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quinta-feira, 15 de junho de 2017

AnáliseMorte: NieR - Automata

Ta grande hein.

NieR: Automata



Essa análise consumiu um mês da minha vida então, se não estiver no mínimo completa, eu desisto.

Boa leitura.

Tem Spoiler.


Eu quero evitar RPGs justamente pra não ficar preso em uma rotina infinita de gameplay, mas dei o azar/sorte de começar Nier Automata e deus, eu não conseguia parar. Pra se ter uma ideia eu já joguei pouco mais de 80 horas e não fiz os 100% ainda! Mas acredito que agora já da pra fazer uma analise completa.

Porém, esse é daquele tipo de jogo que se você não finaliza 100%, você não entende 100% (mas não se preocupe, apesar de eu ainda não ter finalizado os 100%, parei em 95%, e o que não consegui foi por problemas com minha versão do jogo, mas o que ficou pendente eu pesquisei muito). Tudo em Nier Automata é interessante e importante pra trama. As "sidequests" (missões secundárias) apesar de alternativas, fazem parte do enredo principal, muitas delas revelando coisas que explicam muito da história. Tem tanta coisa que eu nem sei por onde começar, mas vou me esforçar pra resumir.

iNTRoDuÇão

Nier Automata é um Hack&Slash com elementos de RPG e Mash-Up (jogo de navinha que atira) e é uma mistura bem interessante e funcional, pois além de dinamizar bastante, torna tudo mais divertido. Como a história é futurística, a combinação fica bem legal e é bem aproveitada.

O lado Hack&Slash é o que mais se destaca, pois há possibilidade de atacar de forma variada vários inimigos ao mesmo tempo, criando combos e esquivando. O lado Mash-Up é o segundo que mais se destaca, protagonizando trechos importantes do jogo, e também caracterizando certos eventos, por exemplo, o modo "Hack" que utiliza de um puzzle em forma de Mash-Up pra ocorrer.



Várias vezes, o hack&slash e o mash-up se fundem, onde a câmera mostra os personagens de cima, fazendo parecerem as navinhas. Permanece sendo um jogo de bater e combar, mas numa perspectiva de jogos de nave... é louco.



O lado RPG é mais conceitual, onde os personagens evoluem (pegam leveis) conforme eliminam inimigos e terminam missões, arrecadando experiência, mas não há nada pra distribuir, nenhuma habilidade pra liberar com pontos de experiência ou coisas do tipo, na real tudo que acontece é o personagem ficar relativamente mais forte de um level pro outro, automaticamente.



A diferença de leveis entre inimigo e protagonista influencia na dificuldade, pois há um beneficiamento considerável na resistência e força baseado nessa diferença. Um inimigo com sei la, 30 leveis acima, consegue derrubar o protagonista facilmente, com 1 golpe, não por ser forte, mas por ter leveis. Ele também recebe um dano minúsculo, as vezes insignificante, tudo isso sendo penalidades provocadas por pura diferença de level.



Ainda assim, o jogo te permite escolher, a hora que quiser, a dificuldade do mesmo. Isso não só facilita muito a jogabilidade, como automatiza certos elementos como o Hack&Slash que fica realmente automático, com personagem esquivando sozinho, trocando armas sozinho, e até atacando sozinho.



Mas tudo isso é opcional. Se o jogador quiser uma experiência mais elaborada, pode escolher o modo Normal ou Difícil, se quiser jogar pela história somente, pode escolher o modo Fácil e se quiser desafio, só por no modo Experiente e rezar pra não levar dano (O personagem morre com 1 golpe nesse modo).

Nada disso compromete ou altera o enredo, ou melhor, os enredos.



Sim, o jogo tem várias histórias ao mesmo tempo, e pra conta-las utiliza 3 protagonistas, no mínimo... estranho falar dessa forma, mas são tantos personagens importantíssimos e com um peso enorme na trama, as vezes até jogáveis, que fica difícil separar protagonista de coadjuvante. Mas, 3 personagens são com toda certeza os mais importantes e centrais.



O legal é que não só o personagem muda, como também o jogo muda totalmente com essa transição. Existem mecânicas que são abandonadas de um jogo pro outro, como os game-overs.



Na primeira campanha, não há game-overs (existe uma exceção que mencionarei depois) enquanto na terceira campanha há. Isso ocorre por causa do enredo, onde no inicio do jogo o personagem retorna do último ponto salvo, como parte da história mesmo, enquanto no final do jogo essa possibilidade deixa de existir, também por causa da história.

Eu vou explicar tudo isso, não se preocupe, mas é bom mencionar isso só pra mostrar o quão interessante e complexo esse game é. Alias, "esses games são" seria o mais correto, pois Nier Automata pode facilmente ser representado como 3 jogos em 1. São 3 campanhas, tão diferentes em jogabilidade e história que parecem jogos diferentes mesmo.

Alias, o próprio jogo muda o menu principal, a abertura e o "trailer" (sabe quando você deixa o jogo parado muito tempo no menu principal e ele solta um tipo de trailer? Então, isso muda dependendo da campanha).



Sem contar os encerramentos... que são 27.

Sim, tem tudo isso de final, mas só 6 deles são "verdadeiros". Os 21 demais encerramentos são praticamente "game-overs" customizados onde os créditos passam invertidos em 1 segundo após as consequências dos atos que levaram a esse final serem apresentadas em um pequeno texto. É simples, mas rende uma das letras do alfabeto então, vale como final.



No final eu vou explicar os finais, mas agora bora pra jogabilidade.

JoGaBiLiDaDe

Como há 3 protagonistas, também há 3 formas de se jogar. Além disso há variações de jogabilidade por conta do Hack&Slash vs Mash-Up, com partes do jogo em que controlamos uma nave/mecha/robô e partes do jogo em que controlamos os personagens humanoides, incluindo os protagonistas e as máquinas, e pra cada momento há um tipo de jogabilidade:

PRiMeiRo TiPo: 1° PRoTaGoNiSTa 

O primeiro personagem pode equipar duas armas (sempre armas brancas de ataque físico) ao mesmo tempo, em dois conjuntos alternáveis. No modo normal, o jogador que precisa alternar (usando o direcional do controle, nada complicado) mas há uma opção no modo Fácil que faz esse trabalho pelo jogador (na verdade, no modo fácil não só todo mundo fica mais fraco, como o jogo joga sozinho, se o jogador quiser... então vamos ignorar esse modo).


A aura circular nos pés significa que os chips do modo fácil tão equipados.
Andar, é o movimento padrão, e o personagem pode passar de uma simples caminhada pra uma verdadeira maratona apenas com base na pressão sobre o analógico em combinação com a Esquiva.



Esquiva permite desviar de inimigos e balas, além de deixar o tempo mais lento por um curto período (quando escapa de um golpe).



Também permite "Correr", onde o personagem esquiva pra frente.

É possível Pular também e realizar até 2 saltos no ar. Da pra combinar os pulos com esquiva, sendo possível esquivar no ar 1 vez. 



Da pra Atacar usando as duas armas equipadas, alternando entre elas e produzindo combos. A arma do comando X (pelo controle do X-Box) pode ser usada pra ataques mais rápidos. Segurando o botão, ela causa uma sequência de golpes fixos.



A arma do comando Y geralmente fica com movimentos mais lentos, entretanto ao segurar o botão ela "Carrega" o golpe, o que causa danos altos.



Da pra atacar estando no Ar também, e se a arma X for usada da pra fazer algumas sequências que deixam o personagem parado na ar por um tempinho. Usando a Arma Y, o personagem golpeia o solo rapidamente, causando um dano um pouco maior (tem chips que aumentam mais esse dano, mas falarei disso depois).



E é possível Mirar, o que fixa o ataque em um alvo até ele ser derrotado.



O personagem anda com um robô voador o tempo inteiro. Esse robô, chamado Pod, permite Atirar paralelamente aos ataques físicos.



Ele também pode ser usado como paraquedas, diminuindo a velocidade das quedas (o que evita perda de Vitalidade ao cair de muito alto) e esse movimento, junto com Esquiva, Pulo duplo e Ataques Físicos, permite ir ainda mais longe no ar. 



O Pod também permite o uso de uma Habilidade Especial pré-equipada. Inicialmente só há um Laser, mas conforme o jogo avança outras habilidades são encontradas, como Jogar Bombas, Criar Escudos, Rastrear Itens, etc.



Existem 3 tipos de Pods, 2 deles são "especiais" e não fazem parte do enredo principal. Por padrão, o disparo dos Pods é uma sequencia interminável de tiros pequenos, como uma metralhadora eterna. É possível Mirar automaticamente, mas ao fazê-lo os disparos ficam aformes, espalhados e erram o alvo frequentemente.

Mas, mirando manualmente, os disparos seguem em linha reta, com precisão chegando a 100% (dependendo do quão bom em mirar o jogador seja). Não há distância limite para esses disparos.



Um dos Pods alternativos usa como disparo um feixe de energia, com distância mediana pré determinada, que segue em linha reta em dano constante. A vantagem dele é que causa dano em qualquer coisa que entre no feixe, ignorando obstáculos e atingindo vários inimigos ao mesmo tempo. A desvantagem é o alcance, que não é tão grande, porém ele compensa com precisão 100% independente da mira (só é preciso apontar pro lado certo).



Ele pode ser encontrado pescando. Por incrível que pareça eu achei ele por sorte, por causa da curiosidade com a Pescaria. É possível parar em qualquer local com água (mesmo se for uma poça no meio do esgoto) e pescar, jogando o Pod. 



Existe uma parte do mapa que da acesso ao oceano, e pescando nele da pra pegar Tubarões que são ridiculamente enormes (mal cabem na tela). Eu pesquei um e fiquei pescando pra ver se saia alguma Baleia, e achei um ponto em que saiam muitos Tubarões, posicionado próximo a uma plataforma. Nesse local eu pesquei o Pod com Feixe de Energia, que era de outro Androide (que provavelmente perdeu pescando). Ele se tornou meu favorito depois disso.



Os peixes pegos pela Pescaria são tabelados e podem ser vendidos a altos preços em comerciantes, sendo robôs ou androides, não há diferença. Curiosamente, ninguém no jogo pode se alimentar de Peixes, então não faz muito sentido pega-los... mas enfim...



O outro Pod alternativo atira Mísseis Teleguiados, até 4 de uma vez, que causam dano alto. Porém, eles podem errar o alvo (mesmo travado) e explodem com obstáculos. Além disso, são lentos, então não são tão uteis pois o dano é maior mas não supera a soma de dano constante dos outros Pods.



Também peguei ele ao acaso, e eu achei que tinham outros Pods escondidos por ai até ver na internet que só há 2 extras mesmo. Esse segundo pod alternativo pode ser achado no Deserto usando a habilidade Rastrear dos próprios Pods, ou apenas escutando os bips que ele faz (foi assim que achei). Ao que parece ele foi perdido por um Androide destruído.



Cada Pod pode ser equipado com uma habilidade diferente (é tipo um chip de aprimoramento) e podem ser facilmente alternados pelos direcionais do controle.



Apesar de haver deley no uso das habilidades (cada poder leva um tempo pra recarregar) é possível trocar de pod e usar tanto a mesma habilidade até 3 vezes seguidas, ou diferentes habilidades (uma pra cada pod).



Da pra acumular o efeito também, segurando o botão de especial (L1) e "carregando", o que mostra os 3 pods ao mesmo tempo, porém também os deixa sob um longo deley.



Voltando pros movimentos do personagem, é possível Montar, e existe uma combinação de pré-requisitos, onde é preciso atrair um animal com comida pra depois monta-lo, mas se o jogador conseguir 3 Bolsas especiais, os animais não só vem em sua direção, como param pra serem montados normalmente (essas bolsas são obtidas ao longo da campanha principal mesmo). 



Apesar da montaria ser interessante e permitir um transporte bem mais rápido, além de causar danos elevadíssimos em qualquer um que se atreva a entrar na frente, elas não são variadas (há apenas duas montarias possíveis: Javali e Alce... alias só tem esses dois animais no jogo todo, além dos peixes... e dos pássaros) e tem uma animação um pouquinho esquisita (principalmente quando pula, é estranho, o salto não acompanha a velocidade nem é influenciado por ela, ou seja, fica bem artificial) e como há a possibilidade de "Teletransportar" (na verdade não é teletransporte, é transmissão de dados... mas depois explico isso) vale mais a pena usar essa outra opção.



Por fim, é possível Auto Detonar, que simplesmente explode o androide e causa dano alto em todos os inimigos próximos. Porém, isso reduz a vitalidade a 1, e se o jogador não se recuperar e sofrer algum golpe nesse estado, é fim de jogo e o corpo do androide é destruído.




Ps.: A personagem fica semi-nua ao usar esse poder, pois isso desmancha a roupa dela.


Morrendo, o jogador volta pro último local salvo, em um corpo Back-Up. O corpo anterior fica com Todos os Chips de batalha que estavam equipados e se o jogador não ir até onde foi derrotado e resgata-los, os chips se perdem. 



Curiosamente, da pra ignorar os chips e ressuscitar o corpo destruído, pra ele lutar como um aliado por um tempo, mas considerando a dificuldade pra conseguir bons chips, isso é uma opção um pouco ruim. 



Existe uma peculiaridade online disso, onde da pra encontrar corpos de outros jogadores se estiver online, mas isso também vale pra você, ou seja, seu corpo pode ser recuperado por outro jogador que esteja online e bem, adeus chips. 



Esses são os movimentos possíveis na primeira campanha, isso ignorando os movimentos do Modo Voador e Modo Robô, que falarei depois.

SeGuNDo TiPo: 2° PRoTaGoNiSTa

Com o segundo personagem as coisas mudam um pouco, afinal ele é horrível em ataques físicos. Ele é um androide feito para suporte, não para batalha, então ele realiza ataques físicos lentos e mais fracos, além de usar apenas 1 arma branca. Da pra alternar de forma rápida pelos 2 slots, ou manualmente pelo menu mesmo, mas não importa a arma, elas são bem mais fracas e lentas do que as espadas duplas da primeira personagem (e tecnicamente, são as mesmas armas pra todo mundo). 



Além disso, ele só ataca arremessando a arma, o que deixa tudo ainda mais lento (afinal é preciso esperar a animação da arma indo longe, desaparecendo e voltando pro personagem pra realizar o próximo ataque). 



Ele só ataca fisicamente usando o movimento X, e ao usar o Y, ele Hackeia/Pirateia.


Os outros personagens podem hackear também, mas só em determinadas situações, e através do Pod.
Hackear leva tempo (depende da força do inimigo) e o personagem precisa ficar parado "conjurando" o hack (segurando o botão Y). Ao carregar completamente, ocorre uma transição pro modo Mash-Up de Hack.



Vencendo o desafio (falarei melhor depois) o personagem detona o oponente, que dependendo da força pode explodir completamente no primeiro ataque, ou apenas perder um pouco da barra de energia.



Mas, existem variações pra isso, onde é possível hackear pra controlar o oponente ou torna-lo seu amigo, pegando ele de forma desprevenida (inimigos que não iniciaram ataques e/ou não perceberam o jogador, ou simplesmente são pacíficos por natureza) você pode escolher quando surge a opção de Detona-los, Transforma-los em Aliados ou Controla-los Remotamente, isso caso o desafio Mash-Up do Hack seja vencido.



Como aliados, os inimigos passam a ajudar o personagem, lutando contra outros inimigos, até serem detonados. Como Controlados, o jogador assume o controle sobre a máquina. Alias, apenas máquinas podem ser controladas ou transformadas em aliadas, e só da pra transformar até 3 inimigos ao mesmo tempo (apenas 1 pode ser controlado remotamente).

De resto, a movimentação é a mesma.

TeRCeiRo TiPo: 3° PRoTaGoNiSTa

O terceiro personagem é mais parecido com o primeiro em termos físicos, mas também tem suas originalidades.



Ela (é uma garota... visualmente) pode carregar 2 armas e tem uma habilidade além da do botão Y (de Carregar o golpe), sendo capaz de Provocar os inimigos, ao segurar o botão X.



Provocando, a defesa dos inimigos diminui, mas o ataque deles aumenta. É uma opção válida e funcional, porém como a animação da provocação demora um pouquinho, isso pode mais atrapalhar do que ajudar dependendo da situação (em chefões, tomar um golpe aumentado dói de mais).



Outra diferença é a Esquiva, que é muito mais duradoura e vai mais longe do que a dos dois personagens anteriores. A Corrida fica ainda maior se determinados chips forem utilizados, o que faz dessa personagem uma opção muito mais prática que a primeira. Na esquiva, ela fica invisível por um curtíssimo período, mas isso não afeta em nada a jogabilidade (inimigos ainda acertam).



Essa personagem não conta com Auto-Destruição, mas ao invés disso, ela tem um modo de Fúria que aumenta bastante o ataque físico, mas também diminui muito a defesa além de consumir energia vital ao longo da duração. É uma péssima habilidade pra chefões, pois é fácil morrer, e morte com essa personagem significa Fim de Jogo...



A principal diferença da jogabilidade com essa personagem é o fato de que quando ela surge, a opção de "backup do corpo" deixa de existir. Se o jogador perder, é game-over mesmo, e eu fiquei surpreso quando isso ocorreu pela primeira vez, pois achava que o game-over que tinha era unicamente o mostrado pelos finais alternativos.



Mas, o jogo muda em enredo e jogabilidade, e na terceira protagonista, as coisas ficam menos tolerantes. De resto é tudo igual.

QuaRTo TiPo: MoDo VoaDoR

Em alguns momentos, o jogador assume o controle sobre uma armadura especial que tem uma forma de Nave e pode virar também um Robô. A jogabilidade em ambos é bem semelhante, onde na forma robô tudo que se ganha é um pouco mais de liberdade de movimento.



Como nave, da pra atirar somente pra cima e como robô pra qualquer lado. 



Surge um movimento de corte, onde o robô/nave gira com uma lâmina projetada, capaz de destruir projéteis inimigos de cor escura.




Os tiros normais destroem projéteis claros.



É possível alternar entre o tipo de disparo, caso o jogador tenha os outros Pods especiais, e os tiros são os mesmos (o que significa que no modo nave, o personagem usa os pods como artilharia).



Mas as habilidades especiais ficam limitadas a um único tipo, um disparo múltiplo. Como nave, ele é uma rajada de balas que vai pra cima/frente.



Como robô, é uma rajada giratória em 360° que cobre o campo de visão todo, acertando tudo quanto é inimigo. Alias, o robô tem uma liberdade de movimento muito maior, podendo ir pra todos os cantos da tela e atirar pra todas as direções, porém, a movimentação dos mapas é fixa, não importa qual das duas formas voadoras seja, onde o mapa se move sozinho e em uma direção determinada, com inimigos surgindo e parando pra enfrentar o robô/nave.

QuiNTo TiPo: MoDo HaCK

O modo hack por si só é um jogo a parte, um tipo de puzzle arcade mash-up, onde o jogador controla um tipo de nave simples com 3 vidas que dispara tirinhos em todas as direções.



Nesse jogo, é preciso destruir a bola preta que fica protegida com uma barreira impenetrável, e pra destruir a barreira é preciso eliminar todos os demais inimigos, ou destruir algum alvo específico.



Só há inimigos dentro do hack quando o dispositivo que esta sendo hackeado tem sistema de proteção, então normalmente apenas robôs ou baús trancados tem esses carinhas do mal.

