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domingo, 16 de março de 2014

Minha vida... quer saber um pouco dela?

Não sei se devo compartilhar isso... mas o que mais poderia fazer? Meu blog, minha vida. Acho que vale a pena registrar isso, afinal não é o motivo do DM existir?

Se você se interessa por novelas, talvez goste do que lerá abaixo. Mas amigo/amiga/inimigo/inimiga/indeciso caso você não queira ler uma historinha melosa pra k7, por favor, não continue sua leitura.

A história ainda não teve um final, pois minha vida continua. Mas, acho bom registar isso pois, nunca se sabe até quando estarei vivo, e quem sabe, caso algo aconteça, ao menos o texto existe, daí vai que alguém da Globo decide plagiar e né, eu fico famoso! Depois de morto mais famoso!!!

Enfim...

Aviso!

A história que se segue é completamente baseada em fatos reais. Na verdade ela é em si, um Fato Real. Então qualquer semelhança não é mera coincidência, e provavelmente você me conhece. A história a seguir é um resumo do início da minha vida como Adulto, e talvez algo nela possa servir de exemplo. E se por algum acaso você de fato me conhecer, por favor, leia essa merd4 e busque me entender!





Esse é um ponto muito delicado e o que compartilho aqui é de forma tão aberta e pessoal que estou pensando se vale a pena. Como não cito nomes, não acho que haverá problemas, mas, tudo o que postarei aqui é, muito pessoal e talvez seja até meio perturbador.

Repito, ainda não está terminada, mas, essa é a história:

A alguns anos eu entrei em depressão. E vi na televisão que uma boa forma de lidar com problemas seria escreve-los e, refletir sobre o que escreveu. Então, eu decidi escrever no computador e postar, numa rede de perguntas e respostas, só pra registrar para que, no futuro (hoje talvez) eu visse e lesse para, avaliar pelo que passei e ver se valeu a pena.

O texto que postei aqui estava completamente bagunçado e mal escrito, mas me recordo que no dia estava muito abalado e pensando bobagem... eu corrigi um pouco o texto e reli ele, tem coisas que gostaria de tirar, pois não sei se realmente quero que outra pessoa leia, incluindo as pessoas que me conhecem pessoalmente, mas farei isso... pois eu já expliquei la em cima. Enfim, o texto é o seguinte:

Bem, direto ao assunto: Na 8° Série eu conheci uma garota maravilhosa que me deu bola e se tornou minha amiga, no ano seguinte ela viajou, se mudou, para outro estado.

Entretanto a amizade que tínhamos que também tinha certos traços de paixão já havia se tornado algo realmente grande, e nós mantivemos contato pelo msn.

Depois de 1 a 2 anos passamos a "quase namorar online" onde já trocávamos carinhos e elogios. Porém, ela queria mais, e arranjou alguns ficantes, eu fiquei com ciumes e cortei o contato com ela por meses.

Depois de um tempo eu praticamente morri de saudades dela e decidi voltar a falar com ela, deu certo. Porém, pouco antes da minha crise de ciumes, ela havia mencionado durante nossas conversas que tinha conhecido um rapaz mais velho por msn, tal qual ela disse que tinha um papo legal, mas que por ser desconhecido ela não manteria contato.

Depois que eu voltei a falar om ela, descobri que ela estava namorando "sério" por msn com um rapaz do meu estado, o rapaz posteriormente descobri que era o mesmo que ela mencionou anteriormente. Ela veio visitar meu estado depois de uns 3 anos após sua mudança, mas veio apenas 1 vez em minha casa, isso depois de eu ter ido desesperado para recebe-la, e dei de cara com o namorado dela.

Ela ficou 2 semanas mas não me visitou ou entrou em contado comigo nem uma vez se quer, e disse que foi apenas por não ter tempo, entretanto ela mora na rua do lado. Novamente fiquei um tempo sem falar com ela, mas não suportei e resolvi voltar. Conversando eu consegui retomar uma amizade quase esquecida, e aparentemente consegui dar toda a atenção que ela necessitava, me tornando o melhor amigo dela.

No final de 2009 ela veio novamente para São Paulo, dessa vez para ficar. Porém, ela permanecia namorando com o rapaz mais velho.

Com o tempo, diferente da ultima vez, ela só aumentou o contato comigo, me chamando para sair ou acompanha-la a lugares, eu não era de sair mas fazia questão de ir.

Nos beijamos.

Começamos a ficar e posteriormente a namorar escondidos. Fazíamos de tudo sem medo de sermos pegos, e depois de muita luta minha ela rompeu a relação dela e do rapaz mais velho e ficou apenas comigo.

Chegamos a trocar alianças.

