PesquisaMorte:

ArquivoMorte

FeedMorte

CadastroMorte

Cadastre seu e-mail aqui:

Delivered by FeedBurner

sábado, 6 de maio de 2017

AnáliseMorte: Como Eu Interpreto...

Oi jovens, dessa vez não falarei de nenhum jogo, filme, série ou anime em especial, na verdade falarei da produção e interpretação de todos eles.


Parece algo banal, e eu sei que você sabe como as coisas são feitas, mas, existem alguns pontos que eu adoraria levantar, comentar e até explicar.

Vai da opinião de cada um concordar ou não com o que relatarei a seguir, mas eu o farei! Pois me sinto na obrigação de fazer... mas não sou nenhum especialista, apenas estou "desabafando".

Não terão spoilers ta, então, pode ficar tranquilo.

Boa leitura.

Vira e mexe alguém comenta no blog, as vezes são críticas construtivas, outras vezes são dúvidas, as vezes são afrontamentos teóricos, as vezes simples refutações, mas eu sempre respondo, e conforme o tempo passou eu fui melhorando na forma como respondia, sempre buscando respeitar vocês, afinal, vocês se deram ao trabalho de ler meu trabalho e ainda por cima comentar então, nada mais justo que ouvi-los e responde-los a altura.

Porém, sempre há alguém que discorda, sempre, e mesmo quando a pessoa não quer ser agressiva, ela acaba argumentando de formas que eu considero erradas, e em contra partida, eu replico de forma que ela considera errada e no fim, por mais que tentemos entrar em acordo, acabamos por debater várias e várias vezes. Então, ou apenas nos entendemos, ou nos respeitamos e encerramos a discussão ou até chegamos ao ponto de ignorar a opinião alheia (pode rolar troca de ofensas, mas eu to evitando isso).

A questão porém é: Quem ta certo? 

Pois é, eu to generalizando mas o principal motivo de debate aqui são opiniões acerca de informações oficiais sobre Jogos de Vídeo-Game.

Sempre surgem divergências com o que eu escrevo aqui, e o que há no resto da internet, e muita gente não entende de cara o porquê.

A razão pro blog existir é em parte exatamente essa: Tentar quebrar o vício interpretativo que tomou conta do mundo.

Não sei desde quando é assim, nem desde quando todo mundo passou a confiar cegamente no que vê por ai, mas por alguma razão isso é comum atualmente.

As pessoas passaram a pegar qualquer informação e usar de credito pra gerar credibilidade.

Ignoram a própria capacidade de interpretar e se escoram em informações que só por serem oficiais, são taxadas de absolutas.

Eu percebi que muita gente pensa assim, muita gente se sente confortável com isso, e eu preciso dizer que isso ta errado, e eu vou te explicar o motivo.

Costumo utilizar alguns argumentos pra responder e me defender nessas situações

Interpretação Original

Todo o trabalho que faço é de certa forma único por sua originalidade. Não costumo me basear em teorias já existentes, e mesmo que as vezes as ideias sejam parecidas, eu sempre busco trazer uma perspectiva diferente e exclusiva.

Por essa razão, raramente cito fontes, já que a fonte de tudo que produzo é o próprio material do qual falo, e as vezes isso pode até comprometer a recepção dessas ideias.

Só que, o fato de não haver fontes mencionadas não significa que não houve pesquisa, ou que não conheço as teorias já existentes. Na verdade, todas as vezes que fiz alguma análise busquei pesquisar muito fora do jogo, pra conhecer e entender o que todos haviam concluído sobre e ai, criei meus textos, usando apenas as minhas próprias palavras junto e sobre o produto.



E também, o fato de estudar, pesquisar e conhecer outros trabalhos e teorias não obriga ninguém a concordar ou citar, pois tudo não passa de teorias e interpretações, e não há obrigatoriedade em aceita-las. Somos livres pra concordar com o que bem quisermos, e isso vale na hora de interpretar e compartilhar interpretações.



Errado aquele que acredita que uma interpretação diferente equivale a uma interpretação errada ou mentirosa. Alias, já fui muito acusado de "proliferar falsos fatos", quando na verdade apenas apresentei um ponto de vista original.



Alias, criei o hábito de vincular imagens à palavras, constantemente, pra afirmar e comprovar através delas que certas citações não são invenções, ou que certas visões não são apenas coisa da minha imaginação, dando a oportunidade para que o leitor observe e assimile a informação.