Quando é um hack por parte do enredo (um dispositivo eletrônico sem proteção ou até o próprio personagem) o alvo normalmente é um pilar preto (ou quadrado preto, como o jogo é visto de cima, fica parecendo um quadrado mas por ser tridimensional ele é na verdade um pilar cúbico retangular) que não se defende nem nada, mas as vezes se esconde em meio a quadrados (cubos) pretos.




Eu ainda falarei dos inimigos do jogo, mas aproveitando a deixa já adianto os inimigos do modo hack:

Tem as navinhas pretas, todas com apenas 1 vida que morrem com 1 tiro, mas em compensação surgem aos montes. Os disparos delas são bolas laranjas, que podem ser destruídas pelos tirinhos do jogador.



Tem uma versão que tem uma proteção na frente e só pode ser derrotada se atacada por trás. Elas são bem mais lentas e fracas.



Tem os cilindros, que podem variar de 3 formas: O simples, que atira bolas laranjas e roxas. As bolas roxas não são afetadas pelos tirinhos, que passam direto por elas.

Tem  os cilindros com misseis rastreadores, que atiram projeteis que seguem a navinha, porém podem ser abatidos com tiros.



E tem os cilindros com escudos, que ficam protegidos com duas barreiras giratórias, o que dificulta acerta-los.




Todos eles são mais resistentes, entretanto não se movem.

Por fim tem a própria bola preta, que pode aparecer com defesa ou sem defesa, dependendo da dificuldade do hackeamento (inimigos mais fortes são mais elaborados na segurança).


A bolinha sem defesa fica se movendo loucamente pela tela e atira bolas laranjas e bolas roxas, intercaladamente.



A bolinha com defesa fica parada, mas atira pra todos os lados insanamente (as vezes tem padrão, as vezes não) e também atira os dois tipos de bolas coloridas alternadamente.



O modo hack vai variando, e as fases ficam mais complexas conforme o enredo avança. Tem momentos de "auto-hackeamento" em que o jogador nem precisa lutar, apenas interagir com o cenário, e tem momentos em que a navinha é substituída por uma projeção do personagem mesmo, e rola até luta contra chefe em forma virtual, mas ai sim falarei só depois.

SeXTo TiPo: MoDo MáQuiNa

Por fim, temos o controle sobre as máquinas, normalmente após usar o hack, que muda a jogabilidade, mas não tanto assim.



Como 90% dos inimigos são robôs, da pra controlar 90% dos inimigos. Cada um tem habilidades e movimentos diferentes, e até os mesmos modelos tem suas peculiaridades.



Na parte dos Inimigos eu tentarei listar todos eles, mas resumidamente, cada robô responde de uma forma aos comandos do controle.



Todos os movimentos do personagem são substituídos pelos movimentos do robô, e a visão fica em 3° pessoa mesmo, como se o personagem entrasse na máquina (e tecnicamente é isso que ocorre). Dependendo da máquina há vantagens e desvantagens: Quando o ataque é forte, ele é lento, quando a máquina pula alto de mais ou voa, ela é muito mais vulnerável, etc.



Pra sair delas, só é preciso Auto-detonar, o que é meio judiação, mas é a única opção. Tem como usar hackeamento de dentro da máquina (o Y é o único movimento do personagem que se mantém) o que faz o robô anteriormente controlado detonar, e ai vem algo curioso: Eles não se atacam, a menos que o jogador inicie o ataque.



Dentro de uma máquina, é possível caminhar entre as demais sem ser percebido (mesmo se tiver algum parceiro na hora, um androide por exemplo, a camuflagem funciona) e da pra ir hackeando tudo até chegar num modelo relativamente forte. Como eles não são agressivos uns contra os outros (tirando em algumas partes da história) da pra dominar geral, e além de ser bem divertido (e render uma "vida extra" pois se o corpo for destruído o personagem reaparece intacto no local) hackear diferentes máquinas libera os diferentes modelos já controlados em um tipo de coliseu (é uma side-quest), o que justifica e incentiva essa ação.



Mas, o jogador não assume o papel de máquinas apenas pelo hackeamento, as vezes o enredo nos permite controlar temporariamente alguns personagens secundários, todos eles máquinas. Alias, a primeira máquina que controlamos é um desses 3 casos, onde é um robô que está sendo observado pelo segundo protagonista.


Ela é controlada pelo jogador no começo da segunda campanha, antes do controle passar pro segundo protagonista.
A carga emocional que acompanha esses eventos é... intensa.

CHiPS De MeLHoRaMeNTo e ARMaS

Existem vários chips, alguns deles pré-equipados e vitais (tem um que se for removido literalmente mata o personagem) que servem pra promover diferentes funções extras pros androides.



Há uma barra com slots para esses chips, com os cruciais já pré-equipados (estes que consomem poucos slots, geralmente apenas 1) e alguns slots bloqueados (pra liberar é preciso comprar, só isso, e da pra liberar tudo já no começo do jogo, só ter grana).



Cada chip de melhoramento exige uma quantidade de slots pré-definida pra ser equipado, e cabe ao jogador organizar isso. Não é complicado, e é algo bem importante que facilita muito o jogo. No modo fácil por exemplo, tem chips que jogam por você (é, é um negócio meio fácil de mais), mas no modo Normal, esses chips geralmente melhoram os movimentos, ou atribuem efeitos bem interessantes.



Tem vários chips, divididos entre Suporte, Ataque, Defesa, Hack e Sistema. O último caso tem opções que são essenciais, mas algumas que são opcionais. Já nas demais categorias, tudo é opcional.



No ataque, tem chips que melhoram os danos de ataque a distância, ataque físico, ataque de cima pra baixo, ataque no alto, um que cria uma Onda de Energia que tecnicamente faz os ataques físicos virarem ataques à distância (ao cortar a energia da o mesmo dano do corte, porém la longe), etc.



No defesa, tem chips que aumentam a Energia Vital Máxima, a resistência a ataques físicos, resistência contra ataques a distância, uns apelões que Regeneram Energia Vital por segundo (na real, é por milésimo de segundo, é muito rápido), e um que restaura HP ao realizar danos (numa porcentagem baseada no dano causado), etc.



No suporte, há chips que melhoram algumas coisas pro personagem como experiência recebida, itens derrubados, distância que a esquiva alcança (bom pra corridas), Velocidade de Movimento, etc.



E no hack, tem chips voltados pro hack mesmo, como o que faz o inimigo deixar cair itens de restauração quando explode, ou fazer ele gritar de dor quando morre, ou queimar depois de ser hackeado (caso não morra de primeira), etc.

Tem chip pra caramba, e todos com nivelamento, de 0 a 6 (quanto maior o número, melhor o efeito) mas, eles não possuem um valor de slots fixo. Alguns podem ser nv 4 e ter menos slots como pré-requisitos do que um nv 0, e alguns que são até especiais, com exigência mínima de slot. Cabe ao jogador gerenciar isso. As vezes compensa mais, por exemplo, colocar um chip de efeito menor, porém exigência menor, do que por um com efeito maior e exigência maior.



A barra de slots tem capacidade máxima, e apesar de terem 3 barras, só da pra equipar uma por vez (o ideal é formatar cada uma com chips pra cada um dos 3 personagens principais).

Outra coisa pra gerenciar são as armas, que também são várias e divididas em categorias: Espadas, Armas de Duas Mãos, Lanças e Soqueiras.



Espadas são pequenas e rápidas, mesmo nas mãos do personagem mais lento, e normalmente tem um dano equilibrado. Nem todas as armas na categoria "espadas" são de fato espadas, e tem algumas arminhas especiais como o Bastão de Beisebol ou o Cano. Por padrão, o personagem tem sua própria espada característica, mas fica ao critério do jogador qual irá usar, e quando irá usar.



As Armas de Duas Mãos são normalmente Espadas Grandes, poderosas porém pesadas e lentas. Pelo que observei o maior dano possível é o delas, mas são as armas mais lentas que tem.



As Lanças também são grandes e lentas, mas tem uma variação de movimentos maior do que as Espadonas, além de serem mais fracas.



Por fim, as Soqueiras tem um dano medíocre, mas são extremamente rápidas, além de darem golpes duplos. Porém, elas acertam um espaço pequeno, o que por exemplo, faz do chip Laceração (que cria ondas de energia) ficar um pouco mais fraco, pois a onda de energia feita é pequena, apesar de ir longe. Armas de corte são melhores.



Se não me engano tem pouco mais de 40 armas, todas elas podendo ser refinadas até o nível 4 (e pega-las e refina-las é obrigatório pra se obter um dos 27 finais) mas não é algo difícil de se fazer. Tanto encontra-las quanto refina-las é fácil, se o jogador tem o hábito de explorar. As armas vão aparecendo ao longo do enredo, as vezes ao fazer uma side-quest você encontra duas armas (eu passei por isso) e as vezes, só por curiosidade da pra achar algumas, tipo, o Cano.



Eu encontrei ele porque achei curioso pescar no esgoto... como da pra pescar em qualquer lugar com água, achei que teriam uns peixes mutantes nos esgotos mas na real, tinha lixo pra caramba e uma "espada".



O truque é sair curiando. Detalhe que, as armas dão benefícios quando refinadas, como capacidade de cortar tiros e recuperar energia com isso, ou dano Crítico Aumentado, ou apenas um sprit legal mesmo (tem uma espada, baseada numa espada do Final Fantasy XV, que muda os números dos danos realizados além de mudar a animação da esquiva pra um tom azulado, em referência ao FFXV mesmo).



Elas também tem "histórias" que são como poemas liberados ao longo dos refinos. Eu não entendi eles, são como relatos da origem das espadas mas, são poéticos de mais... enfim... além de tudo isso, o dano delas aumenta também.



Parece muita coisa né?! Pois é, e eu nem falei de tudo. Há objetos de upgrade (consumíveis) que causam certos efeitos extras temporários (mais velocidade, mais dano, mais resistência, etc) além de curarem (tem até 4, cada um curando uma porcentagem do hp) e tem até droga (um alucinógeno daora)...



Há os objetos equipáveis, que só mudam as aparências dos personagens ou de algo no cenário (por exemplo, tem um equipamento que faz as bolas de energia virarem cabeças esquisitas), mas eu falarei melhor de alguns depois...




Há o mapa que é tridimensional e pode ser usado como GPS, com direito a marcações que guiam o jogador...



Há as câmaras de "Teletransporte", que são maquinas de transporte por transferência de consciência... é uma boa desculpa pro recurso "Jornada Rápida", usado em jogos grandes de mais pra ajudar o jogador a se locomover entre os mapas, sem perder muito tempo.



Tem o sistema de E-mails, que ativa algumas side-quests, além de servirem de relatos de certos eventos, explicando coisas. Também tem os artigos, que podem ser lidos pra melhor compreensão do enredo... e por ai vai.

O jogo é grande meu amigo, realmente grande, até mesmo em seus menores e mais simples conceitos... mas agora, bora pro enredo.

eNReDo

A história se passa em um mundo bem futurístico, onde o planeta Terra foi dominado por Máquinas que estão em constante guerra contra Androides. As máquinas são de origem alienígena e os androides de origem humana. Tudo vai pro lado da ficção científica pós-apocalíptica, e o objetivo do jogo é bem simples: Lutar para recuperar a Terra para os Humanos.

Porém, os androides e os robôs vão interagindo ao longo da guerra e acabam descobrindo mais uns sobre os outros, e também sobre suas origens. Por fim, percebem que não são tão diferentes assim, e acertam tudo, na base da destruição em massa.

Cara, a história é repleta de referências políticas, sociais, religiosas, evolucionais, éticas e moralistas. Coisas como racismo, preconceito, conspiração e alienação são presentes e reforçam todo o enredo, o que torna tudo muito rico e complexo.

Mas não é difícil entender, só é preciso prestar muita atenção. Cada missão, principal ou secundária, revela um pouco da história e desse universo, e alias, do universo que precedeu esse universo, afinal esse não é o primeiro game dessa franquia.

"NieR: Automata" é uma continuação bem distante de outro jogo, chamado "NieR", e apesar do enredo ser completamente independente (o tema, o estilo, a história, os personagens e até a realidade é totalmente diferente do jogo original) muita coisa do jogo anterior é lembrada e referenciada. Mas nada que lhe obrigue a jogar o primeiro NieR para compreender tudo. No mínimo, você fica sem entender a razão do jogo se chamar "Nier"...

Há artigos que resumem as coisas importantes, encontrados dentro do próprio "Nier: Automata", mas é claro que tudo faz mais sentido quando se conhece os eventos originais pessoalmente... então eu pesquisei, muito, e entendi isso também. Alias, é impossível entender de onde o nome saiu, sem conhecer o jogo anterior, pois isso faz parte do enredo do jogo anterior: O nome foi esquecido.


Alias, aproveitando essa outra deixa, bora falar do NieR original.



NieR é um game peculiar... eu mesmo fiquei espantado quando li um dos artigos sobre o "Projeto Gestalt", que falava de "dragão", "gigante" e "almas", sempre com aspas. Imaginei que eram apenas codinomes adotados pra se referir a coisas antigas, por conta do entendimento antigo e de como os humanos se referiam às coisas no passado, mas não, o mundo de Nier, no passado, era envolto de magia mesmo.



Algo totalmente incompatível com a realidade do Automata, que trata de assuntos voltados pra um universo científico e mecânico, com conceitos espaciais e de ficção científica (se bem que ao que parece, ciência também fazia parte do enredo de NieR).



Mas, o próprio universo todo científico e tecnológico de Automata surgiu com base no universo de NieR mesmo, ressaltando e aprimorando elementos do original: Os Androides.

Os eventos do jogo original deram origem ao mundo do novo jogo, Mas o novo jogo se passa milênios após o primeiro (mano, o Automata se passa em meados de 11.000... brother... isso é longe pra kar%@#$), então muita coisa do mundo antigo se perdeu, tanto que várias side-quests exploram coisas do passado de forma arqueológica e interpretativa.

Nier conta a história de um cara, ou garoto, chamado Nier (viu de onde veio o nome?) que pra salvar sua filha, ou irmã, enfrenta um mundo lotado de entidades sombrias e magia, guiado e ajudado por um Livro Mágico Falante chamado Weiss; um Garoto de Vendas nos Olhos que transforma pessoas em Pedra, e no final vira um Esqueleto Sorridente Mágico chamado Emil; e uma Garota, parte garoto, que é meio Humana e meio Entidade das Sombras, que forma um par com Nier, chamada Kainé.



Pois é, magia é pouco... a história é lotada de reviravoltas, mas o que importa é que no final, pra trazer Kainé de volta a vida, Nier precisa abrir mão de sua existência, e assim ele faz. Por essa razão, seu nome é esquecido.



Outra reviravolta do enredo original é que Nier é tanto o mocinho, quanto o vilão, ao mesmo tempo. Ele é um Replicant, enquanto o vilão do jogo é seu Gestalt. Esses são nomes para algo mais facilmente entendido como Corpo Clonado (Replicant) e Alma Personificada (Gestalt).



O mencionado "Projeto Gestalt" foi um programa criado pelos humanos para sobreviverem a uma extinção certa, por conta de doenças incuráveis que afetaram toda a humanidade. O projeto consistia simplesmente em transferir a alma, através de magia, para corpos artificialmente criados com base nos respectivos corpos originais, só que imunes a doenças.



O primeiro a passar por esse procedimento, de forma não intencional, foi Nier, no passado, que pra salvar sua irmã da doença fez um pacto com um Livro Mágico e abriu mão de sua alma, se convertendo no primeiro Gestalt (Alma Personificada).

A humanidade que restou até então viu nisso uma alternativa para a sobrevivência e, confiando na capacidade de suas almas retornarem aos corpos Replicados (Replicantes) eles criaram os mesmos, e sucumbiram às doenças. Entretanto, os Replicantes criaram consciência mesmo sem terem almas, e as almas dos seres humanos ficaram impossibilitadas de reencarnarem, vagando sem destino e enraivecidas, se convertendo em Sombras (as Entidades Sombrias).



Só que, os Replicantes apesar de imunes a doenças, precisavam de almas para sobreviverem, e sem espaço pras almas humanas, eles também iriam sucumbir para um mal extremamente semelhante a doença que eliminou a humanidade. Resumindo: Todo mundo ia morrer.

Nier, por ter sido o primeiro, se converteu num Gestalt extremamente poderoso e praticamente o rei de todos os outros, motivado por seu amor à sua filha, ou irmã, lutando pela sobrevivência ao longo dos anos, Em contrapartida, seu Replicant assumiu a mesma personalidade de Nier, protegendo também sua filha, ou irmã. Logo, o Nier Gestalt se tornou o vilão da história, que queria pegar a filha, ou irmã do Nier Replicant pra colocar a filha, ou irmã Gestalt dentro, garantindo assim a sobrevivência ao menos da mocinha.



Mas, Gestalts e Replicants são incompatíveis uma vez que o Replicant cria consciência e, mesmo tentando forçar a junção, a própria mocinha (filha, ou irmã) acaba se separando.

No final, todo mundo acaba morrendo, menos Emil, que descobre ser uma Arma mágica em osso (sem carne, pois ele vira caverinha) e Nier, que simplesmente deixa de existir para trazer Kainé de volta a vida. Kainé também morre posteriormente, ou seja: A humanidade foi extinta.




Milênios depois, vemos os androides lutando pela sobrevivência da humanidade.

E onde os androides entram na história original? Bem, os humanos também criaram androides para supervisionarem o projeto Gestalt na ausência deles (afinal, todos iriam morrer antes do projeto de fato vigorar) mas, os androides responsáveis pelos vários setores que mantinham os Replicantes e os monitoravam acabaram vacilando, e não fizeram absolutamente nada para lidar com os surgimentos repentinos de consciências nos replicantes. Eles nem mesmo informaram esses eventos, e isso contribuiu para a falha do projeto Gestalt a longo prazo, sem que correções fossem exploradas.

Existiam outros modelos de androides responsáveis por diferentes tarefas no mundo humano, na ausência temporária dos humanos, mas no final, por causa dos androides que supervisionavam o projeto Gestalt, a humanidade se extinguiu.


Mas, os androides continuam lutando pela sobrevivência humana, então... ainda existem humanos correto?

Pois bem, essa é a história de Automata.

Milênios após a falha do Projeto Gestalt, o planeta Terra foi invadido por Alienígenas. Daí, Androides tomaram uma posição militar e passaram a enfrentar os Alienígenas e suas Máquinas, para proteger os humanos que sobreviveram. Esses humanos, teriam ido para a Lua pois a Terra era o campo de batalha e estava praticamente dominada.



Mais e mais androides foram surgindo, e um dia, depois de séculos de batalha, um grupo de Androides Militares de Elite chamado YoRHa (eu pesquisei e descobri que YoRHa significa, sem dúvida alguma: Yoko's original Really Hot androids, onde Yoko é o criador de Nier e as androides são sexys pra caramba) surge, e faz frente à guerra, equilibrando os poderes contra as Máquinas.



A retomada da Terra para o retorno da humanidade é o principal objetivo da YoRHa, onde o lema deles é "Vida longa a humanidade!", e lutar pelo bem dos humanos sobreviventes na lua é o propósito da principal missão: Exterminar as Máquinas e os Alienígenas.

