando criança, justamente pra compreender melhor as máquinas e evitar acidentes desse tipo novamente... mas ai, agora que ela tinha o poder de voltar no tempo, ela talvez poderia ajudar sua mãe...



Uma das missões especiais é essa, Lucca viaja no tempo pra tentar ajudar sua mãe, enfrentando uma das piores, se não a pior, memória que ela já teve. Ela assiste o acidente de sua mãe outra vez, e ganha a chance, de por alguns instantes, inserir a senha correta. É muito rápido, e as chances de fracassar são enormes, pois a senha precisa ser digitada naquele estilo CT (a senha é o nome da mãe de Lucca, Lara, e pra digitar isso é preciso apertar os botões L+A do controle, depois o R+A, enquanto escuta o som de confirmação, mas tem que ser no time certo, ou não funciona, e é apenas 1 chance de viagem, do contrário tem que voltar todo o save, e esse save é longo pra caramba).



Ao salvar sua mãe, ela recupera os movimentos das pernas e sua alegria, seu pai também fica menos atarefado com o suporte à esposa, e ganha mais tempo livre pra filha, provendo armamentos melhores e tal.



Com isso, não rola nenhuma consequência drástica no tecido temporal, Lucca não perde seu amor pela ciência, nem nada, e no fim, sua mãe ta la junto com todos após derrotarem a criatura do mal.

No final do PS1, em animação, Lucca encontra um bebê usando o Pingente Real e o adota. Isso é aparentemente uma conexão entre Chrono Trigger e a continuação de PS1, Chrono Cross... mas falo disso outro dia...


Marle




Essa é a princesa, uma garota jovem, loira, que vai ao festival sem o consentimento de seu pai, o Rei, e mete um monte de gente em apuros por causa disso. 



Na verdade, ela foge do castelo pra curtir o evento da cidade, e la conhece Chrono, com quem se esbarra. Depois do encontro surpresa, ela acaba indo parar no passado, graças ao seu Pingente Real.



No passado, ela é encontrada pelo Rei da época, e confundida com sua esposa, devido sua aparência física. Ela era muito, mas muito parecida com sua ancestral, e como a rainha havia desaparecido, o surgimento de Marle do nada no reino logo chama a atenção dos soldados e, cria-se a confusão. Ela, veste as roupas da rainha e assume o papel, por comodidade e sobrevivência, até que Chrono surge para salva-la.



Alias, pra salvar ela, era preciso descobrir onde a verdadeira rainha estava, pois Marle simplesmente desaparece do nada. Ocorre um paradoxo temporal que apaga sua existência. A rainha estava em perigo e provavelmente morreria, então, Marle deixa de existir pois jamais nasceria. 



Pra recuperar ela, e fazê-la reaparecer, Chrono, ao lado de Lucca que aparece com sua máquina do tempo portátil, e um estranho espadachim medieval que também queria encontrar a rainha verdadeira, vão para uma igreja aterroradora e suspeita, onde descobrem a presença da Rainha, e do Chanceler verdadeiro, presos por um monstro que havia tomado a forma do Chanceler.



Tinha rolado sequestro de verdade e tinham colocado monstros infiltrados dentre os habitantes do castelo, mas no final, tudo da certo e a rainha é resgatada em segurança. 



Entretanto, o herói medieval acaba por se culpando pelo que ocorreu e se afasta, deixando o reino sem sua proteção.



Ainda assim, Marle volta a vida, e tem seu nome real revelado, Nadia, princesa Nadia, graça a Lucca que não faz cerimônias em explicar o que ocorreu, e ai, eles voltam pra sua época, no presente, onde Chrono é preso.



Depois de salva-lo, Marle acaba optando por fugir do castelo novamente, ao lado de seus novos amigos, e evita todos os guardas indo pro futuro através de um portal do tempo na floresta, e depois disso, rola a descoberta do apocalipse. 



Marle é uma personagem interessante de se jogar, seu elemento natural mágico é a Água mas ela usa golpes de Gelo, e uma Balesta como arma. Ela também usa magias de suporte pra aumentar a Velocidade dos aliados, e cura, mas nada muito forte que valha investir. O melhor ataque dela sem dúvidas é o combo que ela faz ao lado do Guerreiro Medieval, que também é do elemento água, e atinge em área (em todo o campo, o que é perfeito pra upar).



Quando Chrono é ressuscitado, ela da um abraço tão forte no cara, que cara... o jogo chega a focar tudo só nos dois personagens.



A missão especial de Marle gira em torno de seu relacionamento com seu pai. Acontece que ele não dava atenção pra ela, não era muito ligado com ela, pelo menos não demonstrava isso, e isso a revoltava. Além disso, ele era totalmente manipulado pelo estranho Chanceler que conduzia o reino... e isso deixava ela irritadíssima, afinal ele preferia dar ouvidos ao chanceler do que a própria filha.



Mas, acontece o seguinte: Em meio as viagens do tempo, a busca pela princesa fujona fica de lado e um julgamento a cerca do próprio Rei é conduzido. O Chanceler declara que o Rei está desperdiçando as riquezas do reino pra fins próprios e afirma que o próprio Rei rouba do cofre e vende tudo. 



Ele até convoca uma suposta testemunha que viu o Rei vender uma das joias reais mais importantes de todas, a Concha Arco-Íris, e com isso consegue condenar o Rei à morte, manipulando os fatos, exatamente como fez com Chrono, afinal a tal concha jamais tinha sido sequer encontrada, era apenas uma lenda muito antiga, que não estava nos cofres do reino.



Mas, Marle e seus amigos viajam pro passado, localizam a Concha Arco-Íris, e conseguem que o Rei da Era Medieval guardasse a Concha sob 7 chaves e segredo, nos cofres do reino. 



Então, de volta ao presente, eles mostram que a Concha tava la o tempo todo, em uma invasão de Marle ao tribunal pelas janelas do fundo e tudo...



E no fim, descobrem que na verdade o Chanceler era um monstro, da raça daquele que tentou conspirar contra o reino no passado, e tava tentando se vingar a todo esse tempo, camuflado, infiltrado. 




Então, eles acabam com ele, e salvam o Rei, e o reino.



Por fim, Marle descobre que o Rei ligava pra ela, e amava ela, e amava sua falecida esposa igualmente, mas em meio a toda essa confusão não conseguia demonstrar. 



Eram problemas de mais pra ele, e ele acabou descontando tudo na filha, e ai, eles se reconciliam... e o Rei aprova Chrono como seu genro. A Concha do Arco-Íris também se converte em armas para os heróis depois disso.



No PS1, o final em Animação mostra Chrono e Marle se casando.



Sapo




Na Era Medieval, a primeira era em que os heróis vão parar, um aliado estranho surge, um Cavaleiro Real Poderoso, em forma de Sapo, que usa inclusive esse nome pra se apresentar "Sapo" ("Frog" em inglês). Ele é um sapo... com capa e uma espada de duas mãos, ultra educado.



A história de Sapo é tensa... ele era um soldado Real, mas misterioso, que objetivava enfrentar o mago que assolava o reino e pôr fim à guerra. Depois de resgatada por ele, a Rainha tem mó apreço pelo herói, mas ele se sente culpado por tudo e desaparece.



Ele só reaparece muito depois, quando ta rolando a guerra, e um herói escolhido surge para enfrentar o Mago. Acontece que, existia um Cavaleiro da Távola Quadrada chamado Cyrus, poderoso e imponente que, portando a Espada Sagrada Masamune, foi de encontro ao grande Mago para derrota-lo... mas ninguém sabia o que tinha sucedido a ele... só que o Mago permanecia de pé. 



Então, o Rei acreditava que Cyrus tinha caído, mas havia escolhido um sucessor que iria surgir e derrotar o Mago em seu lugar, e esse sucessor, havia surgido... um pirralho havia aparecido com o Medalhão do Herói, gritando pelas terras que ele era o escolhido.