Estávamos bem, eu entrei na faculdade só pra ficar do lado dela, arranjei trabalho junto com ela, no mesmo lugar e horário, juntos. Passamos dias e noites juntos, dormimos, fizemos absolutamente tudo. Ela jamais demonstrou qualquer enjoo ou desgosto. (Nem precisaria. Hoje eu sei o quão enchedor de saco eu fui. Não é bom ficar no pé dos outros e pelo amor de deus... quem quer viver ao lado de um idiota como eu 24 dias por horas? Tipo, é ridículo pensar que eu a perturbei tanto. Meu amor por ela extrapolou, e eu me descontrolei. Quem dera eu tivesse uma nova chance kkk)

Um dia ela começou a vomitar, muitos disseram ser gravidez. Ela começou a enjoar das coisas e passou a me evitar. Um dia, passando mal, ela ficou em minha casa... Eu nunca fui tarado nem nada (sempre fui pervertido, mas nesse caso me referi ao respeito pela parceira), mas ela havia me viciado (por incrível que pareça, sim, eu viciei em bobagem) e eu tentei puxar "algo mais" com ela, desrespeitando a doença dela. Logo eu percebi a merd* q fiz e pedi milhões de desculpas.

Ela concedeu (concedeu... eu não me lembro por que escolhi essa palavra, mas me lembro que tinha um segundo significado... normalmente eu uso códigos nas frases que faço, onde as iniciais formam outros textos ocultos ou tem iniciais que quando juntas formam trechos subliminares, louco não?!).

Porém, nas semanas consecutivas ela passou a me evitar, direito dela, mas ela começou a evitar nossa amizade também, eu fiquei preocupado e perguntei por que, se foi pelo q eu havia feito, e ela negava, dizia que não tinha haver comigo.

Ela me devolveu a aliança e terminou comigo. Perguntei por que e ela disse "Não quero namorar mais com ninguém."

Tudo bem, sofrido, mas tudo bem.

Ela passou a evitar minha amizade e a me evitar na faculdade, passou a cortar qualquer tipo de vinculo q possuía comigo. Por várias vezes eu perguntei se o que ela tava passando era culpa minha (durante esse tempo ela ainda vomitava muito) ela dizia "Não" "Eu gosto muito de você" "Só quero um tempo" "Nunca vamos voltar" "Não confio em ninguém, nem em você".

Mas, descobri que ela passou a ter um contato frequente com uma antiga amiga, tal qual era sumida.

Conforme ela perdia contato comigo, ela aumentava o contato com essa garota. Eu só fiquei cada vez mais preocupado.

Hoje, (3 anos atrás) fui a casa dela tentar vê-la, afinal ela não vai pra faculdade a 2 semanas, e eu estou preocupado pois não sei se ela melhorou.

Chegando la, eu gritei por ela, quem me atendeu foi a amiga dela: "Ela não ta, ela viajou e deixou a chave comigo XD!"

A moça que mora na casa dos fundos da dela estava saindo com os filhos, logo, perguntei pro filho menor dela se a minha ex estava em casa, "Criança não mente" dizia minha vó.

O garoto disse que sim e em seguida sua mãe foi averiguar, e disse que ela realmente estava la mas não queria me ver. Olhei para a varanda e a sorridente da amiga havia sumido. Conversei um pouco com a moça que me ajudou e fui embora para o trabalho, deprimido, e aqui estou, compartilhando essa historia confusa, e querendo a opinião de vocês.

O que acham que ta havendo? gostaria de respostas sérias e que realmente possam de alguma forma me ajudar. Obrigado.

Bem, isso foi só o inicio. Na época eu nem imaginava o sofrimento pelo qual passaria e o tormento que me aguardava.

3 anos... 3 anos sem querer acordar.

Poucas pessoas responderam essa "pergunta"... e uma delas, a melhor, disse o seguinte:

Olá, sabe você parece ser uma pessoa muito legal, sincero com seus sentimentos e dedicado as pessoas que gosta. Então posso te dizer que você merece estar ao lado de alguém que goste de você de verdade, você merece ser tão amado quanto você ama! É uma pena que essa moça não queira estar ao seu lado, mas se você já conversou com ela, se já disse tudo o que sentia a ela, o melhor a fazer é tentar seguir em frente.

Sei que é difícil, principalmente quando se trata de alguém cuja relação era embasada em uma amizade, mas se ela não quer ficar com você, o melhor a fazer é respeitá-la.

Dê espaço a ela, pode ser que ela esteja passando por algo e que necessite de um tempo distante de ti para repensar certas coisas. Mas enquanto você dá espaço a ela, não pare sua vida. Siga em frente, conheça novas pessoas, e busque aproveitar as oportunidades que surgirem em seu caminho. Não permita que ninguém te impeça de viver a vida da melhor forma possível.

