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quinta-feira, 13 de julho de 2017

AnáliseMorte: Guitar Hero - Dia do Rock!

E ai, hoje vou falar de um jogo ligeiramente diferente do que o costume, um game rítmico, voltado prum estilo simples entretanto bem divertido. Eis Guitar Hero, o primeiro jogo da franquia, de PS2.

Guitar Hero


Esse texto não terá exatamente spoilers, na verdade nem tem o que spoilar em Guitar Hero, já que é um jogo praticamente sem enredo. Nesse espaço irei fazer algo que sempre tive vontade de fazer: Explicar a origem das músicas.

Eu queria começar pelo 3 logo (que é meu favorito) mas vamos seguir a cronologia da franquia.


Boa leitura, e audição, pois vou linkar o máximo de músicas que eu puder.




Guitar Hero é um jogo musical rítmico de 2005, feito com apoio da MTV (emissora de televisão focada em músicas, que ao longo dos anos, auxiliou inúmeras bandas e influenciou drasticamente no mundo musical) e lançado para PlayStation 2. 




Ele consiste em um puzzle musical baseado em teclas sincronizadas com o som, no caso deste jogo, especificamente sincronizados com o som das guitarras, em diferentes músicas de bandas importantes pro mundo da música.

Ele foi inspirado por um jogo da Konami, lançado em 1999 pra Arcade e Ps1 chamado Guitar Freaks. Esse jogo foi tecnicamente o pioneiro no formato adotado pelo Guitar Hero, porém era bem mais simples, com um comando por apenas 3 botões, uma animação simplificada ao fundo e músicas compostas originalmente pra ele. Ele contava com um controle em forma de guitarra, mas também dava suporte ao controle padrão da Sony (algo adotado pelo Guitar Hero).



Guitar Hero pegou esse modelo e aprimorou, aumentando o número de teclas, criando uma animação bem mais "showstar" e de quebra, utilizando músicas com direitos autorais e famosas, alias... muito famosas.


Guitar Hero conta com uma dificuldade do Fácil ao Expert, que define quantas teclas virão e a velocidade que elas virão, além da sincronia com a música. No modo Expert, as 5 teclas são plenamente ativas, e a sensação de estar tocando a guitarra é muito mais realista. Já no modo fácil, o som é meramente conceitual, tudo vem lentamente, e é realmente fácil, mas não  tão preciso ou divertido. 




Apesar de ter uma jogabilidade mais ávida pelo controle grande em forma de guitarra, a possibilidade de jogar usando o controle padrão do PS2 é sem dúvida alguma, uma forma muito interessante de veicular o estilo rítmico, além de dar uma utilidade extra aos pouco utilizados R's e L's dos controles (os botões da parte superior do controle). Com a ausência da necessidade de Paletar, torna-se uma experiência única jogar, ou seja, o mesmo jogo oferece duas experiências igualmente divertidas e desafiadoras, porém bem distintas. 




Eu, particularmente, consigo jogar no Hard no primeiro Guitar Hero e, apesar de não conseguir a pontuação máxima em todas as músicas (marcado por estrelas, sendo 5 o número perfeito) é algo bem desafiador e divertido. Porém, já tentei jogar pela guitarra e nesse caso, consigo jogar no máximo no normal, errando bastante notas. É questão de costume, pois pela guitarra é preciso não apenas segurar a respectiva tecla, mas também mover a "paleta" pra ativar a nota.





Bem, em termos de enredo, Guitar Hero não começou se preocupando muito com isso: Você é um guitarrista que viaja em turnê com sua banda, recebendo pouco por seus shows mas conquistando reconhecimento e fans. No fim, você se converte numa Lenda do Rock.



Nesse contexto, sua banda é basicamente um cover de bandas famosas, e sai tocando diferentes acervos em cada show. As músicas escolhidas são famosas, e são apresentadas como "Tornadas Famosas Por..." o que deixa claro que nesse universo fictício, as bandas citadas também existem, da mesma forma, e seus sons tem o mesmo background do mundo real. Logo... é dedutível que as bandas são a história do jogo... mas eu falo disso depois...




Pra entrar na jornada pela fama, há o modo Carreira, Jogada Rápida e Multiplayer, e nesse primeiro jogo, os shows são os mesmos independente do nível de dificuldade ou modalidade escolhida.




E apesar de haverem vários personagens diferentes, eles nada interferem na jogabilidade, nem na história. Cada personagem tem um desenho e animação diferente, além de um fundo pro cabo da guitarra customizado, e um "Modo Rockstar" diferente, mas nada de grande destaque. Alias, como essa análise é bem diferente do que o costume, falarei dos personagens agora...


Personagens

Axel Steel




Axel é um rockeiro dos mais clássicos, viciado em rock e cerveja. E é isso... alias, isso é um jogo então não da pra fazer apologia a drogas, sexo e rock'n roll, então considere esse personagem como o mais próximo ao estilo clássico possível, mas pense nisso de uma forma mais leve. Vestido com Jeans rasgado, jaqueta sem mangas e uma camiseta hardcore, o cara provavelmente defende o estilo Metal.



Johnny Napalm



Enérgico, abusa do linguajar, é o sucessor perfeito do Punk. Essa é a descrição mais simples do personagem, mas em uma interpretação livre, quer dizer que ele é hiperativo e fala palavrão pra k7. Seu cabelo, barbicha, vestimenta e trejeitos ao tocar é a pura encarnação do estilo Punk, nada mais a declarar (é meu segundo personagem favorito).



Clive Winston



O cara é britânico, inspirado nos anos 70, totalmente tranquilo e toca feito um deus. Pensar nele como a personificação do Rock Psicodélico ao estilo Beatles não é viajar de mais... paz e amor.




Detalhe: Em uma de suas finalizações especiais ele taca fogo em sua guitarra. Isso é uma referência claríssima a um famoso rockeiro chamado Jimi Hendrix, que fez isso em um dos seus shows. Daqui a pouco falarei dele.



Pandora



Ninguém sabia lidar com ela, então ela dominou o mundo. Pandora toca rápido e pesado, e é considerada a Princesa das Trevas do Rock. Ela é, sem dúvida, um exemplar do Horror Punk. Sombria, fervorosa, eis a personificação do pré-gótico.



Judy Nails



Curte experimentar novas técnicas na guitarra, viaja desde os 17, foi salva pelo Rock Alternativo, eis Judy. Como ela é descrita, ela exemplifica o Rock Alternativo e as variações que surgiram ao longo dos tempos, com base na miscigenação de estilos e técnicas, e a curiosidade criativa daqueles que queriam ir além.



Xavier Stone



Um prodígio, um estudioso e explorador artista da guitarra que já fez de tudo com seu som. Blues, Rock, Jazz, Punk e até Pop, eis a versatilidade da combinação dos estilos. Um exemplo ao mundo musical, de que é possível combinar diferentes estilos em uma única melodia. Winter ficaria orgulhoso.



Existem dois personagens extras, destravados através de compra. Ambos são bem especiais e bem, não custa nada descreve-los brevemente.

Grim Ripper


Ele é bem carinho pra comprar, mas veio direto do submundo então, compensa. É meu personagem favorito!



O cara cansou de coletar almas e agora ta na corrida, tocando muito em nome da monstruosidade. Bem... é a morte mano! O Ceifador em puro osso. Ele usa sua foice como guitarra e conquista a alma da galera, dando o que eles querem: Death Metal!


Izzy Sparks




Esse é um personagem esquisitão, meio caro mas, é interessante libera-lo. É uma referência a um artista lendário. Na verdade, todos são referências e tem traços que lembram uma ou outra personalidade do mundo musical, mas esse... meu deus...




Carinha estranho e talentoso, oferece a todos um belo de um show, ele é feroz dentro e fora dos palcos e mano, que cara. Bem, a primeira coisa que vem a minha cabeça ao olhar pra ele, é David Bowie. Posteriormente falarei dele (eu paguei muito pau pra ele) mas em resumo, esse personagem adota o Hard Rock junto com o Glam Metal como estilo natural... mas tudo depende de sua fase.