E, no controle de membros do YoRHa, nós descobrimos os mistérios por trás das intermináveis guerras e a eterna rivalidade entre Máquinas e Androides, e a inquietante ausência de humanos ou alienígenas; No final das contas, Androides e Máquinas descobrem que são a mesma coisa e que não há mais Alienígenas ou Humanos... nunca houve (na verdade, houve, mas deixou de haver a muito tempo atrás... só que eu sempre quis falar "nunca houve"... da um ar mindblown).

Ps.: Ficou incomodado ou confuso com "filha ou irmã"? Pois bem, eu explico: O jogo Nier (original) tinha como protagonista um adulto chamado Nier que lutava em nome de sua filha, Yohna. Mas, essa era uma versão ocidental do jogo, e quando ele saiu para o oriente, pra tentar agradar, ele foi lançado com um protagonista jovem, com a mudança de pai para irmão de Yohna.

O restante do enredo manteve-se inalterável, tanto interações quanto personalidades, e até a revelação final de que haviam 2 Nier, enquanto na primeira versão ambos eram adultos, na segunda versão ambos eram jovens. Porém, pra tentar diferenciar as duas versões, a primeira foi renomeada e lançada no oriente também, como "NieR Gestalt" enquanto a outra versão recebeu o título "NieR RepliCant", representando o próprio espírito do jogo, em que Gestalt equivale a alma e Replicant equivale ao corpo clonado (eu acho...).

A mensagem é: O conceito original foi copiado e relançado, mas ambos são a mesma coisa, mesmo diferentes, são duas existências de um mesmo ser, duas versões da mesma coisa, incapazes de coexistir em um mesmo espaço, porém idênticos em praticamente tudo.

Bora pros personagens agora? Lembrando que a explicação do NieR original já foi posta acima, e não falarei dos personagens dele pois, pretendo analisa-lo a parte futuramente. Porém há alguns personagens do original que aparecem no Automata, então serei obrigado a falar deles, e explica-los... mas tentarei focar a atenção apenas em NieR Automata.

PeRSoNaGeNS

Existem os 3 protagonistas e uma penca de coadjuvantes. Por ter muita side-quest, e considerando que todas essas missões secundárias são importantes apesar de secundárias, seria interessante falar de tudo quanto é personagem, mas ai seria igualmente exagerado. Então, falarei apenas dos mais importantes, aqueles mais memoráveis ou que causaram algum impacto significativo na trama.

2B




A primeira protagonista, controlada durante a primeira campanha, é 2B (Modelo 2, Tipo B), uma YoRHa voltada pra batalha e extermínio. 



Ela é bem fria e séria, tem atitudes centradas e focadas apenas na missão, e não é muito de conversar, ao menos no inicio, pois depois que ela encontra seu parceiro, acaba interagindo bastante e quebra um pouco mais o gelo.

Ela tem um Pod, o qual usa como banco de dados, analista de campo, GPS, paraquedas e artilharia, e independente da informação que ele dê, seja ela completa ou não, ela o respeita e confia plenamente.

Além disso, ela demonstra uma confiança semelhante com seu colega, que surge de forma repentina quando a missão inicial dela (no jogo) quase falha miseravelmente. 



Ela morre no inicio do jogo, só pra mostrar que os androides YoHRa são tecnicamente imortais. Todos eles tem uma coisinha chamada Caixa Preta, que carrega todas as informações e memórias, e com isso são capazes de transferir suas mentes para corpos de Backup. Desde que a caixa preta esteja intacta, eles podem ser restaurados normalmente, e mesmo que a caixa preta seja destruída, desde que eles estejam conectados com a Base Espacial (Bunker), eles podem ser reiniciados diretamente em um de seus backups, perdendo apenas as memórias que se formaram após o último backup.



Ainda assim, como entre um backup e outro há muito aprendizado e evolução, os personagens se desenvolvem tanto que, quando morrem, sofrem um impacto forte afinal, eles deixam de ser eles, ou o que eles se tornaram.

2B zela muito por sua caixa preta, porém a missão está sempre acima dela, ou seja, ela tem uma opinião estritamente militar.



E bem, é isso. Ah, ela é sexy pra caramba, e é interessante ressaltar isso pois tecnicamente, androides não tem gênero, mas alguns modelos tem forma feminina, e outros masculina, e 2B tem uma senhora forma feminina. Curiosamente, não da pra, digamos, deleitar-se com suas belíssimas curvas, pois o próprio jogo dificulta bastante.

Quando a câmera fica em terceira pessoa, usando o analógico (ou movendo o mouse) da pra movimentar a câmera e aproxima-la da personagem. É normal as pessoas moverem a câmera pra tentar analisar a quantidade de detalhes do jogo (claro, "analisar detalhes") e posicionar a câmera em pontos estratégicos para uma observação mais minuciosa, como embaixo dos personagens (inclusive se estiverem de saia). 



Só que o jogo não permite isso, desviando a câmera pros lados e, ao invés de se aproximar do personagem pelas costas, a câmera se posiciona ao lado, impedindo qualquer perver... digo... analise.



E mesmo se o jogador conseguir bugar a câmera (como ela não passa por paredes, se por exemplo, encostar a 2B numa parede e tentar girar a câmera, ela se posiciona embaixo...) a 2B faz questão de afastar a câmera com a mão e esconder suas intimidades. 

Esse detalhe é crucial por 3 razões: 

Primeiro, apesar dos androides serem assexuais, eles tem reações e noções sexuais correspondentes aos seus modelos, o que significa que eles se comportam como se fossem homens ou mulheres.

Segundo, as câmeras são mais do que apenas câmeras, são personagens, ou melhor, uma característica de certos personagens. (importante mencionar isso pois no final irei falar de uma teoria que ressalta esse detalhe, entre outros).

Terceiro, tarado não tem vez... exceto se tiver uma escada.




Agora, voltando pra personalidade e ignorando o físico, 2B é uma YoRHa fortíssima e importantíssima, que cria um vinculo afetivo com seu parceiro provisório, e mesmo ela rejeitando essa ideia e discordando dessa capacidade ou necessidade, ela acaba cedendo e se envolvendo de mais com outro YoRHa.

Detalhe que, tudo isso, lembra muito a personagem Kainé, do primeiro NieR (e curiosamente, eu nem joguei o primeiro NieR, percebi isso por conta das pesquisas que fiz e do que aprendi só observando), sendo que ambas tinham coisas em comum como o ato de destacar suas feminilidades, a insistência em refutar qualquer interação emocional, o fato de serem fortes e independentes, etc. 



Legal que o próprio jogo te faz sacar essa referência, pois da até pra liberar um uniforme especial pra 2B, extremamente vulgar e indecente (é ainda pior do que deixar ela semi nua após Auto-Detonar... deus eu sou um caso perdido) que na verdade é a roupa da Kainé!




Antes de pesquisar sobre o outro NieR eu fiquei indignado com o fato de liberarem uma vestimenta tão insinuante, sendo que o próprio jogo impede  (ou tenta) o uso mal intencionado da arte gráfica. Mas ai vi que era a roupa da personagem antiga e entendi a referência e ficou tudo bem.  

9S




O segundo protagonista é o parceiro de 2B, que só vira parceiro dela ao acaso, mas acaba consolidando a parceria posteriormente.



9S (Modelo 9, Tipo S) é um YoRHa criado para analise técnica e obtenção de dados, razão pela qual ele é péssimo em lutas físicas mas perito em hackeamento. 



Ele oferece suporte a 2B quando ela perde todo o resto da equipe e ambos trabalham juntos, até sacrificarem suas caixas pretas e serem reunidos propositalmente por conta da interação praticamente perfeita que tiveram (na real, colocaram 2B pra acompanhar o 9S por motivos de segurança e tem uma revelaçãozinha no final meio pesada, onde 2B na verdade foi posta pra matar o 9S).



Ele tem a aparência de um menino jovem, e é bem extrovertido, fazendo comentários engraçados e curiosos o tempo inteiro. Alias, por sua natureza investigativa, ele é bem curioso também, explorando muito e aprendendo além do permitido.



9S protagoniza não apenas a segunda campanha, mas a terceira também, dividindo os holofotes com outra personagem, onde o jogador escolhe quem controlará e quando controlará, mas no final, as duas histórias, dos dois personagens, completam uma a outra (e independente da ordem que o jogador escolher passar pela terceira campanha, ela inteira será jogada e ambos serão controlados obrigatoriamente).

9S e 2B formam uma parceria tanto na primeira quanto na segunda campanha, mas também há momentos individuais (basicamente o que diferencia uma campanha da outra). Quando ambos estão juntos, o parceiro é controlado automaticamente pelo jogo, atacando com base em uma configuração simples feita pelo jogador (tanto no menu, quanto conversando com o personagem, da pra escolher qual será o comportamento dele, indo de pacífico para violento).

Não é possível equipar o parceiro, nem mudar suas armas de forma direta, mas, mudando suas armas ou equipamentos (visuais) durante o controle sobre eles, faz com que ao mudar de campanha, eles surjam com o que foi equipado quando eles eram controlados. Resumindo: Da pra mudar a arma de 9S quando ele ta sendo controlado, e quando/se o jogador for jogar de 2B, ele estará usando o que o jogador equipou por último.



Apesar de 9S co-protagonizar a terceira história, ele não forma aliança em momento algum, então apesar da outra personagem ser controlada paralelamente, ela não chega nem a fazer contato com ele, exceto no final.



Nessa última história, 9S perde completamente o controle sobre seu emocional e acaba fazendo merd4. Tudo é justificável, pois ele pega um vírus, perde a 2B, descobre que tudo o que ele vive é uma mentira, e enlouquece. Tudo isso lembra muito o próprio Nier e a sua grande transformação ao longo de sua história, e curiosamente, novamente, o jogo induz essa interpretação, liberando uma roupa exclusiva pra 9S que é nada mais nada menos que o uniforme de Nier (jovem).

A2




A protagonista da terceira campanha (ou co-protagonista) é também uma das antagonistas da primeira e segunda campanha. A2 (Modelo 2, Tipo A) é uma YoRHa desertora que surge como vilã incompreendida.



Ela corta o cabelo logo após matar 2B, talvez pra parecer melhor com ela, ou só porque a engine faz o jogo ficar estranho com o cabelo grande (depois libera uma peruca pra ela, e da pra perceber que a movimentação capilar é uma porcaria).



Ela tem uma configuração parecida com a 2B, porém ela não carrega um Pod (mas, ela usa o Pod de 2B na campanha). Ela é fortíssima, e ainda mais fria que 2B, falando pouquíssimo e evitando qualquer tipo de interação. Ela carrega consigo um ódio enorme pelas máquinas, e ainda maior pelos YoRHa, e ela sabia da verdade antes mesmo de 9S descobrir tudo.


Porém, enquanto 9S enlouquece e fica com pouquíssimo tempo pra absorver a situação, A2 tem bastante tempo e já ta bem mais equilibrada quando começa a ser controlada. Ambos passam pela mesma situação (não é exatamente a mesma, mas as consequências são) e enquanto A2 consegue passar do ódio extremo às formas de vida mecânicas pra um estado mais compreensivo (ela consegue entender o que aconteceu), 9S só passa pelo ódio extremo mesmo, e não tem tempo pra refletir ou aprender.



A2 também lembra Nier, em seu estado envelhecido, na segunda parte do jogo original, referindo-se a evolução do personagem esquecido, ainda mais quando comparada a 9S e o estado emocional dele (quando A2 é enfrentada na primeira campanha, ela estava como 9S ficou após a morte de 2B) e outra vez, o jogo induz tal interpretação, também colocando uma vestimenta exclusiva pra A2, que é a roupa de Nier (versão mais velho).



Outra curiosidade são as descrições das roupas, que deixam claro a referência (a roupa de A2 fala do homem que destruiu a humanidade, sem mencionar detalhes nem nomes).



Mais uma coisa pra falar sobre A2, é que ela é uma versão já bem antiga dos YoRHa, e seus modelos semelhantes já nem existem mais. Sua história de sobrevivência é contada por uma antiga androide com quem ela lutou no passado. A2 e ela formaram uma equipe durante a última guerra, mas ambas perderam contato, acreditando na morte uma da outra.



Curiosidade: Dar close forçado no bumbum da A2 não incomoda ela, ou seja... sei la... deixa queto.

Anémona

      


A androide em questão é Anémona, que assumiu o papel de líder da Resistência, um grupo de androides que permanece na Terra,

Ela orienta e da algumas missões secundárias para 2B, 9S e até A2, mas a parte mais importante sobre ela é seu passado com A2.



Haviam muitos outros androides na guerra, e os YoRHa surgiram pela primeira vez diante Anémona e seu ex-batalhão. Enquanto os androides se reconheciam e referiam por nomes próprios, os YoRHa só utilizavam códigos de identificação (padrão esse que permaneceu). Mas, a antiga líder de Anémona até iria dar nomes próprios pra galera, se todo mundo não tivesse morrido.



Rolou vírus, explosão magnética, e mais alguns contratempos que tiraram a vida dos dois grupos, exceto Anémona e A2, uma sobrevivente Resistente e uma YoRHa.



De importante mesmo, só tem isso, além do fato de Anémona ter rompido um tabu e criado uma sociedade comercial com Máquinas (sim, da guerra à parceria)...



Lideradas por um robô que não só é racional pra caramba, como sentimental também e tem (tinha... snif) sua própria comunidade.

Pascal



O robô em questão é Pascal, que meu deus, traz consigo uma das histórias mais comoventes.




Pascal é inocente, inteligente, puro, altruísta, amistoso, generoso e cara, eu não conheço adjetivos suficientes para descrevê-lo. Resumidamente: Ele é um robô fod4.



Ele criou uma comunidade de máquinas que passou a educar e proteger, compartilhando e explorando conceitos humanos e tornando, as antes temidas e irracionais máquinas, em criaturas mecânicas fofinhas e curiosas.



Seu povo chegou até a adotar conceitos familiares, algumas máquinas assumindo papeis fraternos, e outras assumindo papeis infantis. Tem até máquinas que se apaixonaram umas pelas outras, e se identificam por gênero (mesmo não havendo essa diferença).



Inicialmente, 2B e 9S odiavam e atacavam todas as máquinas por elas serem previamente descritas como inimigos irracionais, mas, eles descobrem que não só existe a vila de Pascal, mas várias outras comunidades, algumas delas igualmente pacíficas, outras violentas, porém organizadas e ai, eles percebem que as coisas são bem diferentes do que o pessoal no Bunker dizia.

Lamentavelmente, Pascal se torna uma das vítimas do sistema, e tem um destino que pode ser considerado pior que a morte (seu destino é opcional, mas em qualquer uma das alternativas, ele termina mal). 


A segunda máquina que controlamos sem ser por hack é o Pascal.
O fato de Pascal, e todas as outras máquinas, terem se desconectado da Rede (por onde todos eram controlados e postos no modo "kill kill kill") era parte de um plano da própria Rede, pra manter as Máquinas em evolução e existência.



Eu irei explicar isso melhor depois, mas adianto que as Máquinas possuíam Núcleos propositalmente defeituosos, que geravam personalidades e até sentimentos, tornando-as individuais, mas o propósito era outro...

Adão




Este é um misterioso personagem com nome bíblico que surge pra antagonizar logo no começo, ao lado de seu irmão, também de nome bíblico. "Adão e Eva" surgem, quase ao mesmo tempo, da fusão de várias máquinas. Adão se destaca mais nesse inicio, pois é o único que luta. Ele é uma máquina com feições humanas, quase como um andróid (só não é um andróide por frescura preconceituosa).





Ambos são os vilões do jogo, pelo menos da primeira e segunda campanha, e aparecem várias vezes, evoluindo e ficando cada vez mais... completos. Em pouco tempo, Adão se transforma em um ser bem intelectual, que estuda a fundo a raça humana, chegando a criar até uma cidade própria.

Eva nasce da costela dele (as máquinas imitando a humanidade...) e ambos se tornam agressivos apenas pelo fato dos androides terem sido agressivos.



Inicialmente, Adão não faz absolutamente nada, mas é impossível passar dessa parte do jogo sem ataca-lo então, é impossível impedir que ele se torne violento. Eu até tentei hackea-lo pra tentar ver seus pensamentos mas, é considerado ataque de qualquer forma.


Ele evolui peladão durante a luta até ser derrotado e dar vida a Eva, mas seu irmão não tem tempo de lutar pois tudo desmorona e geral tem que fugir.



Adão e Eva eram bem semelhantes, ambos peladões, com cabelos brancos longos e meio calados. Mas logo na primeira batalha, Adão se desenvolve bastante, falando inclusive... e Eva já nasce odiando os androides tudo.


Adão fica super inteligente, guiado por sua curiosidade sobre a humanidade e os seres vivos, só que depois de dado evento ele acaba morto nas mãos de 2B, e é uma morte tocante.



Os androides pouco estavam ligando para o fato das máquinas estarem evoluindo e aprendendo, coisas boas até, e os exterminam sob ordens do comando dos androides... tudo fica ainda mais chocante quando a verdade é revelada... 



As Máquinas haviam eliminado de vez a raça alienígena. Adão e Eva recepcionam 2B e 9S quando o "Cemitério dos aliens" é revelado.



Eles aparecem na frente de 6 aliens mortos, o que significava que eles não dependiam nem estavam sob ordens de seus criadores. Como eles mesmos dizem, as máquinas eliminaram eles a muitos séculos.



E isso era tudo parte do grande plano da Rede.

Eva




Nascido da costela de Adão, Eva é um androide de feições masculinas, porém também sem gênero.



Ele até chega a questionar o fato de ser chamado Eva, sendo que faria mais sentido (na opinião dele) os irmãos se chamarem "Cain" e "Abel", mas Adão já da uma patada dizendo que ele devia agradecer por pelo menos ter um nome (vish). 



Mas, não se engane, os dois irmãos eram apegadíssimos, e ao mesmo tempo que Adão evoluiu intelectualmente, Eva evoluiu fisicamente, ficando poderoso pra caramba, e vingativo.

Quando seu irmão morre, ele entra em choque, é dominado por rancor e angústia, além de ódio, e desenvolve em si um poderoso vírus, com o qual infecta geral, além de exterminar geral.


Ele jura morte aos androides, faz um ataque destrutivo a todos e no fim, é detido por 2B em parceria com 9S, mas ele infecta 9S nos momentos finais, pra variar.



Bem, Eva gostava de brincar, lutar, curtir a vida, enquanto Adão era mais um grande nerd, mas na real ambos só eram bebês, que evoluíram e cresceram rápido de mais, descobrindo sobre a vida e buscando seus significados. 




Só que eles eram o resultado bem sucedido de um plano da Rede para perpetuar a raça das Máquinas, que se chocou com o plano dos YoRHa pra perpetuar a raça dos Androides... repito que no fim as Máquinas e os Androides não eram nada diferentes... tanta morte... tão desnecessária...

Popola e Devola




Essas são personagens gêmeas da época de Nier, quem conhece o jogo original provavelmente vai se lembrar, já que elas são vilãs muito importantes no passado (no jogo original, elas enfrentam o grupo de Nier após revelar sobre a situação da raça humana). 



Mas, essas não são as mesmas Popola e Devola que foram enfrentadas no jogo original, elas são as monitoradoras de outra cidade, que acabaram sofrendo pelos atos das Devola e Popola que Nier e os outros derrotaram.



O Projeto Gestalt falhou totalmente por que a Popola e Devola permitiram e até contribuíram pro problema com os Replicants. Pelo que é dito nos relatos de Automata, elas negligenciaram o problema e isso agravou a situação.