Busque se cercar de pessoas que te motivem, que te ajudem a seguir em frente e não de pessoas que te deixem para baixo e que não querem estar perto de ti. Não estou dizendo que você deve se afastar completamente dela, estou apenas dizendo que dar um espaço a ela pode ser bom, e pode ser que pouco a pouco vocês possam voltar a ser amigos algum dia. Abraço

Na época não valorizei suas palavras, mas hoje entendi completamente o que ela quis me dizer, e quão importante essa mensagem foi para mim... mas... as coisas pioraram muito mais depois disso...

Exagero a parte? Leia o que ocorreu a seguir:

Depois de perguntar/divulgar o conteúdo de http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20101207134734AAT9HKK eu decidi me livrar de toda essa tortura de alguma forma.

Pergunto a vocês, o que devo fazer? Suicídio é a resposta mais latente. A única desvantagem é o fato de que ao me livrar desse fardo dessa forma eu acabaria prejudicando outras pessoas que eu amo muito como minha mãe e meus irmãos.

Mesmo assim, eu estou cansado de toda noite chorar por escolhas que não foram minhas. Tenho 19 anos, sou "gótico", mas sou extremamente sentimental. A dor que eu sinto agora não supera a dor que a morte nos traz. (quem vê pensa que sei qual o tamanho dessa dor. Hoje, sei o tanto de bobagem que disse e pensei naquela fase)

Por isso estou pensando em compartilhar as desgraças da minha vida com aqueles que eu mais amo ou mais odeio. Queria fazer ela mergulhar em lágrimas, suicido parece a melhor resposta. Coragem para fazer isso eu não tenho.

Possuo amigos incríveis, uma família que não é perfeita mas da pro gasto, com uma mãe que daria tudo por mim, e 2 irmãos que me respeitam mais que ao próprio pai. E um pai que apesar de não ser um dos melhores, faz um esforço de vez em quando (hoje, ele é um dos meus amigos que mais me ajudou). Outra resposta simples mas viável (dependendo do ponto de vista) seria aguardar.

Esperar as respostas surgirem com o tempo e sim, deixar o tempo me manobrar. E ai, o que acham? Se eu encher a cara eu posso me matar facilmente, e se eu encher minha cabeça com tarefas consigo aguardar com um pouco mais de paciência. E ai, o que eu faço?


Nesse caso, mais algumas respostas típicas que eu receberia ao longo do tempo surgiram, como recomendações à igreja ou a um bom psicólogo. 

Ainda assim, nada resolveu meu problema... até que...

Um dia meu pai me colocou pra trabalhar em uma escola, e esse trabalho salvou minha vida. 

Lá, eu era um monitor de alunos, e conheci muitas realidades diferentes. Minha cabeça estava pesada, mas, ver tantas histórias e vidas diferentes, tantos problemas, me fez pensar mais positivamente do que negativamente. Ocupei minha mente.

Eu tornei um hábito ouvir as pessoas e tentar dar boas respostas pra elas, ou tentar de alguma forma fazer o que eu adoraria que fizessem comigo, mesmo sabendo que em alguns casos, somente a própria pessoa poderia se recuperar. 

Mas eu me acostumei a estar do lado de todos e parecer um santo bobinho e solidário... e com meu humor, tentei fazer as pessoas mais problemáticas sorrirem.

Aprendi muito, muito, mas nada mudou o que eu sentia.

Por dentro, eu sempre soube que estava podre. Eu me sentia podre, um lixo, um miserável. E pra piorar, eu passei a invejar as pessoas que me cercavam, pois elas sofriam tanto, mas estavam se recuperando, já eu... continuava na mesma.

Muitos tentaram me ajudar, e alguns conseguiram quase me recuperar por completo, mas a vida sempre conseguiu me fazer lembrar que, eu estava mal, e isso voltava com força total!

Uma vez, estava eu curtindo com meus amigos, feliz, rindo, e fui levar um dos meus amigos ao ponto de ônibus para que ele fosse para o trabalho. Lá, no ponto, paramos e quando olhei pro lado, estava ela, a garota que destruiu minha vida, com uma barriga enorme e um alemão do lado.

Meu chão sumiu, e eu me senti caindo, minha cabeça girava, eu não queria estar lá.

Então, meus amigos, que repararam como eu estava, se despediram, e um deles foi pro trabalho, enquanto o outro, que curiosamente fazia faculdade de psicologia, decidiu sentar comigo e conversar. Ele me ouviu, e tentou me acalmar e naquele momento, me senti livre. 

Mas tudo voltou no momento em que ele virou as costas. E naquele mesmo instante, meu mundo desabou novamente.