Mas não sou obrigado a fazer isso. É apenas algo que reforça minhas ideias, não é algo que as torna possíveis ou reais, pois elas já se tornam reais no momento que as compartilho. Mesmo se houverem conflitos de informações ou divergências, isso não torna qualquer interpretação "falsa" ou "errada". Alias não existe isso... Podem haver sim textos equivocados, as vezes até com embasamentos errados, com uma interpretação superficial ou incompleta, mas dizer que é "falsa" ou "errada" é por si só um grande erro.

Pior que, eu mesmo já fiz muito isso em meus textos, rejeitando e refutando interpretações diferentes e afirmando que estavam erradas, e eu continuo pensando assim, mesmo sabendo que isso não ta certo. É algo que limita seu ponto de vista a um único patamar, mas outra importante questão ta justamente ai: Qual o seu ponto de vista?



Do que te é oferecido como interpretação só depende de você escolher se quer compartilhar ou não. Mas tente ser ao menos receptivo, tente ouvir, observar e analisar a própria analise. Busque compreender o texto como um adendo ao que você já conhece, e se você não tinha uma noção prévia, considere isso como um ponto de partida para conhecer novas visões.

Lógica

O fator crucial antes de fazer uma análise é conhecer o conteúdo do qual ela fala, isso é obrigatório, afinal como que é possível analisar algo sem nem conhecer?

Mas conhecer não significa apenas saber da história ou ver até o fim. Na verdade isso vai muito além, onde pra se conhecer algo de verdade é preciso dissecar o material, indo fundo e buscando entender o máximo possível, pra usar este conhecimento como ferramenta pra formar uma analise.

Com essa ferramenta, se torna possível buscar por interpretações sem medo de ser feliz, porém, é preciso usa-la da forma correta, sabendo e se limitando ao limite da obra, caso contrário é fácil se perder e misturar as coisas.

Jogos, livros, filmes e etc, tem uma característica em comum: O universo exclusivo. E isso é o que limita a obra.



O universo define o que é real ou não dentro daquele material. Um jogo, possui seu próprio universo, independente de outros jogos, independente de seus planejadores e independente também do que o precedeu ou procedeu. É complicado compreender isso de inicio, mas existem duas formas de se observar um jogo (ou qualquer outra obra fictícia, literária ou de entretenimento): A Forma Comercial e A Forma Existencial.

Comercial é meio óbvio, consiste em tudo que se direciona ao lucro e gastos. O jogo funciona como um produto, avaliado e analisado pelo quanto trouxe aos produtores e o quanto consumiu deles. Esses fatores implicam em interpretações puramente comerciais, com uma divulgação intencionalmente chamativa e/ou reveladora ao ponto de influenciar a perspectiva do consumidor.

Existencial consiste em enxergar apenas o jogo e seu universo, ignorando qualquer fator externo e conectando ele apenas e somente com outros que possuam o mesmo título. Nesse caso, descarta-se coisas como conquistas financeiras e destaca-se a riqueza narrativa.

É possível colocar as duas coisas em um mesmo plano? Sim, porém isso compromete drasticamente o resultado, pois constantemente informações existenciais divergem com as comerciais.

É um caso que muito se apresentou em minhas análises, pois como eu me limito ao lado existencial, coisas como declarações oficiais contraditórias foram insistentemente apresentadas. Porém, eu as descartei, ignorei e rejeitei, pois não era essa a minha base analística.

Muitas vezes, visando conseguir mais dinheiro, são feitos produtos e mais produtos, o que não é nada errado, porém eles não são consideráveis em uma análise baseada no fator existencial, na verdade eles mais prejudicam do que ajudam em uma interpretação, pois tais produtos acabam saturando o mercado e aglomerando os universos com falsas verdades.



É ai que vem as divergências, pois as vezes, uma declaração oficial não combina com um detalhe narrativo. As vezes um jogo puramente comercial, é vendido como complementar, sendo que dentro de uma linha narrativa ele não se encaixaria.
´
Eis a necessidade da lógica ai no meio, pois pra conseguir peneirar esse conglomerado é preciso se afundar e cercar apenas daquilo que abrange aquele jogo, apenas aquele jogo e suas verdadeiras combinações, seja uma continuação ou uma prequel. É isso que eu faço.

Busco conhecer o universo e usa-lo para analisar. Não me importo ou deixo influenciar pelo que dizem fora dos jogos, apenas dou ouvido para coisas dentro dos jogos, e infelizmente muita gente não consegue entender isso. Como eu disse, é fácil se enrolar e misturar os conceitos e assim, se perder em uma interpretação infiel ao que é real... é só dar ouvidos ao lado comercial.