Mas, os demais androides do mundo passaram a condenar esse modelo específico, as gêmeas Devola e Popola, e passaram a julga-las e rejeita-las. As androides que encontramos aqui, são duas sobreviventes dessa época que tiveram suas memórias apagadas e foram reabilitadas como androides de suporte médico, com uma punição muito doentia: Uma sensação artificial permanente e eterna de culpa.



Pois é, todos os modelos Devola e Popola foram condenados a sentir culpa eterna pelos erros de uma dupla específica, sem nem ao menos saberem a razão. Uma pena cruel, porém considerada justa aos olhos dos demais androides.



Ainda assim, elas conseguem se destacar, ajudando principalmente 9S (elas dão também um Chip de Rastrear que é acoplado nos Pods pra 2B) e no final, elas se sacrificam pra ajudar 9S, acreditando que era a coisa certa a se fazer.




Ambas morrem, mas uma delas morre primeiro, enquanto a outra vela por seu corpo até deixar de funcionar também, algo semelhante ao que ocorreu às Devola e Popola vilãs do tempo de Nier.

Comandante YoRHa



Por fim chegamos nela, uma vítima do sistema, que por pouco não é considerada vilã.




Ela comandava a bagaça toda, todos os ataques YoRHa, todas as missões de extermínio, todas as brigas desnecessárias, porém, tudo isso é feito por causa do Conselho Humano, um grupo acima da Comandante que passava as ordens pra ela repassar aos seus subordinados.



Só que, não existia um Conselho Humano de verdade, apenas Androides fingindo que os Humanos estavam vivos. A Comandante sabia disso, mas não sabia de todos os detalhes.



Os Androides que formaram o YoRHa também criaram o Conselho dos Humanos, muito depois da raça ter sido extinta. Eles pegaram alguns dados e materiais do projeto Gestalt e enviaram pra lua, sob pretexto de serem os últimos humanos fugindo.

Eles fizeram isso, para criar uma razão pros Androides viverem, alias, manter a razão. Os androides eram motivados somente pela existência da raça Humana, sem os humanos, eles passaram a temer que os androides simplesmente descartassem suas vidas e também se extinguissem.



O Projeto YoRHa era basicamente criar um exército para vencer as Máquinas, porém pouco antes da vitoria total, em meio a guerra, eles se auto-sabotariam e todos seriam apagados, com toda a informação YoRHa retirada de qualquer registro e perdida. Até o Bunker, uma base espacial onde os YoRHa se concentravam e respondiam, estava programado pra se destruir durante essa etapa final (expondo suas defesas pela Porta de Trás).




Posteriormente o projeto seria reiniciado e mais uma vez, todos lutariam contra as máquinas, pelo futuro da humanidade. Isso duraria pra sempre. Mas quando o projeto é iniciado as coisas não saem como planejado...

A Comandante até se sacrifica no fim, pra ajudar 9S e 2B a escaparem mas, ai ja tava tudo perdido de qualquer forma.


Tudo da errado, por causa das Máquinas, que também tinham um plano pra Perpetuar sua Existência... e curiosamente, esse plano envolvia diretamente os YoRHa, que eles secretamente passaram a manipular...

Red Girl (Terminal ou N2)




O vilão do jogo, na realidade, é a Rede das Máquinas personificada em uma Inteligencia Artificial, chamada "Red Girl" ou simplesmente "Red" e representado por garotas morenas de vestido vermelho.




As máquinas eram conectadas pela Red, era isso que as movia e guiava, porém, propositalmente, a Red descartou essa interação, para forçar uma adaptação.

As máquinas existiam para lutar, esse era o propósito delas, e os únicos que poderiam mudar esse propósito eram seus criadores. Porém, elas superaram e eliminaram seus criadores (os Aliens) e viram ai um grande problema, onde elas estavam automaticamente fadadas à extinção, pois com todo seu poderio, ou elas venceriam os Androides permanentemente, e perderiam a razão de existir, ou perderiam a guerra e seriam eliminadas, deixando de existir.



Então, o plano era desconectar parte das máquinas e criar erros de rotina propositais em seus núcleos, criando assim divergências e anomalias operacionais, também conhecidas como sentimentos, emoções e ideias. Uma vez que as máquinas estavam sujeitas a esses defeitos, elas automaticamente passariam a cometer erros e se tornariam falhas perante a guerra, impossibilitadas de vencer.

Essa auto-sabotagem fez com que as Máquinas, apesar de sempre buscarem a vitória, perdessem sempre, mantendo os inimigos (androides) vivos e assim, criando um ciclo: os Androides destruíam Máquinas, e as Máquinas criavam novas Máquinas pra destruírem os Androides, e os Androides criavam mais Androides para destruírem as Máquinas. Assim por diante, em um ciclo interminável.

Mas, nem tudo saiu como previsto e os Androides ficaram fortes de mais, superando as máquinas e consequentemente chegando perto da vitória, daí a Rede usou como último recurso o Vírus, desenvolvido acidentalmente por Eva, e propagou o mesmo tanto pelas Máquinas quanto pelos Androides, o que deu muito certo, mas paralelo a isso os Androides se auto-sabotaram para perderem a guerra... e ai deu muito errado.



Só que a Red tinha planos alternativos, e um projeto bem curioso foi desenvolvido secretamente, que foi interpretado de duas formas diferentes por 9S e por A2... mas falarei disso no final.

Em resumo, a Red juntou bastante dados e monitorou de perto absolutamente tudo. E é interessante perceber a presença deles na campanha de 9S, que por sua proximidade e constante influencia e conexão com as Máquinas, passa a ter relances da Red em sua visão. 

É bem curioso, pois as cenas são as mesmas tanto pra 9S quanto pra 2B, mas nas versões de 9S tem essas meninas de longe só observando... eu percebi 3 momentos:

Durante a segunda batalha contra Adão e Eva, na frente dos corpos dos Aliens... aparece uma menina de vermelho no canto esquerdo aos olhos de 9S.



Durante o assassinato de 9S... é... ele morre, pelas mãos de 2B... é tenso, mas tudo termina bem... nessa parte é claro... mas aos olhos de 9S as minas tão ali, só de olho.



E percebi uma fora de cutscene, durante o momento em que 9S sai às pressas pra ajudar 2B durante o ataque final de Eva, e cara... eu jurava que tinha visto algo, re-joguei a cena (antes de ser liberado o menú de capítulos... falarei disso depois) só pra ter certeza se vi mesmo o que vi, e sim, eu vi.



Da pra ver as meninas de vestido vermelho observando, mas só por que 9S esta ligado às Máquinas por suas habilidades...



Eu fiquei tipo "Mano o que é isso cara?! Quem são essas meninas? Que que ta acontecendo??? Meu deus meu cérebro bugou!" mas no final tudo é explicado...




Não perfeitamente, mas suficientemente. 

Operadoras



Todo YoRHa de campo tem uma operadora própria, que lhe provém informações pertinentes a missão.



Tem duas operadoras que auxiliam 2B e 9S e ambas tem uma personalidade distinta.




A Operadora de 2B é um pouco sentimental e pela forma como ela interage com 2B, rola um climinha. A própria 2B presenteia ela com Flores (como side-quest) e é algo bem gratuito, que extrapola o senso de recompensa por bom trabalho. Eu te juro que achei estranho o relacionamento de 2B com sua operadora, em contrapartida assistido por 9S, que também forma um par meio romântico. Mas ok...

A Operadora de 9S por outro lado, é fria e o tempo inteiro faz questão de deixar claro que o relacionamento dela com ele é estritamente profissional e alias, ela corta ele o tempo inteiro. Porém, também rola um climinha entre ambos, principalmente quando ele começa a mandar informações do mundo antigo pra ela (também uma side-quest) e ela, apesar de não reagir de imediato ou publicamente, faz questão de mandar presentes por e-mail e agradecimentos meio... tímidos. O tratamento dela com ele permanece frio, mas eu gosto de pensar que ela é do tipo de garota que se faz de difícil pra ser cortejada... 

Curioso como as Operadoras são versões técnicas de 2B e 9S, para 9S e 2B. É quase como se eles se apaixonassem pelo perfil de seus parceiros de campo, em suas parceiras a longa distância... relacionamentos estes bem complicados... 

Mas no fim as duas acabam morrendo junto com todos os demais YoRHa... por causa do vírus. E pior, pro 9S a operadora dele chega a lutar contra ele... mas isso eu falo na história.



A operadora de 2B chega a falar pelos auto-falantes do Bunker no meio do ataque, repetindo frases de forma falhada e demonstrando o quanto tava sofrendo pela infecção.


Pod 042 e Pod 153




Enquanto as operadoras são um suporte distante, os pods são algo mais presente. Na real, os YoRHa tem uma divisão de inteligência bem ramificada (e ainda assim, as Máquinas são mais inteligentes considerando o desfecho). 



Os Pods porém chegam a ser ainda mais importantes na história e mais presentes, do que os próprios protagonistas e as operadoras. Na verdade, acredito que os reais protagonistas dessa história toda sejam os Pods, como uma terceira versão das raças automatas (daí o significado do subtítulo do jogo fica em evidência, trata-se de diferentes tipos de máquinas se tornando completamente independentes).


No inicio da segunda campanha, controlamos um Pod pra defender o corpo de 9S enquanto ele se hackeia. Curiosamente, a câmera fica centralizada, e o Pod fica na lateral. Parece até que sempre estivemos no controle dele, não do personagem... mas depois falo disso.
O dialogo deles é totalmente mecânico, eles se apresentam primeiro, falam resumidamente e claramente, de forma bem técnica e precisa, e encerram com solicitação de confirmação. Tal formato conversativo é realizado não apenas com seus "mestres", mas também entre eles.



Inicialmente, parecem apenas formas mecânicas com respostas automáticas sem consciência mas, ao longo da trama, eles revelam saber mais do que qualquer outra criatura, até mais que a Red.

Pra se ter uma ideia, os Pods estavam responsáveis por coisas simples e triviais como, por exemplo: Eliminar os dados finais do projeto YoRHa. Sim, eles estavam cientes do projeto, incluindo todos os dados de proteção máxima, e estavam configurados para reagir e tomar determinadas ações quando necessário. Mas... eles evoluem.

Falo melhor depois, pois acho que é melhor falar dos finais antes, mas antes de falar dos finais, preciso falar da história e antes de falar da história, preciso falar dos inimigos (eta falatório!). Alias, acredito que ao resumir os inimigos, posso também resumir as regiões, assim, na hora de contar a história não precisarei nem me preocupar em detalhar certos eventos, pois já terei relatado anteriormente. Espero que fique bem claro então, bora continuar...

MáQuiNaS


Poster daora...
Os inimigos padrões do jogo são as Máquinas, que ficam com os olhos vermelhos na hora de atacar, mas podem ser pacíficas ou agressivas. Algumas funcionam até como NPC, Auxiliares e Mercadores, mas todas as máquinas podem ser destruídas ou hackeadas, independente de serem aliadas ou não (salvo quando se convertem em aliados com "fogo amigo" desabilitado).



No caso das máquinas amigas, elas ficam com uma barra de energia de cor azul, simbolizando que não são inimigas, mas podem ser mortas (as vezes resultando em Finais alternativos). Elas também apresentam olhos de coloração esverdeada, e não mudam pro status "Agressivo" mesmo se forem atacadas.



Mas tem as máquinas pacíficas que, quando atacadas se convertem em agressivas. Esses casos são mais frequentes no inicio do jogo, pra mostrar que as máquinas são inteligentes, mas depois fica mais fácil encontrar máquinas agressivas do que tudo. Na verdade, surgem máquinas pacíficas o tempo todo, mas só de ver androides elas ficam agressivas, por isso a dificuldade de se comunicar.

Existem vários modelos, mas na prática, são todos ramificações do mesmo tipo de máquina. Por padrão, elas tem uma cabeça redonda e dois olhinhos, tem um corpo cilíndrico e formas rudimentares e bem simplificadas nas mãos e pés, alias, em tudo. Normalmente, a cor das máquinas é um tom de laranja com marrom, lembrando ferrugem e algumas tentam se estilizar (por conta da personalidade), pintando roupas pelo corpo (as vezes até barba e boca), usando acessórios (Laços, Capas, e até Chapéus) ou colorindo o corpo todo de Vermelho e Preto (essas são as máquinas comuns mais poderosas).

Tem algumas que são especiais, mas normalmente são chefões opcionais, como as Máquinas Douradas e os Tanques de Guerra. Pois bem, segue um resumo de quais são os tipos de máquinas:

Máquinas Pacíficas



Esses robôs nunca se tornam inimigos. São sempre pacíficos e apesar de ser possível destruí-los, eles não chegam a reagir, pelo menos não por hostilidade.




Pascal é um deles, e sua vila só tem esse tipo.



Tem um especial chamado Padre Servo que reage ao ser atacado apenas mediante a side-quest dele, que basicamente é um treinamento.



Ele aparece com várias formas, assumindo inclusive uma forma especial de chefinho, e é sempre barra pesada. Legal que ele até pinta o corpo, respectivamente a faixa de artes-marciais em que ele se encontra.



No final, ele se auto-detona... é... ele treina e treina pra morrer, e nem é lutando, ele se mata mesmo, satisfeito por ter sido derrotado e ter chegado no limite.

Tem o Jean-Paul, que faz parte da vila de Pascal mas se destaca pela side-quest em que os androides tentam aproxima-lo de suas fans. Porém, ele menospreza todas elas. Tem até ligação com um dos chefes... falo depois disso.



Tem uma máquina solitária que é jogável no inicio da segunda campanha, só pra mostrar a perspectiva de 9S das máquinas no começo.



É meio triste, ela fica tentando reanimar seu irmão (uma máquina maior) que ta morto, jogando óleo... é bem triste.



E tem algumas outras máquinas espalhadas pela cidade, como a da side-quest de Corrida e a que protege animais... nada importante. Porém, tem uma que é bem especial chamada Masamune, que refina armas pro nível máximo. Ele é importante não só por deixar o jogador mais forte, mas por ser um dos meios pra se pegar um dos finais.



Dessas máquinas, não faz muita diferença detona-las. Algumas simplesmente voltam depois de "teleportar" ou reiniciar o mapa, outras geram finais alternativos, mas não é nada tão importante. No final alias falarei dos finais alternativos... mas continuando...

Máquinas Bípedes 



As mais comuns pra se encontrar são essas, que são máquinas que andam em duas pernas, e geralmente são fracas. Elas variam em altura, e pelas armas que carregam, com algumas usando Lanças, Escudos, Armas de Energia, Espadas, Serras, etc.



As características das máquinas variam conforme as regiões em que são encontradas, simbolizando a adaptação que elas tiveram com base na cultura humana. Para evoluir, elas imitaram hábitos humanos antigos, como as Máquinas do Deserto, que usam capas e Máscaras, além seguirem Regras Detalhadas, por conta do povo que habitava o deserto no passado (curiosamente, um povo que aparece em Nier).



As máquinas do Parque de Diversões, usam fantasias festivas e pinturas bem coloridas, além de festejarem o tempo todo, jogando confete e dizendo frases comemorativas e alegres. Elas são pacíficas...


Porém depois que ocorre a devastação do parque, eles ficam perambulando sem rumo, sem felicidade ou qualquer sentimento, e ficam com um aspecto de zumbis (mas mesmo com olhos vermelhos, mantém-se pacíficas)...



No Reino do Bosque, as máquinas usam armaduras como de samurais, e protegem o castelo e o Rei (falo dele depois), sendo agressivas com qualquer forasteiro (seja máquina ou androide).



As máquinas que surgem na Fábrica de Máquinas, se dividem em dois formatos, o primeiro como se fossem funcionárias, com direito a divisão administrativa (isso é mostrado apenas no processo de um dos finais especiais), trabalhadores e supervisores...



E tem as Religiosas, que tomam conta da fábrica e a transformam em um verdadeiro templo, com direito a ídolos pra adoração (uma das espadas do jogo serve assim pra eles), pontos de oração e até um líder religioso (que eu chamo de papa) que elas seguem cegamente, literalmente.




Existem mais outras variações de máquinas bípedes, mas as mais memoráveis são essas.

Máquinas Voadoras



Existem máquinas acopladas a Drones, que voam por toda parte. Elas também puxam características da região onde ficam, e variam pelas armas que carregam, mas geralmente elas atiram com Armas de Energia, algumas mais do que as outras.



Algo que varia muito entre elas é a quantidade de hélices e armas que elas carregam, mudando drasticamente o tamanho delas, além do poder letal (elas conseguem girar muito rápido pra causar dano, além de atirar pra caramba).



Existe um modelo que passa desapercebido mas tem grande importância, que eu chamo de "Carregadoras". Elas são máquinas do tipo voadoras, mas não aparecem pra lutar ou enfrentar os androides, elas só aparecem pra trazer outras máquinas pra luta, ou pra repor as máquinas que foram detonadas.

Eu peguei vários leveis usando e abusando dessas máquinas, pois elas podem repor até 4 vezes o mesmo tipo de modelo, desde que não sejam destruídas (são bem fracas e podem cair pra 1 golpe só).

Daí, tem uma parte do jogo em que a Cidade Central é invadida por muitas máquinas, dentre elas vários Bípedes Gigantes, e eles dão bastante experiência. Daí fui matando, salvando, reiniciando o save, matando, e ai por diante. Depois de 4 reposições ela meio que desiste, mas se o jogador salvar e reiniciar o jogo desse save, ela volta com mais 4.

Na categoria das voadoras também, tem um tipo um pouco diferente, que é apenas uma Cabeça, as vezes com braço, as vezes com uma furadeira na cabeça e as vezes com uma calda formada por várias esferas.



Esse tipo é bem divertido de hackear, pois da pra sair voando por ai e matando tudo só de encostar (o tipo com calda é enorme) mas eles tem limite de altura e distância pra voar...



Ainda assim são bem legais. Pra derrota-los é difícil, mas uma vez sob controle, eles viram papel e são bem vulneráveis.

Máquinas Animalescas



Há um tipo dessa máquina, que anda com 4 patas (Quadrupede). Ele tem vários modelos, mas todos são basicamente iguais em força. Tem também outros tipos com várias patas, que são fortinhos e pelo menos pra mim, lembram animais.

Normalmente, os quadrupedes são usados como montaria por Máquinas Bípedes, se convertendo praticamente em uma única máquina (sempre que as máquinas trabalham juntas, elas meio que se fundem).



Mas, elas tem "configurações" (é mais fácil identificar e perceber isso quando hackeamos elas) onde podem mudar do modo "Montaria" pro modo "Guerreiro", se tornando máquinas bípedes mas, especiais, com lâminas nos pés e uma velocidade de movimento bem maior.

Apesar de toda máquina ser tecnicamente igual, elas assumem papeis totalmente diferentes pela personalidade. Digo isso pois existe uma Máquina Bípede que de tão usada como montaria, passou a acreditar que era um animal mesmo, e montou sua própria manada, com animais reais. Como no jogo há abundância de Javalis e Cervos, uma máquina desse tipo improvisou chifres e se auto-intitulou líder da manada, juntando vários desses animais e tentando criar seu habitat no Reino do Bosque.



