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terça-feira, 28 de março de 2017

AnáliseMorte: Quantum Break - A história de QB.

Quantum Break é um jogo produzido pela Remedy, a mesma produtora de Alan Wake e Max Payne, e usa uma fórmula semelhante à encontrada nesses jogos, mas com algumas novidades, como a possibilidade de manipular o tempo e espaço.



Seguindo também um modelo bem parecido com o encontrado nos jogos da Telltale Games e também em Life is Strange, o jogador pode e deve fazer escolhas que de alguma forma influenciarão em eventos futuros, logo, o jogo se divide em episódios, cada um seguindo com base nas escolhas do anterior... mas as coisas vão além disso...

Antes de continuar sua leitura, lembre-se que há spoilers. Nesse caso, a história pouco diverge baseado em minhas escolhas, ao menos o final é exatamente o mesmo, mas ainda assim pode ser uma experiência interessante conhecer a versão que eu construí do enredo, baseado em minhas escolhas. 

Boa leitura!



Quantum Break possui dois protagonistas, conta a história com dois pontos de vista diferentes e por fim, divide a trama entre o Jogo e uma Série (em live action)!



A série é liberada pra ser assistida após o término de cada episódio do jogo, e ela é influenciada pelos eventos e escolhas feitas no jogo. Ou seja, ao termino de cada episódio, o jogador assiste a um episódio da série, que mostra personagens secundários (que na série são os principais) vivendo e interagindo a partir das escolhas do jogador.



Isso é incrível e muito bem bolado, algo que casa bem com o hábito da Remedy em utilizar pessoas reais como modelos e na interpretação de seus personagens, coisa comum em muitos jogos até (tipo Until Dawn por exemplo), mas pra Remedy é praticamente um padrão, como visto no protagonista de  Alan Wake (interpretado em cenas live action durante o jogo, por Ilkka Villi) e no protagonista de Max Payne 1 (interpretado em imagens de live action pelo próprio roteirista do jogo, Sam Lake... ambos alias serviram de modelo físico pros seus personagens também).



Curiosamente, há uma porrada de referências a esses jogos durante o gameplay, mas falarei disso depois... tem até um trailer que mostra Alan e Max jogando Quantum Break... 




Ainda desde o Max Payne, a Remedy demonstra curtir o estilo episódico, mas era algo mais simples, apenas uma história dividida em capítulos, sem nada de mais. Com Quantum Break, eles foram à um novo nível, usando não apenas as vantagens de contar uma história dividida em capítulos diferentes mas também a possibilidade de influencia-los, e ainda incluíram algo bem original que mistura live action com gameplay.

Episódios de Série ligados a Episódios de Jogo, isso é no mínimo muito criativo.



Entretanto, as consequências e influências do jogador não são tão significativas como em jogos desse estilo, e até mesmo a série não sofre grandes alterações com as decisões. Tecnicamente, os caras filmaram diferentes cenas que, dependendo do que o jogador fez e escolheu ao longo da jogatina, são mostradas de forma correspondente. Mas, tirando os "grandes momentos", as cenas não mudam muito, e mesmo quando mudam, não é nada realmente significativo... principalmente considerando o final...

Geralmente, eu conto minha versão da história e meu final, sendo ele um dos alternativos, mas, em Quantum Break, só há 1 final. É bem estranho por um lado, ver um jogo em que usa a fórmula da múltipla escolha pra dar certa liberdade ao jogador, mas em contrapartida, não muda nada. 



É claro que isso faz parte do enredo e é algo proposital, a ideia de que "O destino não pode ser mudado não importa o caminho que se tome" é a grande lição de moral do jogo, mas ainda assim, é meio decepcionante ver que tudo o que você decidiu não fará a menor diferença. 

Por mais que a história seja diferente, por mais que mortes foram evitadas (e causadas), o que realmente importa não muda, o encerramento é exatamente o mesmo (sem nenhuma diferença) e é isso. É bem decepcionante.

Mas, ao menos o jogo é bem divertido, e te da várias possibilidades de escolher como chegar ao final predestinado... o mais legal fica pro gameplay mesmo, que traz formas variadas de distorcer o tempo (e de certa forma o espaço).

JOGABILIDADE

O jogo se divide em três partes: 

Ato, Bifurcação e Episódio. 

ATO



No Ato, controlamos o principal protagonista, que ganha habilidades de manipular o tempo e aos poucos as desenvolve. 



Ele anda... isso não é nenhum poder, é o básico mesmo... ele também pode correr e pular. 



A Câmera é sempre em 3° Pessoa, mas ela fica mais próxima do personagem (acima do ombro, da pra alternar qual pelo controle) em momentos com menos ação, onde inclusive seus movimentos ficam limitados a andar e interagir com objetos. Mas na maioria do jogo, ela fica um pouco mais distante, permitindo todos os movimentos.



Ele atira... mas também não é nada especial, ele só mira e mete bala se tiver armas com ele.




Ele também agacha automaticamente pra se proteger quando perto de algum muro ou local pra se esconder...



Agora, com seus poderes, ele pode Saltar no Tempo, que basicamente é ele correndo extremamente rápido por um curto período (serve de esquiva também). 



Pode parar o tempo em uma área a sua escolha por um curto período (é legal que se tiver alguém dentro da bolha do tempo que se forma, essa pessoa fica paralisada e caso a bolha seja alvejada, ela explode assim que o tempo volta a correr normalmente).




Da pra ver a posição dos inimigos criando um campo de energia temporal...


Ele pode criar uma bolha defensiva de tempo, o que impede que balas o acertem.



Consegue criar uma bolha de tempo que explode imediatamente, causando um dano enorme em uma área a sua escolha...



E por fim, pode parar o tempo e correr muito, o que possibilita sair da mira de inimigos e até se esconder, ou simplesmente atacar um alvo e finaliza-lo imediatamente.



Todas essas habilidades especiais consomem estamina, cada uma tem seu próprio ícone indicador e usa energia individual, então da pra usar as habilidades alternadamente. Alias, tem uma habilidade especial também que permite enxergar "Ecos do Tempo", que são memórias gravadas num espaço de algum evento importante, e outra que permite que Jack acorde pessoas dentro do tempo paralisado. Vira e mexe o tempo para e só quem tem chronon na veia pode se mexer, mas Jack pode fazer pessoas sem Chronon despertarem fora do tempo com ele, só tocando nelas e se concentrando, mas essa habilidade não é controlada pelo jogador, e só surge quando vem a calhar pro enredo (e nem sempre funciona, tipo quando ele tenta despertar uma garota no começo do jogo, logo após despertar o irmão dele).