E bem, esses são os personagens "Heróis". São os guitarristas que podemos controlar. Entretanto, há outros personagens que forma a banda, e apesar de não terem seus nomes mencionados (não nesse game), segue a lista com suas descrições:


O Melhor Vocalista Cover do Mundo




O vocalista, também conhecido como "senhor das 1000 vozes", é aquele que da voz às músicas originalmente com som masculino. Mas ele consegue distorcer sua voz tão bem, que da inveja a qualquer cantor. Ele conseguiria por exemplo, cantar gutural ao mesmo tempo que vibra o timbre da voz e canta ópera. Dizem, que ele usa playback... mas suas feições se movem tão perfeitamente que, independente de serem suas vozes ou não, elas soam como se fossem. 


A Melhor Vocalista Cover do Mundo



Uma vocalista suprema, também com múltiplos timbres, conhecida como "Rainha das 250 vozes" (É que na real tem menos vocais femininos do que masculinos), essa moça assume um papel importante quando é preciso dar vida a uma voz de uma cantora, não importa qual, ela consegue. Pra ela também rolam acusações de playback, mas sinceramente, eu acredito de verdade no potencial da mina. 


Barbudão do Baixo



Esse cara toca mais que o guitarrista as vezes, chegam horas que o jogador se pergunta "ué, isso é Guitar ou Bass Hero?" pois o som que o cara tira é surreal. As vezes ele quem guia a música, tudo depende de qual a banda que ta sendo coverizada. Potencial é o que não falta, e diz a lenda que ele jamais errou uma nota se quer... exceto na hora de fazer cover do "Cream"... diz outra lenda que sabotaram o som do baixista.


O Baterista Mais Rápido do Mundo



Apesar dele ficar ali no fundo, escondidinho, só na percussão e embalando o ritmo, acredite, esse cara é rápido. As vezes ele acelera tanto que nem da pra ver os movimentos das baquetas, elas parecem estáticas mas na real ele ta solando horrores. Um gênio da bateria, que se não focasse apenas em covers, provavelmente seria o maior baterista de todos os tempos, considerando a quantidade de  grooves que o cara puxa... meu deus. É até triste não saber o nome desses gênios musicais...


O Tecladista Digital




Esse cara só aparece uma vez, pra tomar o lugar do vocalista numa hora que não tem vocal, porém, ele assume o papel de múltiplos instrumentos só no tecladinho sintetizador. De puro teclado à saxofone, e diz a lenda que ele até puxou um segundo conjunto de baterias pra duelar com o melhor baterista cover de todos os tempos. Pois é... só não da pra saber se esse talento todo vem dele mesmo, ou se ele apenas bancou um DJ... ainda assim, o som que ele faz é surreal... difícil acreditar que isso foi um cover!


E esses são os personagens. Claro, tem a platéia também, um monte de clones e algumas centenas de bonecos de papelão, mas o que importa é a ovação que rola, eufórica quando os caras acertam bastante... tenso é quando rola vaia, da até desânimo. Além disso, é preciso dar crédito aos personagens mais recorrentes e importantes do jogo, que apesar de não terem qualquer personalidade, são importantes de mais:

Verde



Vindo no canto esquerdo (a menos que você seja canhoto e troque de lado) vem a tecla mais difícil de tocar, principalmente em sons muito repetitivos. No primeiro Guitar Hero ela nem pega tão pesado na jogabilidade, mas se o controle sobreviver, no 3 ele opta por desistir da vida. Mas ainda assim, tem gente que jura que quebrou o dedo médio por causa dessa tecla. Sorte da galera da guitarra que não precisa ficar apertando loucamente, é só paletar.

Vermelho



Apesar de ser uma tecla com uma aparência violenta, ela consegue ser a mais tranquila de todas. Dominada facilmente pelo dedo indicador, o Vermelho consegue ser a mais agradável e fácil dentre todas, na verdade... ela tem uma parceira nesse sentido.

Amarela



Vivida pelo indicador da outra mão (tanto faz se é destro ou canhoto) a Amarela junto com a Vermelha fazem a melhor parceira de todas, sendo rápidas e fáceis de manipular. É uma pena que elas são obrigadas a conviver com o Verde nos tempos fáceis, e com o Azul nos tempos normais...

Azul



Essa aparece quando a coisa ta indo pra um canto mais complexo, da mais as caras nos tempos difíceis, e equivale a Verde, porém, ela é um pouco mais maleável por se encontrar na mão direta (destros, canhotos rolam com ela do outro lado). A Azul é tranquilona, e na maioria das vezes vem com sons alongados.

Laranja Infernal



Essa precisa do adjetivo afinal, ela vai contra todas as outras, e ao invés de ir pelos L's e R's, faz questão de ir pelo botão mais longínquo de todos: Xis. Diz a lenda alias, que essa tecla consegue ser inimiga até pros guitarristas com paleta, afinal ela utiliza o dedo mínimo em tempos não profissionais ou adaptados. Ela aparece as vezes nos tempos difíceis, mas nos tempos Experientes a coisa fica insuportavelmente frequente.

E bem, é isso. Vira e mexe vem tecla combinada, mas no Guitar Hero 1, pelo controle, da pra tocar ambas segurando uma delas e apertando a outra. O jogo não acusa como erro, e bem, fica mais fácil fazer sequência dupla assim.



Também há os "Star Power", que são poderes que dobram a pontuação, aumentando assim o número de aplausos e deixando o "aplausômetro" no verde mais facilmente. Eles surgem de tempos em tempos, por teclas brilhantes que se acertadas corretamente, enchem a barrinha de energia Estrelar. 



Da pra usar o Star Power tendo no mínimo metade da barrinha cheia, posicionada no canto direito/baixo da tela. Detalhe que, em teclas contínuas (precisam ficar pressionadas) da pra ondular o som, ganhando mais pontos e energia Star.



Claro que o som da música fica meio distorcido, mas na hora do desespero, principalmente com a laranja infernal ativa, é melhor fazer todo possível pra ter pontuação maximizada.



O "Aplausômetro" fica entre verde, amarelo e vermelho, sendo o Verde uma posição segura e o Vermelho uma posição crítica. Ao acertar teclas, o som da guitarra fica de boa, mas errando, rola uma distorção muito feia que, realmente quebra o espírito do guitarrista, e do público. Daí, é melhor sair acertando...


Fazer um Show Star todo reluzente pra manter a pontuação no alto, ou resgata-la quando tiver no vermelho...



Do que receber um monte de vaias. O ponto verde é sempre o melhor... mas as vezes vem tantas teclas que fica um tiquinho complicado se manter...



E as vezes o poder especial Star torna-se a última esperança, principalmente em momentos como este da imagem abaixo... onde o laranja toca pra f*$@#



Mas acredite, não há sensação melhor do que se salvar no último instante e terminar aquela música diabólica (olha a cara do morte mano!)


E ver a mensagem da vitória!!!



É melhor que errar tudo e terminar assim... triste...



E completamente fracassado. (mano... da pra refazer a música mas, depois de ser vaiado, da um baita desânimo, olha a morte mano! Ela não ta feliz.)




Enfim, sempre da pra recomeçar, treinar, ou trocar de som, mas se você quer terminar e experimentar o máximo do máximo, é preciso encarar o desafio de no mínimo, passar com 3 estrelas em cada som...




Alias, bora falar dos Shows.

São 6 shows, cada um sendo composto por um repertório de 5 músicas, uma de cada banda coverizada. Acredite se quiser mas, as músicas foram retocadas em estúdio por bandas covers reais, e apesar de muito, muito parecidas com as originais, várias delas tiveram o som editado pra se adequarem ao jogo e sincronizarem perfeitamente. Mas ainda assim, isso não tira a necessidade de conhecer as bandas pra imergir completamente em seus sons. Fica tudo mais... incrível. Então, eu vou resumir, ao meu entender, o que é cada banda, e o que é cada música:

Primeiro Show: 
Opening Licks


O primeiro show se passa num porão, com um público razoável. É um tipo de festa pra amigos... 


Eis as músicas tocadas:

1982
"I Love Rock 'N Roll"
Estados Unidos - Joan Jett And The Blackhearts


A versão tocada no game é a de Joan Jett, considerada a Rainha do Rock. A mina é épica, ta na lista dos melhores guitarristas de todos os tempos, sendo uma das pouquíssimas mulheres a obter tal reconhecimento, e além de guitarrista, ela é cantora, compositora, produtora, baixista e até atriz. 