Em uma side-quest ela precisa ser destruída, pois enlouquece e passa a matar outros animais para que seu bando fique intacto, mas isso serve pra ter uma noção do quão a sério essas máquinas levam suas personalidades, não apenas se tornando intelectuais e racionais, sob o papel humano, como também partindo pra instintualidade e irracionalidade, sob o papel animal.

Quanto ao outro modelo, ela é bem forte, e lembra uma aranha com suas patas...



Só isso.

Máquinas Goliath Simples


Esses são inimigos fortinhos, bem mais que os normais, com características próprias e as vezes até multifacetados. Eles são quase chefes, mas morrem rápido se o jogador tiver bastante level.



O tipo mais forte e comum dessa categoria, é o grandão que possui várias cabeças (quase como se fosse a união de várias máquinas em uma só) e é bem lento, mas igualmente poderoso, causando danos altos em área.



O outro modelo não é nada fraco, e parece até um dinossauro.



Ele é sem braços (com armas ao invés disso) e com longas pernas e tem uma calda. Tem até um tipo raro que tem uma cabeça de dinossauro mesmo (eu só vi em uma side-quest) só pra ilustrar ainda mais essa característica bruta. 

São todos fortinhos, mas menos frequentes.

aNDRoiDeS

YoRHa



Tecnicamente todos os modelos YoRHa que aparecem se convertem em inimigos na 3° campanha, por conta do vírus que se espalha pra geral, mas, não há grande diferença entre eles na prática. É como enfrentar a 2B, o 9S e a A2, versão malvada.


Até os modelos O (Operadoras) acabam virando inimigos e lutam na base da mãozada, um dos chefes alias é uma delas, a que dava suporte ao 9S.



Mas, em alguns momentos da campanha 1 e 2 também há YoRHas inimigos, que são desertores caçados por 2B e 9S (além de outros YoRHas), sob orientação do comando. Só que eles não estavam corrompidos nem haviam enlouquecido, na verdade eram YoRHas que perceberam que tinha coisa errada na organização e se rebelaram.




No fim, todos acabam sendo destruídos.



Também existem Androides feitos pelas Máquinas (na verdade pela Red) que são clones irracionais ligados no "kill kill kill".



9S sofre com isso, pois precisa enfrentar um monte de clones de 2B, ao mesmo tempo, sendo obrigado a mata-las enquanto sofre repetidamente com a morte de sua amiga. É bem tenso...




Elas funcionam como um tipo de chefe. Alias, bora falar dos chefões.

Gigante de Metal na Fábrica
(Marx e Engels)




O primeiro chefe é uma máquina gigantesca, que é enfrentada em duas partes: Só seus braços primeiro, depois o corpo todo.



Os braços por si só são tão grandes e fortes, que tem seus próprios nomes (Marx) e são considerados como chefes individuais.



Mas, por serem parte do chefe real, não vejo razão para tal separação (Apesar de mostrar o quão colossal ele é).




O gigante pertencente a um modelo avançado chamado "Goliath" (nome pra máquinas que extrapolam no quesito tamanho e poder, ou seja, chefões) que surge na fábrica, durante a primeira missão de 2B e 9S. O nome dado ao seu tipo é "Engels".



2B precisa deter a máquina e ao perder seu pelotão, recebe suporte de 9S que tava na mesma área, fazendo pesquisas. 

Dai em diante eles trabalham juntos até derrotar o primeiro Engels (que é uma luta terrivelmente intensa). 9S sai todo ferrado da luta e 2B vence usando a nave dele...




Mas depois de todo o sacrifício, aparecem outros Engels ao mesmo tempo, tudo indo em direção a 2B e 9S.



Os androides vencem apelando pra auto-destruição de suas Caixas-Pretas, o que consegue dar cabo aos gigantes e completa a missão...



Mas destrói o casal e apaga a memória pessoal dessa última batalha, pois apesar deles morrerem, eles são reiniciados pelo último backup no Bunker (Base Espacial).

Adão e Eva no Deserto



O segundo chefe é Adão e Eva, em seu nascimento.


A primeira missão dos androides é dar suporte ao grupo da Resistência. Eles vão parar no deserto, onde um grupo de máquinas é perseguido pra ser exterminado, e essas máquinas atacam pra se defenderem, enquanto uma delas foge loucamente.



Porém, em dado ponto, várias máquinas são flagradas interagindo umas com as outras, de uma forma no mínimo estranha, com elas gritando, conversando e até com algumas simulando sexo, sem brincadeira, e isso tem um forte significado: Elas estavam experimentando os erros dos Núcleos.



Quando todas as máquinas percebem os androides, elas atacam e depois começam a gritar "Isso não pode continuar!" repetidamente, e ficam insanas, se movendo de forma assustadora...




E no fim, se fundindo umas às outras, formando uma enorme bola de metal... 




Que da luz ao Adão.



Esse ser, é uma máquina evoluída com aparência humana, porém sem gênero (ele não tem piu-piu), basicamente e exatamente o mesmo que os androides (mas o que os difere dos androides é o fato de... ter nascido de máquinas e não de androides).



E aí, Adão não faz nada.




Sim, os primeiros a ataca-lo são 2B e 9S, sob comando da Base Espacial, só que isso tem um efeito colateral, em que ao apanhar, Adão aprende a se defender, evolui no meio da batalha e conquista movimentos, até chegar a um ponto que se torna poderoso de mais.



Ainda assim ele é ferido em batalha com espadas passando por sua costela...



E dela nasce Eva, um clone exato.



Alias, Eva já nasce enfezado pelo que houve ao seu irmão... ou pai... (Nier... kkk), e grita pra caramba...




Ai tudo desmorona e eles somem, mas tanto Adão quanto Eva sobreviveram e continuaram a evoluir. 


A Dama do Parque
(Simone)




Seguindo ordens do Bunker, buscando por YoRHas desaparecidos, 2B e 9S descobrem um Parque de Diversões totalmente controlado pelas máquinas e em plena atividade.



Esse parque tem dois chefes, um deles totalmente opcional (não faz diferença lutar com ele, só ganha-se um Núcleo pra vender)...



Que é pacífico, e não passa de um Goliath Tanque feliz da vida, comemorando adoidado. 



Mas o outro chefe é inversamente letal. Ele é uma Máquina de gênero feminino, que se aprimorou e enfeitou, convertendo-se numa Goliath única, e poderosíssima, que usa pirateamento e tem corpos Androides ao seu serviço, além de usar alguns como enfeite.



É, ela é tensa. Seu nome é Simone e só é violenta, por ter sido rejeitada por outra máquina. Ela buscou se tornar uma máquina mais atraente para conquistar essa outra máquina masculina, mas não importa o quão mais bonita ela se tornava, a outra máquina não tava nem ai.



No final ela enlouqueceu e ao invés de festejar, ela tomou conta do teatro do parque e tocou o terror.



Como poderes ela usa disparos sonoros e de energia, e ela apela bastante pra isso.




Depois de tomar muito dano ela sai do combate e manda seus capangas zumbis androides crucificados (os androides desaparecidos estavam todos mortos), que ficam atirando energia que hackeaia.




Depois ela volta e aí é mais um monte de apelação, com direito a uma forma monstruosa saindo da saia dela pra dar mordidas e golpes de energia poderosos em area. É bem tenso.



2B e 9S destroem ela, usando o Pod pra dar o tiro final.



Durante a luta, 9S descobre o que a motivou a chegar naquele estado.




Essa chefe tem forte ligação com uma side-quest posterior, onde 2B e 9S conhecem uma máquina masculina repleta de fans femininas, que fazem de tudo por sua atenção, como se enfeitarem e darem presentes. Ele rejeita todas elas, de forma filosófica, e no fim, todas elas permanecem amando ele.



Se o mundo não tivesse sido totalmente arruinado, provavelmente outras Simones surgiriam depois. Alias, apenas uma das fans dessa Máquina (Jean-Paul) permanece viva, a do deserto. Mas ela tinha várias outras máquinas pretendentes então, provavelmente ficaria bem.



Uma missão surge no teatro também, que vale muito a pena mencionar: A Peça "Romeus e Julietas".




É hilária e bem trágica, uma adaptação das máquinas ao antigo conto humano, a peça fala de 3 Romeus que buscam suas Julietas, mas eram 3 também, então eles não sabem qual é a Julieta um do outro e o mesmo vale pras Julietas que não conseguem reconhecer seus respectivos Romeus...




Daí elas decidem lutar até a morte, os Romeus contra as Julietas. 



Só sobra 1 Julieta, que sem seu Romeu, decide desistir da vida e se detona.




Deus... é uma das coisas mais bizarras e engraçadas que já vi. 



As máquinas são bem confusas, e mesmo sem compreender os sentimentos humanos, conseguem reproduzi-los de uma forma bem original.

Os Gigantes na Cidade
(Mais Engels)




Depois de passarem pelo parque, os androides conhecem Pascal e seu vilarejo (onde também encontram a Máquina cheia de fans) e depois de auxilia-lo e conhece-lo um pouco, e descobrirem o contato comercial de Pascal com Anémona, outras máquinas iniciam um ataque massivo à cidade (onde o acampamento de Anémona ficava).


Aparecem dois Engels, em terra firme, e criam mó confusão na Cidade Central.



Eles não podem ser derrotados sem as Armaduras Robô / Naves, tem uma parte da batalha que 2B até tenta ir no mano a mano mas não da.



É preciso fazer 2B e 9S chegarem até as naves, passando por baixo dos gigantes, em meio a uma chuva de mísseis. É uma cena de guerra bem tensa...

Mas uma vez equipados, a luta fica fácil e os grandões são derrotados.



No meio do ataque, eles acabam abrindo uma enorme cratera que da acesso ao subsolo, onde são detectados sinais aliens. Nessa batalha porém, não há tanto desafio comparado a máquina do inicio do jogo.




Há uma side-quest em que 2B e 9S conversam e ajudam um desses Engels que ficou imobilizado, só com a cabeça funcionando, no meio da cidade. 



Ele é mó gente boa, só que carrega um registro de mortes causadas espantoso, e mostra, através de documentos, a perspectiva de uma máquina voltada apenas pra guerra. 



Algo curioso dessa missão é a revelação do porquê não anoitece: A Terra parou de girar.

Adão e Eva na Base Subterrânea




Depois da destruição provocada pelos Engels, 2B e 9S verificam a cratera que surgiu e os sinais alienígenas que o Comando detectou, e dão de cara com Adão e Eva, mais evoluídos, na frente dos corpos alienígenas.



Rola treta, uma luta de duplas porém individual, onde 2B enfrenta Eva e 9S enfrenta Adão, ambos lado a lado na sala em horizontal, mas as Máquinas com aparência humana são inderrotáveis, e fogem posteriormente.




Eles atacam com um luz, dando golpes e mais golpes de energia maleável.



E eles usam habilidades que lembram teletransporte, e alias, até a forma como eles fogem é por essa habilidade, onde eles simplesmente viram luzinha e somem.




Os Aliens tavam mortos a tempos e as máquinas estavam agindo por si só, a tempos!



Pois bem, a informação é bem chocante e impactante pro Comando, que decide investir na pesquisa sobre máquinas inteligentes, incumbindo o casal de androides a investigarem melhor Pascal e qualquer outra comunidade de Máquinas que existisse.

O Rei da Floresta
(Ernst e Immanuel)




Seguindo as orientações de Pascal, os androides investigam outra comunidade de Máquinas que é mais reclusa e domina a região florestal, nomeando-a "Reino dos Bosques". Eles são violentos contra forasteiros e não discriminam se é androide ou máquina. Ninguém pode entrar... mas 2B e 9S entram assim mesmo.

Eles passam pelo shopping abandonado onde encontram algumas dessas máquinas hostis, e uma delas tenta fugir. Mas, na real, essa era uma máquina infiltrada, que quando eles derrotam deixa a cabeça cair e abrir, revelando a verdadeira identidade da criatura: Emil, a cabeça da caveira, ainda vivo.



Ele foge, e só é visto de novo muito depois. Ele é uma das últimas side-quests, e por isso vou falar por último dele.




Dentro da floresta, há várias máquinas que lutam em nome de um Rei, que fazem questão de exaltar o tempo inteiro. Eles declamam que estão protegendo o rei, lutando pelo rei, defendendo o rei, tudo pelo rei. 



Após enfrentar infinitas levas de máquinas treinadas para a batalha em nome do rei, eles chegam ao castelo do tal Rei...

E lutam contra mais alguns soldados dele até encontrarem o mesmo, que nada mais era que um bebê máquina.



Uma máquina num berço, minúscula e até com chupeta, que não fala nem nada...




Ele é morto rapidamente pela A2 que surge do nada (não é explicado porque, mas provavelmente ela mata por estar na onda vingativa semelhante a de 9S no fim), mas seu passado e quem ele realmente era é revelado na campanha de 9S.



Originalmente, havia outra Máquina, inteligente e do tipo Goliath Bípede chamado Ernst, desligada da Red. Ela criou o reino, com o propósito de iniciar uma comunidade pacífica e próspera. Mas um dia ele parou de funcionar, depois de séculos de reinado, com centenas de súdito fieis e felizes.



Daí, eles pegaram o que sobrou de seu núcleo e dados e colocaram em uma máquina pequena, frágil, um bebê que chamaram de Immanuel.



Para proteger o reino e manter a mente do rei salva, eles juraram jamais permitir a entrada de qualquer invasor, e estavam dispostos a dar suas vidas pelo rei, até que o bebê atingisse a idade para reinar e dar novas diretrizes para eles.


Mas o bebê jamais cresceu (afinal, máquinas não crescem assim do nada). E a proteção eterna virou a política do recluso reino, tornando a hostilidade aos forasteiros um hábito.

Ai chegou 2B, 9S e A2, e mataram o reino.




Tem uma sidequest em que 2B e 9S precisam encontrar o tesouro secreto do reino para uma máquina de fora, e quando eles o fazem, encontram uma máquina velha, enferrujada e toda mofada, contra a qual lutam e no fim, descobrem que o tesouro era o corpo do rei, envelhecido, coberto por vegetação e flores, todo enferrujado. 



A máquina que deu a missão ri, diz que foi um bom trabalho eliminar o reino de vez, inclusive o guardião do tesouro... é algo bem chocante e até a música é bem bizarra. Alias, tem disso: Sempre que uma missão termina, toca uma música correspondente. 



Geralmente é animada e voltada ao contratante, mas as vezes é fúnebre pra caramba e mostra o quão a ação foi ruim. Eu achei que era um erro meu, que o certo era buscar outra alternativa pra quest terminar bem, mas essas missões são obrigatórias pro entendimento da trama (e pra porcentagem do jogo) então... sendo boas ou ruins, fazem parte e não há múltiplos resultados.

A2 como Assassina de Bebês



Depois que o bebê morre com uma fincada de A2, ela vira o vilão.




2B  e  9S nem tem chance de trocar um lero com o jovem rei, e depois A2 nem fala, nada. Ela literalmente fica parada olhando pros dois. Se o jogador quiser pode ficar horas ali paradão, só trocando olhares, seja como 2B ou 9S.



A Comandante dá uma ordem de ataque imediato, afirmando que A2 é extremamente perigosa e precisa ser detida, mas ela só reage ao que o jogador fizer.



Já nessa parte, mesmo sem conhecer a história ou os segredos do jogo, já da pra perceber que os YoRHa são os verdadeiro vilões. Primeiro os irmãos recém nascidos com origem bíblica, agora a androide ex-YoRHa toda suja e com marcas de batalha (além de estar sem vendas) que não representa ameaça de verdade, mas eles teimam em atacar. Eu até tentei uma oferta de paz mas, o jogo não conhece isso.



A2 não pode ser derrotada, pois foge durante a luta. Ela é bem rápida e consegue fazer umas habilidades de Pod, sem ter Pod! (isso não acontece no gameplay normal dela hein)



Ela é um chefe da primeira campanha que vira um total mistério pois sua história só é contada, nos momentos finais da campanha de 9S ( pela perspectiva dele, onde ele pesquisou sobre ela).



A conexão dela com Anémona só é revelada na terceira campanha, então A2 é um mistério até mesmo quando é controlada na terceira campanha.

O Gigante do Oceano na Cidade Inundada
(Grun)




Envolto de todo esse mistério, os androides conversam com Pascal e depois com a líder da resistência, Anémona, e questionam sobre A2. Não é revelado muita coisa não, só que ela parece perigosa e fica por isso mesmo. Depois Anémona pede pra 2B e 9S providenciarem segurança para alguns mísseis que estavam sendo preparados pra confrontos em alto-mar. Isso ocorre ao mesmo tempo que os androides são convocados pra essa batalha, contra um Goliath de proporções incalculáveis e desconhecidas...



E cara, que luta...




Começa com tirinho acima do mar contra as tropas de máquinas que estavam atacando um navio porta aviões da resistência, dai surge um Goliath Voador...




Que só não é o chefe, porque tem um ainda mais forte do que ele logo em seguida, o Grun.



Das profundezas do oceano levanta-se ele, o bichão impenetrável de metal. Grun, o maior Goliath da história, que desapareceu a tempos, em uma das guerras, e ressurge pra destruir geral.



A luta só contra a cabeça dele já é barra pesada, a qual afunda o navio só de aparecer.




Daí a missão muda de proteger o navio e os mísseis, pra derrotar o bichão, se pa usando os mísseis mesmo. E é isso que ocorre, uma luta pra baixar as defesas da colossal criatura...



2B e 9S derrubam a barreira, com dificuldade, e ai aparece uma tropa enorme de YoRHas pra ajudar. 



Enquanto eles seguram o monstrão, o casal vai pra costa e usa um canhão de energia dos YoRHa pra acertar na boca do monstro...



Mas ele não é destruído, e pra variar ele se levanta ainda mais, mostrando que o corpo todo tem barreiras como a da cabeça.



Ai ele contra-ataca com uma rajada de energia PEM, que desabilita os androides tudo, menos 2B e 9S, pois 9S cria uma barreira de energia defensiva (habilidade essa que ele não tem no gameplay hein). 

Mas ele faz questão de estapear o casal, destruindo o canhão de energia e os mandando pra longe. 



Por sorte Pascal surge com alguns membros da vila (voadores) e resgata o casal de androides com suas armaduras e tudo, levando-os de volta pra ação.



Na batalha, agora bem mais intensa, com só os dois e Pascal contra um exército de Máquinas do mal e um gigante mais gigante que qualquer gigante, 9S e 2B se separam pela primeira vez.



9S decide ir pra costa e usar os mísseis da resistência, enquanto 2B segurava o monstrão. O ataque funciona, mas custa caro, pois todo mundo voa pra longe pela explosão.



Essa máquina enorme tem seu passado e significado explicado na campanha de 9S, que consegue mais dados. No caso, ele era um bebê (sim, bebê) e tinha sido exilado pela Red por ser grande e perigoso de mais, inclusive pras outras máquinas.




Ele ficou um bom tempo no fundo do oceano até decidir voltar à superfície e se juntar com seus irmãos.

Mas ai ele foi destruído... triste não?

Adão na Cidade Copiada




2B sobrevive à explosão e permanece em campo, voltando pra costa, quase intacta. Mas ela fica sem seu parceiro, e se desespera pra encontra-lo, nem que seja sua Caixa-Preta. 

Ela busca por alternativas, até chegar à Anémona que lhe apresenta as Devola e Popola, as quais passam umas rápidas side-quests bobas até liberarem o Chip de Rastreamento pra continuar a busca por 9S.