O objetivo, além de lutar usando todos esses poderes, e algumas armas de fogo, é sair andando por ai, lendo artigos, e-mails, mensagens de celulares e todo tipo de documento espalhado pelos cenários. Os documentos são enumerados, então ao terminar cada Ato da pra saber exatamente quantos documentos foram pegos e quantos faltam. Eles podem ser lidos posteriormente e, acredite, eles gastam muito tempo da vida do jogador, pois toda a narrativa é explicada em seus mínimos e técnicos detalhes, e cara, são só textões.



Apesar de tudo, tem um texto hilário que eu vou comentar depois, ele é talvez o único que realmente vale a pena, já que apesar dos artigos explicarem melhor a história, ela por si só já é resumidamente explicada pelo principal protagonista, que também é um dos narradores. Alias, a história dos Atos é um grande flashback, narrado pelo principal protagonista em uma entrevista que ocorre após os eventos da história toda, ou seja... um mega spoiler isso, já que o principal objetivo da história no Ato é "Impedir o Fim do Tempo", e se o cara ta contando o que houve, é porque ele impediu o tal fim do tempo.


BIFURCAÇÃO



Na Bifurcação (Dois Caminhos), passamos a controlar o vilão do jogo (que além de ser antagonista, também é um protagonista!), mas por pouco tempo, pois o foco é em sua capacidade de prever o futuro. 



Ele tem habilidades mais avançadas de manipular o tempo (ele tem todas as habilidades do principal protagonista também, mas não precisa usa-las), a principal sendo a de prever o futuro, e ele quem dita o que ocorrerá para que os eventos do Episódio aconteçam. 



Ele anda um pouco, conversa, e ai surge a opção de decidir qual caminho tomar. 



Ele tem um breve relance narrado das consequências geradas por sua decisão, e antes de toma-la, o jogador escolhe qual dos caminhos julga melhor. 



Pode rolar morte por causa dessas escolhas, mas como eu disse, no fim, tanto fez tanto faz, tudo termina do mesmo jeito.



Claro que, nesses momentos a personalidade do vilão pode ser de certa forma moldada. 



Considerando que suas escolhas divergem em questões como confiança, é possível fazer o cara se importar mais com o principal protagonista e decidir coisas em prol dele, ou, fazer dele um pé no saco e tomar decisões que com certeza dificultarão a jogabilidade do modo Ato.

EPISÓDIO



Por fim, no Episódio é quando a série ganha forma. Ela é em sua maioria baseada na decisão do vilão na Bifurcação, mas, algumas coisas feitas no modo Ato podem influenciar em falas (tipo, um quadro que o jogador mexe no inicio da história muda uma fala dos coadjuvantes na série, em uma cena... não é algo significativo e o próprio jogo mostra que foi isso que mudou, piscando um ícone no canto da tela que indica que sua ação gerou uma reação).



O episódio pode ser acelerado, rebobinado e pulado, o que faz dele opcional, logo, não é impossível jogar e entender a história sem assistir aos episódios, mas com certeza certos personagens ficariam sem importância alguma para o jogador sem o conhecimento dos episódios.



Como mencionado, neles o protagonista e o antagonista não aparecem muito (pra se ter ideia o antagonista aparece até mais que o protagonista, e menos que os coadjuvantes). A história se foca em personagens secundários que pouco participam da trama principal, mas de alguma forma ajudam ou atrapalham o protagonista, direta ou indiretamente.



A personalidade dos carinhas mostrados no episódio é muito bem desenvolvida e da pra entender suas motivações e até se importar com eles. 



Creio que isso seja proposital, e tem dois personagens que se destacam bastante, atraem o carisma do espectador, e no fim do jogo temos de escolher entre um deles pra sobreviver! 



Claro que, seguindo a lógica do próprio jogo, não faz diferença quem você escolherá pois, se há morte destinada, ambos morrerão. 



Mas, é uma decisão complexa (eu mesmo, no modo Bifurcação que precedia essa grande consequência, fiquei em dúvida e refiz a decisão, 6 vezes. Foi a única vez que me importei em pensar e voltar bastante, mas no final, não fez muita diferença.).

PERSONAGENS

Jack Joyce



O protagonista principal, chamo ele assim porque ele é o cara que controlamos na maioria do jogo, e ele é o grande herói da história, mas não é o único.



Jack é um cara comum, sem nada de especial além de seu parentesco com um cientista importante e sua amizade com um empresário renomado. É, ele tem seus contatos...



A história de Jack começa com ele sendo entrevistado, contando o que houve, e é ai que todo o jogo se passa, com o cara explicando o que levou um monte de gente à morte, incluindo seu irmão e seu amigo (aparentemente), enquanto seu "eu do passado" é movido em suas memórias.



Jack passa por um problema, um acidente que lhe confere seus poderes temporais, que despertam um a um, ao longo de sua história.



Ele conta absolutamente tudo o que viu, e tudo o que aconteceu, mas ele fala somente da sua própria perspectiva. Alguns eventos são desconhecidos por Jack, e nós só sabemos deles graças ao vilão do jogo, que também tem sua própria perspectiva da história.

Paul Serene



Esse é o vilão do jogo, mas que inicialmente é também um protagonista. Paul é um empresário, amigo de infância de Jack, que convida ele de volta a sua cidade natal (Riverport), que Jack havia deixado a muito tempo. Ele o faz para mostrar o resultado do trabalho com o irmão mais velho de Jack, e também pra pedir sua ajuda para testar a invenção (não se espante se viu ele no Game of Thrones, o ator é o mesmo rs).



Paul convoca Jack emergencialmente, depois de trocar alguns e-mails, e seu objetivo era simplesmente ativar uma Maquina do Tempo, mesmo sem a autorização do cientista responsável pelo desenvolvimento da tal maquina, o irmão de Jack. Mas a máquina apesar de funcionar, gera instabilidade e provoca o inicio do fim do tempo, e pra variar, Paul age de forma vilanesca.



Apesar dele ser pintado como vilão o tempo todo, Paul teve suas razões pra agir como agiu. Na história de Jack, ele fala como Paul foi revelando seus reais interesses e começou a causar mal em prol de sua empresa, mas na verdade, Paul estava muito a frente de seu tempo, e pensava em uma maneira de desfazer tudo de ruim que a máquina causou.



Em resumo, a maquina do tempo deu poderes a Jack e Paul, mas Paul foi afetado a mais tempo, e teve o desprazer de visitar o futuro distante, e ver o que a máquina do tempo causou ao mundo: Ela tinha acabado com o tempo. 



Do futuro, Paul foi para o passado e criou uma empresa chamada Monarch, destinada a pesquisas científicas e secretamente, ao grande plano de deter o fim do tempo, mas nada deu certo. Na verdade, quanto mais ele interferia no tempo, mais responsável ele se tornava, pois tudo o que ele fazia já era premeditado.



Paul acaba "enlouquecendo" e aceita que nada pode mudar. Mas, ele bola um plano final: Salvar o máximo de cientistas suficientes pra poder futuramente descobrir como desfazer o fim do tempo, salvo em um ponto seguro dentro do fim do tempo.