Acredite, os únicos que saem perdendo com isso somos nós, fans e consumidores, pois somos constantemente enganados em nome do lucro. Acredite, só nós ligamos tanto para os jogos ao ponto de teorizarmos feito loucos. A galerinha que fez e vendeu eles, já fez a parte deles e normalmente, não ta nem ai pro que a gente pensa, sabe, aprende ou entende. Se você acha que aquele diretor favorito seu manja tudo dos jogos que criou, pois é, reveja isso ai ta, pois há outro argumento...

Credibilidade vs Crédito

Quantas vezes não ouvi coisas como "O diretor confirmou isso então é real" partindo da boca não apenas dos leitores, mas de outros analistas e críticos. Talvez até você pense assim, afinal, se o cara criou ele tem o direito de dizer o que sua obra significa, não é?

Pois é... não.

Essa é uma opinião que faria sim sentido, se a obra fosse totalmente criada por ele... e ainda assim, antes de aceitar qualquer resposta e assumi-la como a verdadeira, o correto é questionar até que ela faça sentido.

As pessoas se acomodaram a receber a resposta nua e crua e considera-la absoluta, partindo da ideia de que, se o cara criou ele é dono, ele quem define o significado do que ele criou. Mas isso não é um pensamento, digamos, sensato e justo.

Mais pra frente explicarei melhor, mas resumidamente, o criador não é o criador.

Deus fez o mundo em 7 dias correto? Dentro da mitologia cristã é isso o que todos acreditam, e ele é o Criador, visto que ele sozinho deu vida a tudo que existe... agora você enxerga o diretor de um jogo como o deus dele? Apenas siga a linha de raciocínio e responda pra você mesmo: O cara fez o trabalho sozinho?

Dar um nome, escrever o roteiro, conceitualizar os personagens, dirigir o projeto, se você fizer tudo isso sozinho, sim, você pode se considerar o criador, dono da verdade absoluta, visto que você deu o ar da graça pra cada detalhe de sua obra, como um quadro famoso.

Mas, se você não foi responsável pela produção interina, você até pode ser creditado como o criador, mas isso não significa que isso seja real, pois no mínimo você estaria menosprezando o trabalho da sua própria equipe, e se você colocou o nome de todo mundo nos créditos finais, significa que cada um deles tem direito a partilha da credibilidade não?!

Entendeu onde quero chegar? Tipo, dizer por exemplo que "The Legend of Zelda Breath of the Wild" é sucessor direto de "The Legend of Zelda Ocarina of Time" pois em uma conversa descontraída o criador da série, Shingeru Miyamoto concordou e afirmou isso, é algo justo na sua opinião? Na minha, não. Ele não é dono do jogo, nem da franquia, nem dos personagens. Nem a Nintendo (produtora exclusiva desse título) é de fato dona eterna (direitos autorais vem e vão, nunca se sabe o dia de amanhã), quem dirá o cara que deu vida a franquia, junto com uma equipe!



Quem é ele pra sozinho afirmar algo que compete a todo um grupo de envolvidos a decidirem? O fato dele ser o criador? Ele não roteirizou, desenhou, programou, dirigiu, editou, compôs e revisou tudo sozinho, ou fez? Ele pode afirmar que um personagem tem ligação com outro sendo que ele não roteirizou? Ele pode dizer que aquele detalhe visual tem determinado significado se ele não desenhou? Ele pode declarar que aquele detalhe técnico é um easter egg de homenagem se ele não programou? Apenas ignore o nome dele, e responda, ele pode ditar sobre algo que ele não fez parte da produção interina?

É claro que não, e se você respondeu sim... reveja seus conceitos por favor. Talvez sim, no mundo real o fato de você ter os direitos sobre algo te permita dizer o que é e o que não é, mas isso só se aplica até o momento que você permitir que os direitos dessa obra sejam transferidos para outros, e acredite, quando o jogo sai no mercado, ele pertence àqueles que compraram pra jogar! O direito de dizer o que é ou não é pertence a partir de então ao público que em sua massa jogará, estudará, analisará e após observar cada detalhe resultante de todo o trabalho feito pelo grupo que surge nos créditos finais, esse público pode dizer se aquilo é ou não o que declarações oficiais afirmaram ser.