Enquanto ela se mata pra encontrar 9S, o próprio 9S tentava se restaurar sistematicamente. Na campanha de 2B, é mostrado ela conseguindo o Rastreador pro Pod, rastreando 9S até aquela cratera subterrânea onde os aliens estavam e chegando até uma Cidade Branca, com alguns androides jogados no chão, mortinhos.



La ela encontra Adão, estudando a arquitetura humana (daí a ideia de criar uma cópia das cidades humanas). 2B cai pra cima na hora.



Mas no meio da luta, Adão revela que ta com o corpo de 9S e ai 2B fica 100% putaça ao ver seu colega e amigo pendurado, todo machucado e praticamente morto, e vai pra cima de Adão (que dessa vez faz questão de provocar) e acaba com a raça dele.



Adão usa a cidade e sua habilidade de mover metal branco (pelo que entendi, é o mesmo minério usado na produção das máquinas, inclusive pode ser extraído através da desintegração das próprias máquinas) pra atacar, com cubos e mais cubos brancos flutuantes.




Além disso ele também usa energia de luz pra chicotear à vontade



No final, ele tem uma espada atravessando e rasgando seu corpo.




E cai no chão agonizando e murmurando suas últimas sensações.



Paralelo a isso, 9S estava tentando se reativar, mas sua mente acabou entrando em contato com a mente de Adão, e ele ouviu os planos, ideais e pensamentos compartilhados por Adão e a Red. 



Ele chega a responder Adão, refutar seus comentários como "Somos iguais, desejamos o mesmo" com "Você é uma máquina suja, eca" e no fim, 2B resgata seu corpo, enquanto ele fica tentando se restaurar virtualmente pelo modo hack, la no bunker.


O Papa da Fábrica
(Kierkegaard)




Enquanto 9S fica explorando os segredos do Bunker desacordado, 2B se junta a Pascal e continua a missão comunitária de conhecer as intenções das máquinas, indo para a fábrica e negociando um tratado de paz com máquinas religiosas, inicialmente bem receptivas.



Mas ai, ao chegar ao grande líder da comunidade, a cabeça dele cai, e 50% das máquinas pira, e começa a dizer que o deus deles morreu e agora eles tinham de morrer também pra alcançar a santidade.



Daí começa uma matança em nome de deus, assassinato, suicídio coletivo, sacrifícios, é uma metalficina, com óleo jorrando pra todo lado.



2B e Pascal tentam sair vivos dali, mas fica bem tenso, até que 9S surge, mentalmente.




Ele havia se recuperado, e estava fuçando a rede do bunker, coletando informações proibidas e viu que 2B tava passando por apuros, daí ele conectou sua rede neural à de robôs desativados na fábrica, e começou a andar de máquina em máquina, chegando até 2B e lhe dando uma força.



O Papa (Kierkegaard) não chega a ser enfrentado. Ele é um chefe conceitual, que por ter morrido, deu inicio ao furdúncio na fábrica. Um grande ídolo e o poder da sugestão e formação de opinião. 



A Máquina da Fábrica
(So-Shi)




Mas a fábrica tem seu chefão, uma máquina Goliath que é invulnerável, se tiver energia elétrica pra protegê-la, chamada So-Shi.




Na luta contra ela, enquanto 2B mete a espadada, 9S da suporte desligando a fonte de energia remotamente, de toda a fábrica...




O que acaba com a proteção do robozão e permite que 2B vença.



Com isso, Pascal e 2B escapam da fábrica.




Essa máquina tem mais versões que surgem posteriormente como chefões de outros capítulos, mas em resumo, é apenas uma máquina bem forte que usa o cenário a seu favor. Ele é bem genérico... não chega a se destacar.

Eva na Cidade Destruída




Depois do caos na igreja, começa o caos da cidade. Tudo quanto é máquina decide invadir (só não rola Engels) e a etapa final da campanha de 2B e 9S começa.



Eva mobilizou as máquinas conectadas à Red e as fez atacar a cidade, atacando todos os cantos ao mesmo tempo. Assim, a base da resistência acaba sendo encontrada e destruída, mas a galera que importa (Anémona, os comerciantes, Devola e Popola) sobrevivem, graças a 2B que surge pra salvar a pátria.




Mas ai um Goliath chamado Boku-Shi (mesmo tipo da fábrica, só que ligado aos ataques da cidade e outras máquinas) surge e espalha o caos.



Nesse momento 9S vem direto do espaço com sua armadura / navinha...



E se une a 2B pra enfrentar o chefão final.




Derrotando o goliath Genérico, surge Eva dos destroços, usando uma habilidade de manipular o metal sucateado, junto com um ódio crescente que chega a marcar a sua pele.



Eva tava enfezado pela morte de seu irmão e queria vingança a todo custo.



Depois ele leva os destroços e tenta atacar a vila de Pascal, mas os androides o detém.



Ai ele vai pro centro da cidade e aguarda 2B e 9S.




La, ele assume uma nova forma, mais coberta por ódio e mais ligada às sucatas das máquinas ali mortas, e ataca furiosamente, apelando pra regeneração imediata.



Mas ai, 9S pirateia seu sistema, e enquanto enfrenta ele mentalmente, pelo sistema (rola até um chefinho personalizado no modo hack)...




Onde ele entra em contato com as memórias do próprio Eva.



2B enfrenta ele fisicamente.




Quando ele enfraquece, 9S usa a mesma habilidade de manipulação metálica que ele usava e lança um ataque, permitindo que 2B cortasse o braço dele fora.




Mas ai ele fica mais enfezado ainda, e assume uma forma toda poderosa, ao mesmo tempo que 2B e 9S perdem suas capacidade ofensivas progressivamente (o Pod para de funcionar e as armas também) mas ai, ele cai no chão, exausto pra caramba e desconectado da Red.



Nesse momento, 2B enfia uma espada em sua nuca, enquanto ele chama por seu irmão.




Depois disso, encerra-se a campanha de 2B e 9S, as duas, e tem um final onde 9S acaba infectado por um vírus e pede pra 2B mata-lo pra que o mesmo não se propagasse pelo bunker. Ele diz que é possível reativa-lo com base em algum backup mais antigo seu do Bunker, mas 2B lamenta e até chora, pois mesmo trazendo ele de volta, não seria o mesmo 9S.



Ela enforca o amigo com olhos avermelhados e chora sobre seu corpo. Esse é o primeiro momento que 2B retira as vendas.




Mas, as cabeça de máquinas mortas começam a piscar os olhos e ressoar umas com as outras. No fim, 9S acorda dentro de uma Máquina e fala com 2B, do jeito que ele sempre fala, todo empolgado, técnico e detalhado. 



É um desfecho lindo, mas é só o primeiro.




Percebeu que eu contei as histórias enquanto falava dos chefões? É, fica mais fácil assim... posteriormente falarei dos finais, da história e tudo mais, mas já to deixando os detalhes nos pontos que considero cruciais pra que no fim, não precise detalhar nada. 

A partir desse ponto, inicia-se a terceira campanha.

Androides na Guerra
(YoRHas)




Depois da queda de Adão e Eva, os YoRHa iniciam um ataque massivo às Máquinas, com direito a trajes de batalha e tudo mais. Todos vão pra guerra, e é um massacre. 



9S e outros tipos S auxiliam na guerra, pirateando as defesas das máquinas e abrindo espaço pro ataque final.




A luta é tensa e não há chefões. Os androides enfrentam as máquinas com tudo, até que elas usam ataques PEM, desabilitando os androides e pior, infectando-os com um vírus que encerra todas as funções além de deixa-los loucos, progressivamente.




2B e um grupo de YoRHas que ela juntou ao longo da batalha são pegos por esse vírus e graças a 9S, 2B consegue se livrar do vírus inicialmente, mas todos os outros YoRHas ficam malucos e começam a atacar 2B e 9S.



Eles lutam muito, tentam contactar o Comando mas o sinal é interrompido e no fim eles apelam pra explosão da caixa-preta.




Eles acordam no Bunker, onde logo após recobrar a consciência tentam informar o Comando sobre os ataques com vírus na Terra, e descobrem que a base também ta infectada.




2B e 9S salvam a Comandante YoRHa, mas quando ela mesma percebe estar infectada, ela se tranca no bunker e manda o casal escapar antes de tudo ir pros ares.



Daí eles pegam duas armaduras / navinhas voam pra Terra, com a explosão do Bunker logo atrás.




Rola mais batalha no caminho até o solo, com YoRHas também equipados com navinhas, na contra-mão, e tudo vai ficando tenso, até que 2B assume o controle da máquina de 9S e a força a desviar a rota, fazendo ele ir pro caminho oposto ao da batalha, enquanto ela ficava na luta, sozinha.



Ela luta bravamente até a nave começar a falhar e pifar, dai ela abandona a mesma.




2B chega ao solo toda ferrada, e é atacada por máquinas, tenta se defender...


Porém seu corpo é infectado de novo e ela começa a perder o controle de suas funções. 



2B anda pro último local onde YoRHas sem infecção foram registrados e aos poucos, chega ao local, com YoRHas também infectados partindo pra cima dela.




Ela cai completamente ferrada, prestes a morrer, mas mesmo sem controle sobre suas funções de batalha ela tenta resistir.



E ai surge A2, sistematicamente intacta, que  mata os outros YoRHa, salvando 2B (Nesse ponto o gameplay vai pra A2)...




Porém 2B sabe que não vai durar muito... 



Nem se controlar por muito mais tempo, coloca seus dados na sua espada e passa tudo pra A2, pedindo pra ela mata-la. Além disso, 2B comanda o seu Pod para seguir, supervisionar e orientar A2 em seu lugar.



Daí A2 a mata, com a própria espada (nessa parte o gameplay passa pra 9S, que testemunha de longe).




9S, que estava buscando por 2B enlouquecidamente, vê A2 matando sua parceira e ai sim, fica mais louco do que tudo. 



Ele parte pra cima dela, pra vingar sua amiga no ato, mas pilares de metal branco emergem em toda parte, jogando o androide vingativo pra longe e separando-o de A2.



Nesse momento começa a terceira campanha de fato, onde o jogador precisa escolher quem vai monitorar: A2 ou 9S. Cada um tem seu próprio caminho, que não é longo, e eles só se encontram no final, pra se enfrentarem.



Nesse grande começo, não há um chefão pré-definido, a situação em si é um grande inimigo. 2B se sacrifica pra salvar 9S, 9S testemunha a morte de 2B, 2B confia suas últimas palavras a A2 e por fim, 9S coloca A2 em sua lista negra. Tudo que tinha pra dar ruim, deu.

Centopeia Mecânica do Deserto
(Hegel)



Enquanto 9S passa por sua jornada por vingança, A2 acorda com o Pod de 2B dizendo-lhe o que fazer.



Ela vai até o deserto, praticamente ordenada pelo Pod que não para de encher seu saco.



La, ela encontra uma enorme máquina hostil pra caramba contra qual luta.




Depois disso o Pod enche ainda mais o saco falando pra ela se reparar, e diz que um local onde ela pode conseguir as peças que precisa é a Resistência.



Esse chefe é basicamente um monte de Cabeças de Máquinas gigantes que se dividem e ficam quicando de um lado pro outro numa suruba de ataques.



Pra piorar, A2 decide usar o modo Bersek justamente nesse momento (como parte de um tutorial do movimento) e é facinho morrer assim. 



Lembrando que nessa campanha, morte é igual a game-over. O primeiro chefão que é enfrentado já é bem tenso e a personagem decide diminuir sua defesa... é pedir pra dar game-over mas beleza...

Engels e a Invasão da Fábrica (Tanques)




Depois disso A2 conhece Pascal (com quem vai pegar os itens para o seu reparo após se reencontrar com Anémona e receber essa orientação)...



Que ela acaba não apenas poupando (ela odiava máquinas) mas também ajudando posteriormente, com coleta de itens pra que ele construísse a peça que ela precisava pra melhorar seu status físico.



Mas pouco tempo depois, a vila dele é atacada por um monte de máquinas que literalmente comem umas as outras.



Algumas máquinas da própria vila também enlouquecem, e apesar de Pascal receber ajuda de A2, muitas vidas são perdidas. Então ele foge pra se abrigar na fábrica, onde havia se tornado um local seguro justamente pela limpeza que 2B e 9S fizeram. 



Mas ai aparecem hordas de inimigos, que ambos enfrentam pra proteger as "crianças" da vila de Pascal. Ele mesmo chega a pegar um Engels e controla-lo, e o jogador ganha a chance de lutar mano a mano com outro Engels, além de eliminar uma frota de inimigos de Goliath Tanques inteira num piscar de olhos.



Só surge um tanque pra ser enfrentado, como sub-chefe (afinal, o Engel é o verdadeiro chefe dessa parte) e não é difícil (eu tava num level avançado de mais).



Logo após derrotar o tanque, surge mais e mais tanques numa frota e é ai que Pascal surge, controlando um Engels (com o gameplay indo pra ele).



O robozão é bem lento pra atacar, mas é forte pra caramba e destrói a frota toda. Porém surge outro Engels... e ai fica tudo ainda mais legal...



A luta entretanto é meio lenta, afinal eles são enormes, e não é difícil, nem demorada... mas não deixa de ser pra la de legal (lutas de megazords sempre são daora). Controlar um chefão, o primeiro chefão (praticamente) é surreal.



Só que mesmo vencendo, as máquinas acabam, por medo, se suicidando.




Depois disso Pascal implora pra A2 que elimine ele, ou suas memórias, por sentir culpa. Da pra destruí-lo, apagar as memórias dele, ou simplesmente sair andando. Destruindo ou saindo sem fazer nada, ele desaparece do jogo (provavelmente ele se mata caso seja deixado pra trás). 



Mas apagando suas memórias, ele cria uma Loja de Peças de Máquinas, vendendo partes de seus próprios amigos, sem saber. Inclusive ele comenta que o lugar onde ele decidiu abrir a loja é bem legal e da pra tentar a vida la (e é a própria vila, destruída). 



Ele também vende os núcleos danificados das máquinas que morreram na fábrica (o núcleo é tipo o coração misturado com o cérebro... é tudo que tornava eles o eles eram.)




Apesar de 9S ser quem encontra ele nesse estado, o próprio 9S já tava totalmente biruta, e apesar de não mata-lo (seguindo a onda de vingança contra as máquinas) ele também não comenta nada, passa por ele e só reage com um "hmph...". 



A loja de Pascal é um recurso importante do enredo, pois libera uma das armas (Cabeças de Máquinas) e é preciso pegar todas as armas pra se conhecer um dos finais especiais, que também revela coisas do passado que são importantes e posteriores ao primeiro jogo.

A Torre e as 3 Caixas


Depois de acordar no acampamento da resistência (2 semanas depois de ter sido jogado pra longe), salvo por Popola e Devola, 9S decide ferrar com tudo e acabar com as máquinas de uma vez, e com A2, e com qualquer um que ele queira acabar. Daí ele vai em direção a uma estranha torre branca que surgiu no centro da cidade, seguindo sua curiosidade e movido pelo ódio.



La ele descobre que precisa passar por 3 "desafios" em "caixas" (São torres flutuantes feitas de máquinas, ao estilo Adão) que apareceram pelo mapa, pra acessar a torre central e ver o que raios ela significa. 



Daí rolam os três desafios que são simples. Mas é preciso ir até as caixas, flutuantes em partes do mapa.




A primeira Caixa, da Carne, é uma torre de luta física, onde a agressividade de 9S é acentuada e confirmada. 




Não há nenhum chefe, apenas inimigos que clamam misericórdia inclusive após serem derrotados...




Mas 9S ordena seu Pod a detonar o núcleo da caixa, e deixa os robôs pra apodrecerem em agonia.




Enquanto isso os Pods trocam uma ideia virtualmente e o jogo continua.

Caixa da Alma: Memórias de 2B



A segunda caixa, da Alma, é uma torre de desafios por hack, cheia de baús complicados de destravar, o que mostra o estado psicológico conturbado de 9S, que ignora seu estado físico debilitado e insiste em avançar, ignorando as orientações de seu próprio Pod.



A torre chega a presentear 9S por suas conquistas... com baús e mais baús (e há até uma arma neles) o que faz parecer que ele estava sendo monitorado o tempo inteiro.



Nessa segunda caixa, ele vai subindo pelo elevador e hackeando baús pra acionar os demais elevadores até chegar ao andar do núcleo.




La, ele enfrenta o próprio núcleo da Caixa, que toma uma forma humanoide não definida. Antes, ele vê as memórias dele ao lado de 2B, e a projeção de 2B, que somem, como se fossem deletadas.




Ele pira pelo fato do núcleo ficar brincando com as memórias dele...



E enfrenta a forma não definida com muita raiva. Ela usa golpes com cubos de dados e da até pra piratear, dentro do hack...




Mas ela não é tão forte (ou eu que tava forte de mais... eu acho que upei rápido de mais).




Vencendo, 9S esfaqueia repetidamente a entidade... 


Com raiva e gritando que as memórias são deles e tal...


E ele nem se da conta que na real é 2B, sangrando na sua frente. 


Quando ele percebe, isso acaba com sua sanidade.


Mas pelo menos o núcleo tava destruído.


Daí 9S não aguenta mais, começa a ter problemas sérios no sistema e volta pra Resistência pra ser tratado por Papola e Devola.



Caixa de Deus: Operadora 21O



9S vai direto pro acampamento da resistência, sem poder atacar (por conta dos defeitos).




Depois que ele é restaurado por Devola e Popola...




9S vai direto pra última caixa, a de Deus...



Enquanto isso, A2 escuta o anúncio da torre central que fala dos avanços de 9S, e ela vai verificar, indo pra Caixa em que ele estava.




9S enfrenta inimigos fortes sequencialmente, em cenários difíceis de se mover, com vários obstáculos...



Mas ele vence e avança, e o grande chefão é a operadora 21O, sua própria operadora YoRHa, reanimada, manipulada e oferecida como rival pela caixa, pondo o restinho de sanidade que ele ainda tinha em xeque.




Ela luta usando um escudo de artilharias. Ela não era uma YoRHa de batalha, mas ela se equipou como uma (sob o nome de 21B) mas ela sumiu no meio da guerra. E na verdade ela estava na Torre Branca.




É preciso destruir os obstáculos pra chegar até ela e derrota-la.



Mas ela também tenta se defender atacando após isso, com uma espada, mesmo não sendo originalmente desenvolvida pra esse fim, e ela é forte.




Ela tenta se comunicar, pede pra ser morta...



Mas no meio da luta, surge A2, quem finaliza a Operadora 21O.




E ela nem é delicada, chega na violência, por trás, matando a operadora na cara de 9S...




E ainda esfaqueia várias e várias vezes... 



Depois ainda faz pose de herói e passa por ele como se nada tivesse acontecido (mano, se eu não soubesse pelo que ela tava passando, também ficaria putaço então, 9S merece um desconto).



A2 tenta argumentar sobre o que fez e na hora que menciona 2B, 9S fica irado e parte pra cima dela.




Ambos acabam sendo separados de novo por um inimigo que manda 9S pra longe. Esse inimigo é uma máquina especial, um goliath que funciona como a fusão de vários irmãos.


Bem legal, é tipo um chefão, que no final recebe suporte de vários outros irmãos carregando baldes (pelo que parece, são do mesmo modelo que 9S observava no inicio da segunda campanha, replicados pela torre branca).



A2 mata todos eles.