Sempre que eu fechava os olhos, ou olhava para qualquer lugar, ou apenas parava e refletia, o nome dela e tudo o que aconteceu até então passava diante de meus olhos e eu sentia tamanha dor, tamanho peso...

Mas com o tempo vivenciei tantos problemas, de tantas pessoas que eu adorava e até amava...

Minha própria mãe chegou a chorar diante de mim, e eu a ajudei, aconselhei, e hoje ela faz questão de me agradecer por tudo que disse e fiz a ela.

Meu pai, nunca sentiu tanto orgulho de mim quanto hoje. Um homem tão severo quanto ele, que por várias vezes eu cheguei a desprezar, hoje, me ajuda e apoia ao máximo, e demonstra, mesmo em seus momentos de raiva, o respeito e orgulho que possui por mim. Ele mesmo, disse recentemente "Você mudou muito."

Meus dois irmãos, um que se destacava pelo orgulho obsessivo, onde ele era incapaz de assumir qualquer erro, seja o quão pequeno ou grande ele fosse. O outro, com uma inocência elevadíssima, mas falta de segurança e certeza... até sem um pouco de atenção. Ambos se tornaram crianças maravilhosas, não que não fossem antes, pois ambos sempre foram incríveis, mas hoje, eles conseguem pensar antes de agir, e buscar o caminho certo.

Um amigo, que ao perder muito, até mesmo mais do que eu perdi, conseguiu superar tudo, e eu até diria que ele se apoiou um pouco em mim... pouco... eu tentei estar ao lado dele sempre, pois ele também o fazia. Cego, porém feliz, hoje ele é um exemplo de amigo, de irmão. Faz tempos que não falo com ele mas, ele continua o mesmo pra mim.

Mas ai você pergunta: "Mas ora pois, porque raios essa criança queria se matar?"

É, ai vem a segunda parte!

Com o tempo eu tentei correr atrás dela, e ver, o que aconteceu, pois eu a amava muito, mas de mais, e queria entender onde tinha errado... 

Descobri que ela havia se casado com o Alemão, e que, teve um filho. Tentei descobrir mais, mas meus pais e amigos pediram pra que parasse e me impediram de, interferir ainda mais na vida dela. A resposta deles pra isso era "Ela te deu um pé na bunda, ela não gosta de você cara, siga em frente" mas na minha cabeça, soava como "Você é um monstro, não chegue perto dela do contrário destruirá aqueles que você ama, de novo" (Minha mãe adorava ela e quem dizia isso era meu pai, porém minha mãe também se sentia mal por mim e tentava me aconselhar da mesma forma... porém ela tinha um segredinho...)

Essa dúvida, na verdade esse único pensamento negativo me atormentou diariamente durante esses 3 anos.

Sem saber por que, eu estava numa situação onde, a garota que eu tanto amo se afastou, escondeu e passou a fugir de mim, e uma criança, que eu sabia que era minha, nem sabia que eu existia.

Um dia eu fiz uma coisa maluca. Minha mãe decidiu ir na casa dela pra ver se conseguia marcar algum encontro ou coisa do tipo, para que tudo fosse esclarecido, mas quando voltou, disse pra mim o seguinte:

"Passei na casa dela, e ela estava com outro cara. Disseram que ela se casou com ele, e estavam indo pra uma festa."

Minha mãe nunca foi do tipo sinceridade extrema. Ela sempre omite aquilo que acha que não querem ouvir, pois não gosta de machucar ninguém, muito menos o próprio filho. Mas naquele momento, ela me apunhalou! A dor que senti com essa noticia foi, inimaginável, e minha mãe como portadora da noticia foi testemunha do meu sofrimento, além de compartilha-lo.

Estava chovendo na hora... e eu estava enfurecido. Decidi sair pra por um basta nisso, meu pai e minha mãe me seguraram e imploraram pra que eu não fizesse besteira. Mas não me impediram de sair, com chuva e tudo. Nada me impediria.

Corri, bufando... mas no caminho, a chuva me acalmou... na verdade, a chuva me esfriou, me fez.. pensar mais... e ao invés de ir na casa dela, eu tomei o caminho oposto, e passei na casa do primeiro que eu achei. Curiosamente, fui parar na casa de uma amiga. Lá, desabafei, chorei, e todo tipo de humilhação possível. E encontrei nela, um dos tantos que se importavam comigo, mas também tinham seus problemas.

Depois disso, eu comecei a tentar ajudar as pessoas, para que, como ela fez comigo, quando alguém se descontrolasse eu estivesse junto, para acalmar.