Mas, a música em si não foi feita por ela, apenas ganhou fama através de vários outros artistas, principalmente ela. 

A banda que compôs e tocou originalmente foi "The Arrows" em 1975, e apesar da banda não ser muito conhecida na época, a música foi um sucesso na guitarra da galera. Alias, essa é uma das melhores músicas do rock de todos os tempos, uma lenda dos anos 70 e 80.


1978
"I Wanna Be Sedated"
Estados Unidos - Ramones


Ramones, uma banda famosíssima e também pudera, os caras são o pioneiros do Punk-Rock (rock com composições simples, repetitivas e acelerado), considerados uma das bandas mais importantes do Rock. A música "I Wanna Be Sedated" foi lançada em 1978 no álbum "Road to Ruin" e apesar de não ser la uma música com um background profundo ou uma composição complexa (foi feita por puro tédio, e a letra mesmo fala disso), é uma escolha que representa bem o estilo liderado pelos Ramones.


1972
"Smoke On The Water"
Reino Unido - Deep Purple




Deep Purple é outra das melhores bandas da história, sendo uma das pioneiras do Heavy-Metal. Os caras tiveram várias formações, e destas, a musica mais bem sucedida foi o "Smoke On The Water", da segunda formação, que compôs o álbum mais famoso da banda, o "Machine Head", onde a saidera era o "Smoke On The Water".                                                                                                                                          
Essa eu gostei muito da história: A música em si, é a narração do que o Deep Purple passou durante toda a gravação do disco. Na letra, eles resumem mas, são até que bem detalhistas, e a música inteira encerra o álbum descrevendo todo o perrengue maluco pelo qual eles passaram. Daora que, o "riff" (é o som que a guitarra repete, como um pequeno refrão) manjado foi justamente a inspiração inicial dos caras pra essa música, que eles não esperavam nada (era tipo zoera) mas acabou virando a mais famosa dos caras, e o riff (durr-durr-durr, durr-durr-ded-durr, durr-durr-durr, durr-durrr) virou o mais famoso da história do rock. 


1994
"Infected"
Estados Unidos - Bad Religion



"Stranger Than Fiction" é o álbum em que "Infected" foi consagrada. Bad Religion é uma banda do estilo Punk-Rock, famosa nos anos 90, trazendo o estilo de volta a tona.

A música é legal, foi uma das melhores da banda, mas eu confesso que não curto muito da banda em si, independente da formação. Sempre achei eles com um som meio "bagunçado" de mais. Na verdade meio poluído e acelerado... mas tem quem curte. Eu curtindo ou não, os caras são influentes no mundo do rock, e receberam sua passagem pro game.



1992
"Thunder Kiss '65"
Estados Unidos - White Zombie 


White Zombie foi uma banda do estilo Heavy-Metal com tendências Industrial-Metal e Horror-Punk, com um diferencial bem marcante de tocar músicas de terror. Tecnicamente, era uma Banda de Terror, com músicas com som pesado e letras fantasiosas, poéticas e bem satânicas, mas não de uma forma saudosista, mas de uma forma literária, com influência de obras literárias, cinematográficas e etc.

É como se a banda contasse histórias de terror com suas músicas. "Thunder Kiss '65" mesmo é uma música brizadona, fala sobre demônios, beijos, viagem, é uma loucura. Ela saiu no álbum (se liga no nome) "La Sexorcisto: Devil Music Vol. 1"

A banda foi considerada uma das 100 mais importantes no mundo do Rock e na boa, os caras tinham um som muito louco. Mesmo sem entender o idioma, da pra sentir o terror no ar só pelo som mesmo. Música de terror mano, isso é muito hard core _l--l


Segundo Show: 
Axe-Grinders


O segundo show já é em um lugar um pouco maior, como um bar ou um clube. Muitas bandas de rock começam a se destacar em apresentações assim. 




Eis as músicas:

1970
"Iron Man"
Reino Unido - Black Sabbath


Black Sabbath é uma banda que mudou muito sua formação ao longo dos anos (na real, muitas bandas passam por isso, é comum). Eles são considerados uns dos pioneiros do Heavy-Metal e estão entre os mais importantes, influentes e melhores do gênero. 

Iron Man é uma música do álbum Paranoid, lançado em 1971, e é considerada uma das melhores músicas de rock de todos os tempos (já sendo considerada a melhor inclusive em 2006). Essa é uma música famosa de mais, uma das melhores da banda, desde a época de lançamento, mas que renovou a fama ao ser usada na trilha sonora do filme do Homem de Ferro. Apesar do título em comum, sua letra fala de algo nada haver com o personagem da Marvel. 

É parte do estilo dos caras, tratar de assuntos que enquadram ficção científica, corrupção, guerra, drogas e também, o terrorzão. A música fala de uma entidade vilanesca com aspectos mecânicos... mas o que importa mesmo é a guitarra pesadona, com o solo épico e marcante. Curiosidade: Uma enfermeira se matou ouvindo Paranoid... isso gerou uma baita repercussão negativa pra banda, mas principalmente pro seu ex-vocalista... mas depois falo dele.



1976
"More Than A Feeling"
Estados Unidos - Boston




Boston é uma banda dos anos 70 e eles são considerados os pais do AOR, sigla que pode ser traduzida como "Adult Oriented Rock" ou "Album Oriented Rock". O primeiro termo (mais atual) engloba o estilo como um formato mais clássico e composto pra um público mais exigente e detalhista, não necessariamente adulto, mas maduro. No segundo termo (tradução original dos anos 70), tratava-se de músicas compostas pra tocar em rádios como um conjunto, o álbum inteiro, quase sem pausas, Rádios que tocavam AOR iam contra o comum, e ao invés de buscarem por singles, tratavam de passar a faixa inteira de um rock que misturava hard-rock e progressivo, com composições muito bem detalhadas, trabalhadas e minuciosas.  

Boston teve uma discografia curta, mas fez o suficiente pra marcar a história do rock. A música mais famosa, lançada no primeiro álbum homônimo da banda, foi o "More Than A Feeling", famosa e requisitada até os dias de hoje. A banda teve uma série de problemas com os direitos sobre o nome, mas eles são lembrados até hoje, e reconhecidos pela grande contribuição pro gênero, tanto que ta no game.




1983
"Sharp Dressed Man"
Estados Unidos - ZZ Top


ZZ Top é uma banda do estrilo Blues-Rock, que tem um som maneiro mas se destaca bem mais pelo estilo visual. Eles tocam trajados como motoqueiros, com barbas longas, óculos escuros e bonés/chapéus irados.

"Sharp Dressed Man" é uma música famosa do álbum Eliminator, álbum este inspirado no carro dos caras, que por si só virou um artefato do mundo do rock. Pra ver e comprovar como os caras tinham (alias, ainda tem afinal tão na ativa) um estilo de peso, a música famosona fala justamente disso: Estilo.



2004
"Take Me Out"
Escócia - Franz Ferdinand


Franz Ferdinand é uma banda escocesa de rock (um rock bem animado e dançante) que surgiu em 2002 e se tornou uma das grandes revelações em 2004, fazendo sucesso já no primeiro álbum, homônimo, com "Take Me Out" conquistando as paradas.

Talvez a presença deles no game seja pra mostrar que nem só os old-times são incríveis.



1982
"You Got Another Thing Comin" 
Reino Unido - Judas Priest


Judas Priest é uma das bandas percursoras do  Heavy-Metal que surgiu no inicio dos anos 70, e juntou os estilos de bandas como Black Sabbath e Deep Purple, dando forma ao estilo moderno do Heavy-Metal, além de trazerem consigo as características roupas de couro que se tornaram praticamente um uniforme pro gênero, além deles serem os primeiros a tocar com duas guitarras.

"Screaming for Vengeance" foi o álbum no qual "You Got Another Thing Comin" saiu, em 1982, sendo este o álbum mais vendido deles no mundo.




Terceiro Show:
Thrash and Burn


O terceiro show já começa num lugar bem maior, com um público bem maior. É um tipo de festival, já financiado e patrocinado por empresas e tal. É o caminho da fama sendo traçado por muitas bandas, onde os equipamentos já começam a melhorar bastante e o público cresce relativamente.