Clones da 2B




O controle do jogo retorna pra 9S após esse evento, com ele destravando os terminais pra entrar na Torre Branca, após ter destruído os 3 núcleos, e a 21O era o núcleo da terceira caixa (ao que parece).



Ai 9S tenta abrir a torre, mas várias máquinas aparecem pra atrapalha-lo no longo período de hack.



Só que Devola e Popola aparecem pra dar cobertura, e enquanto 9S hackeia, elas lutam.



Pra variar, uma delas se sacrifica pra arrombar a porta, já que 9S falha.



Ai ele entra, empurrado por Devola (e rola uma novel só em texto, relatando toda a história delas duas).



Dentro da Torre Branca, 9S passa por vários desafios, como clones YoRHa...



 Até chegar a um dos piores desafios: 2B, várias e várias 2B.




9S chega a enfrentar uma legião de 2Bs clonadas pela própria torre...



E ele ri enquanto isso (nego tava perdidão já)



Ele chega a perder um braço numa explosão que ocorre após a última 2B se auto-detonar.



Ele pega um dos braços de uma das 2B e coloca no lugar, é bem triste pois ele faz isso de forma extremamente dramática, passando a mão do corpo morto da 2B falsa em seu rosto e depois...




 Puxando com tudo e acoplando forçadamente.



Porém ele acaba sendo infectado por isso, e ai no final, ele faz merd4



Máquinas da Torre
(Ko-Shi e Ro-Shi)




No final da jornada, as duas histórias se conectam, A2 chega até a torre central aberta por 9S e entra. 



Ela encontra vários documentos, após passar pela cratera deixada pelas 2B detonadas, e descobre mais sobre a história das máquinas e da própria Torre Branca, num tipo de biblioteca.



Rola até uma sala de troféus (eu nem sabia que tinha pego troféus) o que mostra que quem tava por trás da Torre Branca, também estava de olho nos androides, principalmente 2B, 9S e A2.




Ai começam os ataques dos Goliath gêmeos, cada um enfrentando A2 e 9S. 


Cada um dos androides enfrenta uma versão do mesmo Goliath, e o jogo vai mudando automaticamente entre os personagens. 



Depois de uma batalha bem tensa...



Em várias partes... 




Com direito a naves roubadas por 9S... 


E lutas cada vez mais sangrentas de A2... 



Os dois acabam indo parar no mesmo campo de batalha, e os dois Goliath se fundem em um grande Goliath hibrido.



O jogador controla 9S e A2 quase ao mesmo tempo (o jogo passa o controle de um pro outro nessa parte) e ambos finalizam juntos o inimigo.



Mas ai, sobra a luta final.

9S e A2


O jogador escolhe quem controlará nessa luta.




Escolhendo 9S, luta-se contra A2, escolhendo A2, o chefão é 9S. 


Mas algo bem importante pra mencionar, é a revelação que A2 faz pra 9S, sobre o verdadeiro nome de 2B: Ela era 2E, "E" de Extermínio.


A2 descobriu com sua visita a biblioteca que 2E foi criada pra matar 9S. Na verdade, os modelos "E" serviam exclusivamente para eliminar modelos S, justamente pela capacidade avançada deles coletarem informações. No fim, todos os YoRHa tipo S precisavam ser apagados antes de descobrirem além do permitido. 2B era uma YoRHa com esse propósito, enfiltrada para eliminar 9S na hora correta... 


Claro que ela havia mudado seu tipo então, tecnicamente ela não queria mais fazer isso. Tem até uma side-quest que mostra outro Tipo E, que é descoberto pelo pelo casal após ter eliminado seu parceiro. Ele mesmo pagou a investigação... tipo... ao que parece os Tipos trocados perdem a memória de seus feitos... mas ainda assim, 2B nem era 2B, era 2E... isso é tenso. 9S fica loucão com isso e ai a luta é impossível de ser impedida. Ele chega a mandar seu Pod se calar, oficialmente, travando seus sistemas comunicativos até ele morrer. Ele tava com o vírus, ele tava enlouquecido, ele tava emputecido, ele tava afim de matar geral já.




O final muda dependendo de qual será o enfrentado, mas as duas histórias só são reais juntas, então as duas vitórias e as duas derrotas são reais.



É uma batalha mais emocional do que física. Nesse ponto da história provavelmente os personagens já estão em leveis altíssimos, então não é um desafio. A2/9S usam táticas baseadas em seus movimentos como personagens jogáveis mesmo.



Os finais de cada um são totalmente diferentes, mas falarei disso daqui a pouco.

Red




Antes da luta contra os Goliath Gêmeos, 9S tem seu primeiro contato pessoal com os donos da torre branca: Duas projeções de meninas com vestido vermelho, a Red.




9S recebe delas, após um breve teste físico, um documento revelando os projetos mais secretos do YoRHa, inclusive o final dele (as máquinas haviam conseguido os documentos e já sabiam de tudo) e ai, ele manda tudo à merd4, tenta matar a Red, mas a Red era tecnicamente imortal (fisicamente) e ai ele continua sua exploração, lutando contra os Goliath Gêmeos...



Quem enfrenta a Red pra valer, é A2, antes da luta contra 9S (e entre as lutas intercaladas contra os Goliaths Gêmeos).




A2 enfrenta diretamente as mocinhas de vermelho, graças ao poder de piratear, disponibilizado pelo Pod de 2B. Ela entra na Red e consegue fazer ela própria se destruir.



O chefão formado por infinitas menininhas de vermelho é o mais simples de derrotar: Só não fazer nada.




A Red evolui com base na batalha, sem batalha ela busca formas de iniciar uma batalha pra continuar existindo e evoluindo.



Quando A2 se recusa a lutar, a própria Red cria falhas em si mesma, forçando suas múltiplas versões a se atacarem, umas as outras, infinitamente.




No fim, não fazer nada é o que salva a pátria, e quem da essa dica é o Pod de 2B.




A própria Red acaba se contrariando mediante a atitude de A2. Parte da Red pensa que mantê-la existindo auxiliará na evolução, outra parte pensa que ela precisa ser destruída, e nessa contradição, elas decidem que a Red é a inimiga da Red, e que deve ser destruída. É uma lógica bem maluca... mas faz sentido... pra elas...



Depois de derrotar a Red, A2 enfrenta o chefão de duas caras, depois 9S e por fim, pirateia o mestre em pirateamento, salva sua memória e morre, atacando a Torre Branca pelo sistema.

Emil



Um personagem especial, totalmente ligado ao passado, é Emil, o próprio, aquele que lutou ao lado de Nier.




Emil aparece a partir da segunda campanha, randomicamente pelo mapa, em um carro estranho com uma musiquinha comercial japonesa. Ele vende coisas em seu carrinho, e convida 2B, 9S e A2 para visita-lo no sub-solo.

Emil é um aliado legal, que tem 3 lojas dependendo do local onde para seu carro, e pode vender itens legais pra refino de armas e até armas mesmo. Porém... ele também pode ser um grande inimigo.

Em uma side-quest dele, é possível roubar coisas da sua casa, o que o enfurece e bem, ele tira satisfação na base da carrãozada.



Depois disso ele pede desculpas e diz que exagerou, além de ficar meio deprê.




Pra chegar a esse estado, é preciso fazer outra side-quest em que Emil vai de encontro ao jogador pra falar um pouco sobre Flores Lunares que são encontradas em locais fixos dos mapas. Essas flores tem enorme significado no universo de Nier, e Emil havia esquecido esse significado, pois ele se fragmentou de mais.



Sim, Emil esqueceu Nier, Kainé e Weiss, e ele recupera essas memórias graças aos androides e as flores. O que destrava um campo de flores lunares simplesmente lindo e uma informação super importante: Emil enfrentou os Aliens tudo.

Depois da extinção da raça humana, quem representou a mesma na invasão alienígena, não foram apenas os androides, mas um exército de Emil.

O Emil original era uma arma reserva, criada na época do Projeto Gestalt, para controla-lo em casos extremos. Com o fim de tudo, ele ficou vagando, como cabecinha, no deserto. Daí os Aliens apareceram, em certa época, e Emil clonou a si mesmo, para enfrenta-los. A cada clone feito, suas memórias se dividiam, chegando ao ponto dele esquecer totalmente seu passado, mas manteve a luta como prioridade.



Quando os Aliens sumiram e as Máquinas travaram uma guerra eterna com os Androides, Emil, os Emil, pararam de lutar e se desligaram no deserto.



Da pra ver várias cabeças de Emil, com tamanhos variados, jogadas no deserto, o que apenas ilustra essa história. Com a ajuda dos androides, Emil recupera suas memórias.



E depois dessa side-quest, surge outra, em que Emil pode assumir sua verdadeira forma, a de múltiplos Emils, e atacar os androides.



Pra isso, só é preciso ser forte, e a comprovação disso é o nível das armas. É preciso ter todas as armas, refinadas no nível máximo.

Acha-las não é difícil, é a consequência da exploração no jogo. Nenhuma arma está impossível de encontrar, nem exige grande esforço. Eu mesmo peguei todas sem nem precisar de guia (e olha que nos tempos atuais, com a internet, guias são bem mais práticos kk). Pra refinar também não há segredo...



Uma máquina ferreira quem faz os refinos especiais, e todos os itens podem ser comprados em lojas (Emil vende os de refino nv 4 quando para seu carro na cachoeira perto da base da Resistência) e ele fica no Castelo do Bosque, perto da sala do trono, escondido atrás de uma pedra móvel.



Conseguindo as armas tudo, Emil diz que o jogador é forte de mais e nem vai precisar de sua ajuda, e oferece-se pra batalha final.



Todos os Emils do deserto são ativados e viram um chefão bem parecido com aquela centopeia que A2 derrotou. Mas são bem mais fortes, e perto do final, eles apelam pra auto-destruição (um dos finais secretos está ligado a esse detalhe).



Depois de derrota-las, Emil se despede, diz que chegou sua hora e morre, após ser recebido no paraíso por Kainé, Nier e talvez até Weiss. Ele os vê antes de morrer, e é bem comovente.



Enfim, a história de Emil é essa, e ele até que faz parte da história do jogo, a sua maneira. O passado entre NieR e NieR Automata é bem vago, e graças a ele da pra ter uma noção do que ocorreu.

HiSTóRia
(Hiper Resumida)

O jogo se divide por capítulos, mas isso só é revelado após o término da terceira campanha. Na verdade, as 5 histórias formam uma só, toda bem organizada e dividida em capítulos e sub-capítulos, que podem ser posteriormente acessados na ordem que o jogador quiser. Assim, da pra fazer missões que ficaram faltando, coletar itens, ou até ver versões alternativas de eventos, sem prejudicar o que já foi gravado. É uma alternativa pra la de útil, e o jogo mesmo faz questão de mostrar todos os capítulos, separadinhos, com direito a introduções resumidas pra cada trecho do jogo.

Se eu quisesse, poderia copiar toda essa informação, e até as imagens que ilustram cada resuminho, e colocar aqui, que ficaria perfeito, mas sei lá, acho isso fácil de mais. Então irei resumir do meu jeito...

Primeira História


2B conhece 9S e juntos descobrem que algumas das Máquinas, servas dos Aliens, contra quem os Androides lutam até a morte em nome da Humanidade, passaram a ser racionais e buscam pela independência e paz. Eles descobrem que a raça alienígena já nem existe mais e por ignorância, eles acabam perpetuando a guerra. No fim, 2B e 9S matam o Adão e Eva da raça das Máquinas. 

No final, 2B mata seu amigo, chora, e quando ele volta a vida ela fica feliz.

Segunda História


9S conhece 2B e juntos descobrem que algumas das Máquinas, servas dos Aliens, contra quem os Androides lutam até a morte em nome da Humanidade, passaram a ser racionais e buscam pela independência e paz. Eles descobrem que a raça alienígena já nem existe mais, e 9S ainda descobre que os humanos tão no mesmo barco. Por ignorância, eles acabam perpetuando a guerra e no fim, 9S consegue piratear a Red e eliminar, ao lado de 2B, os Adão e Eva da raça das Máquinas.


No final, 9S pega um vírus, mas ele se livra do corpo e foge pra um não infectado, pra evitar contaminação no bunker, mas o Bunker acaba contraindo o vírus assim mesmo, por causa da "Porta de Trás".

Terceira História

A2 mata 2B por pedidos dela e ganha um pod chato pra atormenta-la. Guiada pelo desejo de exterminar todas as máquinas, ela acaba obedecendo ele apesar de desejar explodi-lo, e no fim encontra com 9S que tenta mata-la várias vezes. 

Muita máquina morre até A2 perceber que elas não são de todo ruins, mas ainda assim faz de tudo para acabar com os planos da Red em destruir a base dos humanos, que ela acha que ainda estão vivos, na Lua.

No fim, A2 salva 9S e se sacrifica pelo fim da Torre Branca.

Quarta História

9S vê sua amiga ser morta por A2 e pira, perdendo o controle sobre suas ações e pensamentos progressivamente. Guiado pelo desejo de obter mais e mais dados, 9S enfrenta os obstáculos pra acessar a misteriosa Torre Branca, onde é testado e enlouquecido pouco a pouco.

Muita máquina morre até 9S descobrir que não importa, alien, máquina, humano, androide, todos não significam nada e é tudo uma enorme e confusa conspiração. Daí ele decide dar cabo em todos, até matar A2 e morrer ao seu lado, fincado por uma espada nos instantes finais. Ele agoniza no mundo físico, e em mente conversa consigo mesmo, morrendo em paz.

Quinta História

Os Pods observaram, os Pods manipularam, os Pods decidiram: Vamos voltar tudo.

Eles optaram por contrariar as próprias programações e juntos, desfizeram os erros da humanidade, aliens, máquinas e androides, evitando que o Projeto Fim dos YoRHa fosse concretizado, e restaurando corpo e memória dos androides caídos.

A2, 9S e 2B voltam a vida, graças aos Pods, e agora eles sabem a verdade sobre o mundo em que vivem.

Fin...ais...

27 FiNaiS

Existem 26 letras no alfabeto (o nosso é igual o inglês que foi utilizado) e cada letra recebe destaque com um final especial. As 5 primeiras letras do alfabeto (A, B, C, D e E) formam os finais "verdadeiros". Na verdade, final mesmo é só o E, que encerra a história e liga todos os pontos, inclusive finais contraditórios como o C e D (ambos são finais alternativos bem diferentes, da terceira campanha).

Porém, há outros 21 finais, na verdade 22, pois há um final ainda mais especial (que pode ser considerado até um dos principais) que mostra a perspectiva de uma máquina no meio da guerra. Esse final não leva uma letra, mas sim um símbolo... que depois explico.

A questão é que os 21 outros finais são simplesmente conceitos que antecipam um game-over. Mas vou citar todos eles, então não se preocupe.


Na ordem alfabética:

Final A
flowers for m[A]chines

Depois da luta contra Eva, 2B fica grata por tudo ter finalmente acabado, mas ai percebe que 9S está estranho. Ele estava infectado com um vírus pego pela Red ao ter entrado tantas vezes em contato com as máquinas, e ai ele suplica pra que ela o elimine. 



Eles conversam sobre isso ser péssimo, e ai 2B enforca 9S, enquanto chora muito por isso. 



Depois da morte dele, ocorre a reação das máquinas, 2B fica irritada inicialmente, mas ai todas as máquinas destruídas começam a reagir e ai, uma delas levanta e começa a tagarelar.



Mesmo sem dizer seu nome, 2B percebe que é 9S e manda ele calar a bola, aliviada que seu amigo continua intacto, intelectualmente.



Fim.



Observação.: O medo de 2B em perder 9S não é pelo seu corpo, pois isso é descartável. O medo é por causa da personalidade, que se fragmenta a cada nova Caixa-Preta. Ao que entendi, as Caixa-Pretas são equivalentes aos Núcleos (das máquinas) que são equivalentes ao Coração, Cérebro e até Alma (dos humanos). As informações de missões são automaticamente levadas à central, mas as informações pessoais não, então a cada destruição, perde-se a evolução. 2B tava cansada disso.

Alias, depois desse final, após os créditos, surge uma mensagem dizendo que tem vários finais e a própria Square Enix pede gentilmente pro jogador reiniciar o jogo. Eu juro que nessa hora xinguei pacas, pois imagina, ter de jogar tudo outra vez só porque eles queriam...



Mas ai inicia uma nova campanha, de uma forma completamente diferente da primeira, sob a perspectiva de um robô e depois passando pro 9S, ao invés da 2B. Tudo se repete, mas agora pelos olhos dele.

Final B
or not to [B]e

Depois que Eva é derrotado, 9S começa a apresentar os efeitos do vírus e preocupado com uma propagação, pede pra 2B elimina-lo, seguro que poderia ser reanimado com seu backup do bunker. 



Com muito sofrimento, 9S morre enforcado e ai, 2B cai em prantos. No processo, ele percebe que está sendo assistido o tempo inteiro pela misteriosa Red.



Daí ele transfere sua mente pra uma máquina próxima, e dela pra outra, assim por diante, até achar um receptáculo em boas condições. Então ele se levanta, como máquina, livre do vírus.



Fim

Observação: A ação de 9S funciona, ele realmente se livra do vírus ao abandonar seu corpo, porém o mesmo acaba sendo propagado assim mesmo entre os androides, por causa do projeto "Fim de YoRHa", que abria falhas propositais no sistema dos YoRHa para eles serem derrotados facilmente. O vírus chega virtualmente até o Bunker por uma abertura no firewall chamada "Porta de Trás", e geral se ferra.




Durante os créditos alias, a terceira campanha tem até preview, com direito a 2B jogável e trailer do que viria...


Final C
meaningless [C]ode



Na perspectiva de A2, a Torre Branca que surge era uma arma criada pelas máquinas para destruir a base lunar dos humanos. A2 desconhecia o fato da base ser falsa, mas sabia da realidade da torre, e quem estava por trás dela, e queria impedir a todo custo. Sendo isso uma ameaça ou não, ela juntou as pontas e passou a lutar para destruir a torre. Mas, 9S entra na sua frente... ainda assim, ela consegue destruir a Torre, e desacorda 9S, depois de cortar seu braço...




E pirateá-lo através do Pod 042... 




Ela passa por toda a confusa e corrompida mente de 9S...




Encontra e resgata o que restou de 9S, o verdadeiro 9S...




E enquanto pede (virtualmente) pro Pod cuidar de 9S, ambos desativados...


A2 invade o sistema e desativa a torre, e o banco de dados é destruído, desmoronando tudo tanto no mundo virtual quanto no real.



Nessa perspectiva, A2 descobre sobre a Red o equivalente ao que 9S descobriu sobre a YoRHa, mas mesmo ambos conseguindo falar um pro outro sobre as descobertas... tava tudo bagunçado de mais.



Observação: A espada de 2B e a bolsa de 9S são vistas juntas, numa pedra no bosque. Mas isso não tem grande significado após o final E.


Final D
chil[D]hoods end


9S enfrenta A2 com sangue nos olhos, e no final, ele mata A2.


Mas ele é ferido junto, e fica rolando e chorando no chão, enquanto agoniza de dor, antes de morrer.




O braço dele continua alias, o de 2B acoplado forçadamente. Mas a espada de 2B é a que fica fincada nele.