É meio confuso, mas o plano dele até poderia funcionar, se Jack também não estivesse lutando pra impedir o fim do tempo. Os objetivos se conflitaram (principalmente pelo fato do objeto principal para os planos darem certo é filho único, chamado Medida de Resposta), e no final, 




Paul acaba sendo impedido... mas as coisas são um pouco mais complicadas...



Paul tinha uma doença, responsável por seus poderes, incluindo uma habilidade avançada de prever o futuro. Essa doença fazia com que a forma física ficasse instável (a longo prazo), convertendo o afetado em uma entidade fora do tempo (basicamente um vulto temporal irracional que perambula no universo sem tempo). Doidera né?! Pois é, Paul vira isso no final... e Jack vira o novo Paul.

William Joyce



Will é o irmão mais velho de Jack, com quem ele não se dava nada bem. Mas, são irmãos, e como irmãos se importam um com o outro. Jack foi embora da cidade natal onde Will permaneceu e descobriu a Partícula de Chronon, ao lado de um colega (Elton Meyer), tal descoberta abriu as portas para os estudos da manipulação do tempo.



Porém, antes mesmo de Paul entrar no jogo, Will já havia construído a Máquina do Tempo. O cara vendeu tudo o que tinha, inclusive a casa que ele e Jack herdaram dos pais (é, seus pais haviam morrido) para comprar um terreno enorme, onde construiu secretamente sua grande maquina. Ele testou, e ela funcionou perfeitamente... mas ai ele descobriu que por causa de sua máquina, o Tempo estava em risco, graças a mensagem de uma viajante do tempo.



Com base nas pesquisas de Will e seu colega da Universidade de Riverport, Paul usou de sua influência pra criar sua própria máquina do tempo. 



Essa foi a máquina que deu errado, por meros erros de cálculo. Will acabou sendo convidado a participar do desenvolvimento dessa máquina (principalmente após a suposta morte de um dos cientistas principais do projeto, ex-professor de Will) e por mais que ele tentasse impedir o uso da máquina, apontando os erros e tudo mais, ninguém na Monarch lhe deu ouvido, nem mesmo Paul.




Will tenta sabotar a máquina, mas chega tarde e bem, o fim do tempo se inicia. 



Will chega a aparentemente morrer esmagado em uma parte da história, o que enfurece Jack e o coloca contra Paul (responsável pela morte)... 



Mas perto do final da história, Jack volta no tempo e descobre que Will foi salvo por ele mesmo do futuro... logo, ele tava vivo.




Juntos, ambos conseguem recuperar um objeto chamado Medida de Resposta (criado por Will que é capaz de controlar e estabilizar as partículas Chronon, dentre outras funções relacionadas)  e impedir o fim do tempo.

Martin Hatch




Definitivamente o vilão real. Esse cara é misterioso a um nível estupidamente suspeito. 




Hatch se passa por diretor da Monarch, mantendo Paul no anonimato (ideia do Paul). Ele manipula toda a trama, faz com que Jack e Paul fiquem contra um ao outro... 



Impede a cura de Paul quando lhe é conveniente (forçando múltiplos investimentos em pesquisas sem utilidade e paralelas ao programa que estudava diretamente o Chronon, algo que com certeza poderia salvar Paul, e também ele bola um plano pra causar a morte de uma cientista que administrava um tratamento anti-chronon para Paul e destrói o laboratório junto com todos os tratamentos, exceto um que sobra no fim)... 



Impede a reparação da máquina do tempo imperfeita (ele causou um acidente que acabou com o cientista chefe do projeto e quando Will entrou na Monarch ele fez questão de impedi-lo de interferir na máquina e depois ele ainda matou o que restou do tal cientista.)... 



E por fim, o cara fez tudo que pôde pra conduzir a história ao final mais negativo possível, quase como se ele quisesse que o fim do tempo ocorresse.



Ele é estranho, é um cara inabalável, tranquilo, que fica sussurrando no ouvido de Paul, aproveitando sua posição de confiança e destaque na Monarch pra fazer com que tudo saia conforme seus desejos, sem se expor em momento algum.




Hatch também parece ser imortal. 




Na série, ele morre, mais de uma vez. Na primeira ele explode ao tentar roubar a Medida de Resposta e ser pego pelo sistema de segurança...




E ai ele simplesmente reaparece logo depois e morre com um tiro na cabeça... 




Mas no final do jogo ele reaparece, como se nada tivesse acontecido. 



Como na história do jogo Jack e Hatch jamais nem se encontraram, Jack não suspeita de absolutamente nada quando o encontra no fim da história (Mas o jogador sabe!)

Beth Wilder



Sabe a viajante do tempo que avisa Will? Essa é Beth, uma funcionária da Monarch que conheceu e ajudou Jack, viajou no tempo, indo pro futuro, onde encontrou Paul, caçou ele (mas nunca conseguiu acabar com ele), voltou ao passado, contou a Will sobre o futuro e o fim do tempo, depois encontrou a si mesma, e influenciou sua eu criança a se tornar uma agente da Monarch no futuro, para então encontrar um cara chamado Jack Joyce e ajuda-lo a impedir o fim do tempo.



Sim, ela mesma causou sua própria situação atual, ela mesma fez com que se envolvesse em toda a história e no final, ela acabou morta. Sua eu do futuro, ficou presa no passado, sem poder voltar ao seu tempo real, enquanto sua eu do passado vivia tudo que ela disse pra ela viver. Ela esperou anos, todos os anos necessários, escondida, para quando Jack aparecesse, vindo pela máquina do tempo de Will, e ai, Paul aparece também, e a mata. É bem mais complexo que isso mas, acho que assim já da pra entender.



Beth não tem poderes gerados pela doença de Chronon, mas ela usa um equipamento criado para manipular partículas Chronon e permitir o uso dos poderes gerados pela doença de Chronon... 



Alias, esse mesmo equipamento é estudado e serve de inspiração para a criação desse mesmo equipamento no futuro, que foi o que voltou ao passado... é... o futuro influenciado pelo passado influenciou o futuro.

Fiona Miller


Certo, essa é uma personagem da série, que não chega nem a aparecer no jogo. Fiona é uma colega de Beth que a ajuda em seus planos. Só isso.



Não vejo nada a destacar de importante nela, tudo que ela faz é usar charminho pra seduzir um personagem importante da série e obter informações e acesso aos planos da Monarch. De resto, nada interessante.

Amy Ferrero



Por outro lado essa é uma personagem do jogo no modo Ato e Episódio, que até parece ter importância no começo mas, depois simplesmente some.



Amy é uma universitária protestante que lidera um grupo de estudantes, todos contra a Monarch e seus planos maléficos de demolir uma biblioteca antigona. Alias, isso é curioso... quando Jack chega na universidade de Riverport, na cede da Monarch, ele encontra os vestígios de um grande protesto que já tinha terminado mas que pareceu ser bem legal, bem agitadão, deixou um monte de gente bebaça e bem, ele ignora tudo isso (ele até encontra Amy e tem a opção de ouvir uma palestra resumida dela sobre o propósito da manifestação).