O fato dele ter crédito não torna ele dono de uma credibilidade inquestionável e absoluta. Nem mesmo toda a equipe, unida e munida de seus projetos e documentos conceituais pode impor algo sobre a obra depois que ela foi pra mão do consumidor. Eles podem insinuar, dar dicas, comentar, sugerir, e compartilhar suas ideias, teorias, e suas interpretações, mas em momento algum o que eles dizem se torna inquestionável, a menos é claro que eles usem da mesma fonte que todos os consumidores usam: O Jogo.

Essa é a forma que eu penso. Eu não gosto de pensar que os nomes sobrepujam as obras. E também acho injusto e ilógico adotar de uma crença tão alienada como a de acreditar em absolutamente tudo o que alguém diz, só porque tem um nome.

Produção

Se você chegou até aqui, haja paciência viu, mas eu te agradeço, pois você ta ao menos me ouvindo. Estou com raiva nesse exato instante, pois acabei de testemunhar mais um momento de menosprezamento total da equipe sobre um jogo. O caso do Zelda citado acima.

Eu fico chocado quando escuto alguém atribuir tamanho poder de forma tão irresponsável, fazendo com que toda a equipe fique numa posição insignificante diante o maior renomado. O nome de destaque toma todas as glórias, mesmo se pouco teve haver com a produção.

Falando apenas do mundo dos games, se deixar levar pelas declarações do diretor é a maior ignorância que um fan ou jogador pode demonstrar diante os verdadeiros responsáveis.

Mesmo se o nome for de peso, mesmo se o cara teve muito haver, mesmo se ele fez tudo quase sozinho alias, é errado ignorar o restante da produção. Você já parou pra pensar no tanto de gente envolvida num projeto como um Jogo? Todos aqueles nomes que surgem nos créditos indicam que foram muitos (mesmo em algumas preciosidades singulares como Undertale, em que o diretor foi tudo, há outros nomes envolvidos). Vou resumir os principais "títulos" e o que cada pessoa é responsável por fazer:

Diretor

Como sugerido, o Diretor é o cara que faz a coisa acontecer. Ele organiza, ele dita tudo em meio a produção. Nada é aprovado sem passar por ele, e ele define o que entra e o que sai, como e quais trabalhos serão utilizados, dirigindo e direcionando o projeto para aquilo que ele imaginou.

Mas engana-se aquele que acredita que o fato dele controlar tudo significa que ele sabe de tudo. Se fosse assim, não haveria a necessidade de outros profissionais na produção de sua obra. Por mais proativo e responsabilizado que o diretor seja, o trabalho e a visão artística dele é limitada ao que lhe é apresentado. Hora, ele quem aprova e desaprova, ele quem solicita e coordena, mas ele precisa de algo pra ser aprovado não? Ele precisa que alguém faça aquilo que ele pediu pra ser feito... e a visão dessa pessoa pode e muitas vezes é diferente daquilo que o diretor imaginou.

Nada sai conforme os mínimos detalhes de seu projeto e as coisas vão se adaptando com o tempo, até chegar ao resultado final, que sempre, repito SEMPRE é diferente daquilo que o diretor queria fazer, não por ele ser incompetente, nem por sua visão iluminada ser impossível de trazer a vida, mas por causa das demais pessoas, todas elas limitadas aos seus próprios desejos, sonhos, visões artísticas e ideias.

O diretor quem deve e organiza isso tudo, mas as ideias não são apenas dele...

Game Designer

A equipe de designers do jogo é enorme, e tem um ou vários profissionais pra cada detalhe no jogo. Cenário, objetos, elementos, personagens, qualquer coisinha precisa de alguém pra produzir, e normalmente, é uma equipe dedicada a cada fragmento da obra, todos modelando e produzindo algo que no fim, é combinado e aprovado pelo diretor.

Dentro dos game designers, o responsável pelos personagens pode ou não ser o responsável pelos inimigos, coadjuvantes, ou apenas personagens de fundo. Sim, existem várias ramificações de designers no sentido geral, e todos eles combinam seus talentos, o que cria uma enorme difusão artística.

Roteirista

O diretor pode assumir esse papel, como qualquer outro, porém normalmente o roteirista, ou equipe de roteiristas, é aquele que escreve a história do jogo, em seus detalhes mais minuciosos e característicos. História essa que pode ser presente e evidente, ou não. Há jogos com histórias totalmente narradas, outros com tudo representado pela arte visual, alguns com o texto que vai se desenrolando ao longo da partilha e descobertas de falas, enfim, o roteirista cria o enredo.