Para 9S, a Red compilou todos os dados coletados ao longo dos séculos de guerra, junto com as memórias reservadas de todos os Androides e Máquinas notáveis, e os enviaria para o espaço, para colonizar e popular algum outro planeta, livre de disputas entre as formas de vida dotadas de inteligência, como ocorreu com os Alienígenas e os Humanos, mesmo eles nem tendo se encontrado/enfrentado de fato.



Nessa perspectiva, as memórias de 2B, A2, Adão e Eva, bem como várias outras, teriam uma chance incerta de reviverem em algum lugar em meio as estrelas. É uma referência a crença e fé de que há uma vida após a morte. Tanto que 9S recebe a pergunta do que prefere: Seguir com o foguete junto aos demais dados, ou permanecer na Terra em seu corpo definhando.



Se ele escolhe seguir pro espaço, ele diz que os YoRHa não são dignos de ficar na Terra. Daí seu corpo ao lado de A2 é mostrado...




Bem como o de Devola e Popola...


Pascal na vila (se ele teve a memória apagada)...




E a Resistência (o que sobrou)...



Mas, no caso dele responder que prefere ficar, ele diz que não é merecedor de partir com os demais, quase como se essa viagem fosse ao paraíso destinado apenas aos escolhidos. Nessa escolha, algo além do final é mostrado, onde ele aponta pro céu antes de morrer e diz "Então você está ai 2B".



Creio que essa seja a escolha correta, pois é algo completamente voltado pra fé, tem a cena extra e tem ligação com o último final do jogo. Tudo nesse final parece se passar apenas na cabeça de 9S, o que faz sentido pois esse é um final "irreal" porém verídico.



Observação: Nenhum desses dois desfechos (C e D) é totalmente real, ambos são apenas uma parte da história, distorcida e sob a perspectiva dos respectivos androides. A verdadeira história é a união de ambas: A Red e a YoRHa no final, trabalharam juntas, sem saber. A Red porém foi mais inteligente e percebeu que não havia diferença entre máquinas e androides e que a evolução seria garantida com a união de ambas as raças, Já a YoRHa entendeu que destruir o grupo como queima de arquivo era a melhor alternativa para manter a esperança dos Androides intacta e inabalável.


Resumindo: Tudo ia dar terrivelmente errado se... não tivesse o 5° Final.

Durante os créditos... surge os Pods...


Final E
the [E]nd of YoRHa


Durante a execução do Projeto Fim dos YoRHa, os Pods dialogam e decidem anular o mesmo.



Eles enfrentam o sistema de defesa do projeto, para manipular os protocolos, e no fim, eles vencem.



Juntos, conectados por uma rede interna exclusiva pra Pods, todos os Pods recolhem as partes dos YoRHa e ao invés de deletarem todas as informações sobre eles, eles reparam os mesmos, reinserindo suas últimas memórias, personalidades e conquistas. Resumindo: Eles ressuscitam todo mundo.



A história encerra com os corpos dos Androides YoRHa principais sendo mostrados, enquanto reabilitados pelos Pods, para que as informações obtidas ao longo de todo o jogo sejam novamente implementadas.



Observação: Os Pods agradecem diretamente ao jogador pela ajuda e atenção, por ter jogado e tudo mais, e dão uma opção muito louca de deletar todos os dados do jogo para ajudar outro jogador na rede.



Durante o hackeamento do final E, tudo fica beeem difícil pois algumas letras dos créditos (sim, os créditos são o inimigo que defende o projeto "Fim de YoRHa") apelam muito e a quantidade de tiros na tela é impossível de esquivar.



Mas a cada tentativa falha, uma mensagem motivadora surge e o jogador pode tentar outra vez, do último check point (os "chefões").



Muitas mortes abre uma opção em que alguém, na rede, oferece ajuda. Aceitando, a navinha de pirateamento do jogador ganha um número absurdo de escudos e tiros extras e ai fica facinho terminar (cada escudo/nave extra equivale a um dado de um jogador).



Esse jogador, que ajudou, deletou seu save pra isso! (e a música... deus a música recebe um coro no fundo, mostrando que você deixou de estar sozinho... mano!!!)




Então... tipo... é uma opção bem legal pra quem precisa da força... mas...



Você pode oferecer sua ajuda pra alguém na net em troca dos seus dados, mas é algo bem... intenso... onde é mostrado não só os saves sendo apagados, mas tudo dos menus, tanto informações quanto títulos e opções, tudo.




É opcional... mas é algo bem... digamos... chocante e emocionante. Sem contar que os Pods perguntam várias e várias vezes antes de deletarem tudo. Eles chegam a dizer inclusive que você pode acabar ajudando alguém que nem goste, pois será algo feito aleatoriamente. Sacrificar tudo, como os outros sacrificaram... é... 

Bem, os outros finais são só conceitos e consequências. Vou mencionar todos... alguns vou por mais detalhes... conforme eu vou liberando. Atualmente, esse é meu salvamento (mudo a imagem conforme atualizo o post):


Final F
mission [F]ailed

9S não consegue reparar seu sistema operacional a tempo pra ajudar 2B na luta contra o primeiro Engels

Final G
Hun[G]ry for Knowledge




9S abandona o posto e ao invés de ajudar 2B a lutar contra Engels, ele vai saciar a curiosidade pela fábrica e pelas máquinas e nunca mais é visto.

Final H
a mountain to [H]igh

Durante a invasão da Cidade por Engels, 2B e 9S fogem.

Final I
no [I] in team

Depois de se matar pra procurar o corpo de 9S, 2B apenas o abandona na cidade branca.

Final J
bad [J]udgement




2B chega matando geral na Igreja, tacando fod4se pro contrato de paz. Isso matou todas as máquinas e ferrou com a paz dos androides.

Final K
Aji wo [K]utta

Depois de comer um peixe de presente da Pirada (Jackass em inglês), o androide morre.


Detalhe.: Pirada é uma androide da Resistência que vira e mexe aparece na história. 



Ela trabalha fazendo exploração e entregas pra Anémona mas, ela é bem rude, e malucona (dai o nome, eu acho). Curiosamente, o documento que relata as intenções das máquinas através da Red é assinado por Pirada, ou seja, ela sabia bem sobre os segredos das máquinas... ou era tudo pura loucura...

Final L
[L]one wolf

2B e 9S deixam Eva esperando e vazam durante a batalha final.

Final M
break ti[M]e

A2 recusa-se a ir até Pascal.

Final N
[N]o mans village

Todo mundo da vila de Pascal morre nas mãos dos androides.

Final O
y[O]u and me

Durante a guerra YoRHa, 2B e 9S deserdam pra viverem juntos.

Final P
corru[P]tion



2B não consegue chegar até A2 quando se infecta e perde a noção da realidade, vagando sozinha até morrer.

Final Q
[Q]uestionable Actions

9S abandona 2B pra morrer sozinha na guerra.

Final R
mave[R]ick

A2 massacra os sobreviventes da vila de Pascal, na Fábrica.

Final S
city e[S]cape

9S tenta entrar na Torre Branca, não consegue, e quando Popola e Devola chegam pra ajuda-lo, ele da no pé.

Final T
Fa[T]al Error

Os androides cometem suicidio arrancando o Chip de Sistema Operacional e dando tela azul.

Final U
deb[U]nked

2B e 9S explodem o Bunker com Auto-Destruição...



Mas a Comandante sobrevive no espaço e xinga geral.

Final V
reckless bra[V]ery

Ao invés de se concentrar no hackeamento da Torre Branca, 9S decide acompanhar Popola e Devola na batalha.

Final W
broken [W]ings




2B falha miseravelmente na primeira missão, o que extermina os YoRHa e deixa a Terra pras Máquinas. (Bem radical, o pior é que depois disso, como não tem save no inicio do jogo, tem que começar tudo de novo.)

Final X
time to rela[X]

Quando 2B encontra A2, com o vírus, clamando por ajuda, A2 simplesmente vai embora.

Final Y
head[Y] battle




Na luta contra os vários Emils, no final, quando eles fazem contagem regressiva pra explodir, os androides deixam, e o mundo inteiro vai pros ares.

Final Z
over[Z]ealous

A2 mata Pascal quando ele suplica por misericórdia, no primeiro encontro.

Final 27
[Platón 1728]


O 27° é bem especial, e conta a história de um robô defeituoso, problemático e depressivo, que manda mensagens codificadas para 2B e 9S.



Ele convoca eles dando a localização de 3 Coliseus onde máquinas são massacradas.




O primeiro, tem androides da Resistência apostando em lutas de androides contra máquinas escravizadas. É um massacre de verdade, e elas são humilhadas o tempo inteiro. No final, elas suplicam pela morte.



O segundo, as próprias máquinas colocam-se umas pra lutarem com as outras, pra provar e mostrar seu poder perante as demais. Elas glorificam os vencedores e rejeitam os perdedores. Nesse coliseu, os mais fortes sempre estão acima de qualquer um.



O terceiro, as máquinas mascaradas criaram regras e testes para confirmarem se todas as máquinas estão aptas e dentro dos conformes. Máquinas que não seguem as regras são simplesmente descartadas, e apesar dos androides serem simples androides, eles ganham a oportunidade de participar desse torneio, pois estavam nos conformes dos regulamentos.



Após explorar e vencer os 3 coliseus, os androides recebem outra mensagem e chegam a uma sala no Parque de Diversões, secreta, com um vídeo. Ao assistirem, conhecem a história do robô que os convocou para esses locais secretos, uma máquina que era fraca, falhava nos testes e era humilhada pelos seus próprios semelhantes, por ser um fracasso de máquina.



Mas um dia, ela encontrou uma boneca, que lhe deu a atenção que ela precisava. A boneca não era viva, não era especial, era apenas uma boneca, que pra ele significava uma amiga. Mas, um dia, durante a guerra entre Androides e Máquinas, a boneca acabou sendo destruída no fogo cruzado e ele simplesmente pirou, explodiu em fúria e se converteu numa máquina assassina que atacou androides e máquinas, sem discriminação.



No final, ele foi desmontado, sua memória foi passada pra computadores e suas peças sucateadas, mas ele continuou vivo, só pra testemunhar o andamento da nova missão das máquinas: Exterminar todas as bonecas. A razão disso era simplesmente evitar que novos surtos ocorressem, onde as bonecas passaram a ser temidas e consideradas uma ameaça.



Indignado, ele fez a delação dos pontos secretos ao mesmo tempo que compartilha um pouco de si com os estranhos androides... e no fim, ele manipula uma máquina pra deletar a si mesmo do sistema e parar com o sofrimento.



Essa história é contada e depois, um clipe toca:



E ai rolam os créditos, normais, na direção correta, porém num televisor.


A música é "Inochi ni Fusawashii"... e eu achei linda.

Fim.

MúSiCaS


A trilha sonora é maravilhosa. Todas as músicas tem versões instrumentais e cantadas, e tirando a do último encerramento, elas são difíceis de enjoar (eu fiquei 4 horas ouvindo o mesmo refrão da música do encerramento chamada "The Weight of the World" enquanto enfrentava os créditos... mano... só de pensar já consigo ouvir o dueto de minas mandando ver... e mesmo enjoado, a parte do coro me faz chorar de emoção... é algo extremamente recompensador)


Como mencionei, algumas side-quests encerram com músicas que carregam a essência do resultado, elas combinam perfeitamente com a sensação do jogador ao ler/ouvir as consequências da missão...

Tem uma missão, em que é preciso recuperar dados YoRHa pra um cara da Resistência que fica escondido. É super suspeito e logo após aceitar a missão, uma mensagem do comando informa que tem gente suspeita roubando dados YoRHa. Eu até tentei entregar as informações pro comando ao invés do cara, mas não há essa opção.

Daí depois de entregar, o cara vai pro meio do deserto e quando encontramos ele novamente, ele agradece pela ajuda, e revela que pegou um corpo de um tipo S e o reativou, com os dados que obteve, e fez dele sua família. Ideia plausível até... porém... 

Toca uma música bem sinistra, que na boa, me fez reiniciar o jogo e tentar não completar a missão da mesma forma. Eu tenho certeza que li que ele iria fazer do pequeno YoRHa um tipo de filho, mas pela música, pareceu que ele ia fazer do YoRHa seu escravo pessoal, só pra ter uma noção do impacto que a trilha causa.

Minha música predileta é a da Vila de Pascal (Machine Village), quando as máquinas começam a cantar. São como crianças robô repetindo o refrão... é fofo e meio macabro, ao mesmo tempo.




E bem, todas as músicas parecem narrar, em um idioma que eu não consegui identificar (jurava que era francês, de tão linda que soa a letra... eu amo francês) os eventos do jogo, voltado pra emoção que determinado evento deve passar.

É como a trilha sonora da fase da "igreja"(Become as God), em que as máquinas repetem algo com "god" na letra. Eu não entendi bulhufas, mas achei lindo.



A trilha sonora é tão boa, que rola até Jukebox pra ouvir um sonzinho na base da Resistência.


SeGReDoS DoS PoDS


Os Pods aprendem através da observação, o valor da vida e o valor das emoções, e desenvolvem interesse sobre isso. Primeiro, o Pod 042, que é o acompanhante de 2B. Após a morte dela, ele passa a acompanhar A2, por ordens finais da própria 2B (sim, uma mata a outra mas, rola sentimentos e tem motivos bem convincentes pra isso) e com base nessa interação, ele passa a desenvolver sentimentos.



Legal que ele influencia a Pod 153, acompanhante de 9S (sim, os Pods tem gênero, reconhecível pela voz deles) que passa a se importar por ele e cria um certo vínculo, e depois eles influenciam outros Pods conectados a uma rede interna só deles (sem ligação com a Red) No fim, por causa dessa evolução, os Pods contrariam as regras a eles impostas e refutam as ordens  primárias, auto-hackeando eles mesmos. 

Sim, no final eles decidem desfazer todas as diretrizes anti-YoRHa e ressuscitam os Androides tudo.

Alias, eu considero os Pods os reais protagonistas pelo simples fato deles saberem toda a história, a verdadeira, e o que jogamos é uma reprodução dos dados que eles retiveram. A história é contada em partes, e só é devidamente formada quando os Pods tomam as rédeas e decidem revelar o desfecho. Pelo fim, podemos conhecer e reconhecer o que é real.

Também tem outros detalhes que insinuam isso, tipo o fato da Tela Inicial de Loading, que aparece o tempo todo... 


Ser na verdade os Pods relatando e informando os status de seus Androides... 




Algo revelado quando eles simplesmente decidem trocar uma ideia na tela de loading mesmo. 



E, o fato da Câmera ser na verdade o Pod, e a perspectiva do Pod, acompanhando o Pod, não os personagens. Isso é revelado tanto pelo "desvio anti pervertidos" e pelo tapa de 2B. 



Os Pods também são os únicos que se comunicam diretamente com o jogador, agradecendo pela ajuda, no finalzinho real. Curioso isso, pois afirma de forma indireta que o jogo é apenas um relato deles.

Claro, tudo isso é considerando o universo de NieR: Automata, mas tenho certeza que tem muito mais significados e referencias aos outros jogos que precederam esse título... mas isso eu deixarei pra falar depois de analisa-los.


SiGNiFiCaDo DaS VeNDaS NoS oLHoS

Todos os YoRHas de campo usam vendas nos olhos, bandanas escuras que escondem seus olhos, da mesma forma que as YoRHas de Operação utilizam véus na boca. Tudo isso tem significado narrativo, simbólico e referencial, ao mesmo tempo:

Narrativo

As Vendas são na verdade visores, que mostram informações técnicas e vídeos em tempo real, com realidade aumentada. São equipamentos padrões para trabalho em campo, justamente pra facilitar o mesmo e filtrar as imagens.

Os Véus tem quase o mesmo uso, só que voltado pra comunicação. Eles ampliam e refinam as vozes das operadoras, além de transferi-las pros seus respectivos YoRHas em campo. São como microfones estilosos.

Simbólico

As Vendas simbolizam a impossibilidade dos soldados YoRHa em ver as coisas pelos seus próprios olhos. Eles precisam se focar apenas no que os seus superiores informam e agir cegamente, pelo bem da missão, sempre. A confiança total nas ordens acima de qualquer coisa, é um padrão militar que muitas vezes, força o soldado a agir contra seus próprios ideais, e a venda os ajuda a ignorar esse fato.

Os Véus simbolizam o quão restritas são as informações trocadas entre Operador e Atacante. Nem tudo pode ser dito, e muito do que é passado é filtrado justamente pra que nada além dos conformes seja informado. Apenas o que o comando permite é dito, e fim de papo.

Referencial



Ao que parece, a bandagem nos olhos é uma singela referência a forma humana de Emil. Ele usava vendas nos olhos por ter a habilidade de petrificar quem os visse, então ver algo parecido em um jogo da mesma franquia já gera uma conexão conceitual. Se foi uma referência proposital ou não, isso eu não sei responder.

Porém sobre os véus, não conheço os demais jogos, então não conheço nenhum personagem no qual essa característica visual tenha sido inspirada.

EnCeRRaMeNTo

Fim galera! Meu deus eu finalmente terminei.

Mais de 80 horas de jogo, quase 100% do game (eu não caço troféus então raramente sou motivado a pegar os 100% do game, ou mais) e tipo... cara... que jogo.

Esse é um dos melhores, mesmo com vários bugs bobos, como a desaceleração dos vídeos de 60fps pra 30fps fixos (por conta do port pra PC) ou sei la, defeitos de renderização em que partes do mapa demoram tanto pra serem carregadas (de tão rápido que o jogador avança, as vezes) que simplesmente somem e viram abismos eternos...

Esse bugs não prejudicam a jogabilidade... então da pra deixar passar (e nem são frequentes). 

Mas de resto, é um dos melhores H&S que joguei e com certeza, vai pra minha lista de mais memoráveis.


Eu sei... ficou grande. Eu espero que tenha ficado bom. E bem, vou evitar pegar outro "RPG" da vida. Vou focar em algo mais... bem... menor. E Drakengard, NieR Gestalt e RepliCant já tão na prateleira... mas vish, vou dar um tempo nisso kkk. Fiquei mais de um mês sem "liberdade", preso à analise de NieR Automata. Por mais viciante que seja, é um jogo enorme e tipo, seria muito errado resumi-lo parcialmente, ou dividi-lo em múltiplos posts... então... ah que bom que terminou.

Agora... é isso. Se ficou confuso com algo, viu algum erro muito idiota, quer que eu corrija algo ou apenas deseja me incentivar a continuar digitando... só comentar. Agradeço muito por sua leitura e...

Até a próxima!

(TERMINEI!!!!)


4 comentários:

  1. Man ta muito top essa postagem,demorou (bastante)mais valeu a pena nier automata realmente foi marcante e muito (viciante)bom em gameplay

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    1. Sr Vini... perdão pela demora, mas fico feliz que ficou algo decente. Não foi por falta de esforço (mas ainda nem ta 100%, eu vou dar um tempo e depois atualizarei mas, agora já ta bom rs). O jogo é ótimo, eu que realmente vacilei de mais. Enrolei de mais...

      Enfim, agora eu to estudando outros jogos e to vendo formas de gravar vídeos! Mas to caçando programas. Na página do face ninguém deu dicas ainda, e também nem votaram direito em qual jogo querem que eu analise... to ruim de divulgação hein... mas belê, vou continuar me esforçando pelo menos pra deixar algo bom na net rs.

      Enfim, see yah sr. Vlw pela paciência!

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  2. Respostas
    1. Eu que agradeço pela leitura sr Bruno. Bem vindo ao DM.

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