Mas, ao se procurar por documentos que explicam a bagunça, é revelado que os estudantes protestavam não apenas pela demolição da biblioteca, mas contra a dominação da Monarch sobre a cidade. A Monarch estava comprando e dominando pouco a pouco a cidade inteira, e os jovens não curtiram isso. O curioso é justamente esse background: Uma cidade portuária e de certa forma pequena que é dominada por uma empresa capitalista enquanto paralelo a isso, um indivíduo mexe com o tempo.



Cara, eu acabei de analisar Life is Strange e a história de fundo é exatamente essa! Uma cidade portuária, de certa forma pequena, que é dominada pouco a pouco por uma empresa capitalista e por fim, tem uma pessoa mexendo com o tempo!

Coincidência ou não, é algo bem curioso. Mas apesar de LS abordar um tema voltado a viagens e manipulação do tempo e espaço, como QB, ambos se diferem na teoria base, o que faz com que os jogos sejam totalmente diferentes. Curioso e interessante pra caramba...

Sofia Amaral



Sofia é a cientista médica que administra tanto as pesquisas com Chronon, como o tratamento para a doença da qual Paul é vítima. Ela e Paul tem um certo interesse romântico um no outro, mas as coisas ficam só no profissional mesmo.



A cientista é leal e fiel ao seu patrão e amigo, mas no final ela acaba virando alvo de Hatch e quase morre. Ela é salva por Jack e depois volta pra Paul, mas Paul perde todo seu suprimento médico nesse meio tempo (Hatch destrói tudo) e acaba ficando completamente instável. Quando Sofia volta pra ele, é tarde de mais... mas não é tarde para Jack, que também sofre com a doença de Chronon...


Liam Burke



Liam é um dos protagonistas da série, que aparece brevemente no jogo. Ele é mencionado por Jack como um grande idiota, metido a fodão e que se acha. O cara é um segurança da Monarch que trabalha na Universidade de Riverport. No jogo ele realmente parece só um babaca, ma na série... meu deus na série...



Burke é muito fodão! Ele realmente veste a camisa do protagonista e consegue ser melhor que Jack em vários quesitos. Ele é manipulado no começo, e apesar de sua lealdade para com a Monarch, ao se envolver por acaso com Beth, ele é taxado de traidor e ai, passa a ser caçado pela própria Monarch. Todos que ele era leal o perseguem, e todos que ele perseguia também. Tipo, ele é odiado por todo mundo, mesmo não traindo ninguém.



Sua história é linda... ele tem uma esposa, um filho a caminho, é um funcionário exemplar, ficando dias no trabalho e se dedicando ao máximo às suas funções. Porém, ainda assim, ele é posto como traidor (erroneamente) e ai acaba se tornando um traidor de fato. 



Ele descobre as intenções da Monarch, as verdadeiras, de salvar um grupo seleto de pessoas pra tentar futuramente desfazer o fim do tempo, ai, ele decide por sua mulher grávida no "Protocolo Salva-Vidas", e começa sua jornada pra colocar seu nome e o nome de sua esposa na lista dos que serão salvos.



Mas isso não é tudo, Liam é um assassino de ponta, ex-militar, muito bom de mira, forte pra caramba, e ele sozinho enfrenta vários soldadinhos da Monarch e vence. 



Ele protagoniza muitas cenas épicas de batalha na série e é difícil não curtir ele. Mas infelizmente, no fim, apesar de conseguir incluir sua esposa na área salva, ele não sobrevive. 



Escolher entre Liam e um outro carinha pra sobreviver no final é a grande decisão que tomou muito do meu tempo, mas independente do que é escolhido,



Liam acaba baleado e consequentemente morto. Em um dos finais, sua morte é muito trágica, e ganha até discurso de despedida (mano, ele é incrível!) e no outro, ele se torna um dos inimigos de Jack, é enfrentado, baleado ainda mais (ele já tava baleado antes) e é deixado pra morrer. 



Se ele sobrevive nessa segunda alternativa, é incerto, mas se considerar que ele já morreu em outra linha do tempo, ele estava destinado a isso então, ele morreria de qualquer forma (precisei acreditar nisso pois meu final consiste na morte dele garantida... e eu adorava ele!).

Charlie Wincott



Charlie é um hacker de ponta, muito fodão também, que aparece brevemente no jogo, mas protagoniza a série (ele faz frente ao Liam). Tecnicamente, Charlie é o oposto de Liam, é fraco, ingênuo, covarde, mas, ele também é extremamente leal a Monarch, e acaba sendo erroneamente posto como traidor.



Ele que expõe Liam alias, usando suas técnicas hackers pra acessar e divulgar uma imagem de Liam atacando outros guardas da Monarch. Pois bem, Charlie é genial, e apesar de no começo da série ele ser claramente um idiota, perto do final ele começa a ser mais, carismático.



Na série, também tem dois finais possíveis, um em que ele morre, e outro em que ele é salvo pela esposa de Burke. É no mesmo evento em que Liam morreria, se ele morre, Charlie vive, caso contrário Burke vive (mas ele vira um inimigo).



Porém, a versão em que ele sobrevive é a mais coerente, pois tem algo que acontece posterior a isso no jogo, e fica sem sentido algum no caso da morte de Charlie: No fim, Jack precisa invadir a cede da Monarch e pegar a Medida de Resposta (RCC) o mais rápido possível. Ele recebe suporte de Charlie, que usando suas habilidades hackers, acessa a segurança da Monarch e abre as portas pra Jack. Só que, se Charlie morre, quem ganha essa função de suporte é Fiona, a mina sem grande importância.



Ela seduz Charlie pra conseguir acesso aos segredos da Monarch, mas no fim, ambos acabam meio que se interessando um pelo outro (Charlie em maior escala). A mina não tem habilidades hackers, e constantemente demonstra ser meio ignorante e intolerante no mundo nerd (debochando de Charlie inclusive). Mas, se Charlie morre, ela do nada aprende a desativar portas, com o discurso constante de "Eu tinha um amigo que saberia fazer isso com as mãos nas costas" mas fazendo exatamente a mesma coisa que Charlie faz em sua versão da história, com exatamente o mesmo tempo de resposta, sem nada de diferente.



Isso sem contar que não importa qual versão da história Jack encontre, a garota Fiona estaria no ponto seguro, o lugar que chamado de "Salva-Vidas", graças a Charlie. Ele inclui ela na lista e se certifica de que ela estava segura la dentro já, antes de ir para o local onde ele morreria (ou não). Na versão que ele morre, a garota do nada teletransporta pra sala de controle da Monarch e da suporte a Jack, sem qualquer explicação.