Mas, aquele sentimento que eu possuía, ao invés de diminuir, aumentava, cada dia um pouco mais. Como se fossem correntes presas em minhas costelas que, conforme eu andasse, puxavam um pouco mais, até arrancar, mas... nunca arrancavam!

É difícil descrever... não é algo bom, e qualquer explicação que eu tente fazer soaria como absurdamente exagerada, mas na realidade não chegaria nem na metade do sentimento real.

Só pra variar, fiquei desempregado.

Em casa, por semanas, meses, sozinho, pensando... Se com um mero piscar de olhos eu já me prendia em um inferno de recordações, imagine meses!

Nunca me senti tão mal quando nessa etapa. Não foi pior do que quando chorei como um bebê frente quem eu amava, no metrô da universidade... ou quando a vi passar pelo outro lado da rua, olhando pra mim, acompanhada pelo parceiro, e baixando a cabeça, como alguém envergonhado por ter me conhecido.

Mas, foi doloroso, de toda forma. As pessoas acham que eu exagero o que senti pois, não conseguem pensar como uma coisa tão pequena se torna tão atormentadora, mas, é a verdade. Eu nunca tive motivos pra sofrer, sou um zé ninguém, sem amor próprio, que leva alegria pras pessoas, mas, só isso. Todos me enxergam como uma boa pessoa, mas, socialmente, eu sou visto como "Homem da Bolha".

Para todos, eu vivo em um mundinho medíocre e imaginativo, limitado apenas ao que eu quero. Mas esse mundo ao qual me prendo, é talvez a única coisa que me mantém em sã consciência. Esquisito mas, era assim que eu pensava.

Deixar a vida me levar parecia ser a melhor forma de superar essa história, mas com a dor aumentando diariamente, e meus pensamentos se tornando cada vez piores, o tempo parecia me torturar.

As pessoas que me cercavam, eu tentei ajudar, e elas retribuíram, porém sem sucesso algum.

Afinal, o único que podia me ajudar, seria apenas eu. Mas como? O que fazer? Quem eu deveria matar?

Voltei a trabalhar, mas agora, o sentimento não diminuía, nem mesmo em momentos em que minha mente fosse ocupada. Os pensamentos soavam a todo momento, e a cada dia piorava. Sonhos, somente quando acordado, pois dormindo, eu era apagado. Anestesiado. De dia sofria, de noite dormia. Meu medo de acordar cresceu. 

Cada dia um pouco mais.

Numa segunda feira, que não tinha nada de especial, após ter um sonho do qual não me recordo, eu apenas levantei da cama, totalmente leve, como se nada tivesse ocorrido e disse: "Hoje isso acaba!".

Eu fui ao trabalho com essa frase, só isso. Nenhum pensamento perturbador, nada que me fizesse querer chorar, nada que me fizesse sofrer, apenas o trabalho e a frase "Hoje isso acaba!".

Ao sair do trabalho, peguei a carona rotineira que minha colega de trabalho me da e, ao descer do carro para caminhar até minha casa, apenas virei o corpo e andei, na direção oposta.

Fui para a casa dela. E na cabeça, somente a frase já mencionada.

Ao chegar la, gritei por seu nome, e nada. Então alguém apareceu, uma pessoa que nunca gostou de mim, e me estendeu a mão, entregando uma das alternativas mais importantes que solucionariam todo meu problema: Um número de celular.

Ele disse para que eu ligasse, sem dizer quem deu o número, e fim.

Mas não liguei, pois em mente só pensava "Hoje isso acaba!".

No dia seguinte, a mesma frase.

Realizei os mesmos passos do dia anterior.

Ao me deparar com a casa vazia e tudo apagado, e sem qualquer alma viva por perto, a frase mudou: "Hoje, amanhã, depois de amanhã, não descansarei até isso acabar!"

No dia seguinte, a calmaria se manteve, porém decidi, ligar para o número entregue.

Ao ligar, ouvi sua voz, pela primeira vez em anos, e sem saber o que dizer, gaguejei e pedi por um encontro. Para conversarmos. 

Marcamos para sexta-feira, as 14:00h, num ponto que ambos conhecíamos.

Os dias nunca passaram tão rápido e sexta chegou num instante.

Liguei pra ela só pra confirmar se ela realmente iria ou fugiria, e fiquei surpreso com o fato dela dizer "Pode ir".

Cheguei em cima da hora, como de costume, mas a encontrei, sentada, seminua e ouvindo musica. (Ela não estava literalmente seminua, mas, ao meu ver, estava com menos roupa que o comum rs... odeio calor)

Ela disse que seria melhor conversamos num local à sombra e foi o que fizemos, numa mesa sem mesa, apenas bancos (exatamente isso que você leu!).