Mas como deixei claro, como esse roteiro será utilizado e vitalizado varia de obra pra obra, e de diretor pra diretor. O cara pode decidir combinar o enredo com a arte dos designers visuais, ou simplesmente colocar a história em segundo plano, dando destaque pra jogabilidade, ou o inverso, deixando tudo em evidência enquanto a jogabilidade vale apenas como um meio para se conhecer a história, e mesmo assim, nada nunca sai exatamente como no roteiro.

Muitos fatores secundários influenciam, e no fim, pode até nascer algo novo, completamente diferente do original, e com outros significados do que os idealizados pelo roteirista. Uma história de terror pode virar pura ação, romance, drama, se pá até comédia. Tudo depende, do resultado final.

Diretor Técnico

Existem vários outros diretores, um designado não só pra parte Técnica, mas todas as demais (arte, som, etc). O trabalho deles é, resumidamente, o mesmo do diretor, porém restrito a sua área de atuação especifica.

Eles comandam a equipe em nome do Diretor, e buscam orientar todos da forma ideal do Diretor, mas é claro que cada um tem seus próprios objetivos e ideais, o que no fim, pode combinar, ou contrariar a ideia original do próprio diretor.

Fato é que, o trabalho deles, em englobar o material de sua área de atuação, jamais será tão exato quanto o que o Diretor do projeto todo deseja, podendo superar as expectativas ou nem alcança-las. Dentro do que é construído, o Diretor precisa em conjunto com o Diretor Técnico encontrar uma forma de utilizar tudo de forma prática e funcional.

Programadores

O que traz vida de fato ao jogo são os programadores, que pegam todo o material conceitual e junta em um único porém multifacetado produto. São tantos programadores quanto necessário para compor a união de todas as ideias acima citadas, dos profissionais mencionados, em prol do que o diretor ordena.

Porém, a capacidade dos programadores também se limita ao que eles sabem e pensam. As vezes uma ótima ideia acaba sendo deixada de lado por falta de praticidade ou possibilidade de se programar. As vezes, detalhes técnicos são abandonados pela extrema dificuldade de se realizar ou simplesmente, por não ficarem legais no produto final.

Tudo depende nesse ponto da produção, da equipe de programadores, tão importante quanto qualquer outra função, sem mais nem menos. As ideias muito conceituadas passam a se materializar na programação, e o resultado final pode sim ser diferente do original, e na maioria das vezes, esse é o desfecho.

Animador

Não são todos os jogos, mas grande maioria utilizam de CGI e vídeos pra contar a história, ou pra ligar uma parte do gameplay à outra. Há uma equipe com esse fim, que cria esses filminhos, utilizando como base a arte conceitual e até a arte dos Designers. Mas na maioria das vezes, fica evidente quando é CGI e quando é o próprio gráfico do jogo, mesmo eles tendo as mesmas características base. Isso ocorre pois a equipe se dedica aos mínimos detalhes da animação, sem precisar se preocupar com fatores técnicos ou de programação.

Eles apenas criam uma animação que precisa fazer sentido e entrar em contexto com o resto do jogo, porém quanto melhor ela for, melhor pro jogador! Por essa razão é comum surgirem animações com artes muito mais detalhadas, atrativas e até bonitas que as originais e visualizadas no próprio gameplay. E isso se destaca muito, como nos Final Fantasys da vida.

Curioso que, como as animações são um trabalho a parte porém complementar, a evidente diferença é aceita e as vezes até ignorada, pois faz parte do jogo. Mas saiba que essas diferenças de arte também pesam na hora de passar uma mensagem, e sim, isso também influencia no todo.

Diretor de Cinemática

Mesmo com toda a liberdade da animação, ou da programação, existe a galera responsável pela "posição das câmeras". Onde e como cada coisa será mostrada, não só faz parte da equipe de Storiboard como também de Cinemática, e há um diretor designado pra isso.

Acredite, as vezes o ângulo das imagens pode mudar muita coisa.

Diretor de Som e Música

Som é diferente de música, e existem dois grupos dedicados na produção e manipulação individual desses fatores. Eu cito o diretor pois ele quem organiza e tudo mais, mas o cargo de destaque nessa função é o compositor.

Tanto a galera que faz a sonoplastia quanto os instrumentistas tem a grande responsabilidade de criar o clima com a experiência audiovisual plena. Eles precisam criar os sons certos, e as músicas certas, pra dar mais vida ao material final.