Enfim, apesar de Charlie sobreviver em uma das versões do tempo (aquela em que Liam com certeza morre), o fato dele morrer explicitamente com um tiro na cabeça em outra linha alternativa indica que ele morrerá de qualquer forma, pois é seu destino, e o jogo diz que "Fod4-se o que você faz, destino é destino e nada vai mudar".

Clarice Ogawa



Pra fechar a lista de personagens importantes, temos a moça Ogawa, uma das cientistas da Monarch, também leal a empresa e ao seu fundador, Paul.



Ela quase não aparece, mas esta sempre presente. Ela é a entrevistadora de Jack, aquela que ta apurando os fatos e de certa forma, compartilha a narração com Jack. Muitas vezes alias, ela explica eventos paralelos que eram desconhecidos para Jack, e ambos até batem um papo sobre o que aconteceu ou deixou de acontecer.



Ogawa pede para que Jack conte detalhadamente tudo o que aconteceu, e se não fosse por ela, não haveria jogo! No fim, ela estava entrevistando Jack só para desvendar suas intenções e descobrir o que houve com o chefe, e como o Fim do Tempo foi evitado.

Outros personagens e Vilões

Tem muito personagem secundário, a maioria aparece em documentos e aqueles que aparecem fisicamente são mortos por Jack em tiroteios... alias, algo em comum em Alan Wake e Max Payne é o resultado final de um tiroteio: O último alvo cai lentamente, com close da câmera. Isso ocorre em Quantum Break também... parece outro padrão da Remedy.



Não há chefões no jogo (só há um alias, no final), mas há batalhas contra grupos de soldados da Monarch que são longas e verdadeiras carnificinas. 



Há soldados comuns, desprotegidos e vulneráveis, fáceis de matar. O jogo até tenta dar opção de ser stealth, eu acho... nunca parei pra tentar passar furtivamente, mas algo evidente é que os soldados e inimigos tem percepção presencial. Eles podem ser enganados, distraídos e até confundidos, e da pra passar por eles sem ser notado, apesar de em vários momentos a carnificina ser obrigatória. 



Existem soldados equipados com armas temporais e acessórios cheios de Chronon. Eles conseguem usar habilidades do tempo, como inibidores de Chronon (simplesmente desabilitam qualquer habilidade temporal dentro de um espaço específico) e até podem usar habilidades de Chronon como correr extremamente rápido ou criar bolhas defensivas.



Como o jogo constantemente paralisa (o tempo é instável então vira e mexe tudo para) apenas os soltados com esses dispositivos continuam ativos. Quando eles são mortos, ou tem o dispositivo danificado, eles paralisam como todos os outros seres no mapa, e é até legal sair empurrando seus corpos flutuantes, apesar deles voltarem sempre pro ponto de partida. Alias é um equipamento assim (mas portátil) que Beth usa pra se manter ativa no Fim do Tempo. Ela e Paul lutaram pela sobrevivência e um contra o outro. O que eles enfrentaram no fim do Tempo surge de relance no jogo...



As criaturas atemporais que vivem fora do tempo surgem sempre que o tempo para completamente. Eles não interferem em nada com as pessoas presentes no tempo, mas quando se trata de algum intruso fora do tempo, eles são bem hostis. Quando alguém sucumbe a doença do Chronon, vira uma dessas criaturas, e além de Paul, Jack ta destinado a essa transformação, igual ao que aconteceu ao primeiro cientista que foi exposto a Chronon em excesso, o cara que "morreu" e deu lugar a Will no projeto secreto da Monarch.



Esse cara não chega a aparecer fisicamente, só que ele foi mantido após ter se convertido em um monstro em uma prisão do tempo improvisada pela Monarch. Claro que Hatch fez questão de "liberta-lo" e bem, da pra ver uma dessas criaturas matando um monte de soldados da Monarch, Jack quase é morto mas o tempo volta a fluir na hora H. 



Não há enfrentamento contra essas entidades, mas só pelas várias descrições encontradas, do quanto são fortes e invulneráveis, é até bom que não haja lutinhas contra chefões. Eles com certeza seriam essas criaturas e seria algo bem tenso.



No final do jogo, Paul vira o chefão e usa seus poderes pra acabar com Jack. É uma luta complicada pois ele é realmente muito forte, e cria uma bolha de tempo mortal enorme, que mata em 1 hit. Mas mesmo depois de morto, depois de ter seu crânio esmagado, ele volta a vida como uma dessas criaturas e por pouco não mata Jack e Will. Como eu disse, é ótimo não ter que enfrentar esses seres fora do tempo, pois pelo pequeno rastro de morte deixado por um deles como exemplo (eu acho que era o doutor supostamente morto, Henry Kim) não seria nada fácil derrotar.



Enfim, é isso, esses são os personagens que eu julgo importantes e uma pequena explicação de quem é quem. Agora, só resta falar da história! 

HISTÓRIA



Tudo começa com Jack falando que tudo começou, ele literalmente resume o jogo inteiro falando de absolutamente tudo que importa: O tempo quebrou, tivemos que arrumar, muitos morreram, mas chegamo la!



Porém a doutora Ogawa não entende e pede pra Jack falar com mais detalhes, e ai tudo é contado detalhadamente, cada passo, cada artigo (eta memória boa viu) mas o que importa é que, o tempo quebrou, tiveram que arrumar, muitos morreram mas os caras chegaram la!



Certo, bora detalhar um pouco (não tanto quanto Jack).



Jack vai pra universidade, conhece a mina protestante, se depara com Liam, o fodão, e depois encontra Paul, com quem conversa, mata a saudade e é apresentado a senhorita Maquina do Tempo, um enorme corredor que se monta em volta de uma bola temporal e faz com que quem ande dentro em sentido horário vá para o futuro e anti-horário para o passado.



Paul entra na máquina e viaja 5 minutos no futuro, seu eu do passado até aparece, ambos trocam uma ideia, porém, quando ele entra na máquina, Will surge do nada, aponta uma arma pro seu irmão, da merd4, a máquina pifa, da erro, tudo começa a explodir, e o tempo para. 



Jack ganha seus poderes assim que a máquina explode e ele recebe a carguinha de chronon. Daí ele e seu irmão saem pra tentar pegar uma maleta no carro de Will, mas ai ele é capturado pelos guardas da Monarch, que alias, estavam rendendo todos os manifestantes que sobraram em plena madrugada para culpa-los de toda a catástrofe causada pela explosão da máquina, que ao que tudo indica, já era esperada.



Na tentativa de fugir, Will é capturado, Jack encontra Beth que o ajuda a escapar e depois vai resgatar Will mas assim que ele o encontra, ele é capturado de novo e executado por Paul, que aparece do nada como um vilão.




Daí Jack é atordoado por Liam e trasportado pela Monarch (Beth faz parte da equipe que o transporta).