Mas, essa não era a verdade. Na realidade, Cyrus tinha sim um sucessor chamado Gleen. Gleen era um espadachim que treinava ao seu lado, o qual o próprio Cyrus dizia ser muito mais poderoso que ele, e que se tornaria o herói no futuro, o portador da Masamune, mas ainda precisava treinar, ser mais confiante em sua força. 


No dia da batalha, Gleen foi ao lado de Cyrus como seu escudeiro, e testemunhou a morte de seu mentor. 



Cyrus foi morto pelo Mago, e logo em seguida, Gleen foi amaldiçoado, transformado em uma criatura semelhante àquela que ele mais desprezava, um sapo.



Acontece que Gleen, pra provar sua coragem, em uma de suas aventuras, havia enfrentado e derrotado sozinho o Rei dos Sapos, um vilão de sua época... e ai, o Mago fez questão de amaldiçoa-lo com a forma de seu inimigo, pra todo o sempre.



Sob essa nova forma, envergonhado, humilhado e enfraquecido, Gleen abandonou sua identidade e assumiu o papel de mero Sapo, até que decidiu proteger o reino, com tudo o que tinha. E ai, a rainha foi sequestrada. Ele se viu obrigado a resgata-la, mas depois se sentiu envergonhado por ser "fraco" (e olha que ele é forte pra caramba) e incapaz de derrotar o verdadeiro mal de todos, o Mago.


Daí, com ajuda de Chrono, Lucca e Marle, Sapo recupera o Amuleto do Herói, vindo direto das mãos do pirralho que tinha roubado dele, e ainda de quebra, ele recupera a Masamune, que havia sido quebrada durante a batalha contra o Mago.



A Masamune na verdade é restaurada graças a Lucca, Chrono, Marle e uma aliada do passado mais antigo, junto a um Ferreiro misterioso do presente, mas com o poder da Espada renovada, o Sapo recupera sua confiança, decide sair de sua caverna e lutar novamente pelo Reino, na Guerra contra o Mago.



Na batalha, o Mago é derrotado, sendo que tudo isso era uma forma de impedir que o grande monstro que trouxe o apocalipse surgisse, visto que ele seria invocado por este mesmo Mago, mas... a história tava longe de acabar... e o Mago era só mais um coitado nisso tudo.



De qualquer forma, o Sapo, com a Masamune, se converte num espadachim ainda mais excepcional, apesar de que, ela não é o suficiente para derrotar o verdadeiro vilão da história, que surge após a queda do Mago.



O poder mágico do Sapo é a Água, e ele usa Bolhas pra ilustra-la. Ele faz uma parceria em tanto com Marle em termos mágicos de ataque, mas também é muito forte com Chrono pra ataques físicos, sem contar que ele sozinho da um dano muito alto. Ele também tem um poder de cura que restaura um pouco da energia vital de todos os membros do grupo, o que é ótimo, mas melhor ainda é essa habilidade em formato Duplo com a do Robô, que cura todo o HP de todos!



A missão especial do Sapo gira em torno de Cyrus e seu fantasma. Ele havia se convertido em um fantasma atormentado, que assombrava o castelo onde foi sepultado. Ele estava atormentado por como as coisas haviam terminado pra ele, e se converteu em uma criatura imortal e vingativa. 



Sapo tem que restaurar o castelo, eliminando as criaturas que invadiram e depredaram o local, e contratando um grupo de pedreiros pra reconstrução. 




Depois, ele precisa orar diante o túmulo de Cyrus para que seu espírito fique em paz.



Com isso, os gêmeos da Masamune aparecem e provém o verdadeiro poder da espada.




Acontece que a Masamune na verdade era a união de duas entidades vivas, junto a uma espada. Mas, elas só liberam o poder verdadeiro quando percebem que o portador é um guerreiro de coração puro e com boas intenções, e ao ver o Sapo honrando a alma de seu falecido mentor, sem pedir nada em troca, eles liberam o verdadeiro poder da espada, que triplica o dano.  



No PS1 (e DS consequentemente), na animação do final, Gleen é curado da maldição e transformado em cavaleiro oficialmente pelo rei de sua era.


Robô




Ao viajar para o futuro, ta tudo destruído, deserto e arruinado. Poucas pessoas ainda sobrevivem, e estas estão precárias e sem alimentos. Eles sobrevivem por causa de máquinas que criaram pra enganar a fome, e em meio a toda essa tecnologia, existem os Robôs, mas todos hostis e agressivos. É na tentativa de transformar um destes robôs em um aliado, que Lucca restaura um robô, o qual ao acordar, se comunica perfeitamente e demonstra absoluta e total gratidão.



Logo ele oferece suporte para seus visitantes encontrarem o portal pra voltar pro tempo deles (outro portal, pois o que eles tinham usado estava cercado de guardas no presente, e eles estavam em fuga). O Robô então provém acesso a uma estação de segurança para que desativassem a proteção da base onde o portal estaria, e la, ele chega a enfrentar outros robôs do mesmo modelo que o dele.



Esses robôs chegam a dizer que ele esta defeituoso, que as máquinas e os humanos não deveriam trabalhar juntos, e ele é espancado pelos irmãos, que tentam desmonta-lo, mas, ele é salvo pelos seus amigos novos que fazem o possível para defendê-lo.



No fim, ele desativa a proteção da sala de segurança do portal e se junta à expedição pela salvação do mundo, e por causa de haver 4 pessoas no grupo, eles vão parar no "Fim do Tempo" pra se organizar, onde aprendem mais sobre as viagens, e sobre magias, e onde os portais ficam melhor organizados, facilitando suas passagens e evitando transtornos como este de ter e buscar portais.



Nessa aventura alias, eles chegam a enfrentar um robô gigante, onde encontram um monitor revelando o que ocorreu com o futuro. Isso acontece pouco antes de Robô ser encontrado...



Pouco tempo depois do tempo deles, uma criatura surgiu do chão e arruinou o planeta. Séculos depois a raça humana aprendeu a sobreviver mas, a vida se tornou escassa e precária e o planeta foi morrendo cada vez mais. A energia do mundo todo estava sendo sugada por essa criatura, que ainda estava viva e permanecia viva por todo o sempre.



Então, eles decidem deter essa criatura, buscando uma forma de impedir seu surgimento. Por essa razão eles voltam à era medieval, onde o Mago iria invocar essa criatura pela primeira vez, e eles fazem todo o possível para impedi-lo... ajudando o Sapo a conquistar a Masamune.



Robô tem uma força física que supera até mesmo a de Chrono, ou de Sapo com a Masamune Triplicada. Ele é realmente forte, principalmente com suas Técnicas de Ataque, como o Soco Metralhadora. Ele não tem poder mágico, por não ser uma criatura orgânica, mas tem como elemento a Escuridão, e pode usar ataques Laser Especiais e Explosões. Além disso, ele tem a melhor cura normal de todas, curando quase 1/3 do hp de todos os personagens ao mesmo tempo, sem consumir muito MP. Ele é, na minha opinião, o melhor personagem de todos.



O Robô, apesar de ser uma criatura mecânica, é bem racional e emocional. Na verdade sua história ganha muito mais força com sua missão especial... na verdade, ele teria duas missões especiais, sendo que a segunda é em conjunto com a de Lucca. Pra se salvar a mãe de Lucca, é preciso fazer essa segunda inteira primeiro, que conta uma história quase que inteira do Robô... mas vamos por partes...



A primeira missão especial é de Robô liderando uma expedição a Fábrica de Robôs onde nasceu, pra coletar mais poder. La, ele descobre que a fábrica estava em plena atividade, e que estava cometendo atrocidades contra vidas humanas (inclusive um humano é trucidado numa das máquinas la dentro).