Repare que, a música mesmo quando ausente, pode mudar completamente o contexto do que ta ocorrendo e sim, pode afetar drasticamente o próprio enredo. Uma música alegre num momento tenso pode criar algo cômico, e sim, da pra tirar até risadas dessa forma.

Dubladores

Não é todo jogo que conta com isso, e quanto conta nem sempre é em multiplos idiomas, mas os dubladores afetam na personalidade dos personagens, e podem mudar o contexto das cenas, alterando também a ideia original da mesma.

A arte de dublar é bem tensa, e se o profissional escolher a voz errada, parte do clima e do trabalho pode se perder. As vezes, um momento que deveria ser dramático pode perder todo o drama e se tornar descartável, quando no produto original deveria ser destacável.

Testadores

Depois que o jogo ta pronto, ele passa pela edição final baseada nos testes. Bugs, Erros, Problemas em Geral, tudo isso é descoberto pelas mãos de testadores que jogam várias e várias vezes a mesma coisa, de formas diferentes, forçando e explorando a física, o sistema em si, tudo o que existe no jogo, desvendando os problemas para que a galera da Programação e da Técnica corrijam.

Sem eles, todo jogo sairia como Beta, e sofreria com manutenções posteriores com base no que os consumidores descobriram com seus próprios gameplays. Alias, há jogos que fazem isso, mas ainda assim eles tem seus testers pra diminuir a quantidade de irregularidades.

Depois deles revisarem e o produto passar por todas as aprovações, ele vai pra Distribuidora, que define como ele será divulgado e vendido em conjunto com o Markenting e por fim, ele chega nas mãos do consumidor.

Tradutores

Isso porque ainda tem os tradutores, onde jogos com múltiplos idiomas recebem traduções oficiais, que podem mudar nomes e significados. Isso pode não soar tão significativo, mas é sim muito importante e, as vezes, o trabalho do redator mesmo depois de passar por todo o processo, é alterado na tradução e uma vez que a modificação foi feita, aprovada e vendida, não há volta.

Meu deus... se você leu até aqui deve estar um pouco cansado. Desculpe se cometi algum erro em alguma descrição profissional, eu tentei parafrasear da forma como eu enxergo esses trabalhos, mas caso queira pesquisar mais a fundo o que cada cargo e profissão significa, faz e exige, não tenha medo nem se segure, manda ver e aprenda o máximo que puder! Mas voltando ao assunto...

Repare no tanto de envolvidos, repare no tamanho do processo, pense no quanto o mesmo trabalho é alterado e por quantas mãos ele passou até virar o jogo que você tanto gosta.

Muito se perdeu, muito se criou, e o que importa não é a ideia original, mas sim a final. O resultado é o que você conhece, então me responda: Você acha justo considerar como absoluta as declarações do diretor?

Por mais que o cara tinha o controle do produto, não era só ele, nem apenas suas ideias. O produto final é o resultado do impacto de dezenas de interpretações, ideias, visões, etc. Por mais que o Diretor tenha aprovado ou negado qualquer conceito, o produto final não é apenas dele, mas sim de todos que o ajudaram na criação. Logo, indiferente de quem for, membro ou não da produção, todos são suspeitos quando chegam pra declarar algo.

Me refiro às coisas como grandes revelações, um segredo de um personagem, a resolução de um furo no roteiro, a explicação de um mistério que o próprio jogo parece ignorar... se chega alguém da produção com a resposta, não acredite nela pensando que o conhecimento dos criadores é absoluto. Acredite nela apenas e somente se ela soar verídica dentro da sua própria experiência. E se não for, questione! Sempre questione! Pois a verdade só vale quando ta no jogo.

Mídias Diferentes

Seguindo essa mesma linha de raciocínio, outra coisa a se considerar são os formatos da mídia na qual certas informações se encontram. Muitos consideram todo material pelos créditos e ignoram as origens, o que apesar de costumeiro, não deixa de ser um grave equívoco. Algo que piora ainda mais esse cenário são as Informações Extraoficiais de Spin-Offs ou Produtos Complementares.

É comum haverem dúvidas pra se compreender um jogo, ou uma franquia de jogos. Muitas vezes, pela constante e comum troca de produção/elenco, o material resultante acaba por ser levemente ou completamente incompatível com outros de mesmo título. Fica sob critério e responsabilidade de quem quiser compreender, buscar por interpretações ou informações que de alguma forma os auxilie nesse sentido, e ai surge o baita erro de se apoiar em tudo que soe verídico.