Eis as músicas:

2004
"Heart Full Of Black"
Estados Unidos - Burning Brides




Burning Brides é uma banda de Hard-Rock do final dos anos 90, famosa por suas aberturas pra shows. Todo show possui uma, que é por várias vezes uma ótima oportunidade pra pequenas bandas serem apresentadas e conhecidas. Foi o caso com Burning Brides, destaque justamente por suas grandes apresentações. 


A banda fez bastante sucesso com a música "Heart Full Of Black" em 2004, que foi o melhor single do álbum "Leave No Ashes", o segundo melhor álbum deles.



1974
"Killer Queen"
Reino Unido - Queen




Queen é uma banda de rock britânica (que ao longo de sua discografia adotou vários sub-estilos do rock), do inicio dos anos 70, que fez um enorme sucesso mundial, responsável por grandes shows e grandes marcos na história do rock, como por exemplo o grande show que fizeram em São Paulo em 1981, com 131 mil fans. O vocalista principal era o Freddie Mercury (também pianista, tecladista e guitarrista), renomado, respeitado e também, reconhecido postumamente como "Contribuição Excepcional à Música Britânica", em 1992. Ele faleceu no final de 1991, vítima da AIDS... foi uma perda enorme pro mundo artístico musical.

Enfim, a "Killer Queen" foi um dos vários sucessos da banda, alias o primeiro sucesso internacional deles, lançado no álbum "Sheer Heart Attack" em 74 (musica bem culta e clássica diga-se de passagem, sendo um tributo a realeza britânica, descrevendo a rainha em todo seu resplandor). Os caras são tão épicos e importantes pro mundo artístico musical, que receberam uma Estrela da Fama de Hollywood (sendo eles uma das pouquíssimas bandas não-americanas a receber tal honra).




2004
"Hey You"
Estados Unidos - The Exies


The Exies é uma banda de rock alternativo (Metal Alternativo) não muito famosa nas paradas, mas bem recorrente em games, já tendo feito músicas pra jogos como "MVP Baisebol 2003", "NFL Street 2" e"Juiced", além dos Guitar Heros. A banda é bem comercial, fazendo hits pra empresas como EA Sports e Warner Bros e eventos. 

Apesar de não serem os mais famosos do mundo, eles tem singles bem conhecidos, como o próprio "Hey You", lançado no terceiro álbum deles, o "Head For The Door" do final de 2004.



2000
"Stellar"
Estados Unidos - Incubus




Incubus é uma banda de Metal Alternativo da Califórnia (misturam pop com rock, hard rock, rap e mais umas paradas digitais), que começou nos anos 90 como uma banda de estudantes, já bem corridos na época. Os caras já tocavam bastante quando se tornaram revelações e começaram já fazendo turnês e tudo mais. Hoje eles ainda tão na ativa, tocando muito com 8 álbuns nas costas (isso considerando os de estúdio apenas) e já tão pra lançar mais um. 

"Stellar" foi uma das músicas do álbum "Make Yourself", o terceiro de estúdio, lançado no final dos anos 90, marcando o inicio do novo milênio e também, da nova fase da banda (que estourou no inicio dos anos 2000). A nível de curiosidade, o nome "Incubus" é o nome de um demônio que viola mulheres e se alimenta de prazer durante a noite (tipo, vampiro do prazer saca) mas, a banda escolheu o nome porque achou legal... eles nem sabiam do significado.



1992
"Symphony Of Destruction"
Estados Unidos - Megadeth


Dave Mustaine é o nome do cara por trás do Megadeth, uma banda de Trash Metal / Heavy Metal formada pra rivalizar com a Metallica, outra banda de Heavy Metal. O cara era guitarrista deles nos anos 80, e foi "expulso" em 83 por ser drogadão. Daí pra literalmente se vingar, ele decidiu dar vida a Megadeth, com o objetivo simples de esmagar a Metallica.

A banda ficou famosa, tão boa quanto o Metallica, mas passou por muitos altos e baixos e momentos desagradáveis provocados pelo próprio Mustaine, que expulsava os membros do grupo constantemente e forçou reformações por causa de seu comportamento, provocado por alcoolismo e overdoses. Durante os anos 90 ele se tratou e conseguiu vencer os vícios, obtendo também a melhor formação da banda, o que é uma verdadeira história de superação e amadurecimento. Megadeth sempre teve um som daora, mas na fase dos anos 90 eles realmente se superaram e marcaram seu espaço na história do rock pesado. 

Até a rixa contra o Metallica terminou, com os caras se juntando em shows, mas no final, Megadeth foi encerrada pelo próprio Mustaine, em 2002, que tava com o braço ruim e não conseguia mais tocar guitarra como antes. Pelo menos ele conseguiu o que queria. "Symphony Of Destruction" saiu no "Countdown To Exctintion", álbum de 1992, que já saiu na nova fase de Mustaine, com letras falando de drogas e superação. A letra dessa música em particular fala de domínio em massa (citando várias vezes o Flautista e os Ratos).


Quarto Show: 
Return of the Shred


O quarto show já começa a ser grandioso, com um teatro reservado pra apresentação. Nesse ponto as bandas já se encontram em turnês grandes e conquistando legiões de fans por onde passam.




Eis as músicas:

2002
"Cochise"
Estados Unidos - Audioslave


Audioslave é uma banda de hard-rock formada por integrantes de outras duas bandas, o vocalista de Soundgarden e o restante do grupo da Rage Against the Machine, bandas estas dos anos 90 e 80, que continuaram existindo mesmo com tal desmembramento, paralelo ao Audioslave. 

Os caras começaram com tudo e logo no primeiro disco, "Audioslave" lançado em 2002, tiveram um grande hit, o single "Cochise" (nome inspirado no último chefe indígena a morrer pela liberdade na America).

Eles fizeram sucesso no inicio dos anos 2000 e é difícil dizer se estão ativos ou não, as 3 bandas se encontram encerradas atualmente mas no mundo da música, tudo pode acontecer. Ocorrem trocas de membros, encerramentos, ressurgimentos, shows especiais, reencontros de antigas formações, mortes, shows protestantes... é uma loucura. 


2002
"Take It Off"
Estados Unidos - The Donnas


The Donnas é uma banda de hard-rock, formada por estudantes da mesma turma, quatro moças, que ainda no colégio mandaram ver e já tinham seu fan-club, antes mesmo de se formarem, no final dos anos 90. 

O estilo delas era inspirado no dos Ramones, e visivelmente influenciado por eles. Mas em termos de letras, elas focavam rebeldia, garotos, festas, bebidas e coisas de "bad girls". Ao longo dos anos, a banda foi amadurecendo, adotou o nome The Donnas e pseudônimos pros membros, e cresceu. Em 2002, com o álbum Spend the Night, a banda fez sucesso, graças ao single "Take It Off", e elas continuaram... eu acho... atualmente tão meio sumidas.



2001
"Fat Lip"
Canadá - Sum 41


Sum 41 é uma banda canadense de rock. Eles começaram como uma banda cover, mas assumiram uma identidade própria no meio de um show, definindo seu nome em homenagem ao tempo de existência da formação (41 dias de verão).

Pelo álbum "All Killer No Filler" eles conseguiram sucesso, principalmente porém não exclusivamente pela música "Fat Lip". Outra banda jovem bem sucedida dos anos 2000... Alias essa banda lembra bastante o Blink 182, pela animação das músicas (pelo menos no inicio, as mais recentes são meio caídas). Talvez seja pela produtora ser a mesma...


1992
"Unsung"
Estados Unidos - Helmet


Helmet é uma banda americana de Metal Alternativo, formada no final dos anos 80. Os caras tentaram vários sub-gêneros do metal até chegarem ao álbum Meantime, com o single "Unsung" .

O estilo deles é um metal, na minha opinião, bem ácido e pesado, com riffs de guitarra bem agitados, em contraste com um vocal sereno. Não é meu favorito, mas é bem legal.



1972
"Ziggy Stardust"
Reino Unido - David Bowie




Depois destas quatro bandas "jovens" sem tanta história, vem o sr David Bowie, que transcende o termo "histórico" e se converte num exemplo vivo de Lenda. Um mestre do Rock, tão importante e talvez até mais importante que todas as demais bandas antes citadas, o cara foi um gênio da música (puxa saco detectado!!!). 