Depois de passar pelos obstáculos, desligar e religar portas de energia, destruir muitas máquinas e mutantes, o Robô encontra um robô especial, um equivalente, mas do sexo oposto (yep, robô feminino... isso é complexo de Nier Automata). 



O Robô feminino diz que o nome verdadeiro de Robô é Prometheus, e que ele é um infiltrado na humanidade para coletar informações em prol do grande ser maligno, para a aniquilação dos seres orgânicos. Esse robô feminino rosa, chamado Atropos, insiste que Robô é um espião, mas ele se recusa a aceitar essa posição, e diz que mesmo se um dia tenha sido configurado pra isso, ele agora havia escolhido lutar ao lado de seus amigos, e diz que quem ta com defeito é a Atropos, lutando contra ela.



Depois de vencê-la, ela retorna ao normal, e diz que de fato tem algo errado com a fábrica, algo corrompendo as máquinas, e este algo era a IA que comandava tudo. Essa IA é um chefão bem tenso... que se personifica por projeção, e diz estar trabalhando em prol do grande Ser das Profundezas, o responsável pelo mundo como ele estava. Mas no fim, ele é destruído, seus dados são transformados em armas para Robô que fica mais forte e a fábrica é desativada.



A segunda missão ocorre entre uma intercalação do Presente, Passado e Futuro. Basicamente, Lucca e Robô decidem ajudar uma garota a replantar uma floresta inteira. Na era Medieval, por causa da guerra do Mago, uma floresta foi aniquilada, e uma moça queria reflorestar. Porém, no presente, aquela mesma floresta jamais floresceu. Então, eles tentam entender o que tava ocorrendo. 



Ao ir pro passado extremo descobrem que não tem problema com o plantio, e ao ir ao futuro extremo descobrem que também não parece ter problema algum, e ai, ao voltar à era medieval, encontram um buraco no meio do deserto onde a floresta ficava, com uma criatura toronando o solo infértil. 



Depois de aniquilar essa criatura, a moça pode seguir em frente em seu plano de salvar a floresta, mas, pra ajuda-la ainda mais, o Robô se oferece com seus equipamentos para dar suporte. 



Então, ele sai do grupo, e fica la plantando e cuidando das plantas da floresta toda, pelos longos séculos que se seguiriam. 



Legal que, ao viajar pro presente, 400 anos depois, o lugar antes deserto se converteu em uma linda floresta com um santuário em homenagem a moça que replantou tudo, e com o robô, desativado e sucateado no centro.



Ao reativa-lo, ele volta pro grupo, e conta suas histórias de como foi bom passar todos aqueles anos com a natureza, e monta até um acampamento na floresta ao lado dos seus amigos.



É ai, que surge a possibilidade de salvar a mãe de Lucca, com ela acordando no meio da noite e viajando no tempo sozinha. 




Caso ocorra fracasso, toda a missão (ou pelo menos a última parte do acampamento) precisa ser repetida.



Como recompensa, o Robô da pra Lucca uma pedra, que ele produziu dentro do peito dele, com a ceiva da floresta, a qual é uma Pedra da Ressurreição, que permite ao jogador ressuscitar automaticamente um dos personagens do grupo durante a batalha, se equipado com esse acessório.




No final, bem, o Robô volta pro futuro, depois que o grande mal é derrotado, e vive uma vida feliz com sua namorada, a robô fêmea, num mundo reflorestado. Doido né?!



Curiosidade: Se a gente volta no tempo, pra era medieval, o robô ta la plantando, e mesmo se o robô estiver no grupo, como líder, ficam tendo 2 robôs na mesma era. Mas ele fica tão focado no plantio que não para por nada (é impossível interagir com o Robô plantando).


Na animação do PS1, o Robô não aparece mais (é sugerido que ele não teria pra odne retornar já que ele surgiu de um futuro em que as máquinas nasceram por causa de Lavos e o desfecho do mundo, mas no Snes ele ta vivinho) porém, Lucca construiu um mini Robô seguindo seu modelo, quase como um filho dele.


Ayla




Essa é uma moça, loira, pré-histórica, líder de seu povo, que fala de jeito primitivo, mas é sábia, prestativa, gentil e atenciosa, além de muito, mas muito forte. Em sua cultura, força é sinal de superioridade, então o mais forte manda, e ela manda em tudo pois é a mais fortona. Sozinha, ela defende todos contra os dinossauros.



Ela salva Chrono e seus amigos quando eles vão para o passado, em busca de uma Pedra pra restaurar a Masamune. Acontece que, pra ajudar o Sapo a recuperar a confiança e enfrentar o Mago, pra impedir o Fim do Mundo, os heróis precisavam apresentar a Masamune pronta pra ele. Mas, ao ir atrás da espada, eles enfrentam os irmão Masa e Mune, e mesmo conquistando o poder deles, tudo que recebem é a lâmina quebrada.



Ela havia se partido na batalha contra o Mago antes, e pra ser restaurada, eles precisavam de muita ajuda, então buscam por um ferreiro no presente que entendia tudo de armas raras e estava com o nome gravado (Melchior) na outra parte da espada, que tava guardada com o Sapo. Alias, ele é conhecido pois é um comerciante famoso no reino do presente, e inclusive tenta comprar o Colar da princesa de Chrono... só a nível de curiosidade...



Ele diz que a Masamune era uma arma antiga de mais, e o minério dela já nem existia mais, era pré-histórico, e não dava pra restaura-la. Então, os jovens decidem abusar do poder do tempo, e viajam para o extremo passado, na era dos dinossauros, pra buscar a tal pedra.



Logo de cara, eles encontram a Pedra, que era tida como um item tributário do Líder da Aldeia do Povo de Ayla, e apenas os mais fortes podiam tê-la. Ayla alias encontra e salva Chrono e seus amigos de dinossauros, metendo a porrada nos répteis e logo em seguida, leva a galera pra casa pra dar uma festa.



Ela os recebe muito bem, e fica admirada com a força física de Chrono, razão pela qual decide dar a pedra de presente pra ele (além de demonstrar certo interesse amoroso de cara). Mas, depois da festa que dura uma noite inteira, a pedra é roubada, junto com a Máquina do Tempo de Lucca.



O grupo busca pela pedra e a máquina então, e depois de seguir pegadas dos répteis que aparentemente teriam surrupiado o minério, descobrem que na verdade, foi um amigo de Ayla que pegou a pedra, por ciumes de Chrono.



Depois de uma chamada de atenção boba, Ayla explica que isso foi imaturo da parte dele, e que ela gostava muito dele. E ai tudo termina bem, mas a máquina ainda não tinha sido recuperada, pois Repteis tinham roubado do cara... e ai os heróis precisam recuperar pra voltar ao seu tempo, e graças a persuação de Ayla, eles conseguem.



Mas, depois de Lucca e o Ferreiro restaurarem a Masamune, e o grupo derrotar o Mago, tudo da terrivelmente errado. O monstro é invocado, mesmo com o Mago derrotado, e eles são jogados de volta à era pré-histórica.



La, eles descobrem que o ataque de Ayla aos répteis em busca da pedra teve retaliação, e ai ela recebe ajuda de Chrono e seus amigos para buscarem seus amigos sequestrados... de pterodátilo!



Depois de uma missão de resgate muito bem sucedida... 



O líder dos Répteis se apresenta e diz que a ora derradeira, de decidir quem dominaria o mundo, havia chegado, e invoca um dinossauro gigante pra lutar ao seu lado. 


Mas, é derrotado. 



Ainda assim, Ayla demonstra misericórdia, oferecendo paz, e é ai, que a Bola de Fogo surge.