Certo, vamos resumir mais, a Monarch joga a culpa de tudo nos manifestantes e em Jack. Ele chega a ser capturado mas foge e vira um terrorista, caçado por todo mundo em Riverport.



A mina manifestante é forçada a gravar uma mensagem dizendo que Jack era o culpado de tudo, e depois, Jack foge da Monarch (graças a Beth) e encontra ela, salva, e ele decide se vingar de Paul (seguindo dicas de Beth via radinho), descobre seu paradeiro nas docas e vai até la pra por uma bala na cachola de seu ex-melhor amigo de infância.



Mas, ele não consegue, tudo acaba destruído, toneladas de pessoas morrem, Jack também conhece o Marco Zero, um local com o tempo totalmente zoado, onde os problemas com o tempo começaram. Nesse local inclusive, Will aparece construindo sua máquina do tempo, que já não estava mais la (ele transportou/remontou em outro local, antes da Monarch aparecer pra roubar seus projetos... esse Will é apenas um "eco do tempo"... ele esteve la, mas não tava mais).



Jack se junta com Beth e a mina protestante e eles vão até o novo local onde a incrível Máquina do Tempo de Will estava guardada.



Eles tentam iniciar a máquina pra voltar no tempo e impedir que a máquina da Monarch começasse a ser usada, pois nesse ponto da história eles já sabiam do Fim do Tempo. Mas da errado, a máquina de Will não pega, e eles precisam arranjar alguém pra reparar a máquina.



Daí eles decidem sequestrar a doutora pra força-la a trabalhar pra eles. Ideia perfeita, funciona até, e eles conseguem reparar a máquina depois de uma senhora jornada...



Jack aceita um convite verbal de Paul para uma balada de gala da Monarch e depois de se entregar pacificamente para os guardinhas da Monarch, ele participa de uma reunião com Paul que tenta explicar suas razões mas num funciona bem e Jack continua 100% putaço com Paul.



Então, Beth (ainda infiltrada como uma mera soldada da Monarch) liberta Jack e ambos salvam a doutora do assassinato orquestrado por Hatch. 



Depois eles fogem juntos e Jack se separa posteriormente, sendo obrigado a matar mais um monte de gente até chegar ao local onde a Maquina do Tempo de Will estava. Mas mesmo assim, a doutora é ingrata e insere uma data diferente na máquina quando esta é reparada. Isso manda Beth pro futuro onde tudo já era, e é nesse futuro que ela encontra o Paul do futuro que depois vai pro passado... 



Pois bem, a máquina nem estava quebrada alias, ela só tava com a energia zoada pois tinha acabado de ser usada, logo, alguém havia iniciado a máquina pouco antes de Jack e as mina tudo terem chegado... adivinha quem foi!?



Então, Jack entra na máquina pra tentar encontrar Beth e também, a Medida de Resposta, o que era aparentemente uma ideia melhor do que voltar quando tudo começou e impedir que tudo começasse. Daí, Jack vai pro passado, bem no passado, e encontra Beth mais velha (nem tanto, mas ela envelheceu uns 10 anos ou mais) e ai, eles trocam uma ideia, Jack conhece a longa história de Beth e por fim, ambos pegam a Medida de Resposta.



Mas, ambos se separam bem na hora que Paul sai da máquina do tempo, que ele havia utilizado no futuro, então ele tenta pegar a Medida de Resposta e por pura ironia do destino, quando Beth joga o dispositivo no chão, isso cria o que eles chamam de "Marco Zero", exatamente o ponto onde a grande ruptura do tempo se criou e o fim do tempo começou. 



A Máquina do Tempo da Monarch apenas despertou o Fim do Tempo, mas a parada já tinha iniciado a muito tempo atrás, no Marco Zero.



Além disso, a Medida de Resposta simplesmente joga Jack pra fora do tempo e o faz retornar para o presente (que é o futuro desse passado...). Ele encontra o tempo todo zoado já, tudo sem sincronia e praticamente acabado, mas ele consegue se conectar ao passado e assistir Beth e Paul conversando no marco Zero, quando ele testemunha Beth sendo executada a sangue frio por Paul (agora, ele fica 200% putaço).



Daí o cara vai até a Monarch, chuta a porta, invade geral, mata geral, recebe suporte do hacker que ele nem sabia quem era e tudo só pra recuperar a Medida de Resposta, que tava sob cuidados de Paul o tempo inteiro (afinal ele roubou no passado) e tava usando como bateria pro grande "Protocolo Salva-Vidas" 



Daí, Jack volta no tempo, usando a Máquina do Tempo da Monarch (depois de matar mais um monte de soldados) e vai para o momento em que usou a máquina da Monarch junto com Paul. 



Ele vai com o objetivo de salvar Will, mas chega um tempo depois do Jack do passado já ter escapado com Will pela primeira vez. Então, ele começa a correr contra o tempo para salvar seu irmão, e quando ele chega no momento em que Paul matava Will, jogando o Jack do passado pra longe e deixando Will pra morrer esmagado por pedras na explosão da universidade, o Jack do futuro corre e tira Will, salvando sua pele.



Juntos, os irmãos vão até o local da máquina do tempo de Will, e no caminho até encontram Beth e o Jack do passado sendo transportado (atordoado), Jack pensa em acordar Beth mas Will diz que isso não ocorreu então, mesmo se ele tentasse, não funcionaria ou se funcionasse, não mudaria nada e era pra acontecer. 



Daí Jack deixa Beth e os irmãos usam a máquina do tempo de Will e viajam para o futuro, momentos após Jack ter voltado para salvar Will, um pouco antes do fim do tempo, para usar a Medida de Resposta (entendeu agora porque a máquina tava sem energia quando Jack e Beth tentaram usar? Ele que havia usado, com seu irmão... doido né?!)



Só que nesse exato momento, Paul e uma enorme equipe de soldados da Monarch haviam encontrado o paradeiro da Máquina de Will e estavam la, prontinhos pra ferrar com Jack, Will e quem mais aparecesse (graças a doutora fdp que deu a localização). Rola um fight nervoso, e no fim, depois de muito sangue derramado...



Paul morre...



Will e Jack ativam a Medida de Resposta, que neutraliza o campo de Chronon e remenda a ruptura do tempo, impedindo que o Tempo Terminasse. 



Paul até volta a vida como criatura fora do tempo, mas quando a Medida de Resposta "explode" geral é jogado pra trás e Paul simplesmente some.



O tempo volta ao normal, todo mundo (quem sobrou pelo menos) fica feliz, quem morreu morreu, não tem volta, mas as coisas estavam de volta ao normal. O tempo tava de boa.



Porém, Jack apresenta o primeiro sintoma da doença de Chronon, ficando instável, e ai ele aparece na entrevista, encerrando sua história.



Ogawa curtiu a conversa, agradece e pergunta pra Jack o que ele aprendeu com tudo isso, se o tempo pode ser mudado ou se nem vale a pena mexer com as coisas. Se o que Paul acreditava era real ou se era possível mudar o passado e o futuro... 