Sua biografia é enorme, também pudera: 50 anos de carreira, evoluindo, crescendo, mudando, influenciando, desenvolvendo, criando. O cara experimentou vários e vários estilos, com composições profundas e uma genialidade sem igual. Ele foi praticamente uma personificação da história do rock, vivendo várias "revoluções" diferentes ao longo de sua carreira. 

Lançada no álbum "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars" a "Ziggy Stardust" não é apenas uma música, é um exemplo do perfil desse artista, onde ele descreve pela letra um pouco da personalidade de seu alter ego Ziggy Stardust. Como mencionei, ele era uma personificação da história, e assumiu vários papeis diferentes, com personagens diferentes, estilos diferentes, nomes diferentes, personalidades diferentes, e Ziggy era um destes.

Talvez, a presença dele ao lado dos outros 4 desse show seja uma indireta, considerando que os 4 também passam por mesclas de gêneros, transições constantes, evolução. Todos podem um dia chegar ao ponto de se tornarem algo como David Bowie. 


Quinto Show: 
Fret-Burners


O quinto show já se passa a céu aberto, em um grande festival, patrocinado por múltiplas empresas e com direito a stands de vendas relacionados ou não à banda, e um público grande o suficiente pra nem caber direito no campo reservado. 


Eis as músicas:

1980
"Ace Of Spades"
Reino Unido - Motörhead



Motörhead é uma banda britânica de Heavy Metal, mas auto-denominada puro rock'n roll. Eles são roqueiros da pesada, os pioneiros no Trash e Speed-Metal, e também aqueles que trouxeram o estilo de volta atona nos anos 80.

O álbum "Ace of Spades" onde a música de mesmo nome saiu, marcou a melhor fase da banda, onde o líder, Lemmy, formou uma trinca perfeita com Phil e Eddie, sendo esta a mais bem sucedida formação da banda. Ao longo dos anos, o grupo passou por muita polêmica (na real, Lemmy era um cara muito polêmico) fazendo do termo "Drogas, Sexo e Rock'n Roll" uma regra absoluta, mas dando prioridade ao rock, depois ao sexo, e ai sim às drogas.

Lemmy morreu aos seus 70 anos, no final de 2015, e levou consigo a banda, após ter se esforçado ao máximo pra continuar tocando, lançando discos, fazendo vários shows (também cancelando por conta da saúde) e bem, apesar de ter acabado, eles conseguiram marcar a história do rock em seus 40 anos de existência, graças a imagem do puro Metal que eles consolidaram. A nível de curiosidade, o nome da banda é uma referência ao estado de Lemmy, drogadão por "speed" (Anfetamina). Foi o nome da última música feita em sua "homenagem" (mais pra boicote) em sua banda anterior à Motörhead (Hawkwind, da qual ele foi expulso justamente por ser excessivamente drogado) e nome da primeira música feita por ele pra banda homônima (título o qual não foi intencional do líder, mas acabou vingando).




1968
"Crossroads"
Reino Unido - Cream



Cream foi uma banda britânica de Blues-Rock dos anos 60, liderada por um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Eric Clapton. Ao seu lado estavam Ginger Baker, um percussionista estrondoso e Jack Bruce, um baixista surreal. O trio foi um dos grandes influentes no mundo do rock, sendo inclusive os responsáveis pelo surgimento dos grandes solos improvisados durante os shows. Eles misturaram a liberdade do Blues com o som pesado e acelerado do Hard Rock, encantando e hipnotizando o público com longas performances totalmente improvisadas entre uma música e outra. Cada um do trio era mestre em sua arte, e eles praticamente competiam pra ver quem era melhor, deleitando os fans com um som inovador e estonteante. Eles eram literalmente o "creme" do Rock.

"Crossroads" é uma música original de Robert Johnson (puro blues) tocada pelo Cream como uma releitura, ao estilo deles (já partindo pro rock pesadão), servindo de tributo aos fans e aos velhos tempos em um de seus últimos shows. Alias, foi considerada a mais perfeita gravação em show ao vivo de rock de todos os tempos. Os caras chegaram a fazer mais um grande show de despedida no final dos anos 60 e bem, cada um seguiu seu rumo. Os caras começaram tudo querendo se matar, daí encontraram respeito mútuo pelo talento uns dos outros e no fim, fizeram uma parceria bem improvável de grandes gênios da música, se aventurando pelo prazer do blues e partindo pra uma carreira bem lucrativa, o que acabou gerando muitos momentos incríveis, e muitos problemas também. Os caras foram aclamados por onde passaram, inclusive nos EUA, mas no fim, em meio a paranoia do baixista, depressão do guitarrista e indignação do baterista, os caras acabaram se separando. 

Mas o som permaneceu perfeito até o último show... God Save The Cream!



1967
"Spanish Castle Magic"
Reino Unido - The Jimi Hendrix Experience


Legal falar do Jimi Hendrix justamente após o Cream pois, tem uma ligação entre eles bem curiosa: Cream já foi ofendido por uma apresentadora teen sensacionalista da BBC, tendo seu trabalho comparado a uma mera cópia do de Hendrix, do qual ela se dizia fan. Os sons não tinham nada haver, e a comparação foi muito esdrúxula, e apesar do Cream ter uma boa relação com Hendrix, não foi algo legal e eles ficaram mal. Mas bem, quando Cream desbandou, o Hendrix Experience foi chamado pra participar desse mesmo programa, onde tocaria duas músicas já planejadinhas, e essa mesma apresentadora ficou puxando o saco deles... daí eles tocaram a primeira música de boa, e na segunda eles fizeram pouco caso, tocaram de qualquer jeito, pararam no meio do som e falaram "Parou com essa merd4, vamos homenagear a melhor banda de todas: Cream" e mandaram ver em uma das músicas do Cream. Hendrix fez isso propositalmente, vingando a "humilhação" de seus parceiros de profissão e mostrando o lado mais daora do rock: Rebeldia protestante!

The Jimi Hendrix Experience é uma banda trio, influenciada pelo Cream alias, mas o estilo era voltado pra um rock psicodélico, cheio de solos e devaneios de guitarra, onde Hendrix brilhava e brisava muito. A banda começou em meados de 66 e durou até 69, mas Hendrix continuou sua extensa e implacável carreira, sendo um dos maiores guitarristas da história. A "Spanish Castle Magic" é uma música do álbum Axis: Bold As Love, uma homenagem a um velho clube de Jazz, sendo um dos muitos sucessos da Hendrix Experience.


2002
"No One Knows"
Estados Unidos - Queens Of The Stone Age




Queens of The Stone Age é uma "reciclagem" do que sobrou de outras bandas. Na verdade é uma banda formada por alguns membros de outra banda, que depois de um tempo abandonaram essa banda também pra se juntarem a outras e no meio desse vai e vem, sobrou só o mesmo vocalista. 

A banda surgiu no final dos anos 90, como uma promessa jovem pros anos 2000, mas é tanta mudança que, o estilo meio que se confunde, sendo algo chamado Stoner Rock, uma sub-categoria formada por tantos estilos diferentes de rock que... vai entender.

Mas a banda tem um som muito bom e os caras chegaram a ser considerados "Salvadores do Rock" graças à "No One Knows", que foi tão divulgada e bem sucedida ao ponto de chegar a esse status.




1989
"Higher Ground"
Estados Unidos - Red Hot Chili Peppers




Red Hot Chili Peppers é uma banda de rock californiana que ta na ativa desde os anos 80, e faz um sucesso enorme, principalmente após os anos 90, quando começaram a dominar as paradas. Eles ganharam uma penca de prêmios e tem vários singles ranqueados, mas a música em questão é "Higher Ground", um cover de Stevie Wonder, uma lenda do jazz/soul/funk.

A música foi lançada no álbum Mother's Milk, no final dos anos 80, que foi um enorme sucesso comercial, ao ponto de render um Disco de Ouro pros caras. Ela foi regravada, e mistura o funk original de Stevie Wonder com heavy metal. Tudo foi feito pra homenagear a lenda, e acabou alavancando a banda de rock.