Lavos, a bola de fogo que vem do céu e se choca contra a terra, exterminando tudo e trazendo consigo a Era Glacial. Ele era também A Criatura do Mal que vivia nas Profundezas da Terra e surgiu no futuro! Ao perceber isso, que ele tinha vindo do espaço, e não pela invocação do Mago, os heróis percebem o quão longe estavam da verdade, e Ayla se junta a trupe.



Como Ayla nasceu antes da "Era da Magia" ela não tem elemento mágico, mas, ela possui dons e técnicas únicas, como Roubo (muito bom pra pegar itens raros de chefões) , Beijo, pra curar, e uma penca de ataques que causam dano físico.


A missão especial de Ayla é simples e interpretativa. Na verdade, tudo que é preciso fazer é ir até uma criatura numa floresta na Era Pre-Histórica e tentar mudar nome de Ayla. Com isso, ela recebe uma Pedra que libera um movimento Triplo dela com Robô e Sapo.

A parte interpretativa está no fato desse mesmo npc permitir a alteração do nome não só de Ayla, mas de todos os demais membros do grupo, incluindo Chrono. É incomum uma opção de renomear a galera, principalmente na rodada final do jogo, e estranho premiar o jogador só por falar com ele, usando um personagem específico, mas se parar pra pensar, esse npc esta na era inicial de todas as eras, e o que ele oferece é um reinicio para todos, até mesmo aqueles que já existem naquela era. 

Mas, ao falar como Ayla, liderando o grupo, ela recebe um presente, por ser daquela era, por pertencer aquele tempo, por não precisar de uma renovação já estando no princípio. É um bônus.

Também tem o fato da missão da Concha do Arco-Íris se passar no castelo desenterrado, no futuro, do réptil que foi chefão na época de Ayla. Inclusive o dinossauro que ele ele usou aparece, fossilizado mas ainda vivo, e é enfrentado.


Na animação do PS1, Ayla se casa com o carinha que curte ela, de uma forma meio forçada mas, ele curte.



Magus




O último personagem, é o vilão de todos, Magus, o Mago. O nome num é nada sugestivo né?! Ele é um feiticeiro que travou uma guerra lendária na Era Medieval contra o reino em prol dos monstros. Ele tem cabelos longos e azuis, orelhas pontudas, e luta usando uma Foice (eu amei ele) além de apelar pra todos os elementos (fogo, raio e água), sendo seu principal elemento a Escuridão.



O chefão do jogo, o vilão, aquele que amaldiçoou o Sapo, aquele que invocou o monstro que destruiu o mundo, aquele que trouxe caos ao mundo, ele é... a grande vítima do jogo.



Magus sofreu muito, e teve uma vida complicada até chegar ao ponto de ser confundido com um vilão, mas vamos por partes... 

Após ser derrotado por Chrono e seus amigos, ele falha na invocação da criatura que existia nas profundezas da Terra, para por fim a vida dela. 



Seu objetivo era matar Lavos, ele queria invoca-lo, para destruí-lo, pois sabia que ele estava sugando a vida da terra, e muito mais...



Mas, com a interferência de Chrono, da tudo errado e portais são abertos, jogando geral pra diferentes eras. Chrono e seus amigos vão pra Era Pré-Histórica, onde descobrem a origem de Lavos, mas Magus, este volta pra casa.



Magus tinha saído da Era da Magia, uma era que surgiu após a Era Glacial, quando Lavos mergulhou fundo na terra e formou seu casulo. Ele infectou a superfície com magia, e essa magia foi absorvida por alguns humanos, os quais aprenderam com ela, e passaram a venera-la. 



Alias, o Pingente Real que Marle carregava, era um artefato místico que sobreviveu a esta época, por essa razão ele ressoava com os portais, e ele funciona como uma chave nessa era.



Lavos, a criatura do mal, se converteu em um deus para aqueles que viviam acima dos céus, no reino mágico, enquanto para os habitantes do solo, sem magia, só restava pobreza e menosprezo. Mas, da família dos Iluminados, os magos, existiam 2 crianças, filhas da Rainha Zeal, uma moça de cabelos azuis que era intolerante com os não-mágicos, mas, pra seu desgosto, seus dois filhos, principalmente Schala, também de cabelos azuis, era complacente e fazia questão de ajuda-los sempre que possível, mantendo portais que conectavam os mundos dos céus e da terra. 



Ela salva Chrono e seus amigos, após ele serem capturados pela rainha e os liberta, fazendo um singelo pedido para que eles salvassem um amigo dela...



O irmão menor, Janus, de cabelos azuis e com um gatinho de estimação, era um feiticeiro com ascendência profética, sendo que sua irmã, tinha muito mais poder que ele. Ainda assim, ambos se davam muito bem, um com o outro, e o único problema, era a Rainha.



Um dia, a Rainha Zeal criou um receptáculo para invocar Lavos e assim, conduzir seu poder completamente através de tudo e todos. Mas, durante o ritual, tudo deu errado e portais surgiram. 



Esses portais empurraram os anciões Gurus que la estavam (Baltasar, Melchior e Gaspar) para diferentes eras e os filhos de Zeal também, separando todos, e trazendo o fim à era da Magia.



Janus, foi parar na Era Medieval, onde a Magia não existia mais (exceto nele) e foi adotado por criaturas monstruosas da floresta, as quais cuidaram dele, até que ele cresceu e se converteu no rei delas. Ele, assumiu o nome "Magus" e o papel de Grande Feiticeiro das Trevas, em prol das criaturas das trevas, que tanto lhe ajudaram.



Mas, seu maior objetivo na vida, era um dia conseguir invocar Lavos e destruí-lo, para vingar o que ele havia feito à sua irmã, a pessoa que ele mais amava no mundo. Sem saber é claro, que viagens no tempo eram possíveis.



E ai, depois do fracasso ocasionado graças a Chrono e o Sapo, surge a oportunidade de mudar tudo. Ele vai parar justamente, na Era da Magia, antes de sua mãe fracassar na invocação de Lavos e fusão com a sua máquina mágica.



E é ai, que seu outro plano entra em prática. Magus assumo o papel de "O Profeta" e, sob um manto, aconselha a Rainha sobre tudo o que viria a acontecer. Ele também se precavê e fala da possível visita de Chrono e seus amigos, para que sua irmã e os demais os evitassem a qualquer custo, e quando eles chegam, através de um portal pelo "Fim dos Tempos", Schala pessoalmente é forçada a selar a entrada pra sua era.



É ai, que entra a verdadeira Máquina do Tempo, que falarei daqui a pouco, e com ela Chrono consegue retornar pra Era Mágica, salva o amigo de Schala... 




E pega a Rainha no flagra da invocação, que funciona e traz Lavos à superfície.



Então, ocorre a luta contra Lavos, com o ritual bem sucedido graças as influências de Magus. Ele tenta peitar Lavos sozinho, mas apanha e é derrotado pela criatura soberana.



Então Chrono se levanta, todo arrebentado, e tenta enfrentar a criatura, com todos seus amigos caídos, e é desintegrado no processo.



E ai, uma entidade, criada da fusão da Rainha, mãe de Magus, com a máquina abastecida com energia mágica de Lavos, surge, acima de Lavos. Tudo isso junto, só pra ferrar com todas as eras, e de quebra, isso traz o fim à era da Magia novamente, mas cria essa entidade maligna de vida eterna que surge em todas as eras.



Antes, Schala se sacrifica e salva os heróis que sobreviveram, transportando eles pra longe da grande torre/entidade, enquanto a queda ocorria... só que ela fica péssima pelo que houve com Chrono, afinal, ele basicamente morreu por ela (ele tomou o golpe final basicamente no lugar dela).



Depois disso, Magus se isola, fracassado, em um morro, e surge a opção de enfrenta-lo. Mas, uma vez que se deixa ele em paz, ele se oferece pra ajudar os heróis a derrotar Lavos e salvar o mundo, após contar sua verdadeira história.