O problema está no péssimo hábito de confiar em qualquer informação, sem questionar absolutamente nada, desde que ela possua a assinatura da produtora, desenvolvedora ou distribuidora. Eles acabam assumindo uma posição hipotética de soberania sobre toda a verdade, e o consumidor/jogador tem uma falsa impressão de que pode confiar nas assinaturas, acreditando que as empresas se deram ao trabalho de analisar os trabalhos a fundo, quando na verdade, tudo só serve pra criar mais grana.



O objetivo das empresas em geral e obter lucro através do produto financiado. Pra eles, pouco importa se há lógica no mundo imaginário presente naquilo que eles produzem, eles se importam com números, apenas isso. Eles ligam pra quanto conseguem estender o lucro em cima de uma marca, e tudo que for de alguma forma produtível e rentável, eles apoiam e assinam embaixo, sem pestanejar.

Detalhe esse que muitos consumidores parecem ignorar completamente, mantendo o otimismo de que, suas empresas favoritas e renomadas são confiáveis ao ponto de só aprovarem o que realmente faz sentido pro complemento de seus jogos... isso é ser inocente de mais.

Mas ignorando esse meu pré-julgamento, preciso te explicar melhor onde que o erro se caracteriza.

Há casos em que um jogo cheio de furos de roteiro tem uma pseudo-continuação em forma de Mangá. Essa continuação, prometendo explicar o que não foi possível dentro do jogo, traz várias informações complementares e reinterpretações de coisas do jogo.



Até ai, tudo bem, correto!? Eu preciso dizer que não. Na verdade esse material serve apenas como consulta pra criação de interpretações. Ele não é de fato complementar, nem responde de forma inquestionável qualquer dúvida, e isso se deve a um simples detalhe: Produção.

O jogo é o resultado de variados materiais misturados. Muitas ideias se criam, muitas ideias se perdem, mas o que importa é o que ta la, no material final. Um mangá, não é um jogo, então não serve como produto complementar, justamente por não ter espaço dentro da produção. Ele não passou pelo mesmo processo de criação, nem teve interferência e influência de equipes tão variadas quanto a do jogo, então, não há razão pra tratar o que há nesse mangá como complementar. Seria como, pegar uma arte conceitual que não chegou a ser utilizada no jogo e usa-la como base pra uma interpretação definitiva.

Qual o sentido em pegar algo que, por mais planejado e bem bolado que fosse, não chegou a marcar espaço dentro do jogo, e simplesmente acrescentar e considerar como se fosse parte do jogo? Muitos acham que o fato da empresa assinar, de alguém da equipe aprovar, ou de simplesmente o diretor confirmar, faz desse material extra, algo que continua, completa, explica ou apenas junta algo no(s) jogo(s).

Mas isso é de certa forma um pensamento muito egoísta, pois se fosse algo real, o trabalho de todos os demais envolvidos na produção se tornaria indiferente.

Apenas pense: Se o diretor pode rejeitar uma ideia de dentro do jogo com Materiais Complementares, significa que o que existe no jogo não é real?

Dentro de uma analise lógica, o jogo é a única verdade absoluta que podemos considerar. Esse é o pensamento correto, justo, coerente e mais preciso, afinal, o que vale mais: O jogo ou o material conceitual?

Acredite se quiser, mas as empresas sabendo dessa fragilidade e inocência de seus fans, criaram outro hábito comercial muito injusto, que antigamente, era uma forma opcional de se complementar algo, mas que os fans deram tanto crédito, que hoje virou um meio oficial e até OBRIGATÓRIO para se ter um produto completo: DLCs



Tem muita gente, como eu, que desconsidera as DLC's e expansões, por reconhecerem que se não ta no produto final, é porque é apenas algo pra puxar mais grana ou oferecer mais diversidade. Mas, existem franquias que sem suas DLC's, estão incompletas, o que resulta no fato de muitos jogadores não conhecerem o trabalho completo do que eles mesmos já compraram. Realidade triste, mas realidade.

Para que consigamos interpretar jogos, precisamos lembrar o que os jogos são, e manter essa lembrança sempre em evidência, se certificando constantemente que ela permanece em evidência.

Apenas jogos valem no mundo dos jogos, mas mesmo assim, não esteja nem seja muito confiante não, pois da mesma forma que materiais complementares são opcionais e descartáveis, certos jogos e DLCs também são.