Sexto Show: 
Face-Melters


O sexto e último show, se passa num estadio reservado. É o auge, quando a banda é tão épica e famosa que precisa de pontos realmente enormes pra se apresentar.




Eis as músicas:

1983
"Bark at the Moon"
Reino Unido - Ozzy Osbourne




Ex vocalista do Black Sabbath (alias, foi ele o criador da banda), o inglês Ozzy Osbourne foi expulso pelo abuso de drogas e bebidas, e seguiu carreira solo, sendo empresariado pela filha do empresário de sua banda anterior, por quem ele se apaixonou e casou, que foi também quem o curou dos seus vícios destrutivos.


Essa música, "Bark at the Moon" fala, numa tradução interpretativa, basicamente de um lobisomem, sendo a descrição de uma entidade amaldiçoada que "late pra lua". O álbum de mesmo nome, foi seu terceiro lançado em carreira solo, o primeiro após seu parceiro inicial falecer num acidente de avião (Randy Rhoads, guitarrista jovem que significou muito pro Ozzy). Esse álbum reiniciou sua carreira solo, tecnicamente, afinal o cara havia acabado de perder um colega e amigo, e tava enfrentando os problemas dos vícios. Por sorte, foi um grande sucesso apesar de diferente dos dois álbuns anteriores, com um estilo influenciado pelos novos parceiros (mantendo o heavy metal, mas com composições variadas, algumas pesadas pacas, outras mais tranquilas, etc), e Osbourne se manteve na ativa e apaixonado pelo puro e ardente Rock.

Eu nem mencionei Ozzy ao falar do Black Sabbath justamente pelo hábito de constantes mudanças de formações e tal (e eu não sei o nome de todo artista fod4, nem creio que decoraria ao mencionar aqui então, pra que?!) Por sorte tive esse espaço pra me aprofundar mais na carreira do Príncipe das Trevas. Alias, sim, ele é considerado um verdadeiro ícone do rock and roll, e é famoso de mais pelos seus "atos satanicamente inspirados". Ele já arrancou a cabeça de uma pomba que não quis voar em um de seus primeiros shows solo (com os dentes), e também já arrancou da mesma forma a cabeça de um morcego, mas nesse caso, apesar de ser o que mais repercutiu, foi um acidente, pois o cara tinha o hábito de morder morcegos de borracha em seus shows, e um dia um fan jogou um de verdade. Deu ruim, fez o cara passar mal depois de consagrar o sangrento e marcante ato, e isso até cancelou alguns shows dele, mas só ajudou a firmar a fama de "Malucão" e consolidar seu papel como  "Príncipe das Trevas" no mundo do Rock. 

Famoso, polêmico e lendário dos anos 60 aos 90, em uma trajetória de muita droga, muito sexo, muito rock, muito álcool, muitas cabeças arrancadas no dente, o cara quase matou a esposa e acabou "buscando tratamento". Depois  de muitas internações, ele se curou, voltou pro Black Sabbath, saiu do Black Sabbath de novo e tecnicamente encerrou sua carreira. Em 2002 ele abriu sua casa pra MTV, num reality show sobre sua vida cotidiana atual, como pai de família careca e careta. Mas o Ozzy Osbourne sempre será Ozzy Osbourne.  


1990
"Cowboys from Hell"
Estados Unidos - Pantera




Pantera, uma banda de Glan Metal no inicio, que pela mudança dos membros se converteu em Heavy Metal do mais pesado possível. Dizem que a banda nem é a mesma, e ela só passou a fazer sucesso mesmo depois que a fase metaleira pesadaça começou, com o álbum "Cowboys from Hell", lotados de hits agressivos, impressionantes e bem, dai pra frente os caras só foram melhorando. 

Bateria, guitarra, baixo, vocal, tudo se completava de uma forma inimaginável, com um som guiado pelo groove (ritmo da bateria e do baixo, diferente do que havia na época) chegando a adotar (acredita-se que criaram também) um sub-gênero chamado Groove Metal, no inicio dos anos 90.

Tecnicamente, foi a banda de metal mais importante dos anos 90, sendo eles aqueles que mantiveram o estilo em alta naquela época. Atualmente, a banda já era... mas isso não ofusca a contribuição e influência dos caras no mundo musical.



1972
"Frankenstein"
Estados Unidos - The Edgar Winter Group




Frankenstein é uma música que dispensa vocal e adota puro instrumental, com teclado, saxofone, timbales e sintetizador, tudo tocado pelo mesmo cara, o grande Edgar Winter, acompanhado de seu grupo na guitarra, baixo e bateria. É uma viagem musical. A composição original era enorme, e os caras tiveram de adaptar, cortar partes, montar, tudo pra caber na faixa, e daí surgiu a ideia de nomear como "Frankenstein", baseado no monstro de múltiplos órgãos de pessoas diferentes costurados em uma única entidade viva.

O estilo de Winter é variado, passando por rock, blues, jazz e pop, e apesar do grande sucesso Frankenstein pertencer ao rock, Edgar Winter não se prendia a esse único gênero e sabia fluir muito bem entre seus estilos. Winter alias quem inventou aquela correntinha pro teclado, facilitando a troca rápida de instrumentos em seu grande hit, e cara, isso abriu um infinito leque de possibilidades pro rock, que nos anos 70 era padronizado pela formação vocal/guitarra/baixo/bateria. Varias outras bandas passaram a usar acessórios variados, várias delas mencionadas nessa grande lista, mas no final das contas, sendo ou não influenciadas por Winter, com toda certeza ele soube mostrar o quão livre e amplo o rock é.



1977
"Godzilla"
Estados Unidos - Blue Öyster Cult




Nascida nos anos 60, na época em que o rock britânico tava a mil, Blue Öyster Cult surgiu e já mandando ver no rock'n roll, simples assim. Apesar de meio ofuscados pelas bandas europeias, os caras fizeram muito bem seu trabalho e conquistaram uma legião de fans. Tidos por uns como a resposta americana pro Black Sabbath, fato é que BÖC criou vários hits e teve um merecido sucesso, numa época de ouro do rock mundial.

Suas músicas eram influenciadas de certa forma pela literatura ocultista, tipo Stephen King e H.P. Lovecraft, além de ter uma influência do mundo cinematográfico e terrorífico, como é evidente nessa homenagem prestada ao terror asiático: Gojira. 




1983
"Texas Flood"
Estados Unidos - Stevie Ray Vaughan




Stevie Ray Vaughan foi um grande e promissor vocalista e guitarrista dos anos 80, reconhecido no mundo do blues e rock e referenciado por vários artistas diferentes.

"Texas Flood" é uma música publicada no álbum de mesmo nome, em 1983, sendo este sua grande estréia ao lado de sua banda de apoio, Double Trouble. Antes disso, Stevie Ray já havia trabalhado com várias bandas, inclusive já tendo tocado ao lado de David Bowie em várias músicas lançadas naquela mesma época.  Sua carreira alavancou de uma forma mágica, com ele esbanjando talento em turnês, hits, singles e álbuns. Foi em uma dessas turnês, em 1990, que Vaughan sofreu um acidente de helicóptero e morreu, com mais 4 pessoas.

Ele era um talento nato e jovem, morreu aos 35 anos, e se converteu numa lenda. Alias, no ano seguinte à sua morte, a governadora do Texas reconheceu o dia 03/10 como o dia de Stevie Ray Vaughan (este é seu aniversário).




E fim!

Antes que eu me esqueça, sabe o que acontece quando o jogo termina e todas essas músicas são devidamente tocadas? Seu carinha aprende a voar! 




E surge uma tela de parabenização. 




Acredite, isso é pouco perto do que os demais Guitar Heros reservam... mas isso fica pra próxima.

Não gosto de citar fontes, afinal minhas pesquisas variam muito até eu encontrar tudo o que sacie minha sede por curiosidade, mas o site https://whiplash.net é riquíssimo em informações, curiosidades, histórias, biografias e vários artigos sobre música. Eu amei o site, ele me ajudou muito a coletar tudo isso que postei aqui, apesar de eu também ter buscado em outras fontes e tal. Mas percebi nessa fonte em particular uma paixão sem igual, então, me vi mergulhado em inúmeros artigos, e obrigado a reconhecer aqui.