Fiz questão de usa-lo na missão de ressuscitar Chrono, só pra ele se redimir... 



A Missão Especial de Magus gira em torno de seu ex-mentor, aquele monstro que o adotou quando criança. A criatura era de um grupo de ladrões e construiu um reino com ajuda de seu pupilo todo poderoso, mas apesar de ser um monstro, e ter fins maléficos que levaram o reino à guerra, ele não era exatamente, mal. Só era bem, bobão.



Sua história é mostrada através de uma incursão ao seu castelo, onde Magus encara seu antigo aliado e mostra pra ele que esta do lado dos humanos. É uma luta longa, cheia de armadilhas (muitas delas falham) que no final, acaba levando o monstro ao desaparecimento desajeitado.



Ele apenas cai em uma armadilha e nunca mais é visto, e com isso, suas armas e equipamentos, dele e de seus capangas, vão pro grupo novo de Magus.



Além disso, algo que reparei é que os humanos e os monstros apenas passaram a trabalhar juntos e conviver, sem ódio, sem rixas, em sintonia e comunhão.

No fim, bem... ele apenas vai embora. É mencionado que agora, que ele sabe sobre viagens no tempo, ele irá atrás da irmã, mas nada é revelado, pelo menos não na versão de Snes. 




A história de Magus ganha um final extra na versão de DS, mas depois falo disso...




Epoch



Então, antes de falar mais do real vilão e encerrar a história, bora falar da verdadeira Máquina do Tempo, a Epoch.



Como um personagem comum, ela também pode ser nomeada e renomeada, mas seu nome inicial e padrão é Epoch (Época). Ela é uma máquina criada por um cara do futuro, da Era de onde o Robô saiu, um cara chamado Baltasar.



Baltasar era obcecado com viagens no tempo, e tinha certeza que conseguiria reproduzir isso, e ele passou sua vida inteira usando toda a tecnologia ao seu alcance para criar Epoch, sua máquina do tempo. Ele é bem sucedido, mas morre, antes de inicia-la.



Antes, entretanto, ele a sela, por uma porta com Magia, e em seguida, transfere seus dados para uma máquina orgânica criada por ele. Baltasar na verdade, era um dos Iluminados, da Era da Magia, que foi tirado de seu tempo e jogado no futuro, no tempo pós apocalíptico, durante aquela invocação de Lavos falha da mãe de Magus.



3 caras alias, estavam presentes durante a invocação, um deles, Baltasar, foi parar no mundo pós apocalíptico, e viu tudo o que Lavos, seu suposto deus, fez ao mundo, optando por buscar uma forma, desesperada, de impedi-lo. 



Fosse por obra do destino, ou por força da "Entidade", Chrono e seus amigos chegam ao seu laboratório, antes e também depois de descobrirem sobre a história de Lavos e da Magia, e assim, ganham acesso a Máquina do Tempo.



O poder dela é útil de mais. Ela permite viajar pra qualquer uma das eras, sem necessidade de ter um portal. O problema é que ela é imóvel... isso, pelo menos até ela ser roubada, depois da morte de Chrono, quando Lucca e os outros retornam a Era da Magia (Era das Trevas).



Um dos seguidores da mãe de Magus pega a máquina e transforma ela, convenientemente, em uma Nave... 




E depois de uma batalha espacial, eles recuperam a máquina, com a função de se mover pra qualquer direção. 



Isso faz dela ainda mais útil, pois em Campo Aberto, passa a ser possível voar acima d'água e montanhas, florestas e afins, indo pra lugares antes inalcançáveis...



Antes disso, a única forma de voar era com pterodátilos na era pré-histórica, mas depois, é possível ir pra qualquer ponto no espaço e tempo.



O pobre Gaspar, só não se torna inútil por causa de seus conselhos. Alias, Gaspar é o Guru do Tempo, um cara presente no "Fim dos Tempos". Ele surge quando o Robô entra pro grupo e o limite supera 4 membros, daí, ao invés deles apenas atravessarem o portal pra era destinada, eles vão pra um ponto fora do tempo, com todos os portais abertos em fileiras.



La, tem o Guru do Tempo, que é Gaspar disfarçado, um dos sábios que estavam no ritual de invocação que falhou, e no caso dele, ele foi jogado pro vazio fora do tempo, mas, consequentemente, ganhou o dom da sabedoria além tempo. Ele sabia tudo, sobre todos, em toda parte... fosse por destino, ou novamente, por influência da "Entidade", ele guia os heróis e sem ele, seria muito hardcore avançar na história.



Sem ele, Chrono não ressuscitaria, pois é ele quem da o Chrono Trigger.




Por fim, já que citei os dois gurus, tem mais um, o Melchior, que é o Ferreiro da Masamune! Seu conhecimento sobre armas em geral não vem da era em que ele habita, do presente, ele é um dos 3 sábios que estavam na invocação falha da Era da Magia. 



Ele é um sábio antigo que manja muito de artefatos místicos e armas, e novamente, destino ou "Entidade", ele surgiu no caminho de Chrono pra dar aquela força.



Enfim, esta, é a história de Epoch, que mesmo depois que todos os portais se fecham, com Lavos destruído, ainda existe e ainda tem seu poder de viajar no tempo, algo que é usado pelos heróis pra ir atrás da mãe de Chrono!


Lavos




E aqui ta ele, o Lavos. Ele é um ser tenso, em forma de Casco com Espinhos, gigante, que explode e joga espinhos em tudo quando surge.



É curioso ver que uma criatura potencialmente simples é o grande terror de todas as eras, e na verdade, ele é o grande vilão de todos... Isso pois tecnicamente, ele nem é planamente racional de seus feitos.



Essa criatura veio do espaço, na era pré-histórica, como um meteoro, se chocou com o mundo, e partindo daí, virou um parasita do planeta, infectando e influenciando tudo ao longo das eras.



A Era da Magia, que veio após a Glacial que ele causou com sua chegada, surgiu por causa da energia que ele passou a emanar pelo mundo, como uma radiação espacial, a qual transformou os seres que habitavam o planeta em mutantes mágicos, os quais o endeusaram por um bom tempo, até que, na busca por ele, causaram o fim de sua própria era.



Na Era Medieval, que surgiu com o fim da Magia, o mundo foi dividido em Reinos e as raças batalhavam pelo domínio das terras. Em meio a essa guerra, estava o último Mago, que vinha de outra época, e apesar dele causar grandes transtornos, acabou derrotado, não antes de mostrar às demais criaturas seu poder, e despertar o antigo ser a muito esquecido.



Na Era Contemporânea (Presente), essa criatura antiga ressurge das profundezas da terra e começa a detonar tudo, usando a energia coletada ao longo dos séculos e aniquilando o planeta inteiro em um ataque desastroso e massacrante.



Este é o evento testemunhado por monitores no futuro, que os heróis tentam tanto impedir, e que ocorreria apenas alguns anos após o tempo deles. Um dos finais alternativos mostra justamente esse desfecho mas, é uma forma de enfatizar o quanto isso é prejudicial pro mundo e deve ser evitado, sendo mais uma tela de game-over prolongada do que exatamente um final.



No Futuro, na Era dos Robôs, o mundo ta todo ferrado, a criatura já tomou conta de tudo, e o pouco que restou de vida aprendeu a sobreviver mas, definha. Não há mais futuro além deste, e o mundo já ta na fase final de sua existência, prestes a morrer.



Lavos pode ser enfrentado logo na primeira vez em que o "Fim os Tempos" é visitado. Existe um portal especial que leva pra era do Apocalipse, o tempo em que ele surgiu para aniquilar tudo e todos.



Mas lutar contra ele é um desafio bem tenso no começo, pois Lavos é uma criatura que usufrui do poder além do Tempo e Espaço. Além de influenciar o tempo, ele também o comanda, e ele usa isso a seu favor em batalha.