Nenhum jogo é feito exatamente pela mesma equipe, então como alguém pode afirmar que um jogo, feito por outra equipe completamente diferente, serve de complementar ao jogo anterior? Pois é, no muindo dos jogos, o que nos da essa segurança é justamente a diversidade na produção, junto à lógica.

Não basta jogar e ter a marca oficial, é preciso saber reconhecer o que é ou não válido, o que recebeu ou não um trabalho preocupado com os detalhes da trama anterior e o que deve ou não ser considerado real.

É um trabalhinho intenso e minucioso, mas que qualquer jogador mais atento aos detalhes desempenha facilmente. Tudo gira em torno de o quão decente o jogo é, e o quanto ele tem a acrescentar.

Reconhecer o quanto um jogo é bom e o quanto ele tem a oferecer não é algo que se consegue lendo declarações oficiais, buscando a marca da empresa, caçando a assinatura do diretor ou coisas do tipo. Você descobre isso, jogando.

É dai que sai meu principal argumento:

Se não concorda com algo, se duvida, se quer tirar a prova real, jogue. Não há forma mais segura de descobrir se algo realmente é válido ou não (você pode ler minhas analises também, mas ainda assim eu recomendo que jogue rs).

Se pra você, aquele mangá, filme, animação, série ou até jogo (nesse caso, spin-off, dlc, remake, sei la) fez sentido, ótimo, se ele de fato serviu pra complementar a sua própria interpretação, JOIA! É exatamente pra isso que esses produtos devem servir, como bases pra interpretação. Mas, esse material só serve de base, não de justificativa. Eles não são prova de que aquela interpretação é a certa, ou mais coerente. Eles podem até servir de argumento, referência, mas jamais se apoie neles como fatos, pois isso jamais serão.

Mesmo se a revelação vier a ser eternizada e validada em um jogo oficial posteriormente, ou se for descoberta em um jogo real da franquia, lembre-se que ela só é válida, por ter se tornado válida. Mas antes disso, qualquer insinuação é apenas uma mera forma de interpretar ou de influenciar uma interpretação. Eu, particularmente, prefiro ignorar essas bases, e criar as minhas próprias, com interpretações mais originais e voltadas somente pra franquia, pois como mencionei várias vezes, o que vale é o jogo e o que ta nele.

Pra encerrar, menciono os produtos Cânones, que são em resumo informações oficiais e complementares presentes em jogos não oficiais ou em conteúdo spin-off. Ao meu ver, esse tipo de material é totalmente ignorável, e entra na mesma classificação dos materiais base pra interpretação.

Por mais que publicamente e oficialmente as informações cânones sejam aceitas, elas jamais substituirão fatos. Ideias cânones servem pra complementar em teoria, como qualquer informação fora do jogo, mas jamais devem ser tratadas como absolutamente corretas, ou incontestáveis, muito menos apresentadas como fatos.

Ser cânone significa apenas que aquela teoria ou interpretação, ou detalhe técnico, é melhor aceito aos olhos da equipe, ou parte da equipe que produziu o jogo, mas lembre-se que as equipes mudam, então essa ideia cânone pode se perder também, logo, ela pode ser desbancada ou descartada a qualquer momento, inclusive se uma teoria melhor e mais concreta surgir em contradição.

Enfim... é isso.

É assim que eu penso gente, é assim que minha mente funciona.

Se discorda, esteja livre pra comentar e me ensinar. E até a próxima... 

2 comentários:

  1. Siiiiim, as pessoas deviam levar isso pra vida em tudo. Pesquisar, ler, tentar entender e encontrar uma lógica, quem sabe assim não caíssem em tanta notícia falsa.
    E o que é real hoje pode não ser amanhã, vide star wars onde o que era cânone virou legends, ou até mesmo as descobertas científicas, nunca são verdades absolutas.
    Marte

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente. É legal ter algo pra se sustentar, mas não é bom ficar dependente, e também é sábio escolher no que acreditar mediante o que faz sentido, simples assim. Mudar de opinião não é problema, desde que o foco seja sempre se conscientizar e manter atualizado, dentro do que é coerente.

      Mas algo que nunca fica errado, é interpretação voltado somente e exclusivamente pro que já não pode mais mudar... daí não tem desculpa, pois não da pra mudar algo que já ta la, pronto. Agora material externo, secundário, paralelo ou meramente dedutível pode confundir muito mais do que responder, valendo mais simplesmente ignorar do que tentar forçar a realidade.

      Marte...?

      Excluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Seguidores do Google+