Sem saber o que dizer, falei de todos que conhecia, alguns que ela desconhecia também, e atribui a culpa da melhora de todos eles, e do fato de eu ter ajudado cada um deles à ela, somente ela, pois foi justamente por causa dela que eu aprendi a enxergar a minha vida e a dos outros, pelos meus próprios olhos, de fora de minha bolha.

Não sei como ela se sentiu, mas sei como eu me senti. O orgulho me preencheu. Não sei de onde tirei minhas palavras mas, no momento, apenas falei, falei o que veio à cabeça. Sem ofensas, sem ódio, sem tristeza. Assumi minha posição e disse: "Não sou um bebê, nem uma criança. Sou um homem e como homem reagirei!"

Ela então me permitiu conhecer meu filho, sem hesitar em momento algum, inclusive foi fácil de mais. Ela apenas aceitou tudo e disse: "Vamos?"

E, com 2 minutos faltando para o termino de meu horário de almoço, rumei ao meu filho. 

Conheci ele, vi ele pela primeira vez, e ele me chamou de papai! O que tinha me levado até esse momento, não fazia qualquer sentido. Ela respondeu tudo o que causou esse extenso período de dor com a seguinte palavra: Medo.

Ela disse, que acreditou que eu não seria maduro suficiente para assumir uma paternidade, e por isso, fugiu de mim, se afastou, impediu que eu conhecesse minha outra metade. Ela fez escolhas e mais escolhas que, no fim, causaram uma tortura de dois gumes. E eu nem entendia mais porque sofria, apenas sofria.

Aquela culpa, ela permaneceu em minhas costas.... até que...

Eu brinquei com ele durante todo uma tarde de sexta.

Não posso explicar o que senti. Se a dor é difícil, imagina o prazer!

Fiquei feliz, ainda mais feliz pelo fato de não haver qualquer dúvida de que aquele era meu filho.

Tantos conselhos, tantas memórias, tantas opiniões, tantas dúvidas... nada disso tinha qualquer significado naquele momento. Ele e eu, apenas nós dois, juntos, era isso que importava.

O dia estava perfeito, até que uma garoa se iniciou. Fugimos dela depois de um pouco molhados e em seguida entramos numa lojinha, onde ele e ela comeram batata frita, enquanto eu apenas observava, com vergonha por não ter dinheiro no momento para mima-lo um pouco mais, porém todo orgulhoso.... pois ele demonstrou curiosidade pelo meu 3DS!

A chuva diminuiu e fomos para casa, mas não demorou nem 1 minuto e um verdadeiro temporal se iniciou... correndo para nos abrigar, eu peguei minha própria camiseta, e usei como cobertura para meu filho. (Foi ridículo mas, me senti heroico kkk, ridículo de mais, mas heroico!) Mas não foi o suficiente pois o vento parecia nos querer juntos por mais alguns momentos.

Entramos em uma Barbearia para nos abrigar... lá, meu filho dormiu, e eu tive um pouco de tempo para discutir com sua mãe. Brigamos, quase saímos na porrada... quase isso. Na verdade conversamos, como amigos... e inclusive trocamos dedinhos!!!

Quando a chuva diminuiu, retornamos ao rumo inicial, e no momento em que nos despedimos, um enorme arco-íris surgiu! (LITERALMENTE)

Segui para o trabalho, feliz, sem nem saber porque, e à minha frente estava o arco-íris, saindo do ponto onde estávamos até o meu local de trabalho. Chegando lá, me deparei com uma surpresa: Toda energia da região havia acabado!

Tudo escuro, e o arco-íris que pareceu desaparecer (~) no momento em que voltei do "horário de almoço estendido". Lá, a minha chefe aguardava e uma bronca enorme "pré" preparada, que só foi impedida com a seguinte frase, dita por mim claro: "Eu fui conhecer meu filho."

Contei a todos sobre o que ocorreu, sem poupar nenhum detalhe! E recebi parabéns, críticas, e muitos, muitos elogios!

Estranho haver tanta gente no mundo que se surpreende por um cara imaturo decidir correr atrás de uma responsabilidade enorme que é um filho... Parece que as pessoas não tem fé na humanidade kkk! Pensar que esses 3 anos de dor poderiam ser impedidos com uma atitude tão simples... mas na verdade, acredito que nem tinha como evitar... afinal, eu não tive escolha, não na época, e por incrível que pareça, o tempo me deu essa escolha!

Mas as coisas não acabaram! Pois tudo o que fiz nessa semana foi sem qualquer consentimento. A história, para quem me conhecia, parecia ter acabado. Nada que forçava ou obrigava a correr atrás e aparentemente, eu estava bem. Mas ninguém além de mim sabia o que se passava em minha cabeça, e depois desse dia, muitos se surpreenderão!