Alias, Feliz Dia do Rock!!!

Hoje, 13/07, é considerado o dia mundial do Rock. Esse post tem tudo haver com esse dia, e apesar de eu ter postado originalmente ontem (tava ansioso kkk, mas repostei xD) hoje é um dia especial pra tal. 


Eu não sou nenhum conhecedor de música, tudo o que expus aqui foi mediante a pesquisas e ciente que podem haver erros... então, por favor, se você curtiu a análise do game, e do mundo musical por trás dele, comenta ai. Se tiver algo a adicionar, bora aumentar o artigo com comentários! Se tiver algo errado, se pareceu incompleto, manda ver, você será respondido e ouvido, não só por mim mas por outros leitores também...


Estou feliz e espero que esse trabalho tenha lhe sido útil. 

Até a próxima!

10 comentários:

  1. Tinha uma locadora de videogame vizinho ao colégio em que fiz meu fundamental, tinha uns colegas que jogavam guitar hero e véi era coisa de louco eles botavam na ultima dificuldade e ainda usavam um código que deixava o jogo mais dificil. Era um negócio insano e eu só observava. A franquia desse jogo no ps2 é muito boa e apesar de ter um acesso bem dificil a eles vez ou outra me pego jogando aquele guitar flash. Tenho lembranças boas demais do PS2 principalmente dos inumeros bomba patch que joguei, disparado o melhor jogo de futebol de todos os tempos.

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    1. PS2 foi o vídeo-game da infância de muito brasileiro, e eu lamento por não ter sido um destes. Eu era nintendista e o pouco contato que tinha com a sony era pelos jogos que ela fazia junto com a nintendo kk. Mas tipo, um dia meu pai comrpou um ps2 pros meus irmãos e eu conheci um pouco sobre ele. Joguei muito Guitar Hero 3, e demorei muito pra começar a usar o emulador no pc. Atualmente to jogando muitos títulos exclusivos de PS, e fiquei ansioso por esta análise. Eu também jogo guitar flash as vezes, no trabalho quando to sem inspiração... mas me lembro da época que eu cursava um curso profissionalizante e via meus colegas no guitar flash, em plena aula de informática. Naquele tempo eu nem sabia o que era guitar hero, e me senti bem excluído... mas bem, hoje to pondo o atraso em dia rs.

      Mas eu nem me atrevo a colocar no expert, muito menos usar cheats pra aumentar a dificuldade. Acredita que até hoje não zerei o 3 no hard? É impossível pra mim, tocar One no controle... mas já vi uma galera insana que passa fácil e sem errar... realmente tem gente que não parece desse mundo na hora de jogar kkk.

      Valeu a leitura sr Gladiador... see yah

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    2. Tive a felicidade de ter uma diversidade grande quando criança e adolescente. Quando nasci nós tinhamos um super nintendo e foi assim até cerca de meus 6-8 anos quando fuçando nas coisas antigas na casa da minha avó encontrei um Intellivision(!!!) que pertencia a meu pai e meu tio lá pela década de 80. Mano como eu me diverti nesse periodo, tinha pitfall, formula 1, tennis um de navinha muito daora em que tinhamos que destruir um base alienigena, tinha poker que não fazia ideia alguma de como funcionava aquele jogo(hoje entendo algumas coisas por causa do red dead redemption), tinha tambem um do carinha que atirava um disco que anos depois fui descobrir que aquilo era tron, enfim, eram cerca de 20 jogos mas foi como fogo de palha pois pouco tempo depois minha prima ganhou um ps2 e me deu o ps1 dela. Poxa lembro da felicidade ao abrir aquela encomenda.

      Foram anos se divertindo com metal slug x(já finalizei esse jogos trocentas vezes), spyro 3, jackie chan stuntmaster(jogo bom demais, dá uma olhada depois), missão impossivel, winning eleven com narrador maluco japonês, tekken 3, RE2(que só pude finalizar anos depois pois pai tinha escondido o jogo),Crash team racing, Crash 3, Hercules, megaman x6, power ranger força do tempo, homem aranha, tony hawks 4(esse aqui joguei demais com meu irmão, altas manobras kkkk e o repertório de musicas é digno de oscar principalmente o da abertura). Fora os jogos que jogava na casa do meu primo e na de um amigo meu, e neste caso cito em especial driver 1 e 2(a nostalgia que tenho destes jogos é algo que não tá no papel). E apenas na minha adolescencia aprendi a baixar roms da internet e gravar em cds, e aí vem mais uma carrada de jogos que tive a oportunidade de jogar e finalizar. Foi também nesse periodo que esse mesmo primo que já citei no texto ganhou um ps3 e me deu o ps2 dele(sim todos os meus videogame foram usados, dados e/ou achados, a exceção foi o ps3 que compramos em 2014). E aí é mais uma lista grande de jogos.

      E concorrendo com tudo isso por volta dos meu 9-10 anos ganhamos um pc, e novamente usado kkkk uma irmã de meu pai deu para ele. E aí foram vários emuladores(do snes e mega drive ao gamecube) e jogos onlines, principalmente da level up(como perdi tempo da minha vida com essas bagaças da level up) e jogos independentes.

      Enfim, o meu tempo hoje é mais curto para jogos pois além da faculdade venho estudando para concursos e agora temos a steam e desde que comecei a jogar team fortress 2 reduziu mais ainda meu tempo de jogar jogos e consoles variados, embora o jogo esteja uma draga e a valve não dê o minimo de atenção e respeito a ele, e ainda convivo com o descaso da valve com Half-Life que você também entenderá quando finalizar a franquia. Mas meu Ps1 e Ps2 ainda estão em bom estado e jogo eles de vez em quando( o mesmo não posso dizer do snes e do intellivision) mas o negócio é que começo a jogar e quando a comodidade vem acabo não terminando o jogo(tento finalizar o mais rapido possivel enquanto estou "motivado") e quando volto a jogar sinto que falta algo e sempre inicio o jogo do zero novamente e isso acaba virando um loop horrível. Atualmente nessa onda tá Kingdom hearts 1 que preciso finalizar uma 2 vez para partir para os outros e mafia 1( esse jogo e fodão demais eu tenho que finalizar essa bagaça no ps2 algum dia).

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    3. Que história...

      Meu primeiro vídeo game foi o Snes, e meus jogos eram tudo comprados, ou alugados naquela época de vídeo-locadoras. Eu tentei, algumas vezes, trocar ou emprestar com colegas e amigos, mas tudo sempre terminava mal comigo no preju. Parei de emprestar no dia que um garoto me acusou de ter roubado e fui obrigado a pagar 50 reais numa porcaria de uma fita do Mickey Mania que eu mal havia jogado... só por que meu irmão acabou "devolvendo" a fita pro cara errado.

      Meu contato com outras plataformas se deu primeiramente pelas locadoras. Tinha uma que se chamava "Central" e tinham PlayStations 2 e Nintendos 64 la, com televisões configuradas com timer. Eu não era de ir nelas com esse fim, mas alguns amigos da época iam bastante e quando eu me envolvi com eles, passei a ir também. Joguei Jackie Chan (o mesmo que você citou creio eu) Power Rangers Lighspeed Rescue (que eu nem entendia o que acontecia), Pokémon Coliseum (meus amigos da época não gostavam, mas eu amava... e eu nem conhecia pokémon ainda) e MegaManX6 também (que eu jurava que o Zero era o Rush... da onde saiu uma das minhas teorias).

      Quando eu ganhei meu PC, foi um presente do meu pai e era uma máquina de lija da Positivo. Lembro do cheiro da época... meu deus... enfim, eu lembro que eu não tinha jogos famosos, só tinha um monte de revistas com compilados de jogos (vinham mais de 200 em cada cd) e eu consumia horas da minha vida instalando e jogando cada um deles. Alguns não funcionavam, alguns eram esquisitos... lembro do strip snake... foi um achado proibido mas que... foi um achando kkk.... mas um dia conheci a internet... discada. Foi junto com alguns jogos da Cartoon Network, que torraram a conta de telefone (e se não me engano, até hoje minha mãe ta com o nome sujo por causa disso). Na mesma época conheci o Ragnarok (Level Up...) que eu tinha um CD, mas não podia jogar pois era online e eu não tinha nem acesso livre (eu usava os negócio discados mas minha mãe vivia no meu pé, e nem dava pra acessar escondido pois o melhor horário era de madrugada, era quando ficava rápido, e fazia o barulho de conexão, o que denunciava o crime pra vizinhança inteira ¬¬). Mas, eu usava uns wallpapers do cd, e as musicas do jogo, foi na mesma época que eu inventei de fabricar jogo com o RPG Maker por uma revista que tinha comprado... foram tempos mágicos.