Ele simula o estilo de batalha dos maiores inimigos enfrentados pelos heróis, mesmo antes deles enfrentarem. Curioso que eu usei isso pra me orientar em uma parte em que eu estava perdido, pois não sabia pra que era ir, e ao enfrentar Lavos, vi que uma das formas dele se passava na próxima era, mostrando meu próximo objetivo.



Acontece que ele assume o estilo de batalha dos chefões, na ordem em que serão enfrentados na campanha. E tipo, você precisa enfrentar cada um deles até finalmente lutar contra Lavos e seus poderes de verdade.



A primeira forma é a do Dragão de Metal, o primeiro chefe importante enfrentado, um robô dragão feito pelo Chanceler falso, com 3 partes no corpo.



Na luta original, é logo após a fuga do julgamento de Chrono, onde o Chanceler manda um dragão de metal equipado com mísseis pra enfrenta-lo em uma ponte do castelo. Ele tem um corpo robótico que cura a cabeça, e é preciso detonar seu corpo primeiro pra depois ferrar com a cachola.




Lavos simula isso invocando dois capangas que o curam e protegem.




Depois ele assume o estilo do Robô Gigante de Segurança... 



Uma máquina que Chrono e seus amigos enfrentam quando vão para o futuro, quando entram no laboratório, pouco antes de descobrir o monitor que revela a existência de Lavos e o fim do mundo.




Então ele pega as técnicas da Criatura Monstruosa de Magia...


Esse é um monstro enfrentado por Chrono e seus amigos, que só pode ser derrotado através de ataques mágicos. Ele que acaba revelando que Magus foi o responsável pela invocação de Lavos, tecnicamente.




Então ele assume as técnicas da Criatura da Ponte (foi esse que me deu a dica de pra onde ir)... 



Um monstro do exército de Magus que é invocado pelo tutor dele, pra impedir os heróis de avançarem, o qual tinha uma série de imunidades elementais, e cada parte de seu corpo era de um elemento diferente (o que dificultava ataques em área mágicos por exemplo, pois uns curavam partes enquanto outros causavam dano).




Então ele assume as técnicas de Masamune, em sua forma monstruosa toda poderosa.




Os gêmeos da espada são fortes pacas individualmente, mas depois de derrotados... 



Se fundem pra um teste final, e essa forma, poderosa, é um grande inimigo, o qual precisa ser derrotado pra lâmina, ainda danificada, ser conquistada.



Depois dessa forma, Lavos assume as habilidades de um dinossauro...



Ele foi uma fera invocada pelo inimigo de Ayla no passado, o qual tentou derrotar os heróis na base da brutalidade. Alias, o inimigo de Ayla, além de roubar a Pedra especial la, tinha roubado a máquina do Tempo de Lucca, e apesar de não ter entendido como ela funcionava, foi um grande empecilho pros heróis. 


O tenso do dinossauro fortão é que ele vai se adaptando aos ataques e aumentando sua defesa conforme é golpeado, daí é preciso intercalar entre magia e ataque pra quebra suas defesas.


Lavos então pega as técnicas de Magus.


A batalha de Magus é repleta de magia afinal, ele apela pra todo tipo de magia, mas não é tão complicada, e ocorre quando o Sapo pega a Masamune completa e peita ele em seu castelo, justamente na tentativa de invocação de Lavos, quando tudo falha.


Ai ele assume as técnicas do segundo dinossaurão invocado pelo inimigo de Ayla.


Esse dinossauro é invocado para a luta final pela sobrevivência, no passado, pouco antes da Era Glacial se iniciar. Ele é maior que aquele fortão, e bem mais poderoso, e é invulnerável enquanto o invocador fica vivo. Lavos simula isso invocando mais capangas, mas depois de derrota-los, da pra causar dano, exatamente como na batalha original.




Por fim, ele assume as habilidades do monstro do Cristal da Montanha.



Depois de Lavos surgir e rolar o fim do mundo, e a galerinha ir parar na Era da Magia, a irmã de Magus expulsa geral de sua era e tranca os portais. Porém, pouco antes, ela suplica pela ajuda deles pra liberar o "Guru da Vida", um antigo amigo dela, e este estava preso em um cristal, numa montanha, enfeitiçado pela mãe dela. Mas, por causa da influência de Magus disfarçado, ela fecha o portal e impede que os viajantes do tempo a auxiliem... por um tempo... pois eles conseguem retornar usando a Epoch. 


Ao fazer isso, eles encontram e ajudam o "Guru da Vida" que na verdade, era Melchior, mas como guardião da armadilha, tinha um monstro e este monstro, é essa criatura que Lavos assume as habilidades.


Depois de enfrentar os chefes, e derrotar Lavos, seu casulo é destruído e ele se abre pra verdadeira luta. E sim, ainda rola novas formas... isso pois tecnicamente, esse é um só dos métodos para enfrenta-lo.



A forma correta de enfrenta-lo é através da Torre da Mãe de Magus, que é gerada quando ela consegue invocar Lavos triunfante e funde seu poder ao dele. Ela cria um corpo mecânico poderoso e usa ele em uma batalha ao estilo chefão de Final Fantasy, com múltiplas formas, isso depois de uma fase enorme repleta de lutas tensas com mini chefes e inimigos poderosos...



Primeiro a rainha usa sua forma normal, e ela já é forte, mas depois ela apena pra seu corpo mecânico com energia de Lavos...



O corpo que ela usa é muito forte, e é quase um chefão final de tão apelativo, mas é apenas uma pequena passagem especial para o verdadeiro chefe.




Ela se funde completamente e vira uma entidade poderosíssima.



E depois de enfrentar ela, ela apela e invoca Lavos, saindo de batalha e sumindo. 




É ai que é preciso enfrentar Lavos com todas suas formas de outros chefes... é bem tenso.



Mas, uma vez dentro do casulo, a verdadeira forma de Lavos surge, um tipo de inseto gigante com dois braços enormes. Ele lembra muito o Cell de Dragon Ball Z, inclusive uma descrição dele, feita pelo Robô, faz um tipo de referência ao personagem.



Ele diz que Lavos na verdade coletou, ao longo das eras, informações e dados de todas as raças existentes no planeta. É praticamente o mesmo que Cell faz, e duvido que isso seja apenas uma mera coincidência, é mais um easter egg, afinal, Akira ta plenamente envolvido com este jogo, mas falo disso depois...



Continuando, a luta com essa forma de Lavos é intensa, mas depois de derrotar ele e seus braços, ele assume uma nova forma, que passa a usar seu poder de manipular o espaço e o tempo, teletransportando os heróis através das eras (só o cenário vai mudando).



É a última luta, bem complicada afinal o monstro assume uma forma robótica de 3 componentes, em que caso apenas 1 reste, ele pode restaurar os demais ocasionalmente. Ou seja, a luta é eterna, e pior, cada parte só leva dano de um tipo de ataque (magia, tecnica ou físico). É bem complicado...


Mas ao vencer, o tempo se apaga, e ai, Chrono acorda.



Ele é levado pra uma festa, sob uma pegadinha de que ele ainda será condenado a morte pelo sequestro da princesa, mas que na real, tavam todos bem e o mundo estava salvo.



Lucca traz personagens das outras eras em uma grande confraternização, e conta a história de tudo o que houve, pra todos, o que traz a tona o heroísmo de seus amigos.



Por fim, com Lavos destruído na Era Mágica, o tempo estava a salvo, e os portais vão se fechando. O último portal é usado pra levar todos que Lucca trouxe pra seus tempos originais, e a mãe de Chrono se lasca ao cair nele atrás de seu gato.




Mas, usando Epoch, eles viajam pelo tempo e fim.



Essa é a história de Chrono Trigger.