Eu não cresci, não amadureci. Eu apenas aprendi que minha vida se baseia na vida de quem eu me importo. Eu não existo apenas por mim, mas pelos outros, e agora, 1 vida tinha sido reunida a minha. Faltava notificar as demais, dentre elas, meus pais.

Ao chegar em casa, sem energia elétrica e totalmente encharcado, não consegui esperar até o dia seguinte, quando as pessoas da casa, poderiam se ocupar de outras tarefas enquanto eu conversava com minha mãe sobre o maravilhoso dia que tive, e contei ali mesmo, num cantinho, que de nada adiantou pois todos ouviram.

Meu pai não se segurou e xingou muito... na verdade ele discursou! Disse que eu era bobo em correr atrás de um problema que já tinha sido resolvido, que mulheres haviam aos montes pelo mundo, e se eu queria um filho, poderia fazer um pra cada garota que eu conhecesse!

Mas daí, o mesmo espírito que baixou em mim na conversa do almoço, voltou a me fazer de xamã! E eu falei com o coração (s2) e disse "Eu sei o que quero e eu quero meu filho, não é um filho, eu quero o MEU filho! E agora que já me decidi, não importa o que digam, irei assumir meu filho, custe o que custar, pensem o que pensarem!"

Meu pai ficou em silêncio, igual meus irmãos e minha mãe. Liguei o rádio pra abafar os cochichos da sala e deitei em minha cama... até que meu pai gritasse meu nome.

Com medo da resposta... meu pai disse: "Amanhã chame ela, que eu quero ouvir da boca dela o que ela te disse, e quero conversar com ela pra ver se o que ela diz é verdade. E se você quer assumir, irei ficar do seu lado, mas caso perceba qualquer mentira nela, e eu sei quando alguém mente, irei deixar bem claro o que eu penso e não deixarei você fazer papel de trouxa!"

Feliz, fui dormir, mais leve que uma pluma no espaço.

Hoje meus pais conversaram com ela enquanto eu jogava videogame/assistia filme/brincava com a abelha carro/comia/bebia/chupava sorvete/chupava pirulito/ etc com o meu filho. E minha decisão foi aprovada!

Eu não sou nada, eu não sou ninguém, mas uma coisa garanto: Meu filho será feliz. Pois farei todo possível pra dar uma vida perfeita pra ele, e se Deus quiser, não deixarei que nada de ruim aconteça a ele.

E sobre ela... não importa quais os erros que cometemos, eu adoraria me casar com ela, me unir de vez e formar uma família com ela. Porque apesar de tudo, eu ainda a amo, mesmo com esse coração completamente estraçalhado que pulsa de forma deformada em meu peito, eu a amor (sabe, ela leu esse texto enorme na minha frente hoje, no terceiro dia de felicidade extrema! E algo que ela ressaltou foi esse erro gramatical proposital, o qual deixei exatamente pra ver se ela leu mesmo essa parte ou não [aham, sei!]. Curioso como sou bobo, pedindo alguém em casamento por um post que praticamente ninguém, talvez nem mesmo ela, leria. Mas sabe, fico feliz em saber que, ao menos minha mensagem foi entregue. Eu amor você minha donsela e por conta desse amor, espero que você encontre uma pessoa que te faça tão feliz quanto eu gostaria de fazer, e já que não podemos ser uma família padrão... ao menos espero que continue minha melhor amiga. T.A.! ) da mesma forma como antes... mas tem uma diferença... agora eu tenho um amor dobrado!

Ah, e só pra terminar, eu sei que se você leu até aqui deve ter cansado pacas, mas, eu sei o quão chato fui com ela e na boa, até eu me afastaria de mim depois de tanto grude. Eu fiz ela viver junto comigo e não dei espaço pra ela, com toda certeza isso não foi nada bom. 

Durante meu tempo #chateado eu fiquei com algumas garotas, pra ver se o conselho de procurar outras mulheres para minha vida funcionaria. Dentre elas, uma foi um saco... ela ficou tanto no meu pé, que não consegui suportar! Eu fui muito muito muito muito perseguido! E cara, isso é chato de mais! Então, que sirva de conselho, se você ama alguém, dê espaço pra pessoa, não adianta ficar no pé dela 24 dias por hora (invertido mesmo). Todos precisamos de espaço, todos.

Ah, lembra que minha mãe tinha um segredinho? Pois é, ela se encontrava com a garota e meu filho durante os 3 anos, mas não me noticiava por medo de eu ser apunhalado novamente. Tenso né?!