      Um dia minha mãe trouxe um CD do Diablo, e um do Project 64, com um Mario 3D na capa... eu tentei instalar ambos, e não consegui, de quebra peguei vírus pelo CD do Mario e tive a primeira destruição do meu PC... wallpaper travado e boot impossibilitado. Peguei mó raiva e só fui ter meu primeiro contato real com o emulador de 64 uns quatro anos mais tarde. Eu mesmo baixei, e eu chorei quando vi Zelda 3D... eu gritei pra minha mãe ver... ai nasceu minha empolgação e obsessão por fazer jogos diferentes rodarem na minha máquina. Eu conhecia jogos de PC, mas o melhor, com gráficos mais decentes, era Aquaria, o único jogo original que eu tinha na época. Depois fui buscando jogos de todos os tipos, de todas as plataformas, e fazendo tudo pra rodarem na minha máquina. Tinham muitos títulos de PC mesmo que mal funcionavam, mas os que funcionavam eu jogava com um sorriso enorme. Harry Potter e o Calice de Fogo foi o segundo jogo original de PC que tive, e tenho até hoje, na caixa (difícil eu guardar algo). Ele nem rodava direito (12 fps, nos termos atuais, na época eu dizia que travava muito). e tipo, eu zerei 3 vezes, com direito a pegar todas as cartas, e tinham coisas que nem apareciam na tela de tão baixa minha resolução e lenta minha renderização. Deus... a demo de HP Câmara, em espanhol... fez minha alegria por anos. Dizer a real eu mesmo gravei cds de todos os Harry Potters de tão viciado que fiquei neles... foram 5 cds só pro Ordem da Fênix e umas 80 horas de download... kkk...

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    4. São histórias e mais histórias, e eu sempre fui encantado por games... hoje inventei de escrever minhas experiências e peguei gosto por isso. Crio analises e as pessoas gostam, mas eu fico ainda mais feliz por poder dar uma utilidade além de mero prazer ao jogar... e criei o prazer por relatar.

      Enfim, foi mal o texto absurdo como resposta... eu me deixei levar pela nostalgia sr Gladiador.

      See yah!

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    5. Que mal o que rapaz kkkk. Acho legal essa troca de informações ainda mais quando são sobre momentos da vida e gosto de comentar(e ler tambem) aqui no blog, o que é algo raro pois além daqui o único lugar que comento com frequência na internet é o Trivela.

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    6. Eu é que acabo me empolgando e falando demais, e as vezes até sobre besteira, e aí entra em evidência uma dificuldade minha que é a de reunir os meus pensamentos e idéias e externa-las de uma forma coesa e compreensível.

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    7. Sr, me too. Eu encontrei na digitação uma maneira de estabelecer meus pensamentos. Chega a ser constrangedor, eu nunca consigo falar corretamente em conversas verbais, e raramento consigo fazer os outros entenderem o que quero dizer. Eu não falo mal, apenas me expresso muito mal quando se trata de algo falado. Mas por alguma razão, através dos textos eu consigo me expressar bem mais facilmente, talvez pela opção de releitura e edição... mas um fato é que o que eu digo em textos, sou incapaz de dizer pessoalmente. Curioso também é o fato de eu ficar espantado com o que escrevo, pois geralmente não reconheço eu mesmo.

      Quando termino um artigo ou um comentário e fico um tempo sem ler, e quando revejo, é como se fosse algo totalmente novo. É muito estranho, quase como se houvessem dois "eus", um no mundo literário e virtual e um no mundo real, ambos incompatíveis em termos expressivos.

      Curioso ver que eu sou um dos meus próprios leitores... mais assíduos inclusive... e critico também. Acredita que as vezes tenho vontade de ME responder? Vejo respostas antigas minhas e sinto vontade de ir la e me contradizer, ou acrescentar algo que não foi dito, ou simplesmente reforçar a ideia.

      Eu gosto de comentar, mas normalmente só comento para os leitores, ou quando algo é realmente importante e preciso dizer. É bem difícil (razão pela qual valorizo muito os comentários, sei que quando se dão ao trabalho de responder, é um trabalho realmente significativo, mesmo quando é um "Boa, falou").

      Enfim, sr Gladiador, obrigado pela partilha.

      See yah.

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    8. Mano como isso é chato na cabeça tá tudo direitinho mas quando é para sair vai uma negação, você ao menos arrasa na parte escrita já eu nem na escrita e muito menos na fala(e pior que eu ainda acho minha voz esquisita). Teve um tempo aí que tava fazendo uma limpa no celular e achei um monte de sms(é o novo, mas foi lá em 2012/2013 whatsapp tava nos primórdios ainda) meu conversando com minha primeira namorada e com um colega meu e cara que negócio constrangedor, mas é legal vê como você amadurece e percebe as coisas de forma diferente com o passar do tempo.
      A propósito queria lhe recomendar um jogo para android que descobri hoje e vei que jogo sensacional, me vi demais na pele do carinha do game e senti como se fosse comigo(tô vivendo uma situação parecida a do personagem do jogo e acredito que isso influenciou demais) fora o apego que tive, em certos momentos respondia como se aquilo fosse real mesmo e com os "personagens" da minha própria vida. O nome do jogo é Seen e tá de graça na playstore, é estilo aquele emily is away. Procure um momento em que você esteja livre(entre 1 e 1 hora e meia) pois o jogo prende sua atençao de maneira gigantesca a ponto de mexer com suas emoçôes e você não querer largar o celular até terminar. Caso ache o jogo interessante comenta aqui depois o que achou do jogo.

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    9. A vida nos muda... rs.

      Agora, simuladores de vida meio que não me atraem, na verdade me repudiam. Lembro sempre de The Sims e da garota que eu amei dizendo que criou uma família comigo nesse jogo pelo msn... isso ficou fundo na minha memória, enraizou e criou uma árvore de preconceitos sobre o gênero. Eu passo muito longe desse tipo de jogo... mas vou ver como ele é. O Emily is Away vi um gameplay do segundo game, por um youtuber que me atraiu pelos jogos de enigmas (mas não sou fan dele não... só fiquei bem impressionado com a capacidade dele resolver enigmas... algo que eu não consigo) e bem, pareceu solitário. Como eu disse, eu tenho um enorme e profundo preconceito com o gênero, ao ponto de migra-lo pra todo tipo de jogo que tenta simular uma vida... é estranho. Mas não se preocupe sr, eu vou dar uma olhada, assim que eu tiver um android.

      Eu to pra comprar um tablet simplesinho pra jogar alguns emuladores no trabalho e tirar fotos, assim posso fazer analises mais completas direto do trabalho (12 horas dia sim dia não, só jogando games, brinca!!!) e bem, enquanto não comprar, não tenho acesso a nada que envolva games de celular (eu tenho um Windows Phone... Lumia 640... a maior desgraça que eu fiz foi dar ouvido a mulher da loja quando fui escolher um celular... pif... ela disse que WP era perfeito pra gamers... maldita seja... deveria ter pego o xperia que eu queria ¬¬).

      Eu to ansioso, vi um tablet legal de 200 pila, vai dar pra emular até DS (perfeito, eu queria jogar alguns games de DS, mas em casa é desperdício afinal, tem consoles pacas pra jogar... detalhe: To pra pegar Kingdom Hearts 2.8 *-*) e bem... vai dar pra desenhar também!!! Eu to aprendendo a mexer com potoshop e to pensando em criar algumas artes legais pro blog, personalizar mais as análises... tudo isso virá esse mês... enfim, novos horizontes se aproximam e eu irei ver Seen.

      Sr Gladiador... eu acho que to me perdendo de mais nessas respostas... foi mal kkk.

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