O que achou?

Eu, sinceramente, curti pra caramba!


O jogo é divertido, e empolgante. Ele é desafiador e em alguns momentos, eu desisti por anos! Mas finalmente cheguei ao final.

Ainda tem vários outros finais, mas eu fui atrás deles... começando pelo "Mais difícil de todos" que seria derrotar Lavos, logo no começo do jogo... só como Chrono.



Eu tentei, e perdi, mas depois consegui usando Chrono e Marle, isso no jogo Novo + onde todos estes finais extras ficam habilitados...




Na real, como que funciona: Você joga tudo de novo, mas com todos os leveis e equipamentos que conquistou no jogo original. Nada vai mudar, exceto um pequeno detalhe no cenário. Ao longo do jogo, pequenas luzes, como se fossem itens escondidos (são brilhos azuis nos cantos) surgem e se você clicar neles, é levado pra uma fenda espaço temporal que da direto em Lavos.



Daí rola a luta ao estilo final mesmo, e com isso, um fim alternativo engraçado e paradoxal vai rolar.




O primeiro final, do desafio mais tenso que é derrotar o chefão no inicio de tudo, ocorre quando Chrono pode entrar na máquina de teletransporte de Lucca. Tem um brilho na outra máquina, se clica nele, vai direto pro Lavos. La, rola a lutona.


Depois de vencer, Chrono é levado pro Fim do Tempo, mas com dezenas de NPCs simbolizando os desenvolvedores do jogo. Todos falam com Chrono como se fossem meros atores. assumindo seus papeis como personagens coadjuvantes, e interagem em diálogos engraçados falando da produção e tal.


Depois de cumprir alguns requisitos confusos e acionar uma alavanca fora do cenário, uma porta é aberta, levando pra sala do Time dos Sonhos.



Trata-se dos maiores nomes envolvidos no projeto de Chrono Trigger:



 Hironobu Sakaguchi (produtor da série Final Fantasy),



Yuji Horii (diretor da série de jogos Dragon Quest),



Akira Toriyama (criador de Dragon Ball),


O criador da série Drabon Ball, é raro conseguir uma foto dele, pois ele odeia ser fotografado, então o desenho dele no jogo é todo escondido com boné, máscara e óculos.
Kazuhiko Aoki (produtor de Chrono Trigger)


Ele que juntou a equipe pra desenvolver o CT. Ele desenvolveu vários jogos da Square e é um grande produtor, mas vive nos bastidores, e é difícil pacas, por exemplo, conseguir uma foto dele.
Nobuo Uematsu (músico de Final Fantasy)


A trilha sonora de FF é surreal e cara, a de CT é também surreal, tudo graças a esse cara.
Que são também os maiores nomes envolvidos num jogo de RPG... é a equipe dos sonhos de fato, com os melhores reunidos (é tipo o que ia rolar se pegassem sei la, Hideo Kojima, Guilherme del Toro e Norman Redus pra fazer um Silent Hill... pera... putz... T_T). Detalhe, o tio Akira é desenhista de DB, e também de CT, e de Dragon Quest. A arte dele é bem padrão e eu já até mencionei isso nas análise de Dragon Ball Super, mas em resumo, a contribuição dele e a Equipe dos Sonhos é sem dúvida histórica e memorável, afinal, temos Chrono Trigger...

Observação: Os créditos desse final sobem acelerados, pois como o Dream Team mesmo declara, eles adaptaram o final pro jogador, que é tão apressado que terminou antes mesmo de começar, tecnicamente falando.



E as animações alias, feitas sob a arte de Akira, só melhoram a realidade de CT. E a quem devemos agradecer por tudo isso? Bem, Kazuhiko Aoki, o criador de CT e Nick Furry dos Vingadores dos Games da Square Enix rs.

Chrono é o protagonista???

Então, reparou em algo bem curioso? Chrono, que da nome ao jogo, é o personagem com menos história dentre todos. 

Ele não tem praticamente nada de especial, não tem poderes, não faz parte de nenhuma profecia, não é uma lenda, não é destinado, não tem basicamente nada de importante. A única coisa que tornou ele o protagonista, foi sua essência, o "Chrono Trigger", o gatilho do enredo, a razão pra tudo acontecer.

Na verdade, é tudo um grande paradoxo. 

Sabe a Schala? A irmã de Magus? Então, ela é a "Entidade", aquela que definiu os pontos dos portais e os abriu, aquela que interferiu no tempo e espaço a favor dos heróis viajantes do tempo e os auxiliou sem nem aparecer. E ela fez isso, pois Chrono se sacrificou por ela.


Sabe a parte em que ele pula na frente dela e é desintegrado? Então, dentre todos que estavam caídos, ela estava muito perto e testemunhou o fim de Chrono. 

Depois disso, veja o que ela diz:


Pois é, ela se sentiu tocada pelo que houve com Chrono, e coletou sua essência. Partindo daí, toda a influência temporal surgiu.

Schala desaparece da história, e ao que parece, seu sacrifício foi para restaurar a normalidade, trazer Chrono de volta e se livrar de Lavos. O estopim de sua decisão foi o que houve diante de seus olhos e bem, surgiu todo o jogo.

É fato que todos os demais personagens tem mais enredo que Chrono, mais personalidade e influência direta, mas... o garoto ruivo é crucial pra que tudo ocorresse, sendo ele especial ou não, só por ter se levantado, nesta cena:


Os Finais

São 13 finais então, bora cita-los e explica-los de forma bem, mas bem resumida, só pra ter uma noção de como são e o que significam...



Final 1 The Dream Project


Esse é o final especial em que a sala dos produtores é visitada. Ele ocorre quando se luta com Lavos logo na primeira oportunidade, e é um final que diz ao jogador basicamente "Você é apressado de mais". É um puro easter egg.

Final 2 The Successor of Guardia


Esse é um dos finais especiais, todos eles alias só são liberados na segunda vez que o jogador jogar, em New Game +, em batalhas especiais contra Lavos, fora de época. Nesse caso, logo após salvar a princesa na era medieval, ao voltar aquela máquina de Lucca e ir na luz, a luta contra Lavos rola. A consequência é que, como ele foi derrotado apenas após a época medieval, o Sapo acabou ficando com a glória do resgate em sua época e ganhou a mão da princesa. Consequentemente, os descendentes da família real nasceram com a gene do Sapo, então, o Rei e a Marle passaram a ter características de sapos no presente.


Final 3 Good Night


Esse final ocorre quando se enfrenta Lavos na primeira vez que se entra no "Fim do Tempo" pelo New Game +. Nesse caso, 3 criaturas bizarras de CT interagem em busca do sono eterno... eu juro que não entendi o que significa, mas talvez seja algo como "Beleza, já acabou, vamos todos dormir". Lavos tava derrotado no dia do Apocalipse então, tava tudo bem agora.


Final 4 The Unknow Past


Esse final ocorre se enfrentar o Lavos pouco antes de ir atrás da Pedra no Passado, pra restaurar a Masamune. A consequência é bem óbvia: A Espada não se restaura, o sapo não enfrenta Magus, e Ayla nunca se reúne ao grupo.


Final 5 People of Times


Esse final mostra todos que existiram ao longo dos tempos. Ele é liberado depois de se pegar a Pedra com Ayla e retornar ao presente, mas lutar contra Lavos pelo portal dentro do "Fim do Tempo". Nesse caso, bem, é apenas uma recordação de todos que foram influenciados pela existência de Lavos sendo apagados, já que Lavos nem chegou a causar seus males e espalhar seu mal, sendo detido em tempo. O pingente Real sumindo no fim é, basicamente, o problema deixando de existir.