É isso... pra fechar, a moral da história (por enquanto ao menos):

Hoje, estou curado. E minha vida é o bem mais precioso que possuo. Não me arrependo de nada que fiz... e apesar de ateu, ao menos ante religioso, eu agradeço do fundo do meu coração, por tudo que Deus me deu, todos os problemas, todos os obstáculos, toda a desgraça, tudo. Deus me ensinou... com a vida que eu tenho, que não importa o quão fundo é o abismo, um dia esse fundo é alcançado, e lá... você aprende a voar.

11 comentários:

  1. boa noite... kkk pedido de casamento visualizado e ignorado! (no momento)...
    agora q tenho acesso ao blogue haverá algumas mudanças...sqn!

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    Respostas
    1. O que dizer... srta Key?

      Senti sua falta... /s2... tecnicamente adorei sua iniciativa em participar do blog... e ainda mais sua resposta... afinal: "De um copo com uma gota d'água, meio vazio, meio cheio ou transbordando, o que vale é se da pra beber ou não."

      Sem delongas, nem indiretas... fiquei feliz por ter uma provável chance de realizar meus sonhinhos.

      Sonhinho... fala, essa palavra é fofa não é?

      Bem, de toda forma, espero que você realmente faça algo no blog, seja o que for...

      Saber que tem alguém com quem me importo se importando com o que eu me importo é importante pra mim, e pra quem se importa.

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  2. Li ouvindo ''Sweet Dreams'' de Emily Browning e quanto mais a escuto e vivo, mais concordo com ela...
    Por onde começar? Bem eu já tinha visto o tópico mas nunca tinha lido, até agora...
    Eu realmente gostei, realmente valeu a pena ler isso. Sabe, eu podia até dizer que ''só fico ''amigo''(ainda é cedo para dizer isso em relação a você?) de gente complicada..''rsrs bem você ,me fez lembrar um pouco de mim. Eu não passei por coisas tão sérias assim, mas não signifiva que não passei por maus bocados...

    Desde pequeno eu descobri o bullying, e era praticado não apenas por colegas e professores mas também pela minha família. O resultado foi o desenvolvimento de um garoto tímido,magrelo e solitário, que fez dos livros sua primeira e talvez única companhia.
    Eu cresci, fiz amigos importantes mas nos separamos e na verdade foi melhor assim, eles tinham alguns valores diferentes de mim... e não eram bons.
    Com o passar dos anos eu ficava triste, pois realmente havia quase chegado num ponto onde praticamente não acreditava mais em uma amizade verdadeira... no ensino médio conheci um garoto, nós ficamos muito íntimos, mas na minha tolice me afastei como a ver se ele se importava e ele se importou, no começo.
    Já estou no quarto ano e nós mal nos falamos. Eu tentei várias vezes consertar as coisas, mas ele mesmo admitiu que ele é que nunca mais veio falar comigo. No final eu sei que ele gosta ainda muito de mim, mas já estou cansado de ir atrás, as coisas mudaram!Felizmente,nesse ano eu conheci alguém, um amigo muito especial,alguém em quem confio totalmente, um amigo que sei que nunca vai me deixar. Sou grato a Deus por isso, minhas preces foram atendidas. Eu conheci mais uns poucos que também são grandes amigos meus, um deles até passou por problemas também terríveis, mas está bem agora e eu também.
    Eu fico muito feliz por você, de verdade! Você merece o amor, você merece a amizade!Qualquer coisa pode me falar eu farei o possível. No mais, orarei por você toda noite, e até breve!

    Como disse no game The Cat Lady '' Um dia você achará alguém,alguém que te fará sorrir...'' e felizmente eu achei, e ainda posso achar mais!Você também pode!ATÉ LOGO E FIQUE COM DEUS!

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    1. Amém brother... espero que as coisas fiquem cada vez melhores pra ti também.

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  3. Respostas
    1. Eu sempre busco responder os comentários, mas não queria mexer nessa postagem... ela metraz recordações boas e ruins.. hoje enfrento uma fase complicada da vida e ainda não superei muita coisa que aconteceu recentemente... então fica tenso pra mim comentar aqui.

      Por isso, eu só posso agradecer por você ter compartilhado o que pensa e cara, obrigado por aparecer e me apoiar. Isso faz grande diferença, e eu espero que as coisas deem certo contigo e suas amizades Espero que encontre sempre boas pessoas pra compartilharem sua vida e bem... espero que tu viva, viva feliz e plenamente.

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  4. O mesmo para você! Eu vou cair, mas voe me levantar sempre me levanto! Você é capaz de resolver qualquer problema, eu te garanto!

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    1. Se precisar de ajuda e ou alguém pra conversar pode me procurar no face! https://www.facebook.com/marcioharker

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    2. Eu dificilmente uso face... mas... ok man... ok

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