Daí a câmera foca em Jack e ele se lembra de um momento em seu resgate a Will, onde ele teve a chance de salvar Beth, que estava paralisada no tempo, antes mesmo dela ter se revelado pra ele, mas ele não o faz, pois confia na teoria de que nada pode ser mudado e o que fosse mudado na verdade fazia parte do que realmente aconteceu, decidindo não fazer nada. Mas ai...



Ele sussurra no ouvido de Beth "Eu volto pra te buscar". 



Ou seja, ele acreditava que a teoria de que nada pode ser mudado, não era real... mas ele mantém isso em segredo, diz que ta de boa e que Paul era bobão mas tava certo, a realidade ta escrita.



E é fim.

Mas, depois dos créditos, Jack se despede de Ogawa e conhece Martin Hatch, que oferece trabalho pra ele... e ai ele desperta seu poder de Prever o Futuro, igual Paul, onde surge a tela de Decisão...



Ai sim é fim.

Daora né!? 

A história é confusa, sim, mas na real toda essa confusão é pra dizer que por mais que a galera mexeu no tempo, tudo fazia parte do próprio tempo... entretanto, há um furo enorme nessa história:

Beth e Paul ficam um bom tempo, no tempo destruído. Eles lutaram, fugiram, aprenderam e reutilizaram a máquina do tempo para voltar, cada um para uma época diferente. O erro esta no fato deles terem passado pelo futuro destruído, sendo que o futuro não foi destruído, já que Jack e Will impediram o fim do tempo.



Por pior que essa falha possa ser um grande erro de lógica, isso também sugere que a história de Quantum Break é apenas uma parte, o começo, e que ainda tem muito por vir. Claro que a cena final, onde Jack assume o papel de Paul, fortalece a interpretação de que a parada só ta começando. E tem também Hatch que não é explicado, mas que tem uma clara obsessão em provocar o fim do tempo, que perdura até mesmo após sua suposta morte e ressurreição.


Mas sabe qual a moral de tudo isso?! Teoria Quântica é um bagulho muito louco!

Quando se fala de viagens no tempo, é sempre algo bem confuso. Cada um imagina à sua maneira e, há várias interpretações e teorizações diferentes. Umas envolvem paradoxos temporais, consequências proporcionalmente ou desproporcionalmente aumentadas, múltiplas realidades paralelas, etc. Por exemplo, em Life is Strange vemos a Teoria do Caos em abundância, onde cada ação que afeta o curso do tempo e o altera, gera uma ação relativamente anormal e fisicamente impossível, semelhante a batida das asas de uma borboleta produzindo um tornado.

Na física Quântica, há várias formas de se observar e teorizar a respeito da manipulação do tempo e suas consequências, o que Quantum Break mostra é uma perspectiva até que bem simples de que o tempo é inalterável.

Mas além disso, Quantum Break também afirma a teoria de que o tempo pode acabar, em uma clara referência à Singularidade Gravitacional em choque com a Mecânica Quântica. Daí o nome "Quebra Quântica / Quantum Break". Tecnicamente, uma singularidade como um grande cataclisma temporal conseguiria distorcer a realidade ao ponto de extinguir completamente a presença do tempo. Tudo simplesmente pararia, eternamente, e a única solução encontrada para combater esse problema, seria impedir o problema, o que desafia as leis quânticas em uma irônica divergência ao grande tema do jogo: Tempo imutável.

Afinal, se o tempo não pode ser alterado, uma vez terminado não há como fazê-lo recomeçar, pois o tempo é justamente o que define o que começa e o que termina. Só parar pra pensar que o que permitiu que Paul e Beth retornassem no tempo foi a Máquina do Tempo, porém esta, na lógica, não funcionaria pois ela estava paralisada com todo o resto do tempo.

O que explica os feitos dessa galera é a capacidade de coexistir de forma paralela e independente ao próprio tempo, utilizando as fictícias partículas Chronon como fonte de energia temporal, para assim criar seu próprio campo de tempo, independente do próprio tempo. Meu deus isso é... tenso.


Enfim, eu não entendo o que to dizendo, então é melhor parar de dizer. 

REFERENCIAS e/ou EASTER EGGS!

Na real dizer que isso são "easter eggs" é meio idiota, visto que são referências mais do que estampadas e óbvias, mas elas são um tanto quanto omissas então, da pra considerar assim também.

Alan Wake e Max Payne são projetos da Remedy Enterteinamente logo, é de se esperar uma ou duas referências rápidas aos sucessos anteriores... o caso é que a Remedy meio que exagerou nessas referências ao ponto de incluir Alan Wake no universo de Quantum Break, como uma mera obra fictícia. Aqui vão as referências que eu percebi:

O Livro de Alan Wake

Ao lado de uma televisão, durante o Episódio 1, em que Liam e sua esposa tão assistindo o noticiário falando da Monarch, tem um livro do Alan Wake. 


A capa é a mesma da arte que a esposa de Alan criou para um de seus livros. 

Cena de Alan Wake 1
Essa arte pode ser vista logo no segundo episódio de Alan Wake.

Jogando Alan Wake

No Ato 3, quando Jack ta na base da Monarch, tentando escapar, da pra ver uma garota jogando Alan Wake em seu escritório. Ela até cantarola a música do jogo, em câmera lenta pois o tempo tava travado.


Se não me engano, a música que ela tenta cantar é a do grupo de rock de velhinhos do Alan Wake. Resumindo: Ela é tão fan do jogo que joga em pleno trabalho!


Assim até eu gostaria de trampar na Monarch!


Tentei descobrir o exato local que a mina tava... mas não achei. Só sei que é o primeiro jogo.

Episódio Perdido de Night Springs

No Ato 4, há uma televisão meio escondida que quando ligada mostra um episódio de Night Springs, semelhante aos que aparecem em Alan Wake. 


O que difere, é que esse episódio mais parece um making off de como o narrador pro Night Springs foi escolhido. Várias pessoas leem a apresentação de Night Springs e tem até um velhinho que erra várias vezes o nome dizendo algo como "Right Things" (Coisas Certas) que é o áudio utilizado pra encerrar o dito episódio, com as letrinhas aparecendo.


Isso é uma referência à série fictícia do universo de Alan Wake, "Night Springs", na qual o próprio Alan já chegou a roteirizar.

Cena de Alan Wake 1
E que também serviu de base pro segundo jogo de Alan Wake (American Nightmare)

Decifrando Alan Wake

No Ato 5, perto da biblioteca do protesto quando Jack resgata Will, da pra ver no Quadro Negro uma enorme equação que tenta explicar os eventos do jogo Alan Wake. Tem de tudo nesse quadro, teorias, nomes, explicações, ligações.