Final 6 The Legendary Hero


Esse é o final em que o robô aparece no Reino do futuro, com tudo regenerado e tipo, futurista, e tem seu romance com a robô rosa. Nesse caso, o que ocorre é que, após Lavos ser derrotado, ignorando a parte da luta contra Magus (eles vão direto pelo portal do Fim do Tempo) o robô consegue voltar pra sua época intacta. 


E, na Era Medieval, Magus é derrotado pelos heróis, que encenam sua posição contra o garoto que fingiu ser o herói do reino, para assim credibiliza-lo.



Final 7 The Oath


Após devolver a Masamune pro Sapo, Lavos pode ser enfrentado por um portal. Consequentemente, o Sapo fica em sua época e vai sozinho peitar Magus, mesmo com todo o mal já derrotado. Ele coloca sua vingança em primeiro lugar e manda ver, eliminando os capangas de Magus em seu castelo, com sangue nos zói, e indo pra cima dele com tudo no fim. 


Porém, no final, aparece alguém com capa acima do castelo, mas não da pra ver se é o Sapo ou o Magus.


Final 8 Dino Age


Logo depois de voltar pra Era da Pedra, Ayla entra no grupo e da pra enfrentar Lavos por um portal. Fazendo isso, ela sai de sua época e os répteis dominam o mundo durante a Era Glacial. 


Consequentemente, todas as gerações futuras viram répteis, incluindo Chrono e Marle, que continuam suas vidas normalmente, mas sob uma forma réptil. Só as raças mudaram, a alma da galera permaneceu a mesma...


Final 9 What The Prophet Seeks


Logo após ver a profecia do menino que diz que alguém morreria (Janus, Magus criança, diz que alguém morrerá logo no primeiro encontro que tem com o grupo na Era da Magia) da pra ir lutar com Lavos em um portal. 


A consequência é bem óbvia: Magus livre da influência dos heróis do tempo. Resumindo, seu plano de batalha e influência, se disfarçando como profeta pra acabar com Lavos e vingar sua irmã, é bem sucedido.


Final 10 Memory Lane


Depois de chegar ao castelo da mãe de Magus, e abrir caminho usando o pingente mágico Real, da pra voltar e lutar com Lavos. Consequentemente, bem... nada ocorre de especial... apenas Lucca e Marle assistem a slides de personagens históricos da aventura (especificamente homens, que elas "avaliam"... ( ͡° ͜ʖ ͡°)...) 


E no fim, Chrono surge chamando a atenção delas... e alias... tem isso: Chrono FALA! Ele fala, pela primeira vez no jogo!



Final 11 Reunion


Bem, esse final é já no desfecho de tudo, quando Lavos é derrotado normalmente no fim do jogo mesmo. Nesse caso, ao invés de recrutar Magus, é preciso matar, e Chrono não pode ser ressuscitado. Consequentemente, todos retornam pra suas épocas após salvar o tempo, passando pelo "Fim dos Tempos" e o Guru do Tempo lembra do Ovo de Chrono, o Chrono Trigger


E ai, quando todos se reúnem no presente, Ayla, Robô e Sapo, que surge curado e de volta a forma de Gleen, lutam pra recuperar o ovo das mãos do Guru, para trazer Chrono de volta a vida. 


Eles falam isso rapidamente antes de entrarem num portal e continuar a jornada pelo ovo, e Lucca e Marle decidem pegar a Epoch, e ao invés de desmonta-la, viajarem pra ajuda-los a recuperar o Ovo e trazer Chrono a vida. Detalhe: É mostrado Sapo voltando a ser Gleen. Aparentemente, sem Magus vivo, a maldição se quebra.


Tem mais duas variações desse final, dependendo de onde Lavos é enfrentado.

Final 11-2 Reunion


Nesse caso, Magus precisa tar no grupo, mas Chrono morto. E Lavos precisa ser enfrentado pela torre. Então, o Guru do Tempo vai aparecer com o Ovo de Chrono, fugindo, e sendo caçado pelos heróis, incluindo Magus e Sapo (ainda transformado) que acabam indo pra um portal. 


Com isso, Lucca e Marle se unem com a Epoch para busca-los e ajuda-los. 


Final 11-3 Reunion



Nesse final, com Magus vivo e no grupo e Chrono mortinho, Lavos precisa ser derrotado através da Epoch. Depois disso, Lucca desmonta Epoch e cria uma máquina do tempo estática que traz o Guru do Tempo, junto com o Ovo e a oportunidade de buscar por Chrono. 


Daí, ela e os outros se unem, deixando Marle no aguardo do retorno de Chrono, sem a Epoch.


Detalhe: Chrono aparece em silhueta iluminada em azul ao fundo, após o fim dos créditos, logo, deu certo, a missão que o jogador não fez, é cumprida pelos demais personagens.



Final 12 Beyond Time


Esse é o final que eu peguei.

Final 13 Balões


Esse é um final basicamente igual aos demais, o que muda é que Chrono ta vivinho, Magus também, mas Lavos já era. Ele precisa ser derrotado direto no Dia do Apocalipse, usando a Epoch, sem passar pelo portal do "Fim dos Tempos" ou pela Torre da Rainha. Nesse caso, a mãe de Chrono nunca vai pro portal e tudo que ocorre, é Chrono e Marle se pendurando sem querer num monte de balões e voando pelo mundo.


É isso.

Alias, se tiver afim de ver todas as animações de PS1:


See yah!

12 comentários:

  1. Que deliciaaaaaaaa. Tô de folga hj, vou poder aproveitar essa maravilha a vontade

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  2. Nossa, eu amei. Tô ancioso por final fantasy XV.

    Gosto muito de RPG e crhono é um dos meus preferidos, amo o sistema de batalhas sem lutas aleatórias.

    Colocou Akira com o Goku bugado kkkkkkkk

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    1. Show que curtiu, agora FFXV vai ser irado... eu chorei com o jogo... quando eu choro o bagulho é louco. Se tudo correr bem, sai esse fds.

      Action RPGs são os melhores, esse estilo de Chrono não chega a ser um action mas ta la, na fronteira, pois não é aleatório. Os aleatórios são um saco... mas alguns até da pra levar por causa da história. Apesar de que, te muito FF que eu dropei só por caus do estilo de luta, e até outros jogos, tipo Zelda 2, que parei de jogar por causa das batalhas random. Enfim, FFVX também é livre!

      Foi mal, eu ia escolher outra foto do akira, uma mais atual dele duma noticia japa, mas vi essa o goku e pensei "Perfeita mano".

      Bem, see yah sr Jose e vlw pela leitura e por acompanhar o blog.

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    2. N tô mais aguentando esperar kkkkkk, ffxv sai hj?

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    3. Infelizmente não, to separando as imagens mas eu exagerei, tirei 80 mil fotos e ta tenso. Mas calma sr, valerá a pena!

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  3. Tô aplaudindo de pé. Parabéns, meu amigo, parabéns!

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    1. Hoo, ai sim me senti honrado sr Gomes. Obrigado e espero que meus próximos trabalhos te agradem também.

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  4. Finalmente saiu!!! Mal consigo me segurar para ler isso logo, pena que ainda não tive tempo de parar pra ler com calma. Mas acredito que amanhã rola. Sr, este texto é um sonho realizado!

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    1. Agora, te desejo uma boa leitura e fico no aguardo de seu aval.

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  5. Parabéns por essa obra prima!! Ainda tô no começo do jogo (e mesmo assim li tudo kkk). Bom...nada se compara à emoção de jogar o jogo por conta própria. Aliás, a arte desse jogo é incrível!

    Ass: Sr. Raydson

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    1. Obrigado Sr Raydson, e aliás não se preocupe que mesmo conhecendo a história sua diversão não será comprometida, pois como o Sr observou, nada se compara a jogar.

      Devemos o crédito da arte ao Sr Akira, e nisso ele eh fod4.

      Obrigado pela leitura Sr, e seja sempre bem vindo.

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