É uma ótima tentativa e bem dedicada de algum professor ou aluno tentando entender Alan Wake, o que é uma grande referência ao primeiro jogo e seu final aberto e misterioso.


Legal que o negócio é muito detalhado... tem até uma parte citando as DLCs.

Return

Além de tudo isso, há uma hilária referencia às duas franquias e suas futuras e aguardadíssimas continuações, através de um vídeo, assistido por Jack em uma televisão do Protesto, no comecinho do jogo (Ato 1). Alguém tinha trocado a fita da palestra e colocado um trailer...


O vídeo mostra o ator de Max Payne interpretando um agente dp FBI (se não me engano) e o ator de Alan Wake interpretando um Jornalista Assassino (pelo que eu entendi). 


No vídeo Alan mata Max e a detetive que era parceira de Max busca vingança contra Alan, enquanto Alan afirma que foi tudo um mal entendido. 


Em resumo, as cenas e sequências são por si só uma enorme referência as franquias (profissões semelhantes, situações semelhantes aos enredos originais, e apesar dos nomes não serem os mesmos, as personalidades são semelhantes, além das aparências). Mas, o mais incrível aparece no final onde o suposto nome da obra mostrada surge: "Return" (Retorno).


Uma referência a continuação dos possíveis títulos das franquias Alan Wake e/ou Max Payn, porém muito mais Alan Wake, já que no final do de Alan Wake 1 surge Alan escrevendo o roteiro do próximo game, que também é intitulado "Return"...

Cena do Alan Wake 1
Ps.: Se não me engano a roupa do "Alan" é a mesma de American Nightmare...


Tanta referência a Alan Wake, não parece mera brincadeira, mas sim uma previsão! Estaria Alan Wake próximo a receber seu 3° jogo??? E apesar de "Alan Wake ser material Ficticio no universo de Quantum Break, será que Alan ta tentando se comunicar como fez em American Nightmare?!

Roteiro Hilário: A Faca do Tempo

Por fim, gostaria de falar brevemente do roteiro lido dentro do jogo, que não tem nada haver com o jogo, mas é muito engraçado e interessante. Um dos membros da Monarch é metido a roteirista e quer fazer um filme. Ele manda um roteiro dividido em duas partes e o trailer de seu filme para uma das manda-chuvas da Monarch (A própria Sofia Amaral), porque ele é afim dela (algo que fica perceptível na sua história, onde os personagens tem seus nomes inspirados nele, na Sofia e no Paul).


O roteiro conta a história de um cara que usa uma Faca que além de faca, é uma Máquina do Tempo. 


A narrativa é ridiculamente amadora e muito engraçada justamente por isso. É uma história lotada de reviravoltas estúpidas do tipo "A mulher por quem o protagonista ta atraído é na verdade o vilão travestido." São coisas absurdas, mas engraçadas, e uma perda de tempo muito divertida.


O jogo já é lotado de textos, mas tem esses dois textos que eu fiz questão de parar pra ler, e eles são enormes, mas são muito, muito engraçados.

E tem até o trailerzinho com o cara da Faca do Tempo virando e o nome do negócio aparecendo. 


O cara é no mínimo criativo.... pena que a Amaral malda bola pra ele.


Ao ver a premissa da obra, até pensei que era uma referência a Prince of Persia, mas nah... é apenas muita briza do Bruce Livingstone (personagem de Quantum Break), baseada no projeto secreto da Monarch, sua quedinha por Sofia e seu ciumes sobre Paul. Mas que é engraçado é... acho até que vale a pena jogar só pra conhecer esse roteiro kkk.

Enfim, é isso.

Espero que não tenha ficado chato ou incompleto... e se curtiu, compartilha, comenta, etc... se não curtiu... bem, aceito sua crítica! E até posso responder, só comentar.

See yah!!!


6 comentários:

  1. Joguei uma vez só no shopping em uma exposição de games,achei massa o jogo é muito DIFICÍLIMO.mais a história achei muito legal e narrado por vc,ficou bem fácil de entender essa complicação toda rsr

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    1. Sr Afonso, vlw pela leitura e fico felizaço por ter curtido.

      Esse jogo é bem complicadinho mesmo, o mais chato, pra mim, foram as partes de tiro (odeio quando o jogo te força a atirar na galera.. eu não curto fps) e também, ter de parar toda bendita hora pra ler enormes textos (e pra piorar, tudo de cima pra baixo, o que deixa as conversas por e-mail invertidas e as vezes faz a gente se perder) só deixa tudo um pouco mais chato e difícil... mas o jogo não deixa de ser bom, e eu achei os gráficos maravilhosos (até to com medo de quando sair o novo Alan Wake ficar pesado de mais pra minha maquina rs).

      Só fiquei triste por QB não trazer grande impacto das decisões do jogador... mesmo sendo parte da história, é meio decepcionante... mas enfim, o jogo é show.

      See yah sr! E bem vindo ao blog.

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  2. Terminei o jogo hoje, curti muito mas fiquei muito confuso com o final, olha, você esta de parabéns pelo trabalho que fez aqui, tudo muito detalhado e resumido e de forma descontraída, parabéns!

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    1. Valeu sr Felipe. O jogo por si só é ótimo então, facilita na hora de fazer um bom trabalho... eu curti pacas jogar e analisar e fico feliz pelo sr ter curtido também.

      Eu to louquinho pra ver como será o Alan Wake 3... e se eu pudesse escolher, preferiria que a Remedy investisse na franquia de AW do que na de QB... mesmo sendo um jogo muito legal, criativo e tudo mais... acho que as histórias do Al são mais impactantes... afinal é survival horror rs.

      Enfim, vlw sr Felipe. E seja bem vindo, sempre.

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  3. Cara... faltou ler o diário de Serene...Ele diz que se funde com Jack. Aquele energia vermelha que sai dele e o Paul tentando se manifestar. Até porque porque a doença de Paul o faz virar a própria cronum. E tem outros furos.

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    Respostas
    1. Sr Diego, eu não desinstalei QB ainda então posso rever os documentos, alias, buscar por todos os documentos pra checar essas informações. Quando digitei objetivei registrar o máximo possível antes da minha memória apagar, é um grande problema que possuo. Mas se o sr disse que isso ocorre, não duvido, nem me surpreendo. Na verdade faz sentido a doença transformar os infectados em algo com Cronum, mas não no próprio Cronum, pois isso não deixaria claro o que ocorre com o dr infectado ou com as criaturas fora do tempo e espaço.

      Eu não me recordo do diario, na verdade lembro de ter lido os arquivos do próprio Serene sempre que surgia a oportunidade e necessidade, e busquei prestar muita atenção no que compete aos protagonistas, mas peço perdão se deixei algo escapar.

      Enfim, agradeço pela sua leitura e também pela partilha de informações, e se não abusar, teria como o sr detalhar melhor o que ficou em aberto?

      Bem vindo ao DM sr, e see